Danger Line
44 O Melhor Amigo.
Notas iniciais
iShadows
Fiquei extremamente feliz com a recomendação, principalmente pelo fato que eu acho que já até devo ter compartilhado com vocês. Danger Line entre minhas fics foi a mais recomendada, e claro, tudoo isso graças a vocês. *-*
Ameei, fiquei muito feliz com a recomendação!!
Muitoo obriigada ♥
O MELHOR AMIGO
Lucy’s POV.
Eu o abraçava a fim de que toda aquela saudade que eu sentia se desfizesse ali mesmo.
- Por que você não me ligou mais? – o encarei, sentindo que as lágrimas estavam perto de cair, enquanto Arin segurava meu rosto de modo firme, encarando-me dentro dos olhos.
- Desculpa, chatinha... – ele sorria... Como eu sentia sua falta. – Depois conversamos sobre isso, está bem? Quero aproveitar um pouco, já que estou com você... Finalmente!
Sorri, tornando a abraça-lo.
Eu senti saudades de Arin, e somente agora pude perceber o quanto.
Brian’s POV.
- Calma, cara! Não tem como voltar atrás! – Zacky dizia. – Já escolhemos o cara e todos nós concordamos que seria a melhor opção.
- Eu sei... – suspirei, enquanto encostava-me ao carro. – Mas eu não aguentei vê-los daquela forma, se abraçando... Quando ele a chamou de “amor”, aquilo foi demais para mim...
- Você a ama, não é? — Johnny perguntava.
- Que pergunta idiota, anão! – Zacky revirava os olhos. – Isso é o mesmo que perguntar se o céu é azul...
- Só quis constatar o óbvio. – Johnny tentava se defender. – Assim como é óbvio que você é gordo! — o baixinho alfinetava.
- Bom... – Matt suspirava. – Não há nada que possamos fazer... Arin já foi escolhido como um novo membro do Avenged Sevenfold, e todos nós concordamos que ele seria a melhor opção, inclusive você.
- É, eu sei... – suspirei contrariado, iria odiar esse cara tendo que trabalhar comigo. – Mas... Mas eu não posso simplesmente ficar calado diante disso!
- A Lucy sabe que você a ama? – Zacky perguntava.
- Não e nem vai saber! – disse claramente. – Ela me odeia, sente desprezo por mim...
- Não foi isso que eu vi nesses últimos meses... – Matt me encarava de modo malicioso. – Se ela realmente te odiasse, não teria feito o que fez até agora.
- E você realmente acha que ela fez isso por mim? – disparei um riso sarcástico. – NÃO! Ela fez isso pela memória do Jimmy, pra me castigar e jogar na minha cara que ela é melhor do que eu, que enquanto eu lhe fazia mal, ela me revida com coisas boas! Ela mesma me disse isso! Ela fez o que fez pra manchar ainda mais a minha consciência, fazer com que eu me sinta ainda pior...
- Não acho que seja isso... – Johnny dizia pensativo. – Isso é o que ela inventa para si mesma.
- Como assim? – franzi o cenho.
- Eu já percebi do jeito que ela te olha... – ele sorria no canto dos lábios.
- Todos nós já percebemos. – Matt reforçava.
- Não! Parem com isso! Não me iludam. – revirei os olhos. – Cansei de sofrer por causa de mulher, tudo era bem melhor quando eu sequestrava, fazia sexo selvagem e ia embora... Talvez seja bom esse Arin ter aparecido, assim quem sabe... Eu me livre dela. – disparei entredentes. — E sequestre outras.
- Ah sim, como se você realmente quisesse isso... – Matt revirava os olhos. — A Lucy está te trazendo de volta! Não deixe que a presença do Arin faça você tornar a ser um sequestrador babaca.
- Vamos voltar para o apartamento, sim? – dizia Zacky. – Eu vi que tinha uma lasanha congelada no refrigerador, e eu estou salivando para comê-la.
- Eu já vou... – respirei fundo, encostando-me contra o carro. – Preciso me preparar psicologicamente.
- Não demora. – dizia Matt. – Vamos... Acho que o Brian realmente precisa ficar sozinho.
Lucy’s POV.
- Nem demos conta que eles saíram! – comecei a rir. – Que bom que você está aqui agora... Estou tão feliz...
Arin também aparentava estar feliz. Sorria de orelha a orelha, e não parava de me olhar.
- Você continua linda como sempre! – ele exclamava. – Foi tão estranho ficar longe de você por tanto tempo... Afinal, desde pequenos não nos desgrudávamos, não é?
- Isso é verdade! E meus pais? Eles sabem o que está acontecendo? — perguntei temerosa.
- Bom, eu não consegui fazê-los não ficarem bravos com você, mas pelo menos para eles você sempre esteve em segurança... Disse que você ganhou um intercambio... Eles estão meio putos por você não ter dado notícias, mas você os conhece, né? Eles não costumam ficar bravos por muito tempo, então acho que está tudo certo.
- Ah, isso é o de menos. – dei de ombros. – Pelo visto você cuidou muito bem de mim, mesmo estando longe...
- Sempre vou cuidar de você... – ele acariciava meus cabelos, enquanto olhava dentro dos meus olhos. – O que acha de sairmos apenas nós dois? Aposto que você tem muito para me contar, e eu também, principalmente depois que cheguei aqui na Califórnia... – Arin sorria. – Estou trabalhando no bar das gêmeas Dibenedetto. – ele sussurrava como se estivesse me contando um grande segredo.
- ADOREI A IDEIA! – disparei de imediato. – Aposto que você conhece mais da Califórnia do que eu. – revirei os olhos.
- Pode apostar, tolinha. – ele gargalhava, tornando a me abraçar.
- Desculpe atrapalhar. – ouvi uma tossida estrondosa. Era Matt. – Estamos entrando.
- Imagine! – soltei-me de Arin, encarando Matt, Zacky e Johnny. – A casa é de vocês... Onde está o Brian? Aliás... Onde vocês foram?!
- Estávamos na garagem com o Brian... – dizia Johnny. – Fomos... Ver se tinha mais cerveja no porta malas.
- Vocês não iam ao pub? – Arin franzia o cenho.
- Estávamos decidindo isso... – dizia Zacky.
- Bom, não precisam se preocupar. – Arin dizia, tornando a me olhar com seu sorriso infantil de sempre. Como eu havia sentido sua falta... – Eu e Lucy estamos combinando de sair... Se vocês me entendem...
- Não! Tudo bem... – dizia Matt. – Imagino que vocês devem ter muito que conversar... Não nos importamos, podem ir...
- Vamos? – Arin me abraçava por trás dos ombros, enquanto nos retirávamos do apartamento.
Arin’s POV.
Meu coração batia acelerado. Nem se quer parecia que eu era assim tão íntimo de Lucy... Ficamos longe por tanto tempo que fez com que um sentimento desconhecido florescesse ainda mais dentro de mim.
Ela me olhava sempre sorridente, sabia que assim como eu, ela estava feliz por ter me encontrado. Mas eu ainda temia muitas coisas e tinha muitas dúvidas... Realmente tínhamos ainda muito que conversar.
Sendo assim, levei Lucy até o Pub onde o Avenged Sevenfold costumava a freqüentar, afinal, era o único que eu conhecia e sabia bem o caminho.
Lucy caminhava ao meu lado, sempre abraçada comigo, e eu sinceramente não queria soltá-la tão cedo. Sentia tanto sua falta, mais tanto, que aquele momento de tê-la finalmente perto de mim, soava até mesmo épico. Finalmente os dois grandes amigos se uniram, depois de tanto tempo.
- Você está linda. – disse, enquanto a olhava com ainda mais atenção, vendo-a se sentar em minha frente.
- Linda?! – ela franzia o cenho, e logo revirava os olhos, disparando uma risada alta. – Até parece mesmo... Digamos que esse mês eu larguei completamente a vaidade.
- E continua linda. – insisti sorridente.
Lucy riu, abaixando a cabeça. Ela costumava a fazer isso quando ficava tímida. Era estranho, éramos melhores amigos de longa data, não teria motivos para que ela se intimidasse comigo. Será que para ela algo também mudou?
- Vamos beber nossa velha tequila? — perguntei, enquanto examinava o cardápio.
- Só se for agora! – ela disparava, como sempre fazia.
Chamei o garçom, pedindo exatamente dez doses. Cinco para mim e cinco para ela, como sempre costumávamos a fazer. Acho que se mantermos velhos costumes, aquele gelo, aquele bloqueio que eu sentia poderia se dissolver com mais facilidade.
- Vai querer algo para comer? – perguntei.
- Está me estranhando? O negócio aqui é beber, meu filho! – ela gargalhava. Continuava a mesma de sempre.
- Desculpe... – disse colocando os braços para o alto. – Só imaginei que você poderia estar com fome...
- Eu estou bem, não se preocupe... — ela sorria.
- Então acredito que o pesadelo finalmente acabou, não? – disparei. Precisava entrar logo nesse assunto antes de ficarmos tontos de tanto álcool.
Lucy de repente ficou séria, e tornou a abaixar a cabeça.
- Não quer falar sobre isso? – arrisquei.
- Não é isso... – ela tornava a me olhar, enquanto seus olhos verdes fitavam os meus de maneira que fez meu coração disparar no mesmo instante. – Eu... Eu acho que eu te devo desculpas. – ela me olhava com sinceridade.
- Desculpas? – franzi o cenho.
- Arin, eu sei que você ficou chateado comigo por causa de tudo que aconteceu... – sua testa ficava franzida, e eu podia perceber que de certa forma ela estava chateada. – Mas...
- Ei... – a interrompi, aproximando a cadeira, ficando ao seu lado. – Não se preocupe... Eu só fiquei um pouco nervoso por que eu estava preocupado com você! Eu vim aqui somente para te encontrar... Olha só a loucura que eu fiz! Graças a você eu sou baterista do Avenged Sevenfold!! — disparei uma gargalhada.
- Sério?! – ela me encarava perplexa. – Você só quis ser baterista do Avenged por minha causa?
- Claro que sim. – disparei com sinceridade, colocando-me ainda mais próximo dela. – Ainda não entendeu que eu faria qualquer coisa por você? – disse, segurando a maça de seu rosto de modo firme. — E essa parecia ser a única forma de te encontrar.
- Lógico que não! — ela debatia. — Eu te liguei, ia passar o endereço do apartamento deles e tudo mais...
- Pra mim seria mais fácil me aproximar deles como amigo... Ou eu correria o risco de dar qualquer passo em falso e Brian te afastar de mim de maneira ainda pior.
- Eu... Eu realmente não esperava que você tivesse coragem de vir até aqui só por mim... – ela dizia como se ainda estivesse incrédula de meus atos. – Como você conseguiu dinheiro?
- Eu tinha as minhas economias... Não se lembra? – sorri.
- Mas... Mas você ia usar aquele dinheiro para a formatura! – ela me encarava boquiaberta.
- Que graça teria a formatura se você não estivesse lá comigo? – com a ponta do dedo polegar, comecei a acariciar suas bochechas. – Você é muito mais importante... Sempre foi.
Lucy me olhava com seus olhos brilhantes, e então, aproximou-se ainda mais de mim, dando-me um forte abraço.
- Que bom que você está aqui agora. – ela sussurrava, abraçando-me ainda com mais força. – Espero que você entenda o que eu fiz, que não fique bravo comigo...
- Lucy! – afastei-me para olhá-la nos olhos. – Já disse que não estou bravo com você... Muito pelo contrário! Estou feliz por poder estar com você aqui agora! E olha só... Sou o novo baterista do Avenged... – ri, aquilo era bom demais. Ter Lucy de volta, vingar-me de Brian e tocar no lugar do meu grande ídolo.
- Não acha melhor irmos embora? – ela perguntava. – Eles já estão se recuperando, eles podem encontrar outro baterista...
Olhei-a de modo sério. Não, eu não queria ir embora. Apesar de toda a alegria que eu sentia, no fundo eu pensava que Michelle poderia estar certa. Eu tinha o direito de me vingar de tudo que eu sofri com o sumiço de Lucy, e ainda queria descobrir se eles estavam tendo um caso ou não... E descobriria ainda hoje, se possível.
- Precisamos de dinheiro para voltar... – disse. – E aqui não é tão ruim... Eu estou trabalhando no bar da Michelle, mas acho que com o pouco que eu juntei, podemos alugar um apartamento... Pequeno, é claro, mas podemos...
- Arin... Você quer mesmo continuar fazendo parte do Avenged Sevenfold? – ela me interrompia. – Não seria muita responsabilidade?
- Não! – disse convicto. – Eu quero continuar sim... E você sabe que para mim, está sendo uma honra enorme substituir o The Rev... – suspirei. E realmente era.
- Eu lembro quando a gente sonhava com isso... – ela ria. – “Ah, o dia que eu tocar com o Avenged Sevenfold eu vou calar a sua boca.”. – Lucy me imitava.
- É, eu sempre costumava a dizer isso de tanto você me zoar toda vez que eu ia tocar alguma música do Avenged na bateria... Sua peste! – gargalhei. Era bom poder relembrar os velhos tempos, tê-la novamente ali na minha frente, com seu sorriso estonteante, sua voz doce, seus olhos tão verdes... Ela era perfeita.
Lucy também gargalhava e finalmente pude sentir que nosso espírito de amigos estava rondando ali de novo.
Coloquei minhas mãos por cima das suas, e ela rapidamente parou de rir, enquanto me encarava com uma das sobrancelhas arqueadas.
- Lucy... E-eu... – comecei a dizer.
- Olha só! – ela se soltou de minhas mãos. – Chegaram as tequilas!
Afastamo-nos levemente da mesa, enquanto a garçonete colocava as dez doses em cima da mesa juntamente com todos os apetrechos.
- Obrigado. – disse, vendo Lucy estender um largo sorriso.
- Quase pensei que nunca mais iríamos fazer isso! – ela dizia atropelando as palavras e de imediato apanhando a primeira dose.
- Então devemos brindar, não acha? – sugeri, também apanhando o primeiro copo.
- Adorei a ideia. – ela sorria.
- Ao nosso reencontro. – disse.
- E que a gente nunca mais se separe. – ela me encarava com os olhos sinceros, e eu senti minhas pernas tremerem. Era exatamente aquilo que eu queria.
- Nunca mesmo. – lhe dei um meio sorriso. – Senti sua falta.
- Eu também...
- Então vamos brindar a nós dois... – ergui o copo, batendo-o levemente contra o dela.
Sendo assim, logo em seguida despachamos todo o líquido abaixo da garganta, depois sal e limão.
Senti o conteúdo passar ardendo pela minha garganta. A sensação era até mesmo nostálgica, já que fazia muito tempo que eu e Lucy não saíamos apenas eu e ela para beber, até mesmo antes de ela ser roubada de mim, estávamos cheios de provas e ela esbaforida com o show do Avenged Sevenfold...
Aquele show. Não gostava de lembrar aquele dia que toda nossa história se embaralhou, mas apesar de tudo, foi graças a ele que percebi o quanto deveria valorizá-la, do quanto eu a amava...
Continuamos conversando, enquanto eu lhe contava como foi que fui parar no Barrab. Lucy não quis entrar em muitos detalhes sobre seu momento com a banda, e acredito que por enquanto seria melhor afastá-la daquele assunto, afinal, com certeza ela deveria ter passado por muitas coisas, e sei que teria de ser paciente com ela.
A única coisa que ainda me preocupava, era a insaciável dúvida sobre o suposto caso que ela teria tido com Brian. Em minha mente, isso parecia impossível, mas a dúvida já havia sido plantada em minha mente, e eu não desistiria da resposta tão facilmente.
Na terceira dose, Lucy já havia começado a ficar meio tonta.
- Você sempre para na quarta dose e bebe a quinta por pura rebeldia. – ri.
- Ah, para de ser idiota... – ela me dava um leve tapa no ombro, seguido por uma gargalhada desconexa. – Eu aguento cinco doses, sempre aguentei... Ok?
- Estou vendo... – franzi o cenho, tornando a rir dela. – Sua linda!
- Seu fofolindo! – ela fechava bem os olhinhos, sorrindo, sem mostrar os belos dentes. Eu costumava a brincar que aquela carinha que ela fazia, parecia de um gatinho.
Sim, eu era e sempre fui muito bobo por ela... Não entendo como não pude ter percebido que toda aquela devoção ia além de proteção... Era também amor.
- De repente me deu uma saudade do Jimmy... – ela suspirava, olhando para o alto.
- Você bebia com ele? – sorri. Jimmy era uma boa lembrança, diferente de Brian, pelo menos era isso que eu acreditava.
- Sim... – ela tornava a me olhar, parecia estar feliz, e isso me aliviava por saber que apesar de tudo que ela sofreu, meu ídolo lhe foi um bom amigo. – Bebemos muito durante a turnê, mas não quero ficar falando sobre isso. — Lucy atropelava as palavras.
- Ei... – aproximei-me levemente a minha cadeira da dela. – Não precisa se preocupar, eu não vou te forçar a me contar nada... – pousei uma das minhas mãos em seus ombros. – Assim que você se sentir a vontade para me contar, estarei aqui, você sabe... – lhe disparei uma piscadela.
Lucy se aproximou ainda mais de mim, surpreendendo-me com um forte abraço que fez com que de imediato eu pudesse sentir seu perfume doce e natural atravessar minhas narinas. Era como me sentir em casa, como se nada pudesse nos atingir. Retribuí o abraço com força, para que ela soubesse que eu estive sempre ali com ela, mesmo que por algum tempo, longe.
Ficamos por um longo tempo daquele jeito, e quando nos afastamos míseros centímetros, ela me olhava dentro dos olhos, quando de repente, uma lágrima escapou.
