Danger Line
38 Encontro.
ENCONTRO
Lucy’s POV.
De repente, a porta do quarto tornou a se abrir.
- MAS QUE MERDA, EU JÁ NÃO DISSE PARA VOCÊ IR EMBORA?! – gritei, vendo que era Brian quem entrava.
Seus olhos ainda estavam vermelhos. Ele estava estranho, devia ter acontecido alguma coisa.
- VOCÊ É QUEM VAI EMBORA! – ele gritou, abrindo a porta por completo, enquanto se sentava na cama e abaixava a cabeça.
Aquilo podia ser algum tipo de pegadinha dele. Como que depois de tudo que ele fez para me manter aqui, iria simplesmente abrir a porta e me mandar embora?
- ESTÁ OLHANDO O QUÊ?! – ele gritava, tornando a me encarar com sua fúria. – VAI EMBORA!
Encolhi-me, assustada com toda aquela gritaria.
Apesar de parecer que o ódio estava tomando conta de sua voz, eu percebi muito bem que lágrimas estavam escondidas por trás de seus olhos vermelhos.
A porta estava aberta e eu poderia muito bem sair.
Hesitei um pouco, afinal, essa história toda estava muito estranha.
Virei-me de costas, enquanto lentamente me retirava do quarto.
Esperei que ele viesse atrás de mim, puxando-me pelo braço e dizendo que estava só de brincadeira com a minha cara, porém nada aconteceu. A única coisa que consegui ouvir foram soluços bem fortes de dor. Algo estava acontecendo com aquele homem, não era possível!
Retornei lentamente para o quarto e ele estava sentado no chão, com as costas contra a parede, enquanto chorava ao ponto de que seus ombros tremiam.
Havia acontecido alguma coisa! Eu sabia...
Tive um pressentimento.
- Brian... – aproximei-me cautelosamente, enquanto me sentava ao seu lado, e colocava as mãos em seus ombros.
Brian esquivou rapidamente, assustando-me, e então, olhou-me.
Seus olhos estavam inchados e extremamente vermelhos. Uma tristeza infantil e massacrante tomava conta de seu rosto.
- O que houve? – perguntei.
- Você não foi embora ainda?! – ele soluçava, enquanto secava as lágrimas e a coriza.
- Acha que eu vou embora com você desse jeito?! – perguntei com sinceridade. – Isso tudo não foi normal... Eu sei que aconteceu alguma coisa.
Brian tornava a chorar, assentindo.
Não entendo o porquê, mas aquilo me cortou o peito.
Ele havia feito tanto mal para mim, mas mesmo assim, não conseguia desejar o pior para ele... Não conseguia vê-lo chorar daquela forma.
- Ele me deixou, Lucy... – em prantos, ele continuava a dizer. – Ele disse que a gente ia beber todas as cervejas do mundo e isso não aconteceu, Lucy! E nunca mais vai poder acontecer!
- Como é?! – franzi o cenho, confusa. – Do que você está falando?
- A gente ainda tinha muito que aprontar por aí...
- A gente quem? Do que você está falando, Brian?
- Do Jimmy... – Brian me encarava com os lábios trêmulos, enquanto as lágrimas ainda caíam.
- O que aconteceu com o Jimmy?! – a pergunta foi disparada contra Brian, e o medo tomou conta de mim.
Brian abaixou a cabeça, tornando a chorar ainda mais.
Eu sabia que algo terrível havia acontecido... Fui sentindo aos poucos meu peito se apertar e meu estômago revirar.
- SYN! – insisti para que ele me dissesse de uma vez.
- Ele... Ele morreu, Lucy.
Eu não podia acreditar naquilo. Só podia ser algum tipo de piada, mas Brian chorava de uma maneira tão desesperadora que eu sabia que infelizmente não era uma brincadeira idiota de mau gosto.
Eu também não consegui me conter. Parecia que eu havia levado um golpe certeiro em minha cabeça e ficado tonta.
