Danger Line

45 Refúgio.


REFÚGIO

Lucy’s POV.

“Brian...

- Oi gatinha...

- ME SOLTA!

As vozes, os toques bruscos sobre seu corpo...

A dor pela cabeça... Havia sangue no chão...

- Vamos destruir você!

- NÃO! Me deixa em paz...

Brian... Brian, onde você está?!

- Você ficará aqui para sempre... – dizia ele com os olhos vermelhos, segurando-a pelo pescoço.

Não conseguia respirar. Havia desespero, lágrimas escorrendo de seus olhos.

- Eu não aguento mais. – chorava.

- Vou te fazer gemer como uma putinha... – dizia o desconhecido.

Tremia, suava frio.

- Não, por favor, tire suas mãos de mim... TIRA! TIRA SUAS MÃOS DE MIM...”

- TIRA SUAS MÃOS DE MIM!

- EI! – ouvi um grito alto, fazendo com que de imediato eu abrisse os olhos.

Percebi que minha respiração estava ofegante, suava frio e tremia.

- Lucy! Lu, olha pra mim...

Olhei lentamente para o meu lado direito, e finalmente pude respirar aliviava ao ver que eu estava deitada ao lado de Arin.

- Graças a Deus... – murmurei, entrando aos prantos, enquanto o abraçava fortemente.

- Lu! – ele afastava meu rosto, fitando-me com preocupação. — O que foi, minha linda? Por que você está chorando? O que tinha de tão ruim nesse seu pesadelo?

- Não quero lembrar... – afundei meu rosto em seu peito, enquanto sentia que ele me abraçava, fazendo com que consequentemente eu me sentisse mais segura.

- Tudo bem... – ele sussurrava e logo em seguida dava um beijo no topo de minha cabeça, apertando-me ainda mais em seu abraço. – Não se preocupe, está tudo bem agora... Você está comigo...

Brian’s POV.

- Ela dormiu fora de casa. – bebi mais uma dose de whiskey. Simplesmente não me lembro de quantos copos eu já havia tomado.

- Chega de beber. – Matt se aproximava de mim, tirando o copo de minhas mãos.

- Cara, sai dessa foça. – ouvi Zacky resmungar. – Você nem dormiu hoje!

- Fiquei esperando por ela. – respondi de modo monótono, dando de ombros.

- Mas ela não é sua filha, nem sua irmãzinha mais nova! – dizia Johnny com seus discursos ditatoriais. – Não sei se você se lembra, mas ela é uma garota livre agora! – ele dizia de modo firme.

- O Johnny tem razão. – dizia Zacky.

Aquilo fez meus tímpanos tremerem. O incomodo foi tão grande que quase os mandei calarem a boca.

- Syn, esquece isso e... – dizia Matt.

- PORRA! – o interrompi com um grito, levantando-me do sofá. – CHEGA, ESTÁ BEM?! Se ela quis passar a noite com aquele magricela idiota, problema dela... Ela... Ela que se dane, eu não me importo com ela... – comecei a disparar.

- Mas... Mas você quem estava resmungando que ela não dorm... – dizia Zacky.

- EU SEI! – interrompi mais uma vez, aos berros. — COMO ACHA QUE EU DEVO REAGIR DIANTE DISSO?!

- Se você gosta tanto dela assim, por que não diz isso para ela?! – Matt franzia o cenho.

- Por que ela está ocupada demais com aquele idiota. – respirei fundo, caminhando com os passos pesados até o meu quarto, enquanto batia a porta com força.

Precisava ficar sozinho.

Lucy’s POV.

Eu o olhava fixamente, agradecendo mentalmente por ser ele.

Arin não me abandonou em momento algum quando mais precisei dele, e nem mesmo quando tomei minhas decisões repentinas e desconexas. Isso me deixava tranquila, afinal, era isso que sua presença me transparecia.

Tranquilidade.

Parecia que eu até mesmo poderia deitar sobre seu peito durante um longo tempo, e esquecer tudo e todos, até mesmo do meu maior carma.

- Nossa! – ouvi Arin exclamar. – Precisamos ir...

- Onde estamos? – franzi o cenho, dando uma leve risada. Eu realmente não me lembrava.

- Ah, em um motel... – ele ria, aproximando-se de mim. – Não lembra, é?

- Vagamente... – ri. – Mas por que você já tem que ir? Ou melhor... Nós.

- Trabalhar, meu amor. – ele revirava os olhos. – Ainda sou empregadinha da Michelle.

- Não sei como você aguenta trabalhar para ela. – franzi o cenho. – Ela parece ser meio psicótica, não sei.

- Ela é. – ele gargalhava, enquanto vestia as roupas, e colocava as minhas por cima da cama. – Vou te levar para o apartamento onde você estava, com a banda...

- Certo... Você não quer que Michelle me veja, não é? – concluí.

- Não quero você perto dela... Eu fiquei sabendo da confusão que ela fez no enterro do Jimmy, pode parecer irônico, mas você ficaria menos em perigo lá com eles... – Arin suspirava. – De qualquer forma, vou ver quanto de dinheiro que eu já tenho, a gente pode tentar alugar um apartamento ainda hoje, e eu te tiro de lá.

- Então você realmente está decidido em ficar na Califórnia? – perguntei.

- Mas é claro, né Lu... – ele se sentava sobre a cama, enquanto eu terminava de me vestir. – Você quer ir embora?

- Bom, eu deixei minha vida inteira em Londres, natural que eu queira ir... Tem minha faculdade e tudo mais...

- Mas você vai continuar estudando! – Arin dizia convicto.

Apesar dele agir como se tudo estivesse sob controle, eu ainda estava preocupada.

