Danger Line

49 Pergunta.


Notas iniciais
Leitoras, tenho uma notícia terrível para dar à vocês.
Não sei se todas aqui tem o hábito de ler as notícias aqui do Nyah!, porém, as FanFics se bandas serão proibidas no site. Nós temos até dia 31 de Dezembro de 2012 para concluir todas as nossas fics, pois elas serão DELETADAS DO SITE, após essa data. Eu não tenho palavras para dizer o quanto estou chateada com a situação e inclusive estou propondo de fazermos um site específico para fanfics de bandas.
Leiam a notícia para entenderem melhor, as fanfics que tiverem suas categorias alteradas para "Originais", não serão deletadas, porém, Danger Line foi feita exclusivamente para a banda, não foi a toa que prestei toda essa homenagem para o Jimmy e simplesmente não posso colocar outro personagem no lugar para alterar a categoria, e como quero muito que vocês consigam ler o final da fic, vou postar mais vezes durante a semana e conto muito com a ajuda de vocês para que eu não desanime, então por favor, continuem mandando review, dando suas opiniões, recomendações, pq Danger Line também agora é uma despedida das fics de banda, pelo menos para o Nyah. Acho que agora todas nós, escritoras e leitoras temos que nos unir e nos ajudar e tentar encontrar uma solução para isso. Estou realmente muito triste com o fato de não poder mais postar fics de bandas, mas vamos dar um jeito.
Conto com a ajuda de todas vocês e Danger Line agora será à todo vapor, não quero deixá-las na mão e estou pensando em fazer algum tumblr depois pra deixar a fic disponível para que vocês possam ler sempre que quiserem.
Enfim, boa leitura para todas. =/

PERGUNTA.

Brian’s POV.

Eu estava me sentindo feliz comigo mesmo. Era bom saber que deixei aquele magricelo encucado sobre a turnê.

Com certeza ele jamais esperaria que eu consegui sim meu propósito, tudo bem que não foi de forma carnal como eu esperava, acabei me apaixonando e me ferrei, mas tudo bem, ele ia se ferrar também.

Aquele beijo que Lucy havia me dado, com certeza não foi qualquer coisa, significou muito para mim, mas sei que também significou para ela.

- Você está muito animadinho para o meu gosto... – ouvi Mc dizer de forma analítica.

- Como assim? – franzi o cenho, desviando de meus pensamentos.

- Você acabou de me contar que o baterista novo era o amigo da Lucy e que levou ela embora! – ela dizia como se estivesse indignada. – E agora está nessa calma toda? Você se drogou, foi? Sequestrou ela de novo?!

- Que me droguei o que menina! – revirei os olhos. – Eu só não desisti dela... Digamos que eu tive esperanças depois que a gente se beijou... Minutos antes de aquele Robin mequetrefe vir roubá-la.

- Robin? – Mc franzia o cenho.

- Eu sou o Batman, baby! Arin é magrelo e sem graça, então ele é o Robin.

McKenna olhou para mim, enquanto antes estava totalmente séria, de repente começou a gargalhar ao ponto de inclinar-se e colocar a mão sobre a barriga.

- Certo, e o que o Batman pretende fazer? – ela perguntava, ainda rindo, com lágrimas nos olhos.

- Boba! – lhe dei um cutucão com o braço. – Para de rir de mim... – mas até eu ria. – Enfim, não sei exatamente o que vou fazer, mas já é o bastante saber que ela sente algo por mim que não se resumi apenas em ódio.

- Então fala de uma vez que você a ama, caralho! – Mc parava de rir, arregalando os olhos, mostrando-se completamente impaciente comigo.

- Mas eu tenho que dizer isso em um momento especial... – disse, vendo que Mc revirava os olhos. – É sério... Sabe para quantas mulheres eu já disse ‘te amo’? Uma! E você sabe muito bem quem foi... – suspirei.

- Tudo bem, Batman, sei que você está ressentido por causa da Coringa, afinal, do jeito que aquela mulher passa batom, fica a cara do Coringa, além dos problemas mentais. – ela começou a rir e eu também, porém logo tornou a ficar séria. – Mas o seu IBOPE perante a Lucy está BEM baixo... Você perdeu muitos pontos com ela por causa de milhares de coisas... – Mc se levantava da cama, andando de um lado para o outro. – Eu concordo com você que o “eu te amo” deve ser dito em um momento especial, e digamos que você, sua anta, já teve VÁRIAS oportunidades de dizer isso... VOCÊ É LESADO PRA PORRA!

