Danger Line
53 Pazes.
PAZES.
Lucy’s POV.
Demorou um tempo razoável para que Zacky, Johnny e Matt conseguissem separar a briga.
Arin estava com os lábios cortados, fazendo com que um sutil fio de sangue escorresse. Rapidamente ele o limpava com as costas da mão, porém sem deixar de encarar Brian mortalmente.
Brian estava com a roupa completamente amarrotada e com um supercílio ralado.
– Posso saber o que deu em vocês dois? – Matt perguntava de modo autoritário.
– Esse cara problemático que estava berrando com a Lucy! – Brian se defendia.
– E você a sequestrou! – Arin gritava.
– PAREM! – disse tentando ser tão autoritária e temida como Matt.
De repente, ouvi som de palmas.
– Parabéns Lucy. – vi que era Michelle quem se aproximava com um copo de whiskey nas mãos. – Causando discórdia no Avenged Sevenfold. – ela disparava um riso irônico.
Eu me sentia mal com a presença dela. Seus olhos carregavam veneno, assim como suas palavras.
– A culpa não é da Lucy. – Brian dizia com tranquilidade, fazendo força com os braços para que Zacky o soltasse.
– Não adianta tentar puxar o saco dela. – Arin debatia.
– Cala boca, sua vara de pescar! – Brian dizia em tom alto.
– Vem fazer, monte de merda!
– EI! – gritei, a fim de lhes chamar a atenção. – Acho que todos vocês já causaram bastante discórdia aqui, certo? Vamos embora, Arin.
– Lucy... – ouvi Brian me chamar, mas preferi fingi que nada ouvi.
Arin também impulsionou os braços para que Johnny o soltasse.
– Espero que essa briga tenha parado por aqui. – ouvi Matt murmurar.
Rapidamente fui me retirando da cozinha, quando pude perceber vários olhares de diversos convidados da festa, direcionados para mim. Inclusive McKenna que me encarava boquiaberta.
– Você vai embora? – ela me perguntava fazendo um bico.
– Desculpe, Mc. – foi a única coisa que consegui dizer.
Espiei por trás dos ombros, vendo que Arin caminhava logo atrás de mim, e então, olhei um pouco mais além, vendo que Brian tentava avançar os passos, porém estava sendo impedido por Matt e Michelle.
Ela me olhava com ódio.
Maldição. Eu estava agindo sem pensar.
Brian me provocava confusão, eu não poderia ficar com ele e nem deveria estar cogitando essa possibilidade. Meu lugar era com Arin, meu grande amigo que fez de tudo para me salvar.
Brian’s POV.
– Olha só o que ele te fez... – ouvi Michelle resmungar, enquanto colocava a bolsa términa com gelo sobre meu supercílio.
– Chega... – murmurei irritado, afastando as mãos de Michelle.
Nem preciso dizer o quanto estava odiando tudo aquilo. Lucy não me dizia nada, simplesmente me ignorou, mal me encarava, mal dirigia a palavra para mim.
O que ela estava pensando? Será que também estava brincando comigo assim como Michelle fez durante tanto tempo?
Eu não queria tornar a sofrer por causa de amor, mas toda vez que eu pensava que iria progredir com ela, acabava acreditando que ao invés de me amar ela de fato me odiava.
Estava confuso. Ao mesmo tempo em que seus olhos às vezes acusavam admiração, de repente mostravam desprezo, medo.
Poxa! Ela estava livre e eu não tinha menção em lhe fazer nenhum mal.
Só espero que esse Arin desgraçado não a convença de ir embora, ou terei que retomar meus métodos antigos.
Lucy’s POV.
– Não seja tola. – ouvi Arin resmungar logo às minhas costas, conforme a chuva ensopava meus cabelos. – Entre logo debaixo do guarda chuva.
– Pensei que você estivesse uma fera comigo. – disparei, ainda andando, sem olhar para trás.
Ouvi os passos estabanados de Arin se aproximando rapidamente, sentindo que mais nenhuma gota caía sobre mim.
– Eu fiquei com ciúmes. – ele disparou. – Mas sei que não temos nada... Não posso exigir nada de você por mais que eu fique com ódio. – sua voz soava pesada.
– Arin... Eu não sei explicar exatamente o que aconteceu... – suspirei. – Lógico que eu fico desapontada comigo mesma, eu não quero te fazer mal, ainda mais depois de tudo que você fez por mim.
Ele passava as mãos por trás da minha cintura, colocando-me mais próxima dele, enquanto ainda caminhávamos, fazendo com que eu sentisse a água entrando pelo meu tênis.
– Você o ama? – Arin perguntou de repente, girando seus olhos em minha direção.
– NÃO! – disparei de imediato. – Mais é claro que não! Ele me sequestrou, não sequestrou?!
– Mas quando ele mais precisou de você... Você ficou ao lado dele. – Arin frisava.
