Danger Line
68 Mancha.
Notas iniciais
MANCHA
Brian’s POV
Eu a abraçava com força.
Realmente queria tirar proveito daquela situação, queria sentir aquela alegria preenchendo meu peito no maior intervalo de tempo possível.
Eu podia sentir o abraço de meus amigos pelas minhas costas, mas meus olhos simplesmente não se abriam enquanto eu mantinha Lucy em meus braços.
Concentrei-me para sentir seu perfume, percebendo meu estômago formigar diante da alegria que eu sentia.
- Solta logo ela, e me abrace antes que eu te dê um soco! – ouvi Johnny resmungar.
Abri os olhos e já os vi pulando em cima de mim.
Lucy começou a gargalhar, ouvi McKenna chamar Zacky de gordo esmagador, Matt fez um gutural para não perder o costume e Johnny mal conseguia falar enquanto era abraçado por todos.
- Temos que comemorar! – ouvi a voz de Jude se aproximando. – Fico feliz que tenha sido absolvido, querido. – ela sorria, colocando as mãos macias sobre meu rosto.
- Mas se quiser namorar minha filha, terá que me vencer em uma luta. – Jeremy dizia.
- Jer... Não começa. – Jude revirava os olhos.
- Deixa eu lutar também? – Matt se aproximava de Jeremy, abrançando-o como uma criança de apenas nove anos de idade pedindo pelo presente de natal.
- Certo, a gente pode fazer uma comemoração na minha casa! – meu pai começava a saltitar evidentemente empolgado. – Então o senhor luta? – ele se virava para o pai de Lucy.
- Pode-se dizer que sim. – ele sorria vanglorioso, enquanto ainda tentava se soltar de Matt. – E o senhor? Faz o que? – Jeremy perguntava.
- Eu danço. – meu pai abria um sorriso exagerado.
Todos começaram a gargalhar, inclusive Lucy que me abraçava com ainda mais força pela cintura.
Acariciei seus cabelos, olhando para ela fixamente.
Minha heroína.
- Certo, vamos logo que eu estou com fome. – Zacky começou a resmungar.
- Pra variar. – Johnny revirou os olhos.
Começamos a caminhar então para fora do júri...
Sim, em direção à minha liberdade.
Era quase inacreditável que depois de ter apostado tudo, colocado o amor da minha vida em jogo e inclusive a minha liberdade, eu consegui escapar mesmo contanto a verdade, apesar de terem mentido por mim...
Passamos por tantas coisas, inclusive eu, meu eu... Não posso dizer que eu mudei, mas que simplesmente voltei a ser quem eu era, quem eu nunca deveria ter deixado de ser.
Olhei para o alto, vendo que o céu estava azulado e sem uma única nuvem. O sol iluminava tudo de uma maneira tão bonita que parecia até mesmo sorrir para mim.
Jimmy... Talvez fosse ele, talvez fosse ele quem estivesse sorrindo para mim.
Obrigado por nunca ter me abandonado, meu irmão...
Lucy’s POV.
Assim que fomos escoltados para o lado de fora do júri, pude ver como aquelas que antes aparentavam me odiar, estavam felizes.
- Segure minha mão. – dizia Brian, entrelaçando seus dedos com os meus.
Senti meu coração palpitar.
Entrelacei meus dedos com o dele, apertando sua mão com firmeza, como se nunca mais fosse soltá-la.
- Olha lá eles! – ouvi uma garota anunciar.
Olhei para o público que nos esperava, com certo receio de voar algum ovo na minha cara, mas foi o contrário, estavam nos aplaudindo e tirando fotos.
- Synyster Gates, conte-nos como foram seus dias na prisão. – jornalistas atropelavam os policiais, apontado seus microfones e câmeras contra nosso rosto.
- Lucy Dartagan, acredita que o que aconteceu com Synyster Gates foi amor à primeira vista?
- Lucy! Você se arrependeu alguma vez por ter ido atrás dos Avengers?
- Synyster, Lucy foi então o principal motivo do término do seu namoro com Michelle Dibenedetto?
- Lucy!
- Syn!
- Synyster Gates!
- O mais novo casal do Rock...
Perguntas, matérias, falatório.
Eu sabia que a minha cara estaria estampada nas redes sociais, sites, programas, e eu sinceramente não sabia se estava preparada para algo do tipo.
Ser conhecida em diversas partes do mundo como a namorada de Synyster Gates, a garota responsável por acabar com o namoro dele e Michelle...
Aquilo tudo era tão estranho...
Mas nada que eu não enfrentasse por ele.
- Vamos logo. – Brian dizia meio que rindo. – Antes que nem os policiais consigam dar conta desses curiosos.
- Certo. – comecei a rir, acelerando os passos em direção ao carro onde Matt comandava o volante.
- Vamos logo casal! Eu também estou sendo assediado, socorro! – Matt gargalhava, dando autógrafos para uma pequena fila de fãs ao lado de sua janela.
Corremos, entrando no carro e sentando no banco traseiro, ao lado de Johnny.
- Lucy agora vai ficar famosa. – Johnny comentava, enquanto Matt ligava o carro, partindo com as rodas cantando.
- Não sei o quanto isso é bom. – murmurei.
- Pare de ficar assustando ela. – Brian sorria, abraçando-me por trás das costas. – Vamos cuidar de você.
- AAAAH, QUE ROMÂNTICO! – Matt gritava, passando o carro para o sentido oposto.
- MATT, CUIDADO, VOLTA PRA FAIXA! – Zacky esgoelava.
- Foi mal, bololtinha florida! – Matt zombava. – E Lucy, desculpa pela forma que eu agi com você antes do julgamento começar...
- Não se preocupe. – respondi. – Eu no lugar de vocês provavelmente agiria da mesma forma... Vocês são amigos e um defende o outro.
- Precisamos saber o que vamos fazer com o Arin. – dizia Zacky.
- Não quero pensar nisso agora. – Brian dizia, enquanto seus dedos brincavam com meus cabelos. – Vamos comemorar loucamente e depois pensamos nisso.
Arin... Eu não queria que os meninos ficassem com raiva dele, apesar do que aconteceu. Sei que ele apenas foi influenciado pela Michelle e ainda tinha esperanças de ter o meu amigo de volta.
Arin’s POV.
- Querido, por que não vem conosco? – tia Jude se aproximava de mim com seus olhos bondosos de sempre.
Não acredito que ela ainda queria me dirigir a palavra depois de tudo que ouviu.
- A senhora não me odeia? – franzi o cenho.
Ela disparou uma leve risada, dando-me um abraço.
- Você me conhece e sabe que nunca odiei ninguém... E eu sei que tudo o que você fez vindo atrás da Lucy, você lutou por ela, mas digamos que acabou se excedendo. – ela aproximava os lábios de meus ouvidos, como se me fosse contar um segredo. – Amar implica sacrifícios... Lucy não queria sacrificar sua amizade, mas ela acabou tendo que fazer isso para se sentir feliz... Não escolhemos quem amamos, precisamos apenas aceitar os fatos, aceitar a felicidade alheia, independente de como for...
- Obrigado, tia Jude.... – suspirei, abraçando-a. – Eu vou superar isso.
- Espero que você encontre uma pessoa que realmente mereça os seus sacrifícios. – ela acariciava levemente meu rosto. – E não queria ver meus dois amores brigados.
- É complicado, Lucy deve estar me odiando agora.
- Ela não está. – Jude dizia com certeza.
- Vou para a casa. – disparei, afastando-me dela. – Preciso... Sei lá, tentar esquecer um pouco as coisas... – coloquei as mãos dentro dos bolsos dianteiros da minha calça e comecei a caminhar.