- Mc! – chamei sua atenção, aquela menina falava mais palavrão do que eu. – Por que eu sou lesado?

- Quando eu disse pra você falar para ela que você a ama, você não fez! É burro, por isso toma no cu...

- Mc! Isso é jeito de falar, menina?! – continuei reprimindo.

McKenna relaxou os ombros, aproximando-se de mim, e me dando um abraço, passando as mãos pela minha cintura.

- Desculpa. – ela murmurava. – Mas você me deixa nervosa com essa sua lerdeza! Se você tem tanto medo assim que a Lucy te despreze e tudo mais... É por que você sabe que fez merda! Você tem que conquista-la, mostrar para ela quem você é verdade... – de um modo infantil ela puxava meu rosto, obrigando-me a olhá-la. – Ela não é a Michelle!

Abaixei a cabeça. Sentia falta do Jimmy agora.

Ele e McKenna eram ótimos para me dar sermões e me fazer pensar.

Aquela última frase de Mc realmente era bem marcante. Óbvio que Lucy não era Michelle, ela jamais iria se rebaixar à todas as baixarias promovidas por ela.

- Viu? Eu sou foda. – ela dizia logo em seguida devido ao meu silêncio. – Você tem que dar um jeito de vê-la!

- É o que eu mais quero! – disparei, erguendo-me da cama, andando de um lado para o outro. – O problema é que agora ela MORA com aquele pedaço de pau! – revirei os olhos. – E nos ensaios, ele com certeza vai ficar se intrometendo toda vez que eu tentar falar com a Lucy.

- Você pode chamá-la para o meu aniversário, daí você não convida ele. – ela destilava um sorriso sapeca.

- Espertinha... Mas ele é da banda agora.

- AH! SÊ É BURRO, HEIN?! – Mc disparava.

- PIRRALHA, PARA COM ISSO! – disse em voz alta, segurando-me para não rir.

- PIRRALHA?! NÃO ME CHAME DE PIRRALHA! – ela cruzava os braços, fazendo cara feia. – Enfim, eu não tenho medo desse Arin aí não... – Mc dava de ombros. – Fala pra ele vir, pode vir... Eu detono ele!

- Detona?! – franzi o cenho.

- Cabeça de jaca! Eu vou distraí-lo, enquanto você conversa com a Lucy, que tal? – ela abria um sorriso ainda mais largo.

- Você realmente consegue distraí-lo?

- Por uma guitarra nova... Eu faço o que você quiser... – ela examinava as próprias unhas.

Revirei os olhos.

Pirralha chantagista!

Arin’s POV.

- Ela conseguiu um emprego. – disparei, assim que terminava de analisar a mensagem que Lucy havia me enviado. – Em uma loja de música... – sorri. – Ela deve estar tão feliz...

- Que bom para ela. – Michelle dava de ombros. – Não se esqueça de perguntar...

- Já sei o que você está querendo dizer, Michelle. – disse, podendo perceber a raiva em minha voz. – Não vou me esquecer, mas confesso que estou preocupado.

- Cai entre nós, Arin... – dizia ela, virando-se para mim, colocando a toalha sobre os ombros. – Você no fundo, no fundo, sabe que a Lucy teve um caso com o meu namorado sim!

Respirei fundo, irritado. Não queria que ela tivesse razão, mas em todo caso, eu tinha minhas dúvidas e tinha que aniquilá-las.

Lucy’s POV.

Eddie era engraçado. Ele parecia até mesmo um pouco afeminado.

Apesar de conversar sempre com uma das sobrancelhas arqueadas, com expressão de carrancudo, falando mal das roupas de quase todas as mulheres que passavam em frente à loja, ele parecia ser uma pessoa tranquila.

- Ai que porra de calor, menina! – ele dizia com a voz aguda. – Acho que vou colocar um Guns n’ Roses para tocar... Gosta?

- Adoro. – sorri.

- Bom gosto musical... Você já tem 100 dólares a mais no seu salário por isso.

- SÉRIO?!

- Não. – ele dizia num humor completamente sarcástico, afastando-se, indo até o rádio.

De repente, ao encarar a porta da loja, deparei-me com algo extremamente inacreditável.

- Bicha loira! – ouvi ele gritar.

- Fala Syn! – Eddie estendia a mão, batendo fortemente contra a de Brian, e logo em seguida, abraçavam-se. – Que calça jeans justinha é essa? – ele ria.

- Não tão justa quanto a sua. – Brian também ria.

- O que você quer? – Eddie disparava um tapa contra as nádegas de Brian.

Eu apenas fiquei no canto da loja, vendo aquela cena toda, sem saber se ria ou se me escondia para que Brian não me visse.

- Cara, vou encomendar uma guitarra para a minha irmã... Ela vai fazer aniversário semana que vem... – ele sorria.

Achei muito lindo da parte dele encomendar uma guitarra especialmente para a irmã.

- Você quer que eu faça uma guitarra em uma semana? – Eddie o encarava com seu rosto aparentemente habitual. Carrancudo.

- Estou falando com o melhor fabricante de guitarras que eu conheço, não? – Brian permanecia sorrindo.

- Eu sou o único fabricante de guitarras que você conhece. – Eddie dizia monótono.

- É bem por aí... – Brian confessava, mostrando-se ainda ser extremamente simpático. – Posso contar com você?

- Claro. – Eddie sorria. – Fala lá com a loura! – ele apontava para mim, porém sem me olhar.

Senti meu coração pular.

- Ela vai anotar as características...

Brian girou o rosto, ficando paralisado, enquanto me encarava boquiaberto.

- Você... – ele sorria, encarando-me.

- Já se conhecem? – Eddie franzia o cenho. – Que safada! Você conhece os integrantes do Avenged e não me fala? – ele protestava.

- Oi Brian... – disse seriamente.

- Nossa! – ele se aproximava ainda mais de mim, rindo. – Caramba, não esperava encontra-la aqui...

- É, eu também não... – disse timidamente, fitando o chão.

- Certo... Fui ignorado. – Eddie resmungava, quando percebi que ele se afastava de nós.

Era estranho, mas senti meu coração acelerar de imediato. Minhas pernas começaram a bambear, enquanto eu suava sem nenhum motivo aparente.

Ficamos nos olhando por alguns instantes, enquanto minha mente vagava naqueles seus olhos possuidores.

- BOM! – sacudi a cabeça, desviando-me daquele olhar. – Vem comigo até a mesa, eu vou anotar as características da guitarra... – suspirei, tentando controlar minha respiração ofegante.

Aproximei-me do balcão, dando a volta por ele, enquanto Brian ainda me olhava daquela forma esquisita, disparando um meio sorriso no canto de seus lábios avermelhados.

- Você vai encomendar uma guitarra para a Mc? – sorri, enquanto apanhava a caneta e a folha de relatório da qual Eddie já havia me orientado.

- Sim... – ele dizia como se estivesse orgulhoso de si, aproximando-se do balcão, apoiando-se sobre ele com os cotovelos. – É aniversário dela... Aliás, eu fico feliz que você esteja aqui... Assim eu já te aproveito e te convido para a festa!

- Ah... – senti minhas bochechas corarem. – Não sei se o Arin vai querer ir... – fiz total questão em dizer o nome de Arin, assim, quem sabe, ele não se tocava e parava de me olhar daquela forma.

- Ah, lógico que ele vai querer ir. – Brian, porém, pareceu não se importar. – Ele é da banda, sabe que é bem vindo nas nossas festas... Por que ele não iria querer ir? – ele perguntava, ainda sorrindo, completamente despreocupado.

- Oras, você sabe... – revirei os olhos.

- Acho que estamos em outra fase agora, não? – ele continuava me olhando profundamente dentro dos olhos.

Fiquei novamente estática, encarando sua face. Droga! Como ele conseguia fazer isso comigo? Por que meu coração batia daquela forma? Por que eu estava nervosa? Por que não conseguia parar de olhá-lo? Eu tinha me esforçar.

- Bom! – disse alto, a fim de dispersar meus pensamentos. – Vamos ao que interessa, sim? A guitarra da Mc. – sorri, posicionando a caneta sobre o papel.

- Está bem. – ele dava de ombros, curvando-se ainda mais sobre o balcão, ao ponto que eu podia sentir seu perfume atravessar sobre minhas narinas de modo suave e agradável. – Eu quero que a guitarrinha dela seja do mesmo modelo que a minha, uma Schecter, listrada assim como a minha... – ele dizia num tom infantil, mostrando-se animado com a ideia. – Bom, só que ela gosta mais de roxo, então quero ela listrada de roxo e preto... Ela vai adorar!

- E por que você não coloca na ponta um desenho dela? Com o cabelo e tudo mais, só que em forma de caveira... Ia ficar bem a cara do Avenged Sevenfold! – sugeri. Seria legal participar da construção do presente da Mc, já que ela me ajudou a escapar do seu irmão maluco quando eu estava presa.

- ADOREI! – ele dizia empolgado, rindo logo em seguida. – Nossa! Ela vai ficar tão feliz! Ainda mais quando eu contar para ela que foi você quem ajudou a montar... – logo ele suspirava, segurando minhas mãos. – Obrigado. – dizia, olhando em meus olhos.

Droga. Suas mãos estavam tão quentes diante das minhas que pareciam dois cubos de gelo de tamanho nervosismo.

Brian, encarando-me daquela forma devastadora, guiava meu braço para mais perto dele, obrigando-me a dar a volta no balcão, fazendo com que eu ficasse diante dele.

- Fico feliz que você não tenha ido embora... – ele suspirava.

- Brian, o que você pretende com tudo isso? – perguntei confusa. Ele me fitava de maneira estranha, havia uma alegria sobrenatural pairando por trás de seu olhar escuro.

- Ainda preciso te dizer? – ele ficou sério de repente.

- LUCY! – ouvi de repente.

Tanto eu ,como Brian olhamos para o lado e lá estava Arin, com a face tão vermelha quanto a de um pimentão.

- Olá. – dizia ele com a voz seca e firme.

Brian esboçou um riso descarado, como se debochasse a presença de Arin.

Os dois, porém, evidentemente se atracavam em olhares e nem ao menos tentavam disfarçar diante da minha presença.

Arin, ainda sem tirar os olhos de Brian, foi caminhando até mim, passando seus braços por trás de meus ombros.

- Como está indo seu primeiro dia de trabalho? – Arin perguntava em uma falsa alegria e com um falso sorriso. Eu o conhecia muito bem, afinal, ele mal me olhava, apenas encarava Brian, com um ódio evidente pairando pelo seu rosto.

- Estou indo bem... – encarei o rosto de Brian, que ainda demonstrava total despreocupação com o olhar carrancudo de Arin. – O Brian veio encomendar uma guitarra para a Mc... De aniversário. – disse. Eu sinceramente não entendo por que eu estava ficando nervosa, o motivo de atropelar as palavras e muito menos agindo como se tentasse me explicar para o Arin. Explicar o que?

Senti os braços de Arin, guiando-me para longe de Brian. Ele me acolhia em seu peito como se em hipótese alguma quisesse que eu chegasse perto Brian. Como se eu fosse dele, Arin.

Brian, porém, nem se quer se importava, havia um resquício de maldade em seu meio sorriso e eu não entendia o porquê.

- Aliás, Arin... – Brian de repente começou a falar. – Você e a Lu... – ele fazia questão em dar ênfase ao falar “Lu” – Estão convidados...

- Vou ver se consigo ir... – Arin respondia entredentes, sem demonstrar o mínimo do interesse.

Preferi me manter em silêncio, já que estava mais do que óbvio que o clima entre aqueles dois não estava lá aquelas coisas.

- Eu acho legal você ir... Afinal, você agora faz parte da banda e todo mundo vai estar lá... – Brian sorria.

- Bem lembrado... – Arin o fuzilava com os olhos.

O silêncio de repente pairou sobre os dois, enquanto eu, tola, girava a cabeça de um lado para o outro, tentando entender o motivo de tudo aquilo.

- Bom! – resolvi falar para interromper o silêncio. – A guitarra fica pronta até o fim da semana... – suspirei, enquanto apanhava a ficha de Brian.

- Ótimo... – ele dizia satisfeito. – Muito obrigado, Lu... – e então, ele se aproximava de mim, dando-me um beijo estalado na bochecha. – Tchau pra você também, Arin. – ele acenava de longe, enquanto caminhava para o lado de fora da loja.

