Danger Line
37 Notícia.
Notas iniciais
- Meu aniversário vai ser agora dia 05/07, quero presentes.
Beeijos e boa leitura. (GSAHIASHISAHISAHIASHISAHISAHISAHISAHISHAI ALOKA). '-'
NOTÍCIA.
Brian’s POV.
Era uma sensação estranha, eu estava tonto, sentindo como se fosse vomitar a qualquer momento.
Eu não entendia muito bem o que estava acontecendo, minha vista estava embaçada, e eu não conseguia ver com clareza o que estava ao meu redor.
Apesar de tudo, eu só pensava em uma única pessoa, porém eu estava tão atordoado, que não sabia onde encontrá-la.
Será que ainda estou na casa do Matt?
Arin’s POV.
- Se acalme! – disse de modo firme, enquanto tentava dirigir o carro.
- Não vou me acalmar até você me dizer o que estava fazendo lá! – Michelle debatia, ainda aos berros, ainda permitindo que sua voz irritante atravessasse meus ouvidos.
- Por que esse surto todo? – respondi. – Eu fui apenas me certificar de que estava tudo bem com você... – foi a melhor desculpa que consegui arrumar. – Afinal você ia dar alguma coisa estranha pra ele beber... E se isso fizesse mal? E se alguma coisa de ruim acontecesse, só queria me certificar que estava tudo bem e...
- Arin, para o carro! – Michelle ordenava de repente, interrompendo-me.
Encarei-a, confuso, mas não fiz o que ela havia me pedido.
- OUVIU O QUE EU DISSE?! – ela tornava a gritar. – PARE ESSA DROGA DE CARRO!
- ESTÁ BEM! – resmunguei, parando em frente a uma padaria que àquela altura da noite, já estava fechada.
Michelle abaixou a cabeça, fitando o próprio colo. O silêncio havia tomado conta do carro, enquanto eu a olhava, esperando qual seria sua próxima reação.
- E-eu sabia... – de repente, percebi que sua voz estava instável. Provavelmente ela estaria chorando, mas eu não conseguia ver direito, já que os cabelos lhe cobriam a face. – Eu sabia... Ele se apaixonou por outra!
Engoli seco. Não estava gostando nenhum pouco dessa história de Brian estar apaixonado pela Lucy. Afinal, ela sempre o admirou muito, sempre ficava me enchendo o saco toda vez que lotava o quarto com foto dele, ou falava dele, via vídeos dele... Se ele realmente estava apaixonado por ela... Será que ela sabia disso? Qual seria sua reação? Eu estaria sendo feito de idiota por vir aqui?! Será que foi por isso que ela preferiu ir até a turnê com eles a invés de pedir para voltar para a casa?
Eu não era idiota, e sabia muito bem quem era meu rival em meio a toda essa disputa, e era por isso mesmo que eu temia.
- Estou falando com você! Droga! – quando dei por mim, Michelle ainda estava se esgoelando ao meu lado.
- Desculpe...
- Eu não acredito que esse desgraçado está apaixonado por outra! – ela soluçava. – Eu só quero saber da onde que surgiu essa tal de Lucy! Vadia, vagabunda, eu vou destruir ela!
- EI, EI! – resmunguei, não era legal ouvir outra pessoa falar mal de alguém que você ama. – Pare com isso... Já parou para pensar que provavelmente essa tal de Lucy nem sinta o mesmo por ele?
- Não, Arin... Brian não dá ponto sem nó... – ela erguia a cabeça, encarando-me com os olhos completamente borrados por causa da maquiagem. – Lembra da garota estranha que os acompanharam na turnê, não lembra? Eu tenho certeza que foi essa Lucy, ele me deixou pra sair em turnê com a banda e com ela, aposto que essa vagabunda deve estar morrendo de rir da minha cara! Eu vou destruir com ela! – o ódio era mais do que evidente em suas palavras.
- EI! Se acalme... – aquilo estava indo pior do que eu pensei. Talvez Michelle poderia ter razão, e me doía desconfiar de Lucy daquela forma, mas isso era a única coisa que explicava o fato de ela não ter voltado assim que pode.
Era tão triste para mim, como provavelmente seria para Michelle.
Larguei meus ombros sobre o banco, olhando para o alto, enquanto os soluços de Michelle ainda bloqueavam o silêncio.
- Não fique assim... – foi a única coisa que consegui dizer, já que a dúvida havia tomado conta de mim naquele instante. – Você não precisa disso... – girei os olhos para o lado, enquanto a observava.
- Ele sempre brincou comigo, Arin... – Michelle colocava sua cabeça próxima da minha. – Eu estou cheia...
- Mas ele já tinha terminado com você... Não tinha?!
- NÃO IMPORTA! – ela tornava a abaixar a cabeça. – Ele não foi sincero... Nunca foi... Eu não consigo arrancar ele da minha cabeça, e nem sei se é isso mesmo que eu quero... Eu só sei que agora, a minha única vontade é de matar esses dois! Seja quem for essa Lucy, ela se colocou no meu caminho, e vai pagar caro por isso.
Respirei fundo, puxando Michelle para um abraço. Quem sabe assim ela não se acalmava?
E eu também...
Ela simplesmente se rendeu ao abraço, colocando o rosto contra meus ombros e pondo-se a soluçar ainda mais. Vontade de chorar eu também tinha, já que eu não conseguia entender exatamente o que estava acontecendo.
Aquilo tudo me preocupou, e muito!
Eu estava disputando com Synyster Gates! Enquanto eu era apenas um melhor amigo magricela e sem graça.
Logo, senti os dedos de Michelle acariciando minha nuca. Não entendi muito bem aquilo, provavelmente ela estaria confundindo as coisas...
- Obrigada... – ela sussurrava em meus ouvidos, enquanto desabotoava a blusa, e me encarava nos olhos.
Olhei espantado.
Ela de fato havia interpretado tudo errado, mas como homem, não podia evitar olhar para o seu par de seios revestidos com um belo sutiã preto com rendas em vinho.
- Michelle... Você está confundindo as coisas... – disse, enquanto tentava me afastar dela.
- Você é tão diferente dele... – ela sussurrava, ainda olhando para mim.
Franzi o cenho. Não sabia o que fazer. Não queria ser indelicado com ela, mas apesar de olhá-la assim, ao meu encontro, a imagem de Lucy jamais fugiria da minha cabeça.
Michelle, porém, pareceu não se importar com meu recuo, colocando-se quase por completo em cima de mim, enquanto a ponta de sua língua passava levemente pelos meus lábios.
Lucy’s POV.
Aquele frio no estômago. Eu sabia muito bem o que ele significava.
Algo de ruim estava para acontecer.
Era um vazio dentro do peito, uma vontade absurda de chorar e de sair correndo dali. Talvez, aquela sensação ruim fosse apenas por que eu já havia ficado tempo demais longe de casa, e as horas passavam, e Arin nunca me encontrava.
Sentei-me contra a cama, sentindo ainda aquele fantasma inexistente pressionar meu peito, fazendo com que ele ficasse vazio e obscuro. Era como se uma massa cinzenta estivesse tomando conta de mim, a vontade de chorar era grande e o medo dificultava minha respiração.
Arin’s POV.
- Não, Chelle... NÃO! – debati, afastando-me dela. – Eu não posso...
Michelle apenas disparou uma risada alta, afastando-se de mim, tornando a se sentar devidamente no banco, enquanto fechava os botões.
- Eu já esperava essa sua reação. – ela suspirava, não aparentando ter ficado chateada. – Mas seria muito gostoso se rolasse.
- Mas não! – disse convicto.
- Você é gay? – ela disparou a pergunta.
- HÃ?! O que?! – perguntei desnorteado. Que mulher louca! – Não é por que eu não quis ficar com você que eu sou gay. – revirei os olhos, tornando a colocar as mãos no volante.
- Então você não me acha atraente? – ela fazia um bico, enquanto me olhava.
- Não é isso... – suspirei, enquanto ligava o carro novamente.
- Está apaixonado por outra?!
Agora ela tinha tocado na minha ferida. Eu não queria falar sobre isso...
- Vamos embora. – disse a fim de dispersar aquela conversa desagradável.
- Quem é a sortuda? – Michelle parecia insistente.
- Não quero falar sobre isso. – senti um aperto forte dentro do peito, pensando em Brian e Lucy, novamente.
O que será que aconteceu durante todo esse tempo entre Lucy e Brian? Era incrível como eu ainda não tinha parado para pensar nisso.
Brian’s POV.
Eu precisava falar com Jimmy.
Parece que o mau estar finalmente havia passado, mas a imagem da Lucy estava sendo tão forte na minha mente, que eu precisava fazer alguma coisa.
Meu coração estava mais acelerado que o normal, não era muito agradável. Provavelmente eu deveria ter bebido algo na festa que me fez mal.
Havia uma pessoa comigo, mas não consigo lembrar quem...
AI, MEU DEUS! ERA A LUCY!
Pelo menos eu lembro de ter dito seu nome...
Corri até a dispensa, abrindo a porta com força.
- LUCY!
- AH! – ouvi um grito agudo, e quando dei por mim, ela estava deitada na cama, olhando-me com os olhos arregalados.
- Onde você estava? – perguntei, sentindo uma fúria incomum tomar conta de mim.
Eu estava me sentindo confuso e ainda zonzo.
- Aqui, oras. – ela franzia o cenho, confusa.
- Você não está de brincadeira comigo, não é?! – aproximei-me dela, obrigando que ela se erguesse da cama, enquanto a puxava pelo braço.
- O que é isso?! Você ficou louco?! – ela perguntava, enquanto tentava se soltar. – ME SOLTA, ESTÁ ME MACHUCANDO!
Nem eu entendia o motivo de estar fazendo aquilo. Achei melhor soltá-la.
- Desculpe... – murmurei.
Lucy olhava boquiaberta para seu braço, que havia ficado vermelho.
- QUAL SEU PROBLEMA?! – ouvi que Lucy gritava.
- Lucy, me perdoa, eu não sei o que deu em mim... Pensei que ontem você estivesse comigo...
- AH, CLARO! Você me deixa trancada aqui todo o dia seu imprestável! – ela continuava debatendo. – Eu não tenho culpa que você enche a cara e depois fica surtando que nem idiota.
- Lucy, por favor, não fala assim... – respondi com tranquilidade.
Eu estava me sentindo estranho, sentia como se algo estivesse errado.
Eu não podia continuar com isso.
- ME DEIXA EM PAZ! – Lucy tornava a gritar. – Se já não bastasse você me prender aqui... Você ainda quer ficar me torturando?
- Lucy! Você ainda não entendeu o motivo de eu estar fazendo tudo isso? Se está óbvio para todo mundo... Por que não fica óbvio para você?!
- EU NÃO QUERO SABER DE NADA, BRIAN! Eu estou pouco me fodendo para o que você pensa, ou o que você quer me falar... – seu rosto antes branco, agora estava vermelho como uma chama enraivecida. – EU SÓ QUERO SAIR DAQUI! Será que VOCÊ não entendeu isso ainda?!
Ouvir aquilo me feria. Eu estava confuso, não sabia o que tinha acontecido, como que eu estava naquele apartamento, como que eu só pensava em Lucy, como eu tinha lembranças de algo que segundo ela simplesmente não aconteceu. Ela não estava comigo ontem, estava trancada, aqui, como eu cruelmente havia deixado.
Droga! Estava tudo tão confuso...
- L-lucy... Eu... – abaixei a cabeça, eu precisava dizer para ela... PRECISAVA!
- SOME DAQUI! – ela tornou a gritar, aproximando-se bruscamente de mim, enquanto me empurrava contra a porta. – DESAPARECE! VOCÊ NUNCA VAI MUDAR DE ATITUDE, NÃO É? VAI CONTINUAR SENDO O MESMO PROBLEMÁTICO DE SEMPRE...
- LUCY...
- EU NÃO QUERO TE OUVIR! – ela berrou, girando de costas para mim, colocando as mãos nos ouvidos.
Eu não podia com aquele desprezo todo.
Talvez Jimmy tivesse razão.
Saí quase que correndo daquele quarto... Quem sabe assim a dor que eu sentia não diminuísse?
Cheguei até a sala, quase que não podendo comigo mesmo. Minha cabeça rodava e por mais que eu me esforçasse não consigo me lembrar de nada que aconteceu antes.
Eu precisava aliviar o estresse que estava tomando conta de mim. Comecei a disparar socos contra a parede, um atrás do outro, até sentir todos meus ossos latejarem.
Droga! Seria tão pior essa dor se eu a deixasse ir embora?
Eu precisava falar com Jimmy...
Assim que toquei em meu celular que estava no bolso da calça, ele começou a vibrar.
Era o Armário Ambulante quem me ligava.
- Alô?! – atendi, tentando disfarçar o meu descontentamento interno.
- Syn... – a voz de Matt, porém, estava seca, no ato, já pude sentir que algo de ruim aconteceu.
- O que foi, cara?! – senti meu peito palpitar.
- Syn... Vo-cê precisa vir... – sua voz estava bastante abalada.
- O QUE ACONTECEU?! Foi alguma coisa da festa de ontem? Eu fiz alguma coisa? O QUE FOI, CARA?! — eu realmente havia bebido algo que me fez mal... Talvez Matt poderia explicar o que houve.
Meu Deus! De repente, Matt estava soluçando do outro lado da linha.
Tive que me sentar no sofá, esperando pelo pior. Eu quase que chorando, simplesmente por ser atingido pela agonia de sua voz.
- O... – Matt finalmente começou a se esforçar para falar. – O Jimmy cara... – agora era mais que evidente que ele estava chorando.
- O QUE FOI?! – senti o desespero tomar conta de mim, erguendo-me do sofá. – O QUE ACONTECEU COM O JIMMY?!
- Ele... Ele morreu, cara.
Notas finais
Espero que tenham gostado do cap novo e não deixem de comentar, por favor. *-*
Beeeijos ♥
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