Danger Line

25 Reviravolta.


Notas iniciais
Pessoal, um aviso importante. Quanto as fics que eu costumo a acompanhar, não pensem que eu me esqueci delas, eu simplesmente estou sem tempo por causa dos trabalhos da faculdade, eu não vou prometer nada, pq sempre que eu acho que vou me aliviar dos trabalhos, aparecem outros, mas assim que possível, vou tirar o atraso de todas, ok? ♥
Grata. o SHAISAIHSHAISAHISAHISHAI

REVIRAVOLTA.

Lucy's POV.


Estava chamando, e ao mesmo tempo meu coração batia fortemente dentro de meu peito.

- Alô? – ouvi de repente a voz de Arin. Estava sonolenta.

- Arin?! – perguntei cautelosamente.

- LUCY! – de repente, sua voz havia se mudado por completo. – Lucy! Graças a Deus você me ligou! Ele... Está com você?


- Não... Quer dizer... Está sim! – suspirei. – Mas na verdade eu só liguei para avisar que dentro de alguns dias já estarei voltando para a casa. – disse animada.

- Como assim? – ele perguntava em uma evidente confusão na voz. – Ele vai te soltar?


- Não exatamente... Acontece que os meninos descobriram sobre o sequestro... E então como forma de me compensar por todo sofrimento, eles me convidaram para viajar com eles em turnê.

- Como assim?! – a voz dele transpareceu mais séria. – Onde você está?! – sua voz pareceu tão seca como uma folha de outono.

- Estou na... Argentina. Você pode tentar ver pelo site deles, lá tem todos os shows agendados, já está acabando. – disse mais rápido, tentando me justificar.

- Não me interessa! – sua voz se alterava. – Lucy, por que não pediu para eles te deixaram voltar para a casa?! Eles fizeram essa proposta da turnê só pra você não denunciar aquele filho da puta para a polícia! E você caiu feito um patinho...


- É complicado, Arin... – senti meu coração quase saindo pela boca, eu não gostava quando ele ficava bravo comigo. – Eu fui sequestrada, eu não fui viajar para a Califórnia simplesmente por boa vontade!

- Mas eles tinham que ter dado um jeito nisso!


- Aliás, eu estou realizando um sonho nosso! A turnê está divertida, os meninos estão me tratando bem e Matt nem deixa o Syn chegar perto de mim.

- Estou na Califórnia, Lucy. – Arin disparou de repente.

O silêncio pairou sobre nós.

Então Arin teria ido para a Califórnia por mim? Como? Com que dinheiro?

- Como...? – havia sido a única coisa que eu tinha conseguido dizer.

- Tirei todo o dinheiro da minha poupança e vim atrás de você. Como acha que eu me sinto agora, sabendo que você está aí do lado dele, enquanto eu estou aqui que nem idiota, tentando arrumar emprego para te encontrar?


- Desculpe-me, Arin... Mas eu não sabia, eu não tinha como saber!

- Está se divertindo com ele, agora? É isso? Viraram amigos?!


- Arin! Para de ser estúpido! Eu ainda estou com raiva do Synyster Gates! Ele me sequestrou, não sequestrou? Isso não muda os fatos... Mas depois de tudo que eu passei, eu entendo que eles estejam tentando fazer alguma coisa boa por mim! Eu não sabia que você seria capaz de ir até a Califórnia para me encontrar... Me perdoa! Eu não tinha como saber...

- Chega, Lucy! Não quero ouvir mais nada... ­– ele me interrompia ferozmente.

- Por favor, não faz assim... – resmunguei, sentindo-me rasgando por dentro.

- Quando você voltar, avisa... Vou tentar recuperar todo o dinheiro que eu perdi... A gente se vê na Califórnia quando a turnê acabar. – sua voz agora estava frágil. Senti como se ele estivesse desapontado comigo, como se eu tivesse feito uma péssima escolha.

- Eu sinto sua falta... – disparei, enquanto uma lágrima escapava de meus olhos.

- Também... Muita! E você nem imagina o quanto.


De repente, ele já havia desligado.

Fechei os olhos, permitindo que todas as lágrimas que haviam ficado retidas em meus olhos, escorressem. Coloquei o aparelho celular contra meu peito a fim de amenizar aquele vazio que eu estava sentindo. Arin havia ficado chateado comigo, mas eu sinceramente não esperava que ele havia ido até a Califórnia por mim...

Por que ele chegaria assim tão longe por minha causa?

- Posso? – ouvi de repente, levando um leve susto.

Assim que ergui a cabeça, vi ele, Synyster Gates, encarando-me com seus olhos castanhos, e uma garrafa de cerveja nas mãos.

Nada respondi, mas nem se quer precisei. Ele simplesmente se sentou ao meu lado, estendendo a garrafa a fim de me oferecer um pouco.

- Não, obrigada... – disse apenas.

- Você parece chateada... – ele continuava me encarando. – Aconteceu alguma coisa? Estava chorando? – ele suspirava, jogando a cabeça para o alto, enquanto apoiava os cotovelos contra a grama.

Neguei com a cabeça, fazendo o possível para não chorar na frente dele. Seria ridículo, patético demais.

- Se quiser chorar, chora. – ele dizia simplesmente, como se me conhecesse, como se já soubesse o que eu estaria pensando.

- Não é nada, sério... – ergui a cabeça, olhando-o dentro dos olhos.

- Falou com o seu amiguinho? – ele perguntava, encarando meu celular.

- Sim... – suspirei.

- É por isso que você está assim? Sente falta dele? – ele disparava as perguntas uma atrás da outra.

- Muita. – disse com sinceridade, já sentindo meus olhos arderem, como se eu fosse novamente chorar.

- Ah... – Brian pareceu desanimado, e então, abaixou a cabeça, e suspirou. – Mas... A turnê já está acabando.

- Eu sei... Ainda bem...

- Ainda bem? Não gostou de passar um tempo conosco? – seu cenho ficava franzido, enquanto ele me encarava inquieto.

- Lógico que sim... – sorri para ele. – Posso até mesmo dizer que foi um sonho realizado, mas eu não posso ficar aqui para sempre.

- Entendo. – ele inclinava o corpo para frente, encarando o chão. – Já parou para pensar que depois que essa turnê acabar nunca mais vamos nos ver?

Aquela pergunta repentina fez com que meu coração disparasse. Eu o encarei, confusa, sem entender o que ele pretendia me dizer aquelas coisas, mostrando uma preocupação da qual eu não acreditava.

- Olha, se você está tentando debochar de mim com esse papinho de... “Esses são nossos últimos momentos... Que tal aproveitarmos cada minuto?” Saiba que não vai funcionar. – o encarei seriamente.

Brian me olhou confuso, como se não esperasse por aquela minha reação, mas logo, ele esboçou um meio sorriso, abaixando a cabeça.

- Não te culpo por pensar sempre o pior de mim...

- Como se você se importasse com isso também. – alfinetei.

- Por que sempre vai manter comigo assim? Em modo de ataque?! – ele perguntava com a voz tênue e equilibrada.

- Dizem que a melhor defesa é o ataque. – encarei dentro de seus olhos, enquanto ele nem se quer desviava. Continuava mantendo seu equilíbrio, seu cinismo.

- Mas parece que seus ataques não funcionam tão bem contra mim. – Brian me olhava com naturalidade.

Rapidamente, senti que todo o vazio que eu havia sentido por causa de Arin, preencheu-se com raiva de Brian. Era incrível como aquele homem sempre se achava mais esperto do que eu, brincando comigo como se eu fosse um fantoche.

- Você é insuportável. – disparei, levantando-me do gramado.

- Hey! – ouvi ele gritar às minhas costas. – Espera, Lucy! O que foi...?

Simplesmente virei meu corpo para ele, mostrando-lhe um lindo par de dedos do meio, tornando a entrar no ônibus da banda.

Estava tão irritada, que nem havia percebido que trombei em Jimmy.

- Hey pequena... O que aconteceu? – ele perguntou de imediato. – Que carinha é essa?

- Culpa do seu amigo insuportável... – minhas palavras saíam pesadas de minha garganta como chumbo. – Estou de saco cheio desse babaca! Vou chutar tanto o saco dele, que ele vai ficar estéreo!

- Pare com essa violência, menina. – Jimmy arregalava os olhos. – A turnê está acabando, não vai querer deixar aquele franguinho estragar tudo, não é? – ele me disparava uma piscadela.

- Claro que não. – lhe forcei um sorriso, a fim de não desapontá-lo. – Mas acho melhor ficar sozinha um pouco.

Brian’s POV.


O ar daquele lugar entrava nos meus pulmões calmamente.

Estar sozinho fazia com que eu pensasse coisas das quais eu não devia.

Sinceramente eu estava ficando deprimido com o término daquela turnê e não era simplesmente pelo fato de ter que voltar para a casa, já que eu gostava de rever meus familiares, ter uma vida social de vez enquanto, mas sempre que esse assunto de fim se aproximava, eu pensava em Lucy.

Parecia absurdo demais que dentro de alguns dias ela desapareceria da minha vida. Passei tanto tempo ao lado dela, mesmo que ela sempre estivesse me atacando e ficando brava comigo, a reação seria sempre a mesma.

Saudade.


Isso era totalmente fora do comum. Como eu poderia sentir falta de uma pessoa só de pensar que ela ainda vai se afastar de mim? Ainda mais Lucy, que não significa nada para mim e não é nada minha.

- Frango? – ouvi a voz de Jimmy.

- Fala Vareta. – respondi apenas, enquanto via que ele se sentava ao meu lado.

- Cuida bem da Lucy, cara. – ele dizia de repente.

Ergui a cabeça, encarando-o completamente confuso.

- Ela vai embora logo... – respondi apenas. – Eu não teria motivos para cuidar dela.

- Tem certeza? – Jimmy me encarava com seus olhos azuis. – Será que você está sendo justo consigo mesmo?

- Cara, essa menina me odeia!

- Não é menos, né? – ele dava uma leve risada. – Mas nem encana com isso não, pois os sentimentos das pessoas mudam, sabia?

- Onde você está querendo chegar com isso? É aquele papinho de que eu estou apaixonado? Corta essa. – revirei os olhos, impaciente.

- Posso te falar uma coisa? – ele colocava seu rosto fino próximo do meu, como se tentasse sugar a verdade em meus olhos. – Quando que a Lucy soube quem é o verdadeiro Synyster Gates?!

- Não entendi... – franzi o cenho.

- Eu sou seu brother e eu já falei que te conheço melhor do que você mesmo... Você virou um bosta, cara.

- HEY! – lhe dei um leve soco no ombro. – Acho que essa menina realmente fez vocês se virarem contra mim.

- A culpa não é dela... É sua. – Jimmy tornava a dizer.

Estranhei. Ele estava me acusando, porém seus olhos mantinham-se bondosos, deixando claro que ele não estava bravo comigo e nem nada do tipo, mas eu simplesmente não conseguia entender o motivo de ele estar falando todas aquelas coisas.

- Desculpa, mas eu não entendi...

- E se eu estiver certo, Briana? – ele disparava uma leve risada.

- Estiver certo com relação ao o que?! – perguntei temeroso.

- Que você está apaixonado... – Jimmy abria um sorriso ainda mais largo, como se achasse graça em me dizer aquelas coisas. – Você sempre tenta enganar a si mesmo para não se machucar, franguinho... Quando que tu vai virar galo de vez, hein?!

- Ora, Vareta, pare de piadas. – revirei os olhos, sentindo meu coração saltitar. – Como você quer que eu vire pra Lucy e me declare se ela não gosta de mim?! Ela me odeia, eu já te falei! – resmunguei, abaixando a cabeça.

- Espere aí! Você admite então?

- Admito o que?! – o encarei confuso.

- Você gosta dela! – ele gargalhava, inclinando a cabeça para trás e abrindo a boca. – É incrível, mas eu nunca erro! – Jimmy continuava gargalhando com aquela boca escancarada.

Irritado, coloquei um belo punhado grama dentro da sua boca para que ele parasse de rir.

- EI! – ele cuspia no chão. – Ow! Seu viado! – ele tornava a cuspir, enquanto sua baba revestia todo o gramado. – Não teve graça seu idiota!

- Pare de rir da minha cara. – dei de ombros, erguendo-me do chão, virando de costas para ele. – Mas eu não sei, cara...

- Não sabe?!

- Eu sinto que eu estou mais seguro mantendo o meu pensamento do que jeito que ele está.

Jimmy se levantou, indo até mim, colocando-se na minha frente, como uma caricatura repleta de terra em volta da boca.

- Sua bicha feia! – ele apontava o indicador contra meu rosto. – Você vai perder essa menina e vai ser muito pior para você.

- Jimmy, não viaja! Ela gosta do ‘outrinho’ lá. – revirei os olhos. – Deixa as coisas como estão, eu a sequestrei por que eu quis e por mais que eu não queira admitir tomei no cu, fim.

- Pare de ser dramático. – ele revirava os olhos azuis.

- Mas é verdade! – debati.

- Seu viado, saiba que eu só quero sua felicidade, e sempre quis... E se um dia eu não estiver mais aqui? Sendo que nem sua sombra aguenta esses seus dramas mexicanos... Você anda se empenhando muito no espanhol...

- Jimmy... – senti meu coração se apertar cada vez mais, entendi, de uma vez por todas, que eu não sabia MESMO o que fazer.

- Não, frango, você que me escute. – ele disparava um soco contra meu braço. – Você está se fechando dentro de algo que você não é! Eu sei que você sofreu muito com a Michelle, você deu o cu e o mundo por ela...

- Eu não dei o cu... – o interrompi brevemente.

- Mesmo que seu cu esteja a salvo... Cara, seu cu não vai ficar aí pra sempre.

- Do que você está falando? – franzi o cenho.

- Estou falando que você tem que ousar e se atrever a tomar no cu, entendeu? – Jimmy me olhava dentro dos olhos, eu sabia que ele estava sendo sincero em suas palavras. – Uma vez na vida a gente vai se ferrar, a gente vai sofrer, mas nunca se esqueça que seus amigos e as pessoas que te amam de verdade, sempre vão estar aqui com você, sempre... E você está me fazendo dizer coisas gays, acho bom você parar com isso.

- Te amo, cara. – disparei. Eu senti que eu precisava dizer aquilo para ele e então o abracei.

Ele riu, retribuindo meu abraço com força, apesar de ser tão magrelo. Jimmy era um irmão para mim, e talvez, realmente, de fato, ele estaria certo... Ele me conhecia melhor do que eu mesmo.

Será que eu realmente estou apaixonado pela Lucy?

Notas finais
Aeee galeriinha, espero que tenham gostado do capítulo novo e aguardo ansiosamente pelos reviews. *-*
Beeeijos ♥