Fiquei tanto tempo ali, sendo obrigada a conviver dentro daquele país que não era meu, dava-me medo. Tinha que ser bastante cautelosa, já que estava ali de maneira ilegal, além do fato de que eu continuaria vendo Brian, continuaria perto dele... Aquilo me dava uma estranha sensação de medo, mas não como se ele fosse fazer algo contra mim, mas sim, uma dúvida de como eu deveria me portar diante dele. O que deveria dizer, como fazer... Tinha de evitá-lo ao máximo.

Estar com Brian, era como levar uma forte sacudida na cabeça. Minhas ideias se embaralhavam e de repente, tudo estava perdido, misturado e confuso. Eu não saberia explicar o que era aquela reação, mas eu sabia que de alguma forma ela era perigosa. Sentia como se meu coração fosse sair pela minha boca, minhas mãos suavam, minha respiração ficava irregular. Havia incerteza, perigo, desejo... Tantas coisas misturadas em uma mesma pessoa, que eu não saberia dizer exatamente o que eu sentia.

Tirando Brian e minha ilegalidade no país, nada mais me preocupava. Califórnia era um lugar que me agradava e eu sabia que Arin estava realizando um grande sonho e sempre fantasiávamos de que um dia iríamos morar aqui, e às vezes, ele se excedia dizendo que faria parte do Avenged Sevenfold, mas bem... Agora isso é real, não?

Sendo assim, Arin me levou de volta para o apartamento dos meninos, enquanto ia trabalhar no Barrab.

Eu particularmente não gostava nada da ideia de tornar a ficar naquele meu cativeiro, ainda mais com Brian presente, mas isso tampouco agradava também o Arin, mas segundo ele, daria um jeito nisso hoje mesmo.

Arin’s POV.

- Isso é hora de chegar? – Michelle cruzava os braços, enquanto me encarava. – Aliás, você nem se quer dormiu aqui!

- Desculpe, mãe. – gracejei de modo irônico, dando uma leve risada a fim de quebrar a tensão.

- Onde você estava? – ela batia o pé no chão, como quem exige explicações.

Revirei os olhos.

- Ao invés de me encher, você deveria ficar muito, mais muito feliz! – disparei.

Ela arregalou os olhos, esperançosa.

- O que houve? – Michelle perguntava receosa, aproximando-se ainda mais de mim, enquanto arregalava os olhos, evidentemente ansiosa.

- Estava com a Lucy. – dei a notícia com um sorriso largo nos lábios. – Somente eu e ela.

- AH! – Michelle disparava um gritinho agudo, ressaltando sua alegria. – JURA? JURA MESMO?! E onde vocês estavam, seu safado? – ela ria.

- Em um motel não muito longe daqui. – confessei dando de ombros.

- Mas onde ela está agora? – Michelle tornava a ficar de repente séria.

- Levei ela de volta para o apartamento... E é sobre isso que eu preciso falar com você. – suspirei, encarando-a seriamente.

Michelle limitou-se apenas a se sentar na cadeira em frente ao balcão.

- Seja breve antes que Valary chegue. – ela revirava os olhos.

- Preciso de um adiantamento, se não for possível o aumento. – disparei.

- Por...? – Michelle franzia o cenho.

- Quero alugar um apartamento apenas para mim e Lucy... E claro que se você me ajudar, você poderá conseguir muito... — sorri de modo convincente.

- Entendo... – Michelle dizia pensativa.

- Se você puder me dar a resposta ainda hoje, fico agradecido, se não vou tentar encontrar outro emprego que eu ganhe mais, o importante agora é tirar Lucy de perto do Brian.

- Por que não a trouxe para cá então? – Michelle resmungava entredentes.

- Simples... Depois do barraco que você deu no velório do Jimmy, isso seria completamente estranho.

- Certo... De quanto você precisa? – Michelle cruzava os braços.

- O suficiente para alugar um apartamento ainda hoje... Não quero mais Lucy perto daquele cara por nenhum segundo a mais...

Michelle ficou apenas me encarando, enquanto mordiscava o lábio inferior, pensativa. Fiquei apenas aguardando ansioso, para que ela desse logo uma resposta.

- Está bem. – disse por fim. – Lhe darei dinheiro como forma de adiantamento... Se você conseguir seu propósito de afastar definitivamente Lucy do meu Syn, você terá aumento.

- Não precisa me comprar com dinheiro, Michelle. – disse um tanto aborrecido. – A única coisa que me interessa agora é tirar Lucy de lá... Agora sou baterista do Avenged, esqueceu-se?

- Nossa! – ela arregalava os olhos, colocando as mãos para o alto. – Parece que alguém aqui já está mostrando as garras... Acho que você não é assim tão inocente e tranquilo como eu pensei... Pelo visto você realmente gosta dela... — Michelle dava de ombros com desdém.

- Ainda duvida? — disparei, suspirando logo em seguida.

- Não... de forma alguma... – Michelle tornava a se sentar no banco e cruzar as pernas. — Desde que conseguimos o que queremos, vale tudo, meu amor.

- Com certeza! Principalmente agora...

- Essa é nossa grande oportunidade, Arin! — Michelle se levantava, aproximando-se de mim, enquanto a ponta de seu dedo indicador passeava pelas expressões do meu rosto. — Vamos começar ferindo o Syn levando a amadinha dele embora! — ela gargalhava logo em seguida.

- Sim... Brian que se cuide! Agora ele vai sentir tudo o que eu sofri...

Notas finais
Bom, depois de saber que muitos querem me matar, pelo menos nenhum assassinato foi concretizado e estou aqui postando mais um capítulo. *-* HSIAHSIAHSIAHISHAISHAISHAI
E então? O que acharam? *-*
Aguardo reviews! Beeeijos. (: