SUSTO.

Lucy’s POV.


Acordei logo de manhã, deparando-me com Arin deitado ao meu lado. Estranhei pelo fato de ele nem ao menos ter me acordado para avisar onde foi ou até mesmo perguntar sobre meus pais.

Consequentemente, pensei no beijo de Brian ontem à noite. Eu não conseguia resistir, antes parecia tão mais fácil esnobá-lo e até mesmo odiá-lo, porém agora, tudo isso era impossível.

- Está acordada? – ouvi de repente.

Virei para o lado, vendo que Arin me observava com seus olhos castanhos.

- Para onde você foi ontem? – franzi o cenho, enquanto apoiava os cotovelos contra o colchão para poder me sentar.

Arin suspirou e não respondeu de imediato. Olhava para o teto branco e sem graça como se estivesse pensativo.

- Fui tomar um ar. – ele disparou de repente.

- Pensei que fosse me acordar quando chegasse. – revirei os olhos.

- Você provavelmente devia esta muito cansada, não quis te incomodar… — sua voz era seca e total sem emoção.

- Não vai perguntar sobre meus pais? – continuei questionando com as sobrancelhas arqueadas.

- E seus pais? – ele dizia monotonamente.

Respirei irritada, levantando-me do colchão.

- Deu tudo certo. – disparei entredentes. – Vou me arrumar para ir trabalhar.

- Faça bom proveito.

Eu não entendia o motivo de Arin agir assim. Estava frio, seco, sem emoção. Nem parecia o meu melhor amigo ali, parecia um nada, uma rocha, um ser petrificado. Por mais que eu tentasse entendê-lo, não acho que seja motivo para tanta revolta. Ele veio atrás de mim por que quis, eu não era obrigada a oferecer-lhe nada em troca para simplesmente agradá-lo. Eu já estava muito agradecida e feliz por ele estar comigo... O que mais eu poderia fazer?

- Você não precisava agir desse jeito. – debati. – Por que foi embora ontem? – não resisti à pergunta. – Aonde você foi?

- Já disse que fui tomar um ar... Lucy. – ele dizia meu nome secamente e com impaciência.

- Por que está falando desse jeito? – suspirei, tanto manter a calma para não brigar com ele.

- Estou com dor de cabeça... – ele colocava o travesseiro sobre o rosto.

- Arin! – irritada, inclinei-me pelo colchão, apanhando bruscamente o travesseiro de seu rosto. – Você está com cheiro de cachaça, sei lá! Você bebeu!

- Qual é o problema?! – ele levantou-se, encarando-me com os olhos vermelhos de fúria, ou pelo excesso de bebedeira mesmo. – Estavam todos muito animadinhos com a presença do Avenged aqui...

- Você também é um... – interrompi brevemente.

- Mas ninguém nem nota a minha presença! – sua respiração estava ofegante ao ponto que me levou a crer que ele realmente estava muito bravo.

- Ah, entendi, então todo o motivo dessa sua atitude idiota é ciúmes?! – cruzei os braços, ficando igualmente aborrecida.

- Quem sabe eu estivesse melhor se eu não tivesse visto você aos beijos com o Brian, não é?! – seu olhar era venenoso e cruel.

Aquelas suas palavras foram um choque.

Arregalei os olhos, encarando-o espantada, enquanto seu rosto vermelho se aproximava do meu, e suas mãos frias seguravam minha face com firmeza.

- VAI NEGAR?! – ele gritava.

Apenas fechei os olhos, sentindo meu coração saltar dentro do peito.

Eu não tinha direito de fazer isso com Arin, ele estava transtornado, enquanto seus olhos relevavam um ciúme que nunca antes havia visto.

Fiquei ofegante, ele estava ameaçador, soltou meu rosto de forma brusca e eu tinha medo do que ele faria e como reagisse.

- Arin...

