Danger Line

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RESULTADO

Arin’s POV

- O que foi? – corri atrás de Michelle que andava de um lado para o outro de um corredor estreito qualquer.

- AINDA PERGUNTA?! – ela se virava para mim bruscamente, com a face vermelha. – Aquela vadia acabou comigo!

- Ela... Ela só queria livrar o Brian das acusações... – tentei dizer.

- JURA, ARIN?! Por mim esse filho da puta apodreceria na cadeia! ESTAMOS PERDENDO!

- Mas Brian se declarou culpado!

- Mas o depoimento da Lucy foi brilhante! – sua respiração estava ofegante. – Pois mesmo o Brian tendo se culpado, ele declarou o amor que ele sente por ela... – de repente, percebi que algumas lágrimas caíam dos olhos raivosos de Michelle. – Eles se amam e Lucy disse como se um tivesse tentando proteger o outro! E... a mídia inteira sabe que eu sou a ex... – seus ombros começavam a tremer, e ela simplesmente se encostou na parede, pondo-se a chorar. – Ela conseguiu! ELES VÃO FICAR JUNTOS!

Preferi ficar em silêncio, ela estava desequilibrada e eu estava confuso.

Sentia-me injustiçado, não era possível que depois de tudo que eu havia feito por ela, isso acontecesse. Lucy apaixonada por Brian e vice – versa.

Suas palavras soavam com tanta entonação que parecia até mesmo verdade que ela de fato mentiu sobre o sequestro para mim e isso explicaria o fato de ela ter ido na turnê e muitas outras coisas mais, mas eu sei que o sequestro ocorreu, porém saber não era o bastante.

Lucy’s POV

Terminei meu depoimento com confiança e era só esperar Michelle, Arin, os meninos e Eddie falarem.

Eu estava um pouco preocupada com o que Michelle diria, sabia que ela não mediria esforços para inverter a situação.

Arin também poderia fazer o mesmo, mas ainda no fundo do meu coração tinha esperanças de que ele me entenderia, ou que pelo menos, ainda tivesse algum caráter escondido por trás da influência de Michelle.

Depois de depor, não consegui falar mais com o Syn, principalmente pelo fato de não terem deixado, mas para mim já era o bastante saber que os meninos não me odiavam mais, ao contrário, esboçaram-me um sutil sorriso assim que tudo terminou, fazendo com que eu sentisse que fiz a coisa certa.

Até mesmo McKenna se aproximou de mim para me agradecer e dizer que iria adorar ser minha cunhada. Eu não pude negar. Ela era uma garota esperta e eu gostei dela desde quando me ajudou a escapar...

Fugir...

E se desse certo? Provavelmente eu não estaria aqui e muito menos estaria sentindo o que eu sinto, ou talvez me arrependesse, pois o tempo em que passei com o Avenged Sevenfold jamais poderia ser apagado de minha memória.

Finalmente era o momento de Eddie falar.

Seu depoimento foi simples, queriam saber como fui parar na loja dele, se Brian ia me ver, o que fazíamos e suas palavras apenas contribuíram para o nosso lado da história.

Em nenhum momento desconfiaram dele pelos documentos, o que era bom, deixava tanto a mim quando ele livre de mais problemas.

Depois foi a vez de Matt, depois Zacky, Johnny e finalmente... Arin.

- O senhor chegou a efetuar a denúncia, correto? – perguntava Watson.

- Sim.

- E qual o motivo de tê-la removido?

- Quis eu mesmo ir atrás dela. – Arin abaixava a cabeça.

- Sendo sua amiga supostamente sequestrada o senhor não acharia melhor que a polícia tomasse conta desse caso?

- Sim...

- Então por que retirou a denúncia?

Arin ergueu a cabeça, encarando o advogado assustado.

Eu entendia o que Watson estava fazendo e realmente estava conseguindo inverter toda a história ao nosso favor.

- Retirei a denúncia, pois... – Arin então focalizava seus olhos em minha direção. – Não queria expor a imagem da Lucy.

- E por que iria expor a imagem da senhorita Dartagan sendo que supostamente ela foi sequestrada pelo réu? Teoricamente era ele quem seria exposto...

- Sim, mas eu fiquei com medo. – Arin suspirou, fechando os olhos, como se sentisse raiva.

- É somente isso, Excelência.

O promotor nem se quer quis fazer perguntas ao Arin, talvez por saber que a testemunha dele simplesmente não lhe salvaria.

Michelle quando finalmente teve sua vez para falar, foi domada pelo nervosismo. Encarava-me com ódio e tentava responder as primeiras perguntas de Watson sobre ter sido traída por diversas vezes pelo Synyster Gates, porém começou a chorar e tremer, sendo assim, seu depoimento foi cancelado.

Eram longos momentos de espera para o júri finalmente decidir qual seria o destino de Brian.

Meu coração batia tão forte que acreditei até mesmo que ele sairia pela minha boca.

Arin’s POV

Eu estava preocupado. Michelle de repente pareceu ter perdido todo seu veneno, ficando vulnerável, fraca, atormentada...

- Michelle? – aproximei-me dela com um copo de água. – Beba isso, vai se sentir melhor.

- Eu fui humilhada... – ela murmurava. – Jogaram na minha cara que eu era uma corna! – logo ela apanhava bruscamente o copo de minhas mãos, bebendo todo de seu conteúdo em um só gole. – Que ódio... – sua voz ia ficando mais rouca. – QUE ÓDIO! – Michelle disparava um grito, amassando o copo de plástico, jogando-o longe.

- Ficar desse jeito não vai ajudar. – sentei-me ao seu lado. – Não vê que seu nervosismo só te prejudicou?

- E você? – ela me encarava com os olhos raivosos. – O QUE VOCÊ FEZ PARA MUDAR A SITUAÇÃO?!

- Aquele advogado Watson era muito bom. – suspirei desanimado. – Ele sabia muito bem o que estava fazendo e o que deveria perguntar... Ele sabia... Eu fiquei sem argumentos, eu não tinha provas concretas de que Brian sequestrou a Lucy, ninguém tem!

- Aquele maldito... – ela fincava a unha contra a palma da mão. – Fez tudo tão perfeitamente bem... Mas ele ainda me paga.

Olhei para trás e lá estava Lucy conversando com McKenna e Papa Gates com tamanha tranquilidade que já até mesmo parecia ser da família deles.

Michelle estava descontrolada, chorava e mantinha-se sedenta por vingança.

Por mais que eu tivesse sofrido e largado tudo pela Lucy eu não conseguiria desejar tanto o seu mal como Michelle desejava o de Brian. Não queria ser como ela e muito menos ficar como ela. Queria ser feliz do meu jeito e que Lucy também fosse.

Tudo o que fiz foi apenas para afastá-la de Brian, mas acho que acabei os aproximando ainda mais.

Lucy’s POV

- Silêncio! – o juiz batia contra a mesa.

Rapidamente tornei a me sentar ao lado de meus pais, sentindo meu peito se apertar para ouvir a tão clamada sentença de Brian.

- O júri popular acaba de verificar o caso do réu Brian Elwin Haner Jr, acusado por cárcere privado da vítima Lucy Dartagan.

Segurei na mão de minha mãe, e ela apertou firme, passando-me segurança.

Não tinha como dar errado, Brian tinha que voltar para mim...

- Mediante aos depoimentos e falta de provas concretas que atestem que o sequestro realmente ocorreu, o réu Brian Elwin Haner Jr está absolvido da acusação. – o juiz batia contra a mesa. – Caso encerrado.

Eu estava em choque e simplesmente não consegui ter uma atitude imediata.

Quando dei por mim, todos já corriam em direção a Brian.

- Seja feliz, meu amor. – minha mãe sorria.

Não pensei duas vezes para sair correndo e me jogar nos braços de Brian.

Seus olhos tão escuros brilhavam, enquanto um sorriso bobo se estampava em sua face.

- Você me salvou. – ele dizia. – Doida.

- Eu não ia aceitar ficar longe de você. – disse segurando-me na ponta dos pés, a fim de ficar mais próxima de seu rosto.

- E você pode ter certeza de que nunca mais ficará longe, minha Lucy... – suas mãos quentes seguravam meu rosto de modo firme, enquanto selávamos aquele importante momento com o beijo mais profundo e sincero que podíamos.

A emoção era intensa e eu não queria parar por mais que os flashs invadissem o nosso redor.

Michelle’s POV.

- O julgamento do guitarrista solo do Avenged Sevenfold acaba com a absolvição do mesmo! Incrível, mas parece que o sequestro não passou de uma situação criada pela ex do guitarrista, Michelle Dibenedetto por não aceitar o término do namoro. Durante o julgamento, Synyster e Lucy Dartagan admitiram estar apaixonados um pelo outro, comprovando isso ao final do julgamento, onde beijaram-se, mostrando seu verdadeiro amor! Será que vamos conseguir entrevistar os pombinhos? Aguardem para mais informações...

- Pombinhos... – murmurei comigo mesma, sentindo meu coração acelerado, as mãos trêmulas, enquanto acabava com o último cigarro do maço que havia acabado de comprar.

Pombinhos... Não enquanto eu estiver viva!

Notas finais
TAN-TAN!
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