Pensei em ir para um bar beber, ir para a casa talvez não fosse a melhor opção, já que eu sabia que lá estaria ainda banhado com o perfume dela, as roupas dela...
Lucy...
Brian’s POV
- Podem fazer isso por mim? – encarei os três com seriedade.
- MAIS É CLARO! – eles diziam em coro e animados.
- Valeu! – sorri, abraçando-os. – Muito obrigado mesmo!
- Você sabe que sempre vai poder contar com a gente, seu viadinho. – Zacky sorria, disparando um leve soco contra meu ombro. – Mas guarde comida para quando eu voltar. – ele apontava o dedo indicador contra mim.
- Pode deixar...
Lucy’s POV
- Você nem pode conhecer a casa direito naquele dia. – dizia McKenna me arrastando por todos os cômodas da casa. – Se quiser eu posso te mostrar a coleção de revistas pornô do meu irmão quando ele tinha 18 anos... – ela sussurrava em meu ouvido.
- FILHA! – de repente, vi meu pai correndo em minha direção com o rosto vermelho. – AQUELE HOMEM ME DEU UM TAPA NA BUNDA! – ele dizia indignado.
- Eddie! – exclamei. – Meu pai não está ainda acostumado com esse seu tipo de cumprimento!
- É uma pena... – Eddie mordiscava o lábio inferior. – A bundinha dele é tão redondinha.
- ORA, SEU TARADO! – meu pai saía correndo, dando uma voadora em Eddie.
McKenna ficou apenas olhando a cena, boquiaberta.
- Eles se entendem. – disse a ela.
Logo, senti algo rodeando minha cintura com firmeza, sentindo um beijo molhado em minha nuca.
- Argh! – Mc revirava os olhos. – Nunca vi mais meloso.
- Ah, não enche o saco, pirralha. – Brian me apertava ainda mais contra seu peito. – Tenho que aproveitar.
- Dessa vez eu deixo... – Mc dava de ombros. – DESSA VEZ... – ela ressaltava. – Não vá se acostumando, Lucy, atrapalhar os momentos românticos do meu irmão é uma das minhas atividades diárias preferidas. – ela disparava um riso, afastando-se de nós.
- Estou muito ferrada? – virei-me para Brian, mordiscando o lábio inferior.
- Não se preocupe, ela gosta de você. – Brian me prensava contra seu corpo, olhando-me dentro dos olhos.
Engraçado como antes aquelas órbes negras me tragavam ao ponto de eu sentir medo, como se estivesse entrando em um beco escuro, misterioso, e eu não saberia o que encontrar ali. Mas agora, vendo-o com um olhar tão alegre, eu podia dizer que aquela escuridão me iluminava, e meu coração batia com força, como se o que eu tivesse encontrado ali naquela escuridão, era alegria.
- Queria saber o que você está pensando... – Brian sussurrou em meus ouvidos.
Apenas coloquei minhas mãos atrás de sua nuca, aproveitando para lhe dar um beijo calmo e tranquilo, como se quisesse sentir o gosto de cada parte de seus lábios, sentir sua língua delicadamente quente dançando com a minha... Aquilo era bom, sentir seus lábios de maneira tão tranquila, fazia-me arrepiar toda, enquanto apertava-o ainda mais contra mim.
Brian então girou-me contra a parede, desligando suas mãos para o interior de minha blusa, apertando fortemente minha cintura.
Logo seus lábios se afastavam dos meus e ele me encarava seriamente.
- Te amo. – ele disparou. – Agora eu me sinto um bobo por não ter dito isso antes.
- Eu também te amo... – sorri. – e provavelmente me sinto da mesma forma... Uma boba.
- Acho que então os dois bobos merecem uma pequena fuga, não acha? – ele sussurrava de maneira provocante em meus ouvidos.
- Nossos pais estão aqui. – protestei, disparando um leve riso.