- Lucy! – olhei-a com preocupação. – O que foi? Não precisa ficar assim... – coloquei meu indicador em seu queixo, enquanto com o polegar, secava a pequena lágrima. – Você sabe que pode confiar em mim.
- Sim... – ela disparava um leve sorriso. – Eu estou assim por que estou feliz... Por saber que depois de tanto tempo você não desistiu de mim... Não se se eu mereço... – ela abaixava a cabeça.
- Por que você não mereceria? – senti um leve aperto no peito, não gostava quando ela falava desse jeito.
- Bem... – ela dava de ombros. – Por eu ter ido à turnê, por ter ficado com eles depois da morte do Jimmy... – seus olhos estavam tristes.
- Não precisamos falar disso agora, está bem? – eu sinceramente não queria quebrar o leve clima para dizer o quanto estava chateado. – Eu... – abaixei a cabeça, ainda sem me afastar dela, ainda segurando-a pela cintura. – Eu queria te dizer uma coisa.
- Pode falar. – ela me olhava com atenção.
- Bem, é uma coisa que eu nunca te falei... –suspirei. – Bom, na verdade já disse, mas, não da forma que quero dizer...
- O que? – ela franzia o cenho, confusa.
- Te amo. – disparei. – Eu já estava levemente tonto por causa da bebida, e isso me fazia temer menos as coisas e as possíveis reações de Lucy.
Ela, porém, apenas arregalou os olhos, ficando estática, enquanto me encarava boquiaberta.
Fiquei constrangido, sentindo meu coração quase que sair pela boca com a falta de resposta dela.
- A..
Antes mesmo que ela pudesse dizer algo, meus instintos alcoólicos, levaram-me simplesmente a lhe dar um sutil beijo dos lábios, porém, sua reação me assustou um pouco.
- O que foi isso? – Lucy me encarava assustada, afastando-se de imediato. – Arin... Você ficou maluco?!
- O que eu posso fazer? Senti tanto sua falta que de repente... Percebi que algo a mais bate aqui dentro. – coloquei a mão sobre meu peito, enquanto a encarava.
Lucy evidentemente relaxou os ombros, colocando a mão por cima da minha.
- Eu também senti sua falta, mas... Isso é estranho, loucura... – ela dava uma risada aguda e tímida logo em seguida.
- Que seja loucura então. – apanhei as últimas dose de tequila, mandando-a contra minha garganta.
Ela olhou para o copo, dando de ombros, bebendo até a última gota.
x.
Senti suas costas batendo fortemente contra a parede, mas ela não demonstrou importância.
Eu não sabia exatamente o que estava acontecendo ali, mas eu gostava de poder sentir seus lábios quentes dançando contra os meus.
Nossas respirações eram ofegantes, parecíamos ter pressa.
- E-eu nunca pensei que fosse fazer uma coisa dessas... – ela sussurrava em meus ouvidos, de modo que fez com que um arrepio subisse pela minha espinha.
- Qual o problema de dois melhores amigos quererem fazer loucuras depois de tanto tempo sem se ver? — sussurrei em seus ouvidos.
Usei os quadris para prendê-la contra a parede, enquanto removia sua blusa.
Nem parecia que eu já cheguei a vê-la usando apenas suas roupas íntimas. Meu coração acelerava e meus olhos passavam pelo seu corpo como forma de explorá-lo, conhecer todas as suas curvas e a textura de sua pele.
Lancei-a sobre a cama, derramando meu corpo sobre o dela, enquanto beijava seu abdômen e ela arranhava minhas costas.
Eu não sabia dizer se aquilo tudo era saudade ou se eu estava libertando um desejo que sempre tive, afinal, sempre a achei linda, maravilhosa, sempre quis cuidar dela, e agora, tenho-a em meus braços da melhor forma possível, podendo sentir seu calor por de baixo de seu suor.
Logo, parecia que ela estava menos preocupada com toda a situação. Éramos amigos de infância e com certeza aquilo parecia soar um pouco estranho, mas nós já nos beijamos algumas vezes, mas nunca chegamos a fazer amor...
Aquilo era novidade, e cada vez mais eu ficava sedento.
Lucy começou a remover minhas roupas, enquanto segurava firme minha intimidade, beijando-a, ao ponto que minha mente rodava, sentindo sua língua provocar-me prazer.
Retribuí-lhe o ato, sentindo que ela puxava alguns fios de meus cabelos.
Ri, aquilo tudo era uma loucura divertida e deliciosa.
Tornamos a nos beijar através dos lábios, e finalmente nos tornamos um só.
Notas finais
Aguardo os reviews. *-*
Beeeijos ♥
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