Notas iniciais
Eu disse que eu não ia demorar para postar. :D

O JOGO.


Brian’s POV.


“Olha espertinha, chega de graça, se você não aparecer simplesmente vou ligar para seus pais. Pensa que eu me esqueci que hoje é o seu dia de limpar o banheiro?”


- Syn?

- Quem é esse Fofolindo? — murmurei comigo mesmo.

- Fofo o que? Está me estranhando cara? – ouvi a voz de Matt logo atrás de mim.

Rapidamente, meti o celular dentro do bolso.

- O que foi que você escondeu aí? – perguntou ele, disparando um riso.

- Escondi nada. – disparei um sorriso a fim de ser convincente.

- Bom cara, desde que você não esteja tendo desejos gays por aí, está tudo certo. – Matt se aproximava de mim, sentando-se na cadeira da bancada da cozinha e abrindo uma cerveja, para variar. – Chamei as meninas para virem aqui hoje à noite.

- VOCÊ O QUE?! – arregalei os olhos. – Não cara, eu estou com caganeira.

- AH! Então foi você que entupiu a privada? – Matt arregalava os olhos. – Eu jurava que tinha sido o Zacky!

- Pra você ver! — concordei sem hesitar.

- É que do jeito que você anda por aí parece que nem peida. – ele continuava dizendo aquelas bobagens. – Está todo misterioso... Cheio de segredinhos...

- Foco! – disse, apanhando sua cerveja e dando uma grande golada para evitar um possível questionário sobre os meus segredos.

- AH! – Matt se lembrava. – É, isso, foco... Então, chamei as meninas.

- Bom, fala para a Chelle que eu estou com catapora.

- Syn, você já pegou catapora e ela sabe disso. – Matt arqueava a sobrancelha. – É impressão minha ou você está tentando evitar a Chelle? Beleza cara, eu sei que o seu namoro com ela não está lá aquelas coisas, mas bem que você também poderia se esforçar um pouco, né? Ela é irmã da minha noiva, poxa vida...

- E aê cambada de viado! – ouvi Johnny entrando na cozinha. – O que tem para comer?

- Anão de jardim, para com isso que você está parecendo até o Zacky. – disparei uma gargalhada maldosa.

- Alguém aí me chamou? – o vi surgindo pela porta com uma sacola de supermercado cobrindo-lhe a mão, como se fosse uma espécie de proteção, enquanto segurava o desentupidor da privada. – Meu Deus, quem foi o maldito que pariu uma Lady Gaga do avesso na privada?! Olha Matt eu juro que aquilo não fui eu quem fiz...

- Não fale assim da Gaga. – Johnny fazia um biquinho.

- Depois que a gente descobriu a coleção de fotos da Lady Gaga que o Johnny tem no armário, agora ele nem faz questão em disfarçar. – Matt revirou os olhos.

- Ah, cala a boca, armário! – Johnny revirava os olhos.

- Ah, falou o anãozinho fã de Lady Gaga. — Matt disparava uma risada alta.

Rindo ali com eles, ao mesmo tempo eu estava distraído. Minha mente vagava pela garota que estava trancada no quartinho atrás da dispensa.

Hoje, seria uma nova tentativa, mas com Michelle aqui, seria impossível.

Talvez fosse até bom eu não vê-la, já que eu sabia que ela estava completamente aborrecida comigo.

Lucy’s POV.

Confesso de que estava realmente aflita. As palavras de ameaça de Syn não saíam da minha cabeça.

“VOCÊ NUNCA MAIS VAI SAIR DAQUI!”


Soava claramente.

Ainda não entendi por que diabos ele simplesmente invocou comigo. Tinha a impressão de que ele queria me prender e me colocar a mercê dele. Não, eu não seria assim. Eu não era idiota e sabia que quem iria sair perdendo nisso tudo seria eu, apenas eu.

Afinal, Synyster Gates é um grande guitarrista e obviamente que sua fama de Queridinho das Groupies era amplamente conhecida.

Por mais que ele fosse perfeito, sexy e que eu realmente estivesse com muita vontade de pelo menos retirar umas casquinhas, meus instintos acusavam claramente de que eu devia apenas recusar.

- Lucy! – ouvi sua voz adentrar no quarto de repente, vendo que a porta estava aberta.

Ele estava com o rosto vermelho e com a face rígida. Parecia estar irritado com alguma coisa.

- Deu de entrar sem bater? – ironizei.

- Vou trazer seu jantar mais cedo hoje... Está com muita fome? – ele perguntava ignorando por completo a minha petulância.

- Por que você simplesmente não me deixa ir embora? – revirei os olhos. – Eu não tenho culpa se você não sabe lhe dar com mulher.

Sua face parecia ter ficado ainda mais vermelha.

- Escuta aqui, sua vadiazinha! Primeiro, você está falando com o cara que mais entende de mulher nessa banda! Segundo, eu já falei que você não vai embora enquanto eu não me sentir completamente satisfeito com você.

- Eu não tenho que te satisfazer em nada. – resmunguei, aproximando-se dele sem temer, por mais que meus músculos travassem, acreditando que ele poderia tentar me atacar novamente como das outras vezes.

- Enfim... – ele suspirava, dando de ombros, tornando a ignorar minhas birras. – Hoje eu não vou poder vim ver você, minha namorada virá.

- Sua namorada? – arregalei os olhos, sentindo uma pontada instantanea em meu peito. Eu havia me esquecido desse detalhe. – Você quis dizer a Michelle Dibenedetto?

- Ela mesma. – ele sorria. – Vejo que sabe bem de mim, não é?

- Não acha que essa seria o melhor momento de você me deixar livre? – tentei insistir mais uma vez. – Sabe, assim ela não descobre as suas traições, além do fato de que com ela você pode ter sexo gratuitamente, sem precisar ficar trancando ela.

- Saber quem eu namoro não significa que você saiba como é o meu relacionamento. – ele disparava. – Hoje, infelizmente, não vou poder te satisfazer com a minha presença, meu anjo, preciso cumprir com algumas obrigações.

- Mas...

- Bom, vou trazer seu jantar. – dizia ele, interrompendo-me, dando-me às costas e se retirando do quarto.

Disparei um golpe contra o colchão da cama, irritada com aquele joguinho barato. Agora ele simplesmente iria me deixar trancada enquanto ficava lá com a namoradinha nariguda dele.

Cruzei os braços, enquanto batia os pés contra o chão.

Logo, a porta tornou a se abrir.

- Seu jantar. – dizia ele, entrando no quarto, caminhando até a cômoda, deixando uma bandeja.

Aproveitei que ele virou-se de costas, erguendo-me rapidamente da cama, correndo até a porta.

- EI! – ouvi-o gritar.

Tentei correr pelo corredor, porém suas mãos firmes seguraram o meu braço, puxando-me bruscamente em direção ao seu corpo.

- ME SOLTA! – gritei, enquanto ele tornava a me colocar por cima de seus ombros.

Tornou a me colocar dentro do quarto, e então fechou a porta.

- Está com ciúmes? É isso? – ele me segurava pelo braço de uma forma um tanto violenta, prensando-me contra a parede e me olhando dentro dos olhos.

- Me solta! – continuei debatendo, fazendo o possível para não me intimidar com aquele seu modo de agir.

- Eu já disse que você não vai escapar de mim assim tão fácil. – Synyster usava o seu corpo para me prensar contra a parede, enquanto suas mãos seguravam meu rosto, obrigando-me a fita-lo claramente. – Acha que eu não sei o quanto você gosta quando eu uso um pouquinho de força? – ele de repente sussurrou meus ouvidos.

Era injusto. Senti minha pele se arrepiar com aquela forma dele agir.

Ao perceber a reação do meu corpo, ele simplesmente se afastou de mim, dando uma risada maliciosa.

- Agora você vai ficar quietinha aqui dentro, enquanto eu vou lá fora com a minha namorada, entendeu? – dizia ele, ainda de forma sussurrante.

- Me solta, seu idiota. – debati, tentando me afastar novamente dele, porém, seus braços fortes seguravam meus braços contra a parede.

Synyster pareceu aproveitar que eu estava completamente rendida, inclinando o pescoço e tocando levemente seus lábios contra minha pele.

Fechei os olhos, sentindo aquele toque que fez com que de repente eu perdesse todos os sentidos. Eu não sabia ao certo da onde vinha aquela sensação que ele me provocou, aquilo não era bom.

- Ótimo... – ele se afastava com um sorriso, enquanto seus olhos misteriosos me tragavam por completo. – Agora você ficou domadinha.

- IMBECÍL! – utilizei meu corpo para tirá-lo de cima de mim, disparando-lhe um tapa no rosto.

Synyster sentiu o tapa, colocando a mão por cima. As marcas dos meus dedos ficaram claramente em seu rosto.

Percebendo que minhas mãos estavam novamente livres, disparei um soco contra seu peito, do qual ele recebeu apenas com uma risada.

- Até amanhã, Lucy. – dizia ele, descaradamente. – Espero que aproveite o jantar.

Rindo, ele me mandava um beijo, saindo do quarto.

Irritada, arremessei um dos travesseiros contra a porta.

Sentei-me no chão, sentindo minha respiração ficar desrregulada, como se um curto de raiva tomasse conta de todos os meus músculos.

Eu não iria mais aceitar aquela situação. Ele tinha a vida dele, a namorada dele, a banda e a fama! Apenas quem sofreria em toda essa história seria eu.

Synyster queria jogar, pois bem.

Aproveitaria que hoje Michelle viria aqui e então o jogo finalmente iria começar.

Notas finais
Aee pessoal, mais um capítulo aí pra vocês. Esse foi mais rápido já que as coisas se tranquilizaram mais por aqui. HISAHISAHISAHISAHISA (:
Enfim, queria agradecer todos os reviews e por favor, continuem acompanhando, sim?
Beeeeijos. ♥