- Quem se importa? – ele dava de ombros, passando rapidamente suas mãos por trás de minhas coxas, suspendendo-me do chão, encaixando-me em seus quadris.
Coloquei meus braços por trás de seu pescoço e ele me levava até seu quarto.
Sendo assim, ele me colocou por cima da cama, segurando meus braços, entrelaçando seus dedos com os meus enquanto distribuía beijos pelo meu pescoço.
Senti meu mundo rodar.
Fechei os olhos, sentindo o toque de seus lábios, enquanto os beijos percorriam ainda mais longas distâncias.
Desceu para meus ombros, e sutilmente invadiu meu decote, dando sutis beijos em meu peito, enquanto suas mãos quentes invadiam o interior de minha blusa, deslizando, e removendo a minha primeira peça.
Brian se colocou de joelhos, ficando por cima de mim, olhava-me nos olhos a cada instante e me dava a certeza de que ele realmente estava ali comigo, queria fazer parte disso... Estávamos fazendo amor de fato.
Eu não tinha mais medo e nem preocupações, queria que ele se sentisse bem e tivesse a certeza de que eu estaria ali com ele de corpo e alma.
Minha cabeça não pensava em mais nada a não ser naquele momento, o momento onde nossos sentimentos já eram livres, onde não existiam mais medos.
Seus dedos se engancharam em meus cabelos e sutilmente ele os puxava, fazendo-me suspender minhas costas do colchão para que ele pudesse tirar meu sutiã.
Brian tornava a me beijar, enquanto eu removia sua camiseta e desprendia seu cinto, removendo suas calças.
Ele se colocou sobre mim, baijáva-mos e nos amávamos como se nada e ninguém pudesse nos separar.
Estávamos juntos de uma maneira que eu jamais pensei ser possível estar com uma pessoa. Juntos de corpo, de alma, de tudo que tínhamos direito.
Brian agarrava minhas coxas com força, enquanto mordiscava os lábios como se tentasse conter suas próprias reações.
Eu também tinha que me controlar, estar com ele era prazeroso e um momento único.
Meus olhos se fecharam com força e eu me sentia exausta, porém feliz.
O corpo suado de Brian caía ao meu lado, enquanto ele, ofegante, sorria para mim.
- Somos os melhores. – ele falava, fechando os olhos.
Apenas assenti, ainda tinha que me recuperar para conseguir ao menos falar.
Sendo assim, aproximei-me dele, deitando sobre seu peito, ouvindo apenas o som de seu coração.
Brian’s POV
Abri os olhos e vi que ela ainda permanecia em meus braços.
Nunca estive tão realizado como agora.
Ela era de fato a mulher que eu amava e quem eu queria viver pelo resto da vida. Eu gostava dela... Amava...
Fiquei por alguns instantes observando seu rosto enquanto dormia. Respirava em sincronia, com os músculos relaxados... Ela não tinha mais medo de mim, não me desprezava... Ela... Ela também me amava.
Comecei a rir sozinho com aqueles pensamentos tomando conta de mim e Lucy abriu os olhos.
- Do que você está rindo, seu bobão? – ela resmungava sonolenta, espreguiçando-se.
Ao se espreguiçar, vi seus seios escapando das cobertas... Ela é tão linda...
- Para! – ela resmungava, rindo em seguida, tornando a se cobrir.
- Vamos voltar para a confraternização? Já sumimos por muito tempo...
- É verdade... – logo ela suspirava, enquanto colocava a roupa. – Preciso te confessar uma coisa.
- Pode falar... – eu também começava a me vestir.
- Ainda estou preocupada com o Arin...
Torci o nariz, mas tinha que entender, ele era o melhor amigo dela e essas porra toda.
- Bom, agora que você citou... Eu me preocupo com a Michelle tentar fazer alguma coisa.
- Acha que ela ainda seria capaz?
- Sim... Eu acho.
Notas finais
Comentem, falta muito pouco para Danger Line chegar ao fim!
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