Danger Line

2 Vida Dupla.


Notas iniciais
Bom, resolvi postar um capítulo novo hoje, já que eu me empolguei pela boa aceitação que a ideia da fic teve. *-*
Enfim, quero agradecer muito pelos reviews e deixar uma dedicatória para a minha leitora: inducedeuphoria, que simplesmente manda reviews em TODAS as minhas fics publicadas no site. (: Muito obrigada pelo apoio de verdade, eu fico muito feliz.
Boa leitura pra vocês. ♥

VIDA DUPLA.


Arin’s POV.


Três da manhã. Lucy havia simplesmente desaparecido.

Eu ainda estava do lado de fora do estádio, sentado, esperando por ela.

Era difícil acreditar que talvez ela tivesse ido com os caras da banda pro hotel. Ela não era assim e me custaria muito encontrar o lugar onde eles possivelmente estariam hospedados, quem dirá então saber o quarto e o que eles fizeram com a minha amiga.

Inclinei o corpo para trás, pousando meus cotovelos contra o chão.

Tive a leve impressão de que logo algum segurança maldito iria me expulsar de lá. Eu não podia ir... Lucy não me deixou nem se quer um sms no celular.

Talvez eu estivesse enganado e o que Lucy sentia por aqueles caras era uma tremenda taradice e acabou indo para o hotel com eles. Será? Mas Lucy não era assim...

Onde será que ela estava? Com eles? Perdida? Procurando-me?

Obviamente que estaria com eles... Bom, eu quem não iria atrapalhar. Lucy não era irresponsável e eu sei que logo mais ela me ligaria.

“Lucy, assim que você acabar com essa sua manifestação sexual com cinco homens, me liga que eu venho te buscar, estou te esperando aqui desde que o show acabou.

Da próxima vez, AVISA!”


Sei que o recado que deixei em seu celular parecia que eu realmente estava muito bravo com ela, embora não estivesse. Eu estava preocupado, isso sim... Mas como sempre dizem, notícia ruim chega rápido.

Lucy’s POV


Estava tudo girando, silencioso e sufocante. Minha cabeça pesava como se nela estivessem amarrados vários tijolos.

Lembro-me vagamente da noite passada. Ou será que ela realmente aconteceu? Eu estava com os caras do Avenged Sevenfold! Só podia ser um sonho.

Abri os olhos lentamente, sentindo uma dor insuportável, enquanto todos meus músculos formigavam.

Parecia que eu havia desmaiado.

Lentamente, fui apoiando-me com os cotovelos para poder me sentar na cama. Pelo menos, onde eu estava era realmente macio como tal.

Ao dar por mim, percebi que não estava em meu quarto, e foi aí que uma pontada leve no estômago começou a me incomodar, como se de repente o medo e a dúvida fossem tomando conta de todas as minhas articulações.

Como um salto, movimentei-me, tentando encontrar meu celular.

Nada.

Revirei os lençóis tentando encontrar as minhas coisas.

Percebi que ainda estava com a mesma roupa que fui ao show... O show... É... Não havia sido um sonho... Mas onde mais eu poderia estar?

O fato de eu estar com a mesma roupa do dia anterior era um bom sinal, apesar do restante das minhas coisas terem simplesmente desaparecido.

Eu estava em um quarto pequeno e estranhei ao perceber que não havia janelas. As paredes eram todas brancas e havia uma pequena cômoda ao lado da cama. Madeira envelhecida, da qual soltavam algumas farpas.

A cama da qual eu estava era larga, parecia ser de casal, e por sorte não estava toda bagunçada como se alguém tivesse dormido comigo. Outro bom sinal.

De repente, ouvi passos, e com um desespero natural, corri até a cama, tornando a me deitar sobre ela.

- Está dormindo ainda? – ouvi uma voz assustadoramente conhecida falar.

Sem hesitar, sentei-me na cama, mal podendo acreditar em quem estava diante de meus olhos.

- Synyster Gates?! – perguntei boquiaberta, coçando meus olhos para ter certeza de que tudo aquilo não era simplesmente um sonho.

- Já é meio dia. – dizia ele tranquilamente, sem se importar com a minha surpresa extravagante.

- O que aconteceu? – perguntei franzindo o cenho, enquanto tornava a olhar o meu redor.

Sendo assim, comecei a me sentir mais segura. Se estava com meus ídolos nada de ruim poderia me acontecer.

- Digamos que você não aguentou o Boa Noite Cinderela que eu coloquei na sua bebida. – ele disparava um riso irônico que me deixou levemente confusa. – Se eu soubesse que o efeito se aplicava tão bem em você... Teria colocado uma dose menor... Olha só até que horas você dormiu! – Synyster exclamava com naturalidade.

Fiquei encarando-o, abismada, tentando processar aquelas palavras. Boa Noite Cinderela? Ele havia me dado algo para dormir? Pra quê? E onde eu estava?

- Onde estou? – disparei.

- Já trago seu almoço. – ele sorria, tornando a abrir a porta que estava logo atrás dele, disparando um leve sorriso.

- Mas... – levantei-me da cama, indo até a porta.

Synyster, porém, rapidamente fechou-a, impossibilitando minha passagem, quando ouvi um barulho que me deu calafrios.

O trinco estava rangendo levemente.

ELE ESTAVA TRANCANDO A PORTA?!

Precisei checar. Girei a maçaneta e vi que a porta realmente não se abriu.

- EI! – gritei, batendo levemente contra a madeira. – Syn?!

Não obtive resposta.

Apesar das atitudes completamente estranhas dele, tornei a me sentar na cama.

Ele era guitarrista de uma banda famosa e com certeza não me faria nenhum mal.

Preferi manter a calma e esperar. Ele disse que voltaria com o almoço, não?

Fiquei mais alguns instantes apenas aguardando, quando finalmente ouvi um barulho na fechadura.

Vi suas madeixas longas surgirem pelas frestas da porta, quando dei por mim, ele estava trazendo uma bandeja com lasanha e uma rosa vermelha dentro de um copo transparente com água.

- Nossa! – exclamei confusa.

Vi que ele me disparou um sorriso sutil entre seus belos lábios e sentou-se ao meu lado.

- Imagino que esteja com fome. – dizia ele.

- Sim, muita! – respondi, apanhando o prato. – Não tem nenhum remédio aqui pra eu dormir, né? – perguntei num tom de piada, embora minha consciência tivesse achado completamente ridícula.

- Por quê? Você gostaria? – ele perguntou de maneira sussurrante e séria.

- Não. – debatia de imediato, arqueando as sobrancelhas.

Synyster era muito estranho. Eu não podia acreditar que ele seria assim. Ao vê-lo nos palcos acreditava que ele fosse uma pessoa mais animada, engraçada, mas ele parecia ser tão sério e tão misterioso... Medonho.

- Onde estão os meninos? – perguntei enquanto comia.

- Ah, estão descansando. – ele dava de ombros. – Queria ficar sozinha comigo, é?

- O QUE?! – arregalei os olhos, engasgando-me com a própria comida. – Não, foi só uma pergunta!

- Sei. – ele se erguia da cama, disparando-me uma piscadela. – Quando terminar de comer, só avisar.

- Está bem, mas... – perguntei, enquanto observava que ele retirava uma chave dos bolsos e ia até a porta. – Por que você vai trancar a porta?

- Segurança. – ele dizia apenas.

- Segurança de que?

Perguntei, porém ele simplesmente já havia se retirado do quarto e tornando a trancar a porta.

Estranhei. Que tipo de ídolo tranca sua fã dentro de um quarto completamente fechado? Embora eu tentasse manter a calma, estava achando tudo aquilo completamente fora do normal.

Ele mesmo havia confessado que me deu remédio para dormir e agora me mantém trancada?!

O que significa tudo isso?

Brian’s POV.


- Syn! – ouvi Jimmy me chamar, enquanto eu estava distraído jogando vídeo game.

- Fala. – respondi.

- Ô cara. – Jimmy, porém, continuava me cutucando. Eu sabia que ele estava fazendo aqui só pra me irritar.

- FALA PORRA! – respondi, pausando o jogo. – Que é caralho?

Ele deu uma risada alta, sentando-se espalhafatosamente ao meu lado e roubando um gole da minha cerveja.

- Já devolveu a menina? – perguntou ele.

- Fala baixo! – resmunguei, revirando os olhos. – E devolve a minha cerveja!

- Ai, parece que alguém aqui está estressadinho! – ele me imitava de um jeito completamente gay.

- É que você fica falando essas coisas em voz alta, seu viado! – revirei os olhos. – Só você sabe desse meu fetiche de sequestrar groupies e fazer sexo selvagem!

- Mas tu já devolveu a mina, né? – ele me perguntava, arrotando logo em seguida.

- Ainda não, eu não pude aproveitar. – sorri descaradamente. – Acho que exagerei na dose e ela acordou agora pouco. – revirei os olhos. – Mas ela já deu indícios de que estava gostando... Perguntou se vocês estavam aqui e tudo mais... Deixa ela comer, coitada, precisa de energias pra hoje de noite.

- Vai segurar ela tudo esse tempo lá? – Jimmy arregalava os olhos. – E se ela perceber e te acusar de sequestrador?! Imagina só... O guitarrista super conceituado do Avenged Sevenfold é um maníaco sexual!

- Ah, vai nada! Elas gostam! Saca só... Teu ídolo te sequestrar... Toda mulher quer isso.

- Ah... Toda mulher quer isso segundo você mesmo né? – Jimmy me zombava, rindo.

- É! – respondi descaradamente, acompanhando com uma risada. – Mas sei lá, seu viado... De todas, essa tal de Lucy é a mais gata! Não sei se eu vou devolver ela tão cedo...

- Espero que você esteja brincando... – Jimmy ria, sem levar minhas palavras a sério.

O que ele não sabia é que eu realmente estava falando sério e nunca estive tão certo de agora.

Realmente, eu não pretendia devolver Lucy tão cedo.

Notas finais
Bom pessoal, aí mais um capítulo curtinho pra vocês, mas devo avisar para não irem se acostumando com essa rapidez em atualizar a fic, pois semana que vem, nenhuma das minhas fics serão atualizadas devido as provas da faculdade que vão começar.
Então eu achei legal presentear vocês com mais um capítulo até mesmo devido a isso.
O bom é que depois das provas, se tudo correr bem, eu entro de férias e aí tudo ficará mais fácil. Tanto para atualizar essa fic, como Light. Quem ainda não leu, sugiro que leia, mesmo que ela esteja bem grande. Digamos que é uma fic que me dá orgulho. (:
Enfim, espero que tenham gostado do capítulo e aguardo seus reviews. *-*
Aliás, gostaram da capa?
Enfim, é isso.
Beeeijos ;**