Jimmy não estava mais entre nós? Como assim?! Parece que foi ontem que eu o vi rindo, enchendo o saco do Zacky como sempre fazia, falando alto, me fazendo rir... Ele não podia ter nos deixado... Jimmy não poderia ter feito isso!
Brian ainda soluçava, e eu não pude evitar sentar ali e chorar com ele.
Vi que logo ele erguia a cabeça e me olhava fixamente, dando-me um abraço forte.
Eu sentia seus músculos se contraindo violentamente conforme ele chorava daquela forma tão devastadora. Não sei explicar o motivo disso, mas eu não estava gostando de vê-lo assim, fazia-me mal, da mesma forma que aquela notícia havia destruído uma parte de mim.
Jimmy antes era apenas um ídolo distante, do qual eu sonhava em conhecer. De repente, ele se tornou um amigo, um grande amigo, na verdade. Aquele que embora não me conhecesse o suficiente, cuidou de mim e me fez suportar tanta coisa... Ele era uma pessoa admirável, a maioria das vezes em que eu o via, estava sempre rindo, cantarolando, despreocupado com a vida. Ele tinha tanto carisma, tanta garra... COMO ISSO FOI ACONTECER?!
- Vo-você sabe como? – arrisquei a perguntar, ainda abraçando Brian com força, esperando que aquele vazio diminuísse.
- Não... – ele dizia com a voz camuflada em sua tristeza. – E-eu... – Brian me soltava, abaixando a cabeça. – Eu não fui lá... Eu não consegui terminar de falar com o Matt... Eu não sei o que eu faço!
- Seja forte! – disparei, secando as lágrimas, embora outras tornassem a cair. – Jimmy não ia gostar de ver ninguém assim... Nós precisamos ir lá, a família do Jimmy principalmente deve estar precisando de muito apoio agora.
- É... – Brian suspirava como quem tentava conter as lágrimas. – Você tem razão.
Arin’s POV.
- Meu Deus! – Michelle dizia espantada, enquanto desligava o telefone e me encarava completamente perplexa.
- O que foi? – perguntei curioso. – Aconteceu alguma coisa? Quem era?
- Arin... – Michelle sussurrava, estando extremamente chocada, enquanto colocava o telefone do bar de volta na base. – Arin... Aconteceu uma desgraça!
- Ai meu Deus! – senti que vinha coisa da pesada. – O que foi? — aproximei-me dela.
- Era a Val... – Michelle abaixava a cabeça. – Ela ligou para avisar que... – ela se silenciava, como se ela mesma tentasse processar a notícia que estava prestes a me dar. – O... Jimmy morreu!
- Que?! – perguntei tão incrédulo como Michelle aparentava estar. – Como assim ele morreu? Morreu de quê?!
- A Val disse que alegaram que foi overdose. – Michelle se sentava no balcão, ainda boquiaberta. — Overdose acidental, coisa assim...
- Que horror! Mas assim?! Tão de repente?! — exclamei. Eu realmente havia ficado chocado.
Jimmy era meu ídolo desde muito tempo, eu não conseguia processar a ideia de que ele não estaria mais perto de nós. Aquilo seria um golpe tremendo para a banda.
Meu ódio manifestava-se apenas por Brian. Eu sabia muito bem diferenciar uma coisa da outra, e eles eram uma banda tão talentosa! Não era possível que eles pudessem perder um baterista assim tão esplêndido de uma hora para a outra. Aquilo era terrível.
- Precisamos ir ao velório... – Michelle se levantava. – Jimmy gostava muito de você, seria legal se você fosse.
Fiquei meio temeroso com a ideia. Não sei se eu merecia ir, mesmo gostando tanto daquele cara, é triste saber que aproveitei pouco os momentos que eu tive perto dele, enquanto eu pensava apenas em Lucy.
Mas o que eu poderia fazer? Jamais iria adivinhar que uma coisa tão terrível dessas fosse acontecer...
Jimmy...
