Danger Line

3 Confinamento.


Notas iniciais
O Nyah ao postar a minha fic, não está respeitando a formatação que está na minha caixa de texto, já troquei de navegador e eu não estou conseguindo arrumar. Desculpem-me.

CONFINAMENTO

Lucy’s POV.

Eu já estava ficando impaciente. Andava de um lado para o outro, esperando que ele finalmente aparecesse.

Não havia entendido ainda a necessidade de ele ficar me trancafiando dentro de um quarto completamente fechado. Queria sair logo dali, já estava ficando beira à loucura do tédio.

- Lucy? – ouvi a voz de Syn, dando-me um leve susto. Dei um salto para trás, mas logo me estabilizei, encarando-o de cara fechada.

- Posso sair daqui agora? – resmunguei, revirando os olhos.

- Por que iria querer sair assim tão cedo? – ele sorria, aproximando-se da cama e apanhando meu prato vazio. – Não está gostando de passar um tempo conosco?

- É bem ruim ficar aqui trancada dentro de um quarto completamente fechado. – continuei resmungando. – E ainda não entendi a necessidade de você querer me trancar aqui! Eu adoraria passar um tempo com vocês, mas até então o único que eu estou vendo é você.

- Relaxa, menina. – ele se aproximava de mim, olhando-me dentro dos olhos.

Pela televisão, nunca podia imaginar que aqueles olhos eram ainda mais enigmáticos pessoalmente. Aquela forma de me olhar era como se dissolvesse todas as armas que eu tentava impor diante daquela situação tão esquisita.

- Estou preparando uma surpresa. – ele sorria ao perceber minha reação menos arisca com sua aproximação.

- Que surpresa? – não pude conter curiosidade diante daqueles belos olhos que me encaravam tão de perto.

- Você vai descobrir se for paciente. – ele se aproximava ainda mais de mim, tocando seus dedos no meu queixo.

Eu não esperava por aquela atitude e simplesmente ainda não consegui compreender a necessidade de tudo aquilo.

Estava completamente rendida diante daquele seu jeito que me fazia disparar suspiros. Afinal, ele era o Synyster Gates e estava me pedindo para ficar.

- Está bem... Mas ao menos você pode me dizer onde eu estou? – perguntei na esperança de que ele finalmente iria responder uma das minhas perguntas.

- Isso também é uma surpresa. – ele inclinava o corpo para ficar a minha altura, dando-me um beijo na bochecha.

Rapidamente ele se afastou, tornando a se retirar do quarto e trancar a porta.

Apesar de ser meu ídolo e de eu saber que muitas morreriam para estar no meu lugar, eu estava odiando essa ideia de ficar trancada. Além do fato de que eu tinha que avisar ao Arin onde eu estava. Realmente ele deveria estar morrendo de preocupação comigo.

Arin’s POV

Lucy ainda não havia chego. Eu estava quase ligando para a polícia para saber onde aquela menina tinha se enfiado. Não era normal ela desaparecer daquela forma sem me dar no mínimo uma satisfação.

Logo quando fomos morar juntos, deixamos bem claro as regras. Nunca deixar o outro preocupado com eventuais sumiços, e sinceramente eu já estava quase ficando com os cabelos brancos de tanta preocupação.

Apanhei o telefone, pronto para entrar em contato com a polícia, mas então senti meu celular vibrar no meu bolso.

Lucy’s POV.

Aquele quarto realmente precisava de uma bela faxina.

Abri as gavetas da cômoda que havia ao lado e me assustei com a quantidade de camisinhas que havia lá. Sem contar as algêmas, chicotes, calcinhas e sutiãs de couro, parecia até coisa de maníaco sexual.

Ao ver aquela quantidade de objetos, assustei-me, como se de repente eu recebesse um choque de realidade.

Rezei imediatamente para que aquelas coisas não tivessem nada a ver comigo.

Meu instinto dizia que eu precisava dar o fora dali o quanto antes.

Ajoelhei-me contra o chão, tentando buscar algo por debaixo da cama, que como todos os outros móveis estava empoeirada.

Enfiei a mão por baixo do colchão, e apanhei um grampo de cabelo com fios pretos emaranhados.

Outra garota possivelmente já esteve aqui.

Engoli seco.

Eu não estava gostando nada dessa história.

Arin’s POV

- Ah, entendi. – respondi com desanimo à Karl, meu amigo, que havia me ligado apenas para dizer o quanto Lucy era sortuda e o quanto sua irmã estava com inveja dela.

- Você me parece desanimado. – dizia ele do outro lado da linha.

- Ah, não é nada... Não se preocupe. – suspirei.

- Ah Lucy já voltou? Eu a vi saindo com os caras do Avenged depois do show... Não tem noção de como aquelas meninas invejosas ficaram falando mal dela.

- SÉRIO?! — gritei desesperadamente. Já era uma primeira pista. Então a safadinha foi para o hotel com eles. Está aí uma coisa que eu não esperava da Lucy.

- Sério chamaram ela de...

- Não cabeção... Sério que ela saiu do estádio com eles?

