Notas iniciais
Bom dia, leitoras. (:
Bom, para quem leu minhas notas capítulo anterior, eu estava com a pretenção de criar um novo site direcionado APENAS E EXCLUSIVAMENTE para Fanfics de bandas.
Para a nossa alegria, autoras e leitoras aderiram a ideia e já montamos uma equipe e estamos dando início ao projeto. O site inclusive já tem nome, vai se chamar Musikbox.
Estamos aceitando sugestões sobre o que vocês gostariam que tivesse no site e coisas assim.
Provaavelmente, se não tivermos muitos impecílios, o site poderá ser inaugurado dentro de 1 mês.
Vamos fazer o possível para criar um espaço agradável para todo mundo, onde poderemos colocar nossas fanfics de bandas sem nenhum pretexto (a menos que a lei nos impeça).
Tenho que ser sincera com vocês sobre o que está me preocupando com relação a criação do site. Estou vendo vários boatos sobre uma suposta lei que irá considerar fanfics como crime. Acho isso uma babaquice sem igual e isso está sim me preocupando para a criação do site, mas como eu disse, vamos continuar o projeto até que uma força maior nos impeça.
Boa leitura.

PLANO.

Lucy’s POV.

Fiquei estática. Não sabia o que dizer para ele.

Eu sabia muito bem sobre as coisas que aconteceram entre mim e Brian durante a turnê, aquilo acabaria com Arin, mas ao mesmo tempo eu não poderia mentir para ele.

Eu tinha medo de lhe dizer a verdade, afinal... O que ele iria pensar de mim?

- Você ficou quieta. – infelizmente ele conseguiu perceber meu descontentamento com a pergunta.

- Vamos voltar para a casa? – perguntei, abaixando a cabeça. – Podemos conversar melhor lá.

Arin me encarou com a testa franzida. Estava evidente a tristeza e a preocupação em seu rosto.

Tornamos a caminhar.

O silêncio era cortante.

Aproveitei então para pensar o que eu faria. Sinceramente não entendo essa atitude de Arin, ele não era tão encanado, na verdade, sempre foi bem desligado. Parecia que algo estava envenenando ele, não entendo o motivo daquela dúvida e de querer saber sobre o que houve na turnê.

Assim que chegamos ao apartamento, Arin se sentou no colchão, encarando-me seriamente.

- Estou esperando. – ele disparou. – Vocês ficaram juntos, não é? Se não, você já teria me dito de uma vez.

Abaixei a cabeça, enquanto me aproximava dele, sentando-me ao seu lado.

- Eu não posso mentir para você. – disse sutilmente, e seus olhos de repente, começaram a ficar vermelhos. – Arin...

- DROGA! – ele disparou de repente, socando o colchão, levantando-se rapidamente.

Encolhi-me, assustada com a sua atitude.

- DROGA, LUCY! – ele gritava, colocando as mãos sobre a cabeça, andando rapidamente de um lado para o outro, como se tentasse conter a raiva.

- Qual o seu problema?! – tentei debater.

- MEU PROBLEMA?! Você não entende mesmo, não é? – ele virava-se para mim, e seus olhos apesar de vermelhos, brilhavam de tal forma como se ele fosse chorar. – Como você pode ter ficado com ele?! Como?! Agora eu entendo o motivo de você ter ido naquela turnê... Você estava tendo um caso com ele, não é? E ficava inventando essa historinha meia boca de que foi sequestrada... – ele atropelava as palavras.

- COMO É?! Você acha que eu menti pra você? Que eu fingi que havia sido sequestrada? É ISSO?! – senti-me ofendida, levantando-me do colchão, enquanto o encarava com a mesma raiva. – VOCÊ ME CONHECE! Eu não mentiria pra você, seu idiota!

- Então por que você ficou com ele? – Arin cruzava os braços, encarando-me como se exigisse uma explicação a qualquer custo.

- Arin... É complicado...

- Por quantas pessoas você acha que eu faria o que eu fiz por você?! – ele me interrompia. Seus olhos demonstravam decepção. – Acha que eu largaria minha vida inteira para trás por qualquer pessoa?! – sua voz havia sido diminuída, enquanto ele continuava me encarando.

Engoli seco. Será que Arin...

- Eu te amo, Lucy. – ele disparou, abaixando a cabeça.

Senti meu coração saltar fortemente dentro do meu peito.

Sinceramente, nunca pensei em ter algo sério com ele. Lógico que dávamos as nossas escapadas, às vezes ficávamos juntos, mas tudo não passava de uma brincadeira, um passatempo, pelo menos para mim. Arin nunca me cobrou nada, nunca me exigiu nada, já tive outros namorados, assim como ele teve suas namoradas... Não entendo como ele pode vir agora e dizer uma coisa dessas!

Se antes ele nunca me cobrou nada, diante de suas palavras, fazia sentido o motivo de me questionar tanto.

- Arin, você pode estar confundindo... – murmurei.

Ele disparou um riso irônico, secando uma lágrima que caiu de repente de seus olhos.

- Não. – ele dizia convicto. – Eu sei que não estou confundindo... Nossa relação sempre foi aquela coisa um pouco colorida, a gente fazia as coisas e no dia seguinte agíamos como se nada tivesse acontecido... Você sempre passou grande parte do tempo ao meu lado e nunca saiu... A gente viveu muitos anos juntos, sem se importar que esse excesso de intimidade poderia se resultar em outra coisa... – Arin tornava a se aproximar do colchão, sentando-se nele. – Isso que aconteceu de você ter sido sequestrada... Fez com que pela primeira vez eu ficasse tempo o bastante longe de você, eu sentia sua falta, sentia seu perfume, sentia saudade da sua pele, da sua boca... E eu percebi que... Pra mim você não é só mais uma amiga que faz doideiras comigo... E-eu te amo, Lucy... Muito! — seus olhos se dirigiam a mim.

Engoli seco. Sinceramente, eu jamais esperava isso dele.

Eu sentia também muito sua falta, afinal, ele me passava segurança, ele me fazia sentir tranquila, era como se a presença dele dissipasse todo o mal ao meu redor. Ele nunca havia me deixado sozinha, nunca... E isso me fazia sentir muito sua falta...

Mas... Amor? Eu não sei o que é amor.

Embora eu me sentisse tranquila ao seu lado, eu pensava também em Brian... Mais do que eu deveria.

Como eu poderia fazer isso? Brian me sequestrou, mas eu me entreguei... Droga! Não queria ver Arin sofrer...

- Diga alguma coisa! – ele suplicava. – Por favor!

- E-eu não tenho o que dizer, Arin...

- Você o ama? – ele disparou, tornando a se levantar.

Senti meu coração acelerar.

Não! Eu não amava Brian. Aquilo era impossível...

- Não! – disse, sentindo minhas mãos suarem.

- Você me ama? – ele perguntou.

- S-sim... Sempre te amei, mas não sei se é da mesma forma que você gostaria... – abaixei a cabeça.

- Por que então você ficou com ele? – Arin se aproximava de mim, colocando uma mecha de meus cabelos por trás da minha orelha. – Por quê? – ele me olhava dentro dos olhos.

Fechei os olhos, lembrando-me de repente de todo aquele calor que eu senti, ouvindo os gemidos, os beijos...

- NÃO! – sacudi a cabeça, afastando-me de Arin. – E-eu não sei... – não entendo por que aquilo me incomodava tanto. Brian mexia comigo de uma forma tão intensa, mas ao mesmo tempo ele me deixava tão nervosa, enquanto Arin... Arin era meu porto seguro como sempre foi! – E-eu não, Arin... – tornei a gaguejar. – Eu... – abaixei a cabeça.

Arin se aproximou de mim, dando-me um forte abraço.

- Você gosta dele. – Arin afirmava.

- NÃO! — neguei com a cabeça. – Eu gosto mais de você! Você é meu melhor amigo... Você...

- Queria que isso fosse verdade... – Arin me encarava, enquanto se afastava. – Preciso sair...

- Arin! – disse, interrompendo seus passos em direção à porta. – Arin, eu não estou apaixonada pelo Brian... — não sei porque, mas senti que aquela frase foi dita mais para mim mesma do que para meu melhor amigo.

- Mas isso não muda o fato que você ficou com ele... – Arin me encarava com desapontamento. – Vou esfriar a cabeça.

- Não fica chateado comigo... – pedi, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas. Eu não queria magoar o Arin.

- Não estou. – ele, porém, respondeu sem nem se quer me olhar.

Fiquei perdida em meus pensamentos, de repente eu tive medo do que eu sentia.

Eu não podia estar apaixonada por um homem que me sequestrou, que fez da minha vida um inferno por um longo tempo, mas ao mesmo tempo, mostrou-se ser uma boa pessoa... Aquilo era impossível! Como um sequestrador pode ser bom? Não... Eu não poderia estar apaixonada por Brian!


Brian’s POV.

- Vou buscar o presente da Mc. – avisei Matt.

- Cara, estou achando que você está indo demais lá na loja do Eddie... – Matt me encarava com um olhar malicioso. – Como é a atendente da loja? – ele disparava um riso.

- A Lucy está trabalhando lá. – dei de ombros, revirando os olhos.

- AH! Agora TUDO está explicado! – Zacky ria, mostrando o pedaço de torta triturado dentro de sua boca. – “Quero supervisionar a fabricação da guitarra.” – ele me imitava. – Acho que você estava supervisionando outra coisa.

- Você nunca vai desistir dessa garota, não é? – Johnny dizia, espreguiçando-se no sofá.

- E vocês nunca vão parar de me encher o saco, não é? – revirei os olhos.

- Está chateado por que a gente descobriu que você está apaixonado? – Matt dizia, tornando sua atenção para o seu vídeo game. – Se eu fosse você, contava logo pra ela que você a ama, pelo visto, o Arin é seu rival... Já pude perceber a tensão masculina entre vocês.

- Ah, aquele cara não é nada. – disse despreocupado. – Eu sou muito mais bonito que ele! Dã!

- Você até pode ser mais bonito... – dizia Johnny. – Mas você fez um monte de merda com essa menina! Agora o melhor amigo dela, não...

Abaixei a cabeça. Infelizmente era essa a realidade, mas eu poderia mudá-la, não?

- Eu sei que ela sente algo por mim... – murmurei, a fim de dizer isso a mim mesmo, para que assim, eu me sentisse mais confiante. – Além de que... Eu devo muito a ela.

- Isso é verdade... – dizia Zacky, massageando a própria barriga. – Ai, ai...Comi demais...

- Finalmente você parou de comer, caralho! – Johnny resmungava. – Depois de ter devorado três tortas, com quatro litros de coca cola... Não sei como você ainda está vivo!

Zacky de repente disparou um arroto alto e estridente.

- PORRA, QUE CHEIRO DE ARROTO! – Matt resmungava, pausando o jogo e encarando Zacky.

- Antes pela boca do que pelo cu, né? – Zacky sorria.

- Bom... Estou indo pegar a guitarra. – disse, apanhando a chave do carro dentro do cinzeiro.

- Manda um beijo pra Lucy. – Zacky sorria.

- Certo... – respondi. — Depois eu vou para a casa do meu pai ajudar a arrumar as coisas para a pirralha.

- Quer ajuda? – Zacky se oferecia.

- Acha mesmo que eu vou querer sua ajuda? – franzi o cenho. – Os convidados vão precisar comer, sabia?

- Não vejo problema em pegar alguns brigadeiros antes do parabéns... – ele fazia um bico.

- E eu acho que você devia continuar sua dieta, almondega. – Johnny revirava os olhos. — Se tiver um apocalípse zumbi, você pode acabar sendo sacrificado por conter excessos alimentícios em seu interior.

Zacky e Johnny de repente começaram a discutir, enquanto Matt ainda se mantinha intacto na frente da tv, com a boca aberta.

Sendo assim, fui até a loja de Eddie. Pensei em levar algo para Lucy, mas tive medo de ela recusar. Nessas alturas, o melhor a fazer era agir com sutileza... Tudo bem que eu ia até a loja todos os dias, mas... Ah, foda-se.

Lucy’s POV.

Droga! Era ele de novo.

- Oi Eddie! – Brian dizia em voz alta.

- Você aqui de novo? – Eddie revirava os olhos.

- Vim buscar a guitarra da minha irmã. – franzi o cenho.

- Como todos os outros dias... – Eddie suspirava. – Ela já está pronta... Pede pra Lucy pegar lá pra você, mas vê se para de ficar dando em cima das minhas atendentes...

- Você só tem uma atendente. – sorri de modo petulante.

- Sim! Mas ela vale por um milhão! – ele fazia um bico estridente, enquanto me encarava. – SUA LINDA!

- Nossa! – ri. – Não sabia que eu valia tudo isso...

- E não vale mesmo. – Eddie jogava os cabelos para trás, afastando-se de nós, deixando evidentes suas nádegas rebolando por baixo da calça de couro.

Revirei os olhos. Eddie sempre me dava esses foras.

- Eu acho que você vale por um milhão. – Brian dizia, disparando-me um belo sorriso.

Lá vem ele com as cantadas... Se Arin soubesse que Brian vivia vindo até a loja, ficaria louco!

- Corta esse papo furado. – disparei. – Vou pegar a guitarra para você.

- Nervosinha... – ele me zombava, despreocupado. – Está andando demais com o Eddie.

Não respondi. Toda vez que ele vinha até a loja, ficava me disparando seus sorrisos galanteadores, e sempre me elogiava de alguma forma.

Sorte a minha era que Arin parecia ter ficado menos arisco com o fato de eu ter ficado com Brian na turnê. Disse a ele que isso não aconteceria mais, nunca mais deixaria Brian me envolver daquela forma... Afinal, eu não estava apaixonada por ele... Não queria e nem devia.

Apanhei a guitarra, levando-a até o balcão.

- São dois mil e quinhentos dólares.

Brian então me estendia o cartão de crédito.

Fiz o possível para não olhá-lo diretamente, apanhei o cartão, estendendo a máquina apenas para que ele digitasse a senha.