Não, ele não poderia ter nos abandonado.
Lucy’s POV.
- Lucy?! – Matt me encarava, espantado. – O que você está fazendo aqui menina?!
- Desculpa, Matt. – aproximei-me dele, dando-lhe um forte abraço. – Mas não é hora para explicar... Quero ver o Jimmy... – senti meus olhos se encherem de lágrimas.
- Já iremos vê-lo... – Matt suspirava, girando seus olhos para Brian. – Como você está, cara?
- Como acha que estou? – uma lágrima de repente caía de seus olhos, porém ele parecia tentar conter outras mais que poderiam vir. – Não deixe a imprensa filmar nada...
- Não se preocupe. – Matt suspirava. – Vou com os meninos... Acho que já está tudo pronto...
Brian assentiu.
Suspirei. Eu estava bem nervosa. Para os meninos da banda eu já teria retornado para Londres há muito tempo, além de que, outros familiares de Jimmy e dos garotos estariam lá. Todos iriam perguntar quem eu era, o que eu fazia ali... Seria complicado demais.
- Acho melhor eu não entrar. – disse.
- Como não?! – Brian se virava para mim. – Até agora você foi a pessoa que mais me deu forças, por favor, não faça isso comigo!
- Mas...
- Ele te amava, Lucy! – Brian disparava. – Ele sempre te defendia, sempre dizia que eu devia te soltar e eu nunca lhe dei ouvidos... – ele abaixava a cabeça, encostando-se contra a parede. – Ele queria a sua felicidade de tal forma, como queria a minha! Seria um insulto contra a memória dele se você não estivesse presente.
- Mas Brian, terão muitas pessoas aqui...
- Não importa! – Brian me interrompia. – Jimmy é o mais importante agora... – ele erguia a cabeça, caminhando até mim, enquanto seus olhos tristes fitavam os meus. – Quero que saiba... Que... Você está livre.
- Devido às circunstâncias, não sei se eu deveria sair saltitando de alegria. – disse-lhe com sinceridade.
- Até onde eu saiba... Essa era a última vontade dele... Quero respeitar. – seus olhos eram tão sinceros que eu sabia que se tratando de Jimmy ele faria qualquer coisa e aquilo era admirável, fazendo com que eu percebesse que toda a fidelidade que Jimmy demonstrava com relação à Brian, era recíproca.
Não pude evitar lembrar quando McKenna me disse que Brian não era uma má pessoa, que poderia ser um louco que saísse por aí fazendo coisas erradas, mas que tinha um bom coração.
Aquilo que eu estava vivenciando ao lado deles era forte demais, eu nunca mais iria poder romper aquele laço... Eu jamais poderia esquecê-los.
- Você sabe que se muitas pessoas me vissem, seria pior... – disse, enquanto ele se aproximava ainda mais, dando-me um abraço caloroso, que tomou conta de mim por completo.
- Bom, o que você diz faz sentido... – Brian sussurrava em meus ouvidos, enquanto se afastava e me dava um beijo no centro da testa. Aquela havia sido uma das atitudes mais lindas que eu pude vê-lo fazer. – Obrigado... Não me conformo que depois de tudo que te fiz passar você esteja aqui ao meu lado, embora eu saiba que isso não seja por mim... É pelo Jimmy, não é?!
Ele me encarava com uma tristeza incomum. Aquela pergunta fez meu coração apertar. Eu não podia contar para ele que havia ficado preocupada com ele, que me fez mal vê-lo chorar daquela forma, claro que eu fazia tudo isso pelo Jimmy, mas também por ele...
- Foi apenas pelo Jimmy. – disse de modo frio, não podia deixar que esse laço que estava se formando me prendesse mais do que eu já fui durante todo esse tempo. – Apenas pelo Jimmy.
Brian não pareceu ter ficado magoado, apenas esboçou um sorriso.
- Ele merece, não? – seus olhos ganhavam novamente aquele brilho massacrante de tristeza.
Seus