- Sim! – Karl afirmava, mostrando certeza em sua voz. – Era ela sim...

- Obrigado. – respondi, desligando o telefone logo em seguida.

Desliguei a televisão e fui rapidamente até a minha picape. Precisava voltar até o Estádio e descobrir tudo que eu pudesse antes que os pais da Lucy ligassem querendo falar com ela.

Brian’s POV

Estava silencioso demais. Ainda bem que Lucy não era do tipo de garota que ficava gritando desesperadamente a fim de chamar atenção. Talvez por que ela ainda não percebeu o que estava acontecendo ali.

Pode parecer estranho eu gostar dessa coisa de sequestrar minhas fãs, mas cada louco com sua mania e seus gostos.

Eu me sentia bem fazendo isso, embora realmente não lhes desejasse mal. Eu sempre lhes pagava a passagem de volta, embora houvesse algumas mais atiradas que imploravam para ficar.

Não sei o motivo disso, mas Lucy me chamou muito a atenção desde que estava lá da plateia e ainda mais quando começou a cantar. Realmente, ela tinha muita energia e na cama deve ser a mesma coisa.

- Syn, trouxe pizza! – Jimmy chegava com três caixas nas mãos e mais uma sacola repleta de cerveja.

- Ah, me dá essa caixa aqui. – respondi, apanhando uma qualquer.

- VOCÊ NÃO DEVOLVEU AINDA?! – ele arregalava os olhos.

- Devolveu o que? – ouvi Zacky perguntar da sala.

- Olha só quanta pizza!. – abri a caixa, percebendo que Zacky chegava até ela rapidamente, como se fosse atraído por um imã.

Jimmy e eu rimos.

Pelo menos ele havia se esquecido do que ouviu.

Repreendi Jimmy com o olhar, porém ele não se importou apanhando-me pelo braço e me levando no canto da sala.

- Syn, eu estou te avisando que é melhor você mandar essa menina embora logo! Nunca que uma fã sua ficou presa por tanto tempo, os meninos vão acabar descobrindo!

- Por isso que você é meu melhor amigo. – sorri descaradamente. – Para me acobertar!

- Eu não vou ser cúmplice de sequestro. – ele cruzava os braços.

- Jimmy, você está ouvindo alguém gritar? Não, ou seja, ela está gostando. – sorri. – Preparei uma baita surpresa para ela.

- Bom, já que você não vai mesmo mudar de ideia vou levar seus jogos de GTA pro meu quarto.

- Está bem. – revirei os olhos.

Lucy’s POV.

Eu já estava ficando impaciente. Não era possível que aquele homem iria me manter trancada naquele quarto por muito tempo.

Apesar de ser muito fã da banda, já estava ficando irritada com toda essa história sem sentido. O que Synyster Gates planejaria me deixando aqui trancada? Uma surpresa? Que surpresa? Aquilo tudo estava tão bom que até santo desconfiaria.

Eu queria mesmo era ir embora, Arin provavelmente já estaria completamente preocupado comigo.

Suspirei, tentando manter a calma. Synyster Gates não me faria nenhum mal, embora essa atitude insana em me deixar trancada estivesse destroçando com todo meu encantamento por ele. Será que ninguém o avisou que mulher não gosta de se sentir presa?

De repente, ouvi um som alto tomar conta de todo o cômodo. Eu conhecia perfeitamente aquela música.

Rifs de guitarra rápidos, uma bateria mais pausada acompanhada do baixo.

“Caught up in this madness too blind to see

Woke animal feelings in me

Took over my sense and I lost control

I'll taste your blood tonight”

Era como se toda a acústica tomasse conta do quarto.

Eu estava perdida sem entender de onde vinha aquele som e o motivo de ser tão estridente.

Arregalei os olhos e me aninhei em um dos vértices da parece, encarando claramente a porta, esperando pelo que fosse sair dali.

A música que tocava era Scream e eu sabia muito bem qual era o seu significado.

- Boa Noite, Lucy!

- AH! – disparei um grito e rapidamente fechei os olhos sem acreditar no que eu havia acabado de ver.

Era Synyster Gates, vestindo apenas uma calça jeans e com o peitoral completamente exposto. Estava com uma espécie de coleira no pescoço, com vários espetos. Parecia um gogoboy, striper...

Por que eu estaria agindo assim? Aquele homem simplesmente era perfeito e estava daquele jeito apenas para mim.

Era inacreditável pensar de que aquilo era real, mas ainda não entendi o que ele pretendia fazendo todo aquele teatro.

- O que é isso? – perguntei me recompondo e cruzando os braços, criando coragem para encarar aquele seu corpo e aquela forma da qual ele me olhava, fazendo com que minhas pernas tremessem e minhas mãos suassem.

- Ora, vai me dizer que você nunca sonhou com algo assim? – ele sorria no canto dos lábios, fazendo com que meu lábio inferior perdesse a força, deixando-me de boca aberta.

- Como assim? – foi a única pergunta estúpida que consegui perguntar.