Continuei completamente confusa, quando de repente ouvi uma gargalhada estrondosa.

Eddie foi se aproximando, arqueando a sobrancelha para Arin.

- Você é a babá dela? – perguntou ele, de repente.

- Como? – Arin franzia o cenho.

- Você é o amiguinho que mora com ela... – Eddie revirava os olhos. – Diva! Já pode ir embora... Esteja aqui amanhã às nove horas, caso contrário, darei seu fígado para meus corvos de estimação. – ele dava de ombros, afastando-se.

Franzi o cenho. Aquele cara era insano.

- Bom! – virei-me para Arin. – Vamos então? – sorri, encaixando meus braços com os dele.

- Vamos... – Arin dava um sorriso no canto dos lábios.

- O que foi? – perguntei, enquanto caminhávamos pelas ruas movimentadas da Califórnia. – Não vai me dizer que ficou bravo por que eu fui atrás de emprego, não é?

- Não é isso. – ele dizia ríspido.

- Então o que foi? Você teve algum problema com o Brian? – arrisquei.

- Não gosto do jeito que esse cara age com você! – ele resmungava. – Não gosto mesmo! – Arin até mesmo se soltava de mim.

- Mas ele não fez nada demais... – respondi confusa.

- Ah não?! Porra, Lucy! Esse cara te sequestrou! – ele revirava os olhos. – Ele se acha no direito de se sentir íntimo de você?

- Como é? – arqueei a sobrancelha.

- A menos que...

- A menos que...?

- Você tenha tido um caso com ele! – Arin disparava, evidentemente cravando as unhas contra a palma da mão. — Ele que tem indicou o emprego?!

- Como é que é?! – senti-me desnorteada. — Você está louco!

- É isso mesmo! – ele tornava a disparar. – Depois de tudo que esse cara de fez, você ainda mostra consideração enorme por ele! Vai saber se não transou mesmo com ele na turnê!

Eu não podia ficar ouvindo tudo aquilo de graça. Seus olhos estavam arregalados e vermelhos, eu sabia que ele estava com raiva, mas me tratava como se eu fosse uma qualquer.

Não aguentei... Segurei minhas lágrimas e disparei um tapa contra seu rosto.

- Arin! Ele passou por momentos terríveis... – tentei protestar... Porém as lágrimas ainda queriam cair. — COMO VOCÊ PODE FALAR DESSE JEITO!

- E VOCÊ ACHA QUE EU NÃO PASSEI POR MOMENTOS HORRÍVEIS?! Olhe para si mesma! – ele continuava metralhando, como se de repente estivesse arremessando tudo o que nele havia entalado. O rosto estava vermelho, com a marca de meus dedos, mas isso não foi o suficiente para amenizar seu ódio.

Eu não poderia culpá-lo. Não nos vemos há tanto tempo que realmente ele deveria ter muita coisa para falar... Mas não podia dizer tudo daquela forma, como se eu fosse culpada por ter sido sequestrada, como se eu tivesse pedido por isso...

- Lucy... – logo, ele abaixava o tom de voz, aproximando-se ainda mais de mim. – Preciso te perguntar uma coisa que simplesmente não sai da minha cabeça...

- O que? – minha voz exalava melancolia.

- Quero que seja sincera... – ele suspirava, encostando-se em um muro qualquer da rua.

- O que foi, Arin? — me sentia vazia e talvez igualmente irritada.

- Eu acho que você teve um caso com o Brian. – ele disparava, encarando-me com os olhos frios.

- Como é? – franzi o cenho, sentindo a adrenalina tomar conta de mim outra vez. – Acha que eu fui sequestrada por que eu quis?! É ISSO?!

- Não é isso! – ele debatia. – Não foi isso que eu quis dizer... Eu só... – ele atropelava as palavras, e logo, focalizava os próprios pés. – Eu só fico pensando o que poderia ter acontecido entre você e o Brian na turnê.

Arregalei os olhos, sentindo meu coração saltar.

- C-como assim? – gaguejei. Como ele poderia estar tão convicto disso? Será que Brian...

- Lucy, você chegou a ficar com o Brian durante a turnê?

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado do review, não deixem de comentar.
Beijos ♥