Danger Line
51 Desejo.
DESEJO.
Brian’s POV.
McKenna era doida! Ligou para o Eddie perguntando que horas que Lucy sairia do trabalho, descobrimos que hoje ela faria hora extra.
- Certo... Você vai buscá-la. – McKenna dizia, suspirando.
- Como? – franzi o cenho. – Eu perguntei se ela queria que eu a buscasse, ela disse que o Arin iria buscá-la.
- E daí? – ela revirava os olhos. – É só você falar para os meninos buscarem ele na hora certa da festa, dai ele vai estar aqui, eu o distraio, você pega o carro e vai. – ela sorria.
- Você se esqueceu de que a Michelle também estará aqui.
- Como assim? – ela perguntava aborrecida. – Eu não a convidei.
- Mas convidou a Valary. – disse.
- Elas são siamesas por um acaso? – ela revirava os olhos. – Tudo bem, Michelle não é pária para mim.
- Ah, desculpa então... Poderosa. – ri.
- Sou mesmo. – ela sorria. – Agora vai tomar um banho, passar um perfume, depile-se, por que pode rolar um sexo...
- MC! – protestei.
- Ah, desculpa, pessoa santa! – Mc dava de ombros, porém logo se sentava ao meu lado, suspirando. – Queria te falar uma coisa...
- Pode falar. – encarei-a.
- Esse vai ser meu primeiro aniversário sem o Jimmy... – ela fazia um bico, deitando sobre meu peito.
Era verdade. Jimmy não estaria conosco essa noite.
Apesar disso, fez com que eu me lembrasse de que ele queria muito a minha felicidade, e talvez, eu poderia fazer isso hoje.
- Não fica triste... – Mc acariciava meu rosto. – Eu sei que ele ainda está conosco... Eu sinto que ele nunca nos abandonou.
- Também sinto a mesma coisa. – suspirei, aliviado.
McKenna’s POV.
Eu tinha que ajudar meu irmão. Lucy não se parece nenhum pouco com a Michelle. Poderia ser cabeça dura, ficar relutando o sentimento pelas merdas do meu irmão... Mas se aquele amor fosse forte o suficiente, eles passariam por isso.
Jimmy... Me ajuda! Eu preciso que tudo dê certo hoje à noite...
Arin’s POV.
- Tudo bem, quando terminar de organizar todas as planilhas, eu vou aí te buscar. – disse.
- Não, Arin, tudo bem, pode ir indo lá na festa, depois eu vou para lá... – ela dizia com tranquilidade.
- Não se preocupe... A gente se vê mais tarde... Beijos.
- Beijos. – e então ela desligava.
Suspirei. Não estava muito gostando dessa ideia de Lucy e Brian juntos na festa, por mais que eu fosse também, eu sabia que esse cara ia tentar fazer de tudo para me provocar, como já estava fazendo.
Na verdade, eu tinha que ir preparado para a guerra.
De repente, o interfone tocou.
- Alô? – atendi, franzindo o cenho.
- Senhor Arin, Matt Sanders está te esperando aqui em baixo.
- Como é? – franzi o cenho, confuso.
- Eles disseram que vieram te buscar. – dizia o porteiro.
Achei estranho. Até onde eu saiba, não havia combinado nada com eles.
Brian’s POV.
Mckenna gargalhava sozinha.
- O que foi menina? Está louca? – perguntei.
- Os meninos foram buscar o Arin... – ela suspirava. – Disse que como era meu aniversário, eu queria a banda toda aqui na hora para tirar uma foto... – ela continuava gargalhando.
- E qual a graça? – perguntei confuso.
- Com ele aqui, é mais fácil de você ter que ir buscar a Lucy... Além de que... – a pirralha parava para encarar a janela. – Parece que vem uma baita chuva... Em terra de quem anda, quem tem carro é rei.
- Como é?! – disse, tentando segurar o riso.
- Você bondosamente vai buscar a Lucy no trabalho, pois vai chover muito e você tem carro.
- Gênio do mal! – gargalhei. – Vamos ver se esse seu plano vai dar certo mesmo.
De repente, ouvimos a campainha.
- Acho que eles chegaram. – ela sorria, correndo até a porta.
Lucy’s POV.
Ouvi um trovão intenso, seguido por um lampejo azulado.
Droga! Ia cair o céu de tanta chuva que estava por vir.
De repente, o computador havia desligado sozinho. Provavelmente pela descarga de energia.
MALDIÇÃO! Espero que tenha salvado automaticamente, pois se eu for ter que começar tudo de novo... Dou-me um tiro!
Brian’s POV.
A festa havia começado.
Arin estava lá também, mas com a cara completamente amarrada, não se enturmava, não falava, estava apenas sentado no sofá, olhando freneticamente para o visor do celular.
Fiquei observando. Eu sabia que Lucy poderia ligar a qualquer momento e sei que ele também esperava por isso.
Enquanto isso, Matt para variar estava jogando vídeo game, enquanto milhares de crianças apenas o encaravam com certo ódio nos olhos.
- Você disse que a gente ia ser o próximo! – reclamava um deles.
- Ah, e eu vou deixar vocês jogarem agora pra zoar o jogo?!
- MATT! Sai desse vídeo game. – Valary reclamava. – Deixa os meninos jogarem!
- Calma, deixa eu só passar dessa fase... – ele ainda continuava vidrado na tv, enquanto um motim de crianças cruzavam os braços, encarando Valary como se estivessem sendo injustiçados.
Zacky, porém, não saía de perto dos brigadeiros.
- É pra comer depois do parabéns. – disse-lhe.
- Parabéns pra você! Eu só vim pra comer... O presente que é bom, esqueci de trazer! – ele cantarolava no ritmo de “parabéns para você”.
- VAMOS LÁ... UM, DOIS, TRÊS E... ÔÔÔÔ ÔÔÔ ÔÔÔoOOÔ... Caught in a bad romance!
Quando dei por mim, Johnny estava no meio da sala com várias amigas da McKenna, ensinando-as a coreografia de Bad Romance da Lady Gaga.
- VAMOS LÁ... VAMOS SER MONSTRINHOS! – ele dizia empolgado, enquanto fazia os passos.
Arregalei os olhos. Meu pai estava dançando com eles também, e de salto alto.
- JOHNNY, REFRÃO! – gritava meu pai.
Meu Deus, aquilo parecia uma versão drag queen de Glee...
Comecei a gargalhar alto ao vê-los dançando no meio da sala, quando de repente, percebi que Arin estava falando no celular.
- Era a Lucy? – perguntei, aproximando-me rapidamente dele.
- Por que você quer saber? – ele perguntava de modo arisco, tornando a colocar o aparelho dentro do bolso.
- Se quiser eu a busco para você. – disse disparando um sorriso completamente falso.
- Acha que eu sou trouxa? Acha que eu não sei que você está louco atrás da Lucy?! Não quero você perto dela!
- Eu só estou perguntando se você quer que eu a busque. – dei de ombros. – Afinal, está chovendo horrores lá fora... Você não vai querer buscá-la de guarda-chuva, quer?
- ARIN! – ouvi a voz de McKenna, de repente. – VEM DANÇAR LADY GAGA COM A GENTE.
- O que?! – Arin franzia o cenho.
Mc rapidamente o apanhou pelo punho, arrastando-o para a multidão.
O bom disso tudo é que o magricela não seria mal educado com a minha irmã, apesar de evidentemente me odiar.
Aproveitei então que Mc o distraiu, e caminhei até a porta.
Iria ao trabalho de Lucy.
- Oi Syn! – assim que abri a porta, vi a bruaca... Digo, Michelle.
- Oi. – disse rápido, passando por ela.
- Onde você vai?! – ela perguntava, confusa.
- Não te interessa! – debati, correndo até meu carro.
De fato, chovia muito, as gotas eram grossas e pesadas, caindo sobre o capô do carro como estalos.
Rapidamente me dirigi até a loja de Eddie.
Estava tudo apagado, bati contra a porta.
Lucy’s POV.
Ouvi alguém batendo na porta.
Provavelmente seria Arin para me buscar.
Como ele era teimoso! Eu disse que iria de táxi, estava chovendo demais para ele simplesmente resolver me buscar a pé.
Fui até a porta, abrindo vagarosamente.
- Arin, eu avisei que...
Não, não era Arin.
- Desculpa, não acho que sou tão magrelo assim. – Brian zombava, rindo, enquanto se colocava para dentro da loja. – Você demorou, acabei me molhando um pouco. – ele dizia, enquanto passava a mãos pelos cabelos, que escorriam água.
- Desculpa... – disse confusa. – É que eu estava organizando as camisetas novas...
- Tudo bem. – ele sorria despreocupado.
- O que você está fazendo aqui? – perguntei.
- Arin não ia conseguir vir te buscar com essa chuva toda, então me ofereci. – ele continuava com o rosto alegre.
- E o Arin aceitou numa boa? – franzi o cenho. Depois do que contei a ele, podia jurar que ele nunca mais iria querer que eu me aproximasse de Brian, quem dirá ainda ficar sozinha com ele... Isso nem eu queria.
- Aceitou. – ele dizia com a voz levemente aguda, dando de ombros.
- Quer que eu pegue algo para você se secar? Você pode pegar uma gripe...
- Não se preocupe com isso. – ele dava de ombros, aproximando-se do balcão, enquanto colocava seus cotovelos sobre ele. – Já está pronta?
- Eu ainda vou demorar um pouco. – murmurei irritada. – O computador fica desligando toda hora, então eu tenho que ficar salvando passo por passo... Maldita chuva!
- Tudo bem, então... Eu te espero. – ele suspirava, sentando-se na cadeira que estava logo atrás do balcão. – Eddie tem sido muito duro com você?
- Não... – dei de ombros, enquanto apanhava a mercadoria e colocava devidamente dentro do estoque. – Ele age como sempre agiu com todo mundo, pelo que pude perceber... É o jeito dele. – ri.
Não entendia o motivo, mas estava nervosa de ficar sozinha ali com o Brian. Achei melhor terminar logo o serviço para poder ir embora.
Apesar de tentar focalizar em meu trabalho, Brian não parava de me olhar, e nem se quer disfarçava.
- Você está tão linda... – ele disse de repente.
- Pare com isso. – o censurei. – Não gosto que você fique dizendo essas coisas e provavelmente Arin não gostaria.
- O que o Arin tem a ver com isso? Vocês são namorados por um acaso? – ele franzia o cenho.
- É que... – abaixei a cabeça, desviando-me daqueles olhos hipnotizantes. – Eu só não quero que você fique falando assim comigo.
- Eu não disse nenhuma mentira... Não precisa ficar nervosa comigo... Eu sei que ainda estou em débito com você... – ele se erguia da cadeira, aproximando-se de mim. – Nunca vou me esquecer o que você fez por mim. – seus olhos me tragavam de forma assustadora.
- Não sei do que você está falando. – respondi, desviando-me de seu olhar, ainda subindo e descendo a pequena escada a fim de preencher todas as prateleiras com as camisetas.
- Sabe... – Brian dizia, passando-me uma pilha delas. – Sabe sim... Você me deu muita força nessa minha fase... – ele suspirava. – Eu não tenho como te agradecer devidamente por isso.
- Não me agradeça. – disse sutilmente.
- Lucy... Você ainda tem raiva de mim? – ele segurava um dos meus braços.
Suspirei, enquanto terminava de organizar as camisetas de tamanho M.
- Não. – disse com sinceridade, soltando-me dele. – Não tenho raiva de você, mas não entendo como você ainda pode ficar insistindo em me ver...
- Não entende mesmo? – ele esboçava um meio sorriso.
- Não, eu não entendo! – debati.
- Eu... Por um momento cheguei a acreditar que você não iria embora.
- Mas eu não fui embora!
- Embora da minha vida. – ele disparava.
Engoli seco, descendo pela escada, enquanto digitava relação das camisetas no computador.
- Como assim? – perguntei sem olhá-lo, percebendo que meus dedos mal conseguiam acertar as teclas corretas.
- Sinto sua falta. – ele dizia. – Você não sente a minha?
Meu coração disparou. Ele era tão petulante!
Senti minhas pernas tremerem, mas não sei se por raiva, ou por frio.
- Não! – disparei.
- Você não sente nada por mim?
- Lógico que não... Você está sendo tolo ao me perguntar isso... – continuei focando em meu trabalho, disparando as palavras de uma vez só.
De fato ele ainda tinha talento para me tirar do sério.
- E aquele beijo? – ele se atreveu a perguntar.
- Não sei do que você está falando. – debati.
Droga! Era incrível a capacidade daquele homem ao me deixar nervosa. Por que ele dizia todas aquelas coisas? Qual intuito? Qual objetivo? Por que ele simplesmente não me deixava em paz? Ele não queria minha liberdade? Então por que ainda me rondava como um lobo esperando por carne fresca?
- Sabe sim... – ele insistia. – Você sabe muito bem do que eu estou falando.
- Oras! – debati, aborrecida. – Foi só um beijo, não foi nada demais, um simples beijo que não significou nada. – tornei a descer a escada e notificar no computador, enquanto percebia que minhas palavras saíam mais rápidas do que deveriam. – Você deveria para de ficar se achando o maioral, isso sim... – disse, enquanto o som o teclado acompanhava a minha voz. – Não sei o que você pretende vindo falar esse monte de baboseira!
- Então por que você está tão nervosa? – ele dizia num tom que me soou completamente irritante.
- Quem disse que eu estou nervosa? – minhas mãos tremiam, e eu mal conseguia digitar. — Se eu fiquei todo esse tempo perto de você por que... Bom... – atropelei as palavras, começando a gaguejar. – Por que era necessário. — tornei a subir as escadas.
- Você se preocupou comigo, não foi? – ele emitia um sorriso meigo em seus lábios.
Fiquei paralisada por alguns instantes, olhando diretamente o seu rosto.
Não, eu não podia ceder a nenhum sentimento com relação a ele. Não podia me esquecer de que ele me mantinha cruelmente presa, enquanto meu melhor amigo tentava me encontrar.
Aquilo era um erro. Como gostar do sequetrador ao invés do mocinho?
- NÃO! – disparei de repente, irritada, batendo contra a prateleira.
A escada, porém, devido ao meu ataque, balançou bruscamente, fazendo com que eu perdesse o equilíbrio.
- AH! – disparei um gritinho de susto.
Brian rapidamente segurou-me pela cintura, enquanto minhas costas ficavam literalmente viradas para o chão.
- Te peguei. – ele dizia, ainda sem me soltar. — Foi por pouco.
Seu rosto de repente estava tão próximo do meu...
Engoli seco.
- C-certo, pode me soltar... – pedi tornando a gaguejar para a minha infelicidade.
Brian, porém, hesitou. Continuou segurando-me de modo firme minha cintura e me olhava sem desviar as duas esferas negras por um único instante.
Aos poucos, fui percebendo que a respiração dele estava ofegante. Ele respirava fundo e expirava, não tirava seus olhos de mim, enquanto eu focalizava seus lábios completamente relaxados.
- Sinto sua falta. – ele sussurrou.
- Para com isso... – pedi, quase que implorando.
- Você não sente minha falta? – ele perguntava, ainda fitando-me.
Respirei fundo.
Logo, senti suas mãos quentes invadirem o interior de minha camiseta, tornando a apertar-me pela cintura.
- Responde. – ele insistia, ficando com os lábios trêmulos.
Minhas pernas estavam bambas e meu coração bombardeante, palpitava quase que saindo pela minha boca.
- N-não... – minha voz saía fora de sincroniza. Ele já devia saber que me deixava nervosa.
Brian então, lentamente, foi aproximando seu rosto do meu. Ele parecia ter corrido uma maratona pela forma que respirava, e então, lentamente, colocou seus lábios próximos de meus ouvidos.
Engoli seco.
Eu me sentia anestesiada, perdida diante daqueles belos lábios que, a meu ver, pareciam tão quentes... Seus braços largos ainda me seguravam com força para que a queda da escada não prosseguisse. Eu o olhava com admiração. Infelizmente eu tinha que admitir isso.
Brian, então, aproximou-se ainda mais, passando seus lábios levemente pelo lóbulo de minha orelha, e então, com o hálito quente, sussurrou:
“Every breath you take...”
Sua voz também parecia nervosa, desconexa.
Arregalei os olhos, sentindo uma pontada no estômago.
Aquela música...
- “Every... move... you make...” – ele continuou sussurrando, conforme suas mãos caminhavam mais longe pelas minhas costas, ao ponto de que ele já estava me abraçando por baixo da roupa.
Meus olhos se fechavam, conforme cada parte do meu corpo se arrepiava.
- “Every bond you break...” – tornei a abrir meus olhos, enquanto ele continuava , encarando-me, enquanto me apertava ainda mais contra o seu corpo, levantando-me, deixando com que eu ficasse logo à sua frente.
Aquela música nunca mais seria ouvida da mesma forma por mim. Aquela música era a lembrança da turnê, a lembrança de quando eu acabei me entregando a ele, a lembrança de todo prazer que eu senti, a lembrança de como meu coração palpitou naquela noite, a lembrança de como seus olhos encontraram os meus... A lembrança de tudo que se resume a Brian. Lembrança dele.
- Brian... – sussurrei, ainda tentando resistir àquela tentação.
- Every... step you take... – a respiração de Brian ficava ainda mais desregulada, enquanto ele apertava as pálpebras, como se estivesse se esforçando muito para ter coragem de cantar aquela música naquela forma, bem no pé dos meus ouvidos.
Minhas mãos estavam trêmulas e minha respiração tão fora de controle como a dele, enquanto minhas costas ainda eram suspendidas do chão pelos seus braços.
O que eu poderia fazer? Como ele conseguia me envolver daquela forma?!
Meu coração palpitava, e lentamente, ele tornava a abrir os olhos castanhos que fitavam os meus. Aqueles olhos brilhavam diante da meia luz, e ele estava concentrado em encarar meu rosto.
- I’ll be watching you... — ele sussurou mais uma vez e seus dedos tocaram sutilmente meus lábios.
E eu já não podia resistir mais.
Notas finais
Isso foi o mais rápido que consegui postar, mas fds já vou postar de novo. *-*
Então COMENTEM!
Espero que tenham gostado *o*
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