Senti suas mãos quentes segurando as minhas, enquanto ele colocava a senha na máquina.

- Pronto. – ele sorria. – Te vejo lá na festa hoje à noite?

- Sim... – abaixei a cabeça. – Vou com o Arin. – fiz questão em dizer.

- Não quer que eu te busque? – ele se inclinava no balcão. – Afinal ele não tem carro.

- Eu gosto de andar. – disparei. – Obrigada.

- Até a noite, então... – ele não pareceu ter se importado. — Minha Lucy. — logo esboçava um sorriso, saindo pela porta.

- O que? – sussurrei para mim mesma.

Eddie logo se aproximava de mim, inclinando-se sobre o balcão.

- Você é uma idiota! – ele dizia, suspirando logo em seguida. – Como pode destratar aquele homem?!

- Como é?! – franzi o cenho.

- Está na cara que ele está todo apaixonado por você. – Eddie revirava os olhos. – Droga! Por que eu tive que nascer com um bagulho balançando de um lado pro outro... – ele fazia um bico.

- Como é? – perguntei confusa.

- MENINA! Se eu fosse mulher, já tinha dado uns pega nele há muito tempo! – Eddie continuava tagarelando. – E aquele seu amiguinho magrelo também está a fim de você... – ele suspirava. – Qual é o segredo para tanto sucesso? Sua mãe passou açucar em você? É açucar puro ou diluído em água?

- Imagine! – disse. – Sucesso, eu? Essa foi boa... — ri sem graça.

- Não se faça de modesta! – Eddie dava a volta no balcão, aproximando-se de mim, dando um abraço. – Eu acho que você gosta do Brian... Vocês iam ficar fofos jun...

- O QUE?! – debati, interrompendo-o. – Você está louco?

De repente, ele segurava minha mão.

- Por que elas então estão suando? – ele dizia de modo malicioso. – Com certeza não é por minha causa, gata!

- Eu não estou apaixonada pelo Brian. – debati entredentes.

- Tolinha... – Eddie sorria. – Engane-se! Como se isso fosse te fazer bem...

Não respondi. Não estava gostando nada daquelas insinuações.

- Te pago hora extra. – ele disse de repente, afastando-se.

- Como assim?!

- Você vai trabalhar até tarde hoje, minha flor. – ele apanhava o maço de cigarro dentro do bolso, retirando um. – Preciso que você organize as planilhas de camisetas, chegaram novas... E eu preciso ir me desintoxicar.

- Do que? – franzi o cenho.

- Do seu cu doce. – ele revirava os olhos, afastando-se.

ARGH! Esse Eddie...

Brian’s POV.

- Finalmente você chegou. – Mc revirava os olhos. – Por que demorou?

- Calma, pirralha. – sorri. – Fui buscar o seu presente!

- Meu presente?! – seus olhos ganharam brilho. – O QUE É?

- Algo que você queria muito... – disse, tentando fazer um pouco de mistério.

- Uma guitarra?! – ela disparava.

Sorri, caminhando até o carro, enquanto apanhava a maleta.

- AH! – ela abria um lindo sorriso. Eu achava extremamente gratificante vê-la sorrir daquela forma.

Rapidamente ela abria a maleta, disparando um grito agudo e irritante.

- ESSA SOU EU EM CAVEIRA! – ela berrava, levantando-se e pulando em cima de mim. – Você é o melhor irmão do mundo! Essa guitarra é igualzinha a sua... AMEI! – ela beijava meu rosto.

- Foi ideia da Lucy a parte da caveira. – sorri.

- Ela é demais! Ela vai vir hoje, não vai? – ela apanhava a guitarra, pendurando-a no ombro. – Precisamos de um plano.

- Plano? – franzi o cenho.

- É, cala a boca e fica aí que eu já venho... VOU MOSTRAR A GUITARRA PRO PAI! – ela saía correndo.

Fiquei rindo comigo mesmo. Era bom saber que apesar de tudo, eu pelo menos conseguia fazer a minha irmã feliz.

Logo ela voltava com um sorriso de orelha a orelha.

- Certo, vamos bolar o plano.

- Do que você está falando, sua doida? – franzi o cenho.

- Que ou você fica com a Lucy HOJE ou eu vendo sua alma pro demônio! – ela atropelava as palavras, pegando meu punho, arrastando-me para dentro de casa.

- Ah tá, posso saber como é que você vai me fazer ficar com a Lucy hoje? – desafiei.

- Não me subestime! – ela me empurrava contra o sofá. – Eu só preciso dar um jeito de vocês ficarem sozinhos... E o resto é com você!

Notas finais
Pessoal, desculpem não ter postado o capítulo antes, é que a faculdade não me permitiu isso. HSAHISAHSHAI Vou ver se essa semana posto mais capítulos. (:
Aguardo os reviews!
Beeejo ;*