- QUE DESCULPA VOCÊ VAI DAR AGORA, LUCY?! – ele continuava gritando, enquanto se levantava do colchão, andando de um lado para o outro. – Bem que a Michelle me disse... VOCÊ É UMA OPORTUNISTA!

- ESPERA AÍ! Como assim, Michelle?! – agora a raiva tomava conta de mim.

- Não importa! – seu tom de voz diminuía, enquanto ele fitava o chão como se estivesse arrependido de suas últimas palavras. – Você ama esse cara... Você... – ele relaxava os ombros.

- Não posso acreditar que você está de complô com a Michelle! – exclamei. Eu realmente estava indignada.

- Não! Eu não estou de complô com ela! – ele erguia a cabeça, encarando-me. – Eu trabalho lá... Ela só me perguntou o que houve e eu respondi... – Arin respirava ofegante, como se estivesse nervoso. – Eu nem vi ela ontem, faz tempo que ela me disse isso...

- Por que não veio falar comigo?! – senti-me ofendida. – Preferiu falar com aquela mulher? Ela é obcecada pelo Syn, é lógico que ela iria ficar dizendo um absurdo desses! E eu nunca menti para você, Arin... Acontece que... – encarei o chão por alguns instantes, tornando a erguer a cabeça e olhá-lo nos olhos.

- E aquele beijo então foi o que? Você acha que eu sou trouxa?!

- Aquele beijo... – abaixei a cabeça. Continuar mentindo para mim mesma, só faria com que eu ferisse Arin cada vez mais. – Arin... Eu estou com meus sentimentos confusos.

- Como assim? – percebi que sua voz estava trêmula.

- Eu não sei o que pensar sobre o Syn...

- Que tal parar de chamá-lo assim?! – sua voz se sobressaltava novamente. – Que tal lembrar-se que por culpa dele seus pais sofreram durante meses com falta de notícia sua, por não pode ouvir sua voz? Que tal se lembrar que esse cara de sequestrou e nunca, jamais se importará com você assim como eu? É tão difícil assim enxergar isso?! – ele mostrava-se indignado. – Agora só por que ele está sendo legalzinho você já se derrete por ele, é? Ele só não te sequestrou ainda por que não teve oportunidade! É POR ISSO!

- Pare de dizer essas coisas... – abaixei a cabeça. Não podia ignorar o fato de que aparentemente Arin tinha razão.

- Ele não se importa com você como eu me importo, Lucy… — Arin se aproximava de mim, segurando com firmeza a maça de meu rosto. – Por favor, entenda isso de uma vez por todas!

Afastei-me de Arin. Não queria mais olhá-lo nos olhos, por um momento, não me sentia mais confortável ao estar ali com ele. Era estranho, quase desesperador. Arin sempre me passou segurança e agora não parecia mais que era assim.

De repente, ouvi uma batia desenfreada contra a porta.

Assustei-me brevemente, mas rapidamente me afastei de Arin para atender.

- BOM DIA! – minha mãe dizia em voz alta, gargalhando logo em seguida. – Nossa minha filha, que cara é essa? Está séria.

Logo, percebi que não eram apenas meus pais ali, Brian estava com eles, esboçando-me um belo sorriso.

- Oi Lucy. – ele me cumprimentava com um beijo no rosto, fazendo com que eu tivesse a sensação de que borbolates estivessem passeando no interior de meu estômago. — Você fica bem de pijama. — ele gracejava.

- Olá, Brian. – ouvi de repente a voz dura de Arin.

Abaixei a cabeça, sentindo meu coração acelerar.

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas era como se todo o encanto que Arin me provocava, estivesse sendo sufocado por algo que eu ainda não saberia dizer o que era.

- Oi… — Brian o encarou seriamente. – Não sabia que você estava aqui… Você sumiu ontem…

- Fui dar uma volta… — Arin dava de ombros.

