Danger Line
69 Desaparecida.
Notas iniciais
Galera, tenho dois recadinhos para vocês.
1º Este é o Antipenúltimo capítulo da fic! Vou tentar postar o penúltimo e o último até o Natal para dar tempo de todos lerem antes da fic ser removida brutalmente do site. Se você, minha linda leitora, não conseguir ler os últimos capítulos, avise-me por mensagem privada! Pois assim, envio para você os capítulos e vc lerá tudo lindamente, sem nenhum problema, ok? (:
2º O Projeto de site da Fanfics ainda está de pé. Fizemos uma repaginada na nossa equipe, mas o projeto ainda está de pé! Quer saber as novidades? É só curtir nossa página no face: facebook.com/4fics
Aguardo vocês lá. *-*
Boa leitura. ♥
DESAPARECIDA
Lucy’s POV
Por mais que eu tentasse esquecer, as palavras de Brian ainda ficavam martelando na minha cabeça.
Será realmente que Michelle ainda faria alguma coisa?
- Onde vocês estavam? – Matt arregalava os olhos. – Estávamos procurando por vocês por toda a parte!
Brian apenas me esboçou um belo sorriso, abraçando-me pela cintura.
- Certo, já entendi. – Matt revirava os olhos. – Mas você podia pelo esperar a...
- HEY! – Johnny apareceu de repente, interrompendo a fala de Matt.
Franzi o cenho, aquela atitude me fez acreditar que provavelmente eles estariam aprontando algo.
- O que foi? – Brian perguntou, percebendo minha cara de desconfiada.
Voltamos então para a nossa reunião familiar e todos já estavam praticamente dormindo, enquanto a maioria estava deitada pelo chão, vendo Titanic.
- Ah! – minha mãe virou-se para nós. – Finalmente vocês apareceram. – ela bocejava logo em seguida. – Mas agora vocês vão ter que esperar o navio afundar.
- Tudo bem, nós esperamos. – Brian dizia como se uma risada estivesse sendo camuflada em sua voz.
Encarei-o franzindo o cenho, e ele aproximou seus lábios de meus ouvidos.
- Tenho uma surpresa para você. – ele sussurrou.
Fiquei apenas olhando-o, ainda confusa.
- Bom, então enquanto o navio ainda afunda, eu e Lucy vamos dar uma volta.
- Ma-mas como assim?! – minha mãe protestava. – Queremos curtir vocês dois, aproveitar que agora está tudo certo, COMEMORAR!
- Eu sei, Jude. – Brian sorria. – Mas vamos ter muitos outros dias ainda para comemorar... Agora é pra sempre. – ele me olhava sorrindo.
Senti-me leve, tranquila, segura, abracei-o pela cintura.
- Está bem. – minha mãe revirava os olhos.
- Espero que não esteja levando minha filha para um motel! – meu pai resmungou do sofá.
- PAI! –protestei, sentindo meu rosto esquentar.
- Não se preocupe Jer, vamos apenas dar uma volta. – Brian colocou as mãos dentro do bolso da calça, retirando a chave do carro que rodava em seu dedo indicador.
Brian’s POV
Espero realmente que os meninos tenham conseguido deixar tudo preparado do jeito que eu imaginei.
Lucy, porém, andava ao meu lado com seu braço rodeando minha cintura, sem me perguntar nada sobre onde iríamos ou o que faríamos.
Achei engraçado. Ou ela fosse do tipo de pessoa que não sente nenhuma curiosidade, coisa que duvido muito, ou então ela simplesmente confiava em mim.
Entramos no carro, e ela colocou o cinto de segurança em silêncio.
- Não vai perguntar para onde vamos? – não me contive.
- Não sei. – ela deu de ombros. – Pelo jeito que você agiu na frente dos meninos, sei que vocês estão aprontando algo e bem... Confio em você. – ela sorriu.
Abri um sorriso ainda mais largo, aproximando-me dela, dando-lhe um beijo no centro da testa.
Rapidamente dirigi até meu apartamento com os meninos, onde toda minha história com Lucy aconteceu.
Lucy me encarou novamente, ainda com uma evidente curiosidade estampada em seu rosto.
Sendo assim, vagarosamente, abri a porta do apartamento, rezando mentalmente para que tudo estivesse perfeito.
- MEU DEUS! – ouvi Lucy exclamar.
Arin’s POV
Abri os olhos lentamente, sentindo minha cabeça girar.
- Aleluia! – ouvi uma voz feminina, aparentando estar um pouco zangada. – Pensei que ia ficar dormindo em cima da mesa a noite toda!
Esforcei-me para abrir ainda mais meus olhos, porém minha vista demorou questão de longos segundos para ficar normalmente nítida.
- Quem é você? – ouvi minha voz completamente desconexa. Algo me dizia que longos momentos de ressaca me aguardavam.
- Como assim quem sou eu? – ela dizia zangada, revirando os olhos. – Alice! Ficamos conversando a noite inteira! Sobre aquela tal Lucy da televisão. – a tal Alice sorria, colocando os cotovelos em cima da mesa. – A bebedeira ajudou?
- Ahn... Desculpe, eu ainda não estou muito bem, acho melhor eu ir para a casa... – esforcei-me para levantar, mas eu não tinha noção de como exercia minha força sobre os objetos. Apoiei as mãos contra a mesa, porém a mesma simplesmente afastou-se de mim, emitindo um som agudo ensurdecedor.
A tal Alice rapidamente levantou-se de sua mesa, segurando-me pelos braços para que eu não desse de cara no chão.
- Cara, você mal consegue andar. – ela franzia o cenho, olhando-me com pena. – Sabe me dizer ao menos onde você mora? Posso te levar até...
- Não! – interrompi. – Eu... Eu consigo andar... – resmunguei, tentando me soltar dela, porém o piso do bar parecia dançar pelos meus olhos.
- Larga a mão se bancar o machão que bebe todas... Antes se você bebesse pra ficar louco propositalmente, mas eu acho que beber por causa de coração partido, é a pior ressaca de todas... Admita, você não está bem, cara.
- E por que está se importando? – resmunguei.
- Por que você é baterista do Avenged. – ela revirou os olhos. – Não é todo dia que um homem entra chorando dentro de um bar e compra uma garrafa inteira de whisky só para ele...
- E como foi que começamos a nos falar? – franzi o cenho, sentindo minha cabeça palpitar.
- Você derramou a garrafa em mim. – ela abaixava a cabeça, apontando para sua calça jeans com uma manja grande nas coxas. – Daí você começou a falar que não presta para nada e tals... Fiquei com dó. – ela dava de ombros, rindo logo em seguida.
- Certo... – suspirei. – Aceito uma carona.
- Carona?! – ela gargalhava. – Vamos andando! Eu não tenho carro, vou apenas te servir de bengala, mas tenta não cair, você é magrinho, mas eu sou bem fraquinha.
- Não se preocupe. – sorri, podendo agora perceber melhor suas feições. Tinha cabelo inteiro roxo, olhos verdes e pele bem branca. – Vou tentar não cair.
Lucy’s POV
Eu simplesmente não podia acreditar no que estava vendo diante de meus olhos.
Era lindo.
A sala inteira iluminada por velas brancas, pétalas de rosas rondando todo o cômodo, enquanto na mesa, um balde de champagne... Como antes.
- Lembra dessa decoração? – ele sussurrava em meus ouvidos, abraçando-me por trás. – Foi o que era para ser o nosso primeiro jantar romântico.
- E que quase terminou com uma tentativa de assassinato minha. – disparei uma leve risada.
- Bom, eu queria te contar o motivo de eu ter feito um jantar como esse naquela época... – senti suas mãos quentes segurando as minhas, e vagarosamente ele me girava de encontro para seus olhos.
- Como assim? – sussurrei sem saber o por quê.
- Naquela noite... Eu tive uma conversa com o Jimmy... – ele abaixava a cabeça, ficando sério. – Ele... Ele me fez ver que você realmente não era como as outras garotas, que você era inteligente, meiga e que eu estava fazendo tudo errado... E então me veio essa ideia de fazer um jantar romântico simplesmente para te impressionar, mas eu fui muito estúpido e ainda quis agir como se você fosse qualquer garota... Mas agora... – suas mãos se aproximavam da maça de meu rosto, e ele empurrava uma madeixa de cabelo atrás de minha orelha. – Agora eu tenho a oportunidade de dizer que aquele era pra ter sido de verdade o nosso primeiro jantar romântico, pois você é sim tudo o que o Jimmy disse e muito mais... V-você... – ele então começou a gaguejar e o meu coração a apitar. – Você é o amor da minha vida, Lucy.
Parecia bobo, mas uma lágrima havia escorrido de meus olhos naquele momento.
Rapidamente o abracei, forte, o mais forte que eu podia, podendo sentir meu coração batendo em sincronia com o dele.
- Incrível essa forma da qual eu me apaixonei por você... – ele sussurrava em meus ouvidos. – É como se fôssemos um só.
- E somos. – separei-me dele brevemente, olhando-o nos olhos, selando nossos lábios com um longo beijo.
Brian foi caminhando em direção ao sofá, colocando seu corpo sobre o meu.
- De novo? – sussurrei, mordendo o lábio inferior.
- E de novo... – ele sussurrava em meus ouvidos, passando a língua levemente pelo lóbulo de minha orelha. – E de novo... De novo... De novo... E todas as vezes que quisermos... – ele ia abaixando o zíper da minha calça.
Enrosquei meus dedos pelos seus cabelos, tornando a beijá-lo.
- Sabe... – ele se afastava de mim. – A macarronada que está no forno pode servir de café da manhã.
- De acordo. – respondi, agarrando-o pela gola da camiseta. – Agora chega de falar. – tornei a beijá-lo.
Brian’s POV.
Acordei, espreguiçando-me, sentindo meus ossos estralarem.
Olhei para os lados e não vi Lucy, havia apenas um pedaço de papel posto em direção ao tapete, com uma letra pequena e arredondada sobre ele.
“Você estava dormindo tão profundamente que não quis te acordar, uma noite inteira de sexo acaba sendo exaustiva mesmo e espero que possamos fazer isso muitas vezes mais.
Enfim, fui trabalhar, afinal, voltamos a nossa vida, não? E eu te tenho de volta...
Qualquer coisa me liga, te amo.”
Levantei-me do sofá meio zonzo, caminhando até o telefone, enquanto ajeitava meu colega lá de baixo dentro da cueca.
O celular de Lucy apenas chamava até cair na secretária eletrônica.
Sendo assim, liguei para Eddie.
- Alô?! – Eddie atendia o telefone.
- Syn! Você sabe se a Lucy vem pro trabalho hoje?! – Eddie disparou de repente. – Eu sei que vocês precisam se curtir, mas ficamos com a loja fechava por muito tempo, tenho muitas guitarras para fazer, meu amor... Se a Lucy viesse seria uma ajuda e tanto.
- Como assim?! – franzi o cenho. – Lucy não está aí com você?!
- Não, oras! – Eddie parecia aborrecido.
- Estranho... Ela me deixou um bilhete dizendo que ia para o trabalho... Ela entra que horas?!
- Às nove!
- E já são... Duas da tarde?! – meu coração começou a palpitar ainda mais.
- Acha que pode ter acontecido algo? – a voz de Eddie também demonstrava preocupação.
- Não sei... Às vezes ela foi visitar os pais dela... Vou ligar para eles, tchau! – desliguei logo em seguida, discando para o celular de Jude.
- Alô?! – ela atendia logo no primeiro toque.
- Jude, é o Syn... Tudo bem?
- Oi meu querido, tudo ótimo e você?!
- Mais ou menos... – suspirei. – Lucy foi te ver?
- Não... Não veio...
- Ai meu Deus... – eu tinha um mau pressentimento domando meu peito e me fez lembrar da desconfiança que eu tive de Michelle fazer algo ainda para nos atrapalhar.
- Syn?! – Jude pareceu preocupada. – Aconteceu alguma coisa? Minha filha está aí com você?!
- N-não... – gaguejei, temendo o pior. – Eu não sei onde ela está! Tem o telefone do Arin? Vou ligar para ele.
Lucy’s POV
Senti meu coração palpitar com força... Eu estava com medo.
- E então, Lucy? Gostou da minha mais nova melhor amiga?!
Sendo assim, Michelle colocou a ponta de sua pistola no centro de minha testa.
Fale com o autor