– Ora essa! – resmunguei irritada. Não gostava do fato de ele insinuar coisas sobre mim. – Eu fiz isso pelo Jimmy... Você faria isso no meu lugar também...
Arin suspirava, tornando a olhar para frente.
– Não faria? – insisti por uma resposta.
– Não sei. – ele dizia em voz baixa. – Dependeria muito da minha posição.
Preferi ficar em silêncio. Queria mesmo era chegar logo em casa, trocar de roupa e descansar, e quem sabe... Esquecer um pouco das lembranças que Brian me causava.
Brian’s POV.
– Está pensando nela? – ouvi Michelle perguntar.
– Você ainda tem o dom de ser irritante... – disparei, apanhando a garrafa de vódka, dando uma grande golada de seu conteúdo.
– Fiz apenas uma pergunta... – Michelle suspirava. – Eu desistiria dela se fosse você.
– Você não sabe de nada com relação á Lucy... – disparei irritado. – Aliás... – virei-me para ela, a fim de encarar o seu rosto. – Tem uma coisa que vem me intrigando há muito tempo...
– O que foi? – ela me olhava com atenção, aproximando-se ainda mais de mim.
– O que você sabe sobre a Lucy? – disparei em perguntar. – Digo... Depois daquele seu showzinho no... – eu não gostava de me lembrar daquilo, mas precisava dizer. – N-no velório...
– Já entendi! – por sorte ela me poupou de dizer certas palavras que eu não queria. Senti-me mal por alguns instantes, ainda não havia superado por completo a morte do meu grande amigo. – Bom... – ela fitava as mãos, enquanto removia o esmalte das unhas com as próprias. – Arin.
– Arin?! – franzi o cenho. – Então você já sabia que ele era o amigo da Lucy?!
– Sim. – ela dava de ombros. – Ele me contou...
– Por isso você insistiu tanto para ele substituir o Jimmy, não é? – disparei um riso irônico. Queria enforcá-la! Essa mulher sempre daria um jeito de destruir minha vida.
– Oras. – ela dava de ombros, despreocupada. – Eu só quis ajudá-lo a encontrar a amiga dele...
– Nossa, como você é bondosa... – ironizei, revirando os olhos. – Você não presta mesmo!
– Pode me xingar o quanto quiser. – ela se erguia do sofá, arremessando a bolsa térmica contra mim. – Eu pelo menos não fico infringindo a lei, assim como você. – ela disparava um sorriso maldoso.
– Vai me denunciar? – dei de ombros, tornando a dar um gole de vódka.
– Não acha que eu deveria? – ela murmurava venenosamente.
Agarrei o tecido da almofada, sentindo o ódio atravessar rapidamente meu peito. Eu não poderia me dar ao luxo de ficar em suas mãos, com certeza ela faria o que bem quisesse comigo.
– Bom... – ela tornava a dizer devido ao meu silêncio. – Não acho que te denunciar seria uma solução... – logo seus olhos encontravam os meus. – Por que eu ainda te quero, gato. – ela arquitetava um sorriso maldoso no cantos dos lábios.
– Pena que não posso dizer o mesmo. – disparei impiedosamente. — Pena não... AINDA BEM!
O sorriso nos lábios de Michelle rapidamente se apagou, e então ela se aproximou bruscamente de mim.
– Está apaixonado pela vagabunda?!
– E você está de complô com a tripa?! – arqueei uma das sobrancelhas a fim de desafiá-la.
Michelle rapidamente se afastava de mim, disparando uma risadinha aguda que fez com que eu cravasse ainda mais as unhas contra a almofada.
– Quer medir forças? – ela arqueava uma das sobrancelhas, fazendo um bico despreocupado. – Pois bem... Vamos ver se essa Lucy realmente fica com você... Se bem que... Pelo que eu já percebi a menina não é nenhuma burra! Sabe que o melhor amigo dela veio apenas salvá-la das garras pegajosas do sequestrador! – ela ria descaradamente. – Ela jamais trocaria alguém que quer protegê-la por um homem sem escrúpulos como você! Enquanto você quis mantê-la presa, ele não mediu esforços para encontrá-la... E eu como mulher, sei o que ela está pensando... Você é um nada, Brian! Você só se esconde atrás de uma guitarra e um bom nome... Mas você é só um moleque.
– Ah é?! – levantei-me bruscamente do sofá, aproximando-me dela. – Então por que será que você tem tanto medo da Lucy?! – disparei uma risada de escárnio, encarando-a com todo ódio que eu poderia transmitir. – Sabe que ela é melhor do que você?!
– Aquela ratinha?! – ela tornava a resmungar com a voz aguda, dando-me um empurrão que não permitiu que eu saísse do meu lugar. – Acha realmente que eu tenho medo daquela oportunista?!
– E você é o que?! – disparei enojado. – Vai me dizer que o que você fez comigo não foi coisa de uma mulher oportunista, amargurada?! Antes de falar dos outros, olhe a si mesma! Sem amor próprio, apenas uma desocupada que não me deixa em paz! – minha voz foi ficando ainda mais grave. Percebi que meu coração se apertava. Eu tinha ódio daquela mulher e queria simplesmente que ela desaparecesse da minha frente.
– Como ousa a falar isso de mim?! – ela me encarava da mesma forma, disparando um soco contra meu peito, um seguido do outro. – COMO SE ATRAVE?!
Rapidamente segurei seus braços, abaixando-os de modo brusco, segurando seu queixo de modo firme.
– Então vamos medir forças, Michelle. – sussurrei em seus ouvidos de modo ameaçador. – Vamos vem quem vence... – soltei-a, sem me importar se eu havia lhe machucado ou não.
Não suportava mais respirar o mesmo ar que ela e decidi simplesmente sair da sala, sem deixar de levar a minha garrafa, é claro.
Lucy’s POV.
– Não queria te machucar. – disse, enquanto Arin se sentava em nosso colchão e escondia o rosto entre as mãos. – Me perdoa.
– Por quê? – ele perguntava com a voz camuflada e obscura. Provavelmente deveria estar chorando ou se contendo para não fazê-lo. – Então por que ficar com ele?!
– Eu não sei... – senti minhas pernas tremerem e então me aproximei, sentando-me ao seu lado. – Eu não sei o que deu em mim! Não quero mais que isso aconteça.
– Não mesmo?! – Arin erguia a cabeça, fitando-me com os olhos vermelhos e brilhantes.
– Não! – disse com sinceridade. – Isso me fere! – disparei, pensando que fosse chorar outra vez. – Esses seus olhos me olhando desse jeito... – coloquei a mão em seu rosto. – Eu não aguento, Arin! Você é muito mais importante pra mim! Não quero te ferir, quero te ver bem, quero te ver feliz! M-me perdoa! – minha voz saía cada vez mais desequilibrada, e eu não sabia mais o que dizer. — São tantos anos de amizade... E eu me sinto mal de poder estragar isso, entende? Mas eu... — abaixei a cabeça, sem coragem de olhá-lo nos olhos. — O Brian... Apareceu...
De repente, Arin me deu um abraço forte.
Aquilo fez com que eu sentisse como se por alguns segundos todos meus ferimentos estivessem curados.
Eu sentia meu coração bater próximo ao dele e eu sabia que apesar de todos meus erros ele não me abandonaria.
Arin era meu porto seguro, era aquele que me fazia sentir tranquila, calma, aquele que cuidava de mim e jamais permitiria que algo de ruim acontecesse. Ele era minha brisa, minha água fresca, minha tranquilidade.
Brian... Brian era meu fogo ardente! Me queimava, me feria... Eu simplesmente não podia mais chegar perto dele... Não podia! Ele me sequestrou, isso eu não esqueceria. Por mais que os laços com relação ao Jimmy nos unissem, por mais que meu coração batesse forte e desesperado por ele, eu jamais poderia me esquecer de que durante toda essa história, o único que realmente pensou apenas em mim, foi Arin.
Afaguei meu rosto em seus ombros, enquanto me entregava ao choro, quanto de repente, senti Arin se afastando.
Ele me olhava com certa tristeza, e logo, colocava suas mãos pela maça de meu rosto, enquanto secava minhas lágrimas com a ponta dos dedos.
– Eu te amo... – ele sussurrava com os lábios trêmulos. – E por mais que você erre eu continuo amando, querendo te proteger... – ele abaixava a cabeça. – Querendo você. – ele murmurou logo em seguida.
– Não sei se posso te amar da mesma forma... – disparei com sinceridade. – Mas eu sei que não te quero sofrendo...
– Então tenta... – ele sorria. – Já seria o bastante para mim... Eu estou disposto a fazer você me amar da maneira que eu quero... Você mesma disse e sabe que eu sempre vou estar aqui... Nós temos uma amizade tão importante um com o outro e não é justo você trocar isso por causa do Brian!
Fiquei apenas focalizando em seus olhos, que estavam extremamente próximos aos meus. Infelizmente meu coração não disparava por Arin como fazia com Brian...
Droga! Por que eu estava comparando?! Eu não quero ficar com Brian! NÃO QUERO!
Arin foi se aproximando de repente ainda mais, conforme eu fazia o possível para tirar o rosto de Brian de minha mente.
Fechei meus olhos, sentindo a respiração de Arin tranquila, assoprando meu rosto.
Suas mãos de repente rodeavam minha cintura e eu sabia...
... Ele não desistiria de mim.
Notas finais
Aposto que vão ter leitoras dando a louca, loucamente. ;x
Foi mal aê, mas meu objetivo na vida é deixar todo mundo louco. (mentira). HSAHISAHISAHISAHISAHISAHISAHIASHISAHISA
Aliás, o site está em andamento, aguardem que em breve, estará ONLINE.
*-*
Beeeijos ♥
Fale com o autor