- Vou te mostrar. – ele ia se aproximando lentamente de mim, olhando-me fixamente dentro dos olhos.

Sempre cheguei a imaginar como seria o Synyster Gates me olhando daquela forma que utilizava sempre que dominava uma guitarra. E a sensação estava ali, bem naquele momento. Era como se seus olhos tomassem conta de todo o meu corpo. Ele era incrivelmente perfeito e charmoso e não havia melhor palavra para descrevê-lo.

Ele foi se aproximando cada vez mais, ao ponto de que eu já podia sentir sua respiração contra meu rosto. Suas mãos passaram pela minha cintura, segurando-me firmemente, puxando-me contra seu corpo.

- Mas o que significa isso? – perguntei arqueando as sobrancelhas. Jamais na minha vida pensei que teria algo com o famoso Synyster Gates assim tão facilmente.

- Eu vou realizar todos os seus desejos... Até mesmo os mais sujos. – ele sussurrava nos meus ouvidos.

- O QUE?! – perguntei me debatendo, enquanto eu tentava me livrar daqueles seus braços largos e firmes. – ME SOLTA, SYN! – eu gritava.

- Ah, então você gosta quando usam a força? – ele disparava uma leve risada, segurando-me ainda mais firme entre seu corpo.

- VOCÊ FICOU LOUCO? – continuei me debatendo, tentando me livrar dele. – MAS O QUE SIGNIFICA ISSO? ME SOLTA, EU JÁ DISSE!

Synyster, porém, não me soltou.

Com uma facilidade assustadora, ele simplesmente me suspendeu do chão, enquanto me segurava pela cintura, jogando-me, literalmente em cima da cama.

Mal tive tempo para reagir. Ele já se colocou por cima de mim, cobrindo meu pescoço de beijos.

- ME SOLTA! – continuei gritando, conforme tentava empurrá-lo para trás.

Ele era completamente insano. Continuava debruçando seu corpo sobre o meu ao ponto de sentir suas partes íntimas tocarem minha virilha.

- PARA COM ISSO! – comecei a arranhar seus braços a fim de que ele me soltasse.

Estava começando a ficar assustada com aquela atitude dele. Por mais que eu me esforçasse ele parecia gostar ainda mais. Sorria, beijava-me, e fazia o possível para deixar nossos corpos o mais próximo possível.

- PORRA, ME SOLTA! – comecei a ficar realmente aborrecida com aquela atitude obcecada dele.

Não pensei mais duas vezes lhe dando uma forte mordida no braço.

- UUU! – ele sorria de satisfação.

Irritada, cravei ainda mais meus dentes contra a sua pele ao ponto de sentir o gosto de seu sangue entre meus lábios.

- AH! – ele disparou um grito, afastando-se de imediato de mim. – SUA LOUCA! – ele gritava encarando a grande marca de mordida entre seu ombro.

- Eu que sou louca?! Você que me tranca aqui o dia inteiro e depois vem querendo me agarrar com Scream de fundo! VOCÊ QUE É LOUCO! – resmunguei irritada, caminhando até a porta para me retirar.

De repente, senti suas mãos agarrarem meus braços de modo firme, puxando-me com toda a força para dentro do quarto, ao ponto de eu cair de cara contra o chão.

- FICA AÍ! – gritava ele, com a voz ainda mais grave do que a habitual. – Eu não te dei permissão para sair. – sua voz estava grossa o suficiente para me assustar.

Nunca pensei que o meu guitarrista preferido fosse um maníaco sexual.

- Como assim não me deu permissão? Eu lá pedi permissão sua?! – debati irritada.

- Ora, acho que você ainda não entendeu o que está acontecendo aqui. – ele me olhava de modo sério.

Arregalei os olhos, erguendo-me do chão e engolindo seco. Meus músculos reagiam, tremendo, enquanto seus olhos focalizavam os meus.

- Você me pertence agora, Lucy. – sendo assim, ele retirava a chave do bolso da calça, lançando-a para o alto e gargalhando.

- VOCÊ FICOU LOUCO?! – berrei, tentando ir até ele e apanhar a chave.

Rapidamente, Synyster simplesmente segurou meus braços, jogando-me contra a cama.

Tentei levantar-me novamente, porém ele foi mais rápido.

Correu até a porta e se retirou, trancando-me novamente.

Notas finais
Finalmente um capítulo novo. o HISAHISAHISHAISA
Espero que tenham gostado. *-* Ainda bem que o Nyah voltou, pois eu sinceramente estava achando que eu ia acabar ficando sem postar esse final de semana.
Pra que acompanha Light, o capítulo novo ainda precisa ser revisado, então provavelmente vou postar apenas na terça-feira.
Pra que acompanha Dark Side, a mesma coisa, apenas terça-feira.
E quanto as fics que eu acompanho, não as esqueci, mas assim que eu me liberar dessas provas, vou me atualizar delas e ler as que me pediram pelas mensagens privadas.
Enfim, é isso, aguardo o reviews e fico realmente muito feliz em saber que estão gostando da fic.
Beeeeijos ♥