- E nos deixou sozinhos aqui? – minha mãe fazia um bico. – Você não era assim, mocinho…

- Desculpe, Tia Jude… — Arin suspirava, olhando-me de relance. – Eu não estava me sentindo muito bem, estava com um pouco de falta de ar… Não é, Lucy?

Os olhos de meus pais, inclusive de Brian, foram ao encontro dos meus.

- É… — gaguejei lentamente, assentindo.

- E precisava sair sem avisar? – meu pai se aproximava de Arin, dando-lhe um leve soco no ombro. – Pensei que iríamos embora e não veríamos você…

- Desculpe… — Arin dizia ainda sem uma única emoção na voz, encarando seus olhos com meus com seriedade e eu podia perceber claramente a forma que ele encarava Brian algumas vezes. Era como se o ódio estivesse materializado em seu olhar.

Algo havia mudado em Arin, e eu estava ficando com medo.

- Desculpa a pergunta… — virei-me para Brian. – Mas você estava com meus pais?

- Ah não… — ele dava de ombros, rindo logo em seguida. – Encontrei eles na portaria… É que como o Arin tinha sumido, não sabia que ele estaria aqui com você e… — ele parecia um pouco nervoso, ficando com as bochechas levemente coradas. – Pensei que poderia te levar ao trabalho…

- Ah… — senti minhas pernas tremerem. – Pelo menos assim você também pode se despedir dos meus pais.

- Ah é! – minha mãe dizia de repente, entregando uma sacola azul para Brian. – As coxinhas que o Zacky me pediu. – ela sorria de modo amigável como era de costume. – Coloquei dentro a receita…

- E avise o Chadis que ele deve treinar muito, pois quando vê-lo novamente, aplicarei o golpe do dragão… — meu pai suspirava.

- Golpe do Dragão? – franzi o cenho.

- Sim… O meu golpe fatal! – meu pai apertava os olhos bancando o gavião ameaçador.

Começamos a rir, exceto Arin, que estava sério e opaco, como uma sombra esquecida.

- Diga para o Johnny que quando ele morrer, vou empalhá-lo. – minha mãe disparava de repente. – Ele é uma criaturinha tão fofa! – ela gargalhava maldosamente.

- Deixa só ele te ouvir falando isso… — Brian começou a gargalhar.

- Ah querido… — minha mãe apoiava as mãos contra o rosto de Brian. – Você precisa se alimentar melhor, viu?

- Como é? – Brian arregalava os olhos, como se estivesse surpreso com o que minha mãe havia acabado de dizer.

Olhei-a de forma curiosa.

- É verdade… — ela dizia, ainda analisando-o. – Está muito pálido… Está preocupado com alguma coisa não é? Ansiedade demais pode não fazer muito bem… Não é Jer?

- É verdade, rapaz… — meu pai concordava. – Vamos, minha diva… Precisamos pegar o avião… Estou louco para chegar em casa e pular nu na piscina com você.

- Pai… — revirei os olhos. – Nos poupe dos detalhes!

- Está lembrando do dia que pegou eu e sua mãe dentro do armário, não é? – meu pai me disparava leves cotoveladas, rindo logo em seguida.

- PAI! – resmunguei contrangida, tentando esquecer aquelas terríveis lembranças que vieram à tona.

- Vocês precisam pegar o avião agora? – Brian perguntou. – Como a Lucy vai trabalhar daqui a pouco, a gente podia… Sei lá… Ir em alguma lanchonete e tomar um café da manhã.

- AH, SEU LINDO! – minha mãe saltitava. – Adorei a ideia, odeio o café da manhã daqueles aviões. Eu topo!

- Mas não podemos demorar muito, Jude. – meu pai ressaltava.

- Não se preocupe. – ela revirava os olhos.

- Quer vir também, Arin? – Brian perguntou de repente.

Arregalei os olhos, sem esperar por aquela atitude, girando a cabeça em direção de Arin, boquiaberta.

- Vão descendo… — ele dizia secamente. – Já vou descer.

- Eu hein? – minha mãe disparava, franzindo o cenho. Para ela também estava óbvio demais que Arin estava bravo com algo.

Sendo assim, apenas demos de ombros, caminhando ao lado de fora do apartamento.

- Tem um lugar em mente para nos levar, querido? – minha mãe perguntava sorridente.

- Tenho sim. – Brian sorria enquanto olhava para mim. – Vocês vão gostar.

Era estranho, mas ver o Brian ali ao lado de meus pais de modo tranquilo e sorridente, fez com que eu simplesmente me sentisse feliz, como se ele já fizesse parte de mim.

Arin’s POV.


- Vou tomar café da manhã com eles. – revirei os olhos.

- Certo. – Michelle dizia do outro lado da linha. – Acho melhor eu não aparecer, se não vai dar muito na cara.

- Isso é verdade. – suspirei. – Mas vai ser estranho... Eu vou ter que ir embora.

- Se quiser eu posso te fazer uma visita. – ela ria logo em seguida.

Ri junto dela.

- É melhor assim...

- Com certeza!

Brian’s POV.


Era bom saber que os pais de Lucy gostavam de mim, sentia-me tranquilo e confortável perto deles.

A única coisa que me preocupava era decepcioná-los quando soubessem nossa verdadeira história.

- Pronto! – Arin rapidamente se aproximou de nós, passando seus braços por trás dos ombros de Lucy. – Vamos? – ele abria um sorriso.

Apenas assenti, enquanto levava todos até meu carro.

Jude sentou-se ao meu lado, enquanto Jeremy, Lucy e Arin ficaram no banco de trás.

Durante o caminho, Jeremy contava sobre sua juventude e pelo visto, adorava se vangloriar de todas as medalhas que conquistou na época em que era lutador de Kung Fu. Era engraçado pensar que o pai de Lucy havia sido um lutador na adolescência, apesar de ser engraçado, não deixava de ser fascinante.

Assim que chegamos ao restaurante, fomos escolher nossos pratos típicos americanos. Bacon, Waffles e tudo mais que teríamos direito.

Conversamos durante o tempo todo, exceto Arin, que ficava silencioso, encarando-me com seus olhos escuros e raivosos.

Tentei ignorar tudo aquilo, já que via Lucy sorrir e conversar normalmente comigo como se nada tivesse acontecido.

Arin e ela nem se quer pareciam namorar como ela havia me dito uma vez. Tudo ali estava morto, assim como a cara daquele indivíduo vara.

Enquanto isso, parecia que o assunto entre mim, Jeremy e Jude rendia. Sentia-me confortável com eles, como se os conhecesse durante muito tempo, e posso até estar me iludindo, mas eu realmente sentia como se fizesse parte daquela família, e de fato, era isso que eu queria.

Contei muito sobre a minha infância, e fiquei feliz ao ver como Lucy me olhava enquanto eu contava sobre o quanto insisti com meu pai para seguir a carreira que eu queria. Pode não parecer, mas ele sempre me desencorajava e nem assim desisti. Senti-me como se pela primeira vez ela estivesse me olhando com aquela admiração que ela sempre disse ter, como se eu fosse de fato o ídolo dela, ainda.

- Eu já sabia dessa história sua. – ela me dizia com um sorriso meigo estampado nos lábios. – Eu li uma vez.

- Ah! – Jude disparava. – A Lucy? Se bobear ela até sabia a cor das suas cuecas. – ela então começava a gargalhar.

Uma onda de risadas tomou conta de toda a mesa, enquanto Lucy me olhava completamente sem graça e Arin parecia que iria me matar com os olhos.

- E então, Arin! – Jeremy virava-se para ele. – Está tão sério... Desde que veio pra cá parece que sempre está muito sério.

- Digamos que minha vinda para a Califórnia não foi lá uma das coisas mais agradáveis do mundo. – ele disparava, encarando-me agora mais explicitamente.

Jeremy e Jude franziam o cenho, encarando-me, enquanto Lucy encarava Arin, boquiaberta.

- Pois... – ele pareceu tentar consertar o que foi dito. – Odeio aviões. – ele sorria amarelado.

- Falando nisso, precisamos ir... – Jude começava a se levantar da cadeira.

Sendo assim, também me levantei.

- Não se preocupe, meu querido. – Jude sorria, aproximando-se de mim com um largo sorriso. – Nós vamos de táxi... Lucy tem que ir trabalhar, não podemos atrapalhar mais.

- Que isso, mãe... – Lucy se aproximava da mãe, dando-lhe um abraço. Eram tão parecidas. Ambas loiras, olhos verdes e com um sorriso fascinante. Lucy deve ter herdado o sentido violento de Jeremy. – A senhora nunca atrapalha.

- Se cuida, viu meu amor? – Jude acariciava o rosto da filha, enquanto Jeremy se aproximava de mim, dando-me um abraço apertado de despedida.

Sendo assim, despedimo-nos de Jude e Jeremy que se afastavam de nós abraçados como se nem ao menos estivessem casados por tantos anos.

- Você sentia falta deles, não é? – senti um aperto no peito ao ver as lágrimas de Lucy passearem pelo seu rosto e não pude deixar de me sentir culpado, ou até mesmo não consegui evitar de me aproximar, abraçando-lhe pelos ombros.

Lucy assentia, erguendo a cabeça, esboçando-me um largo sorriso.

- Lógico que ela sentia falta... – ouvi a voz de Arin secamente. – E vamos combinar que ela não precisava disso.

- Arin! – Lucy protestava antes mesmo que eu pudesse dizer algo. – Chega com essas indiretas que já deu!

Arin a encarou boquiaberto, e eu estava me sentindo triunfante por Lucy ter me defendido de certa forma.

- Bom... – Lucy rapidamente secava as lágrimas. – Syn, você pode me levar ao trabalho? Acho que se eu for a pé, vou chegar atrasada...

Eu ouvi certo? Ela me chamou de Syn?

- Mas é claro que eu levo! – sorri. – Nem precisava pedir...

Sendo assim, Arin também se junto à nós a caminho da loja do Eddie.

Estranhei.

Assim que chegamos, havia uma viatura de polícia estacionada logo em frente à loja.

Lucy’s POV.

Estranhei com aquele cenário.

Será que tentaram assaltar a loja de Eddie?

Rapidamente desci do carro.

- LUCY, ESPERA! – Arin e Brian diziam em coro, e logo os vi correndo atrás de mim.

- Eddie! – exclamei assim que entrei na loja, encarando os dois policiais fardados.

- Lucy! O que você está fazendo aqui? – Eddie me encarava de olhos arregalados.

- Vim trabalhar, oras. – franzi o cenho sem entender o motivo de o medo estar tão evidente nos olhos de Eddie.

- Essa é a garota, não é? – perguntou um dos policiais.

O outro pareceu ter examinado uma foto que estava nas mãos deste.

Engoli seco, sem entender o que estava acontecendo.

Encarei Brian e Arin, ambos me olhavam assustados.

- Qual é seu nome completo? – perguntou o policial que estava com a foto nas mãos.

- Lucy Dartagan. – murmurei.

- Queremos ver seus documentos. – o policial mais alto e mais forte dizia de modo autoritário.

- C-como assim? – percebi-me gaguejar e aquilo não era bom.

- Recebemos uma denúncia diretamente da imigração. Teremos de deportá-la para seu país de origem, Lucy Dartagan.

Notas finais
Pessoal, desculpem a demora dessa vez, essa semana foi um pouco conturbada pra mim por causa da faculdade e do meu trabalho, mas agora sim eu conseguir postar e pretendo não demorar para o próx capitulo...
Portanto... Não deixem de comentar. *-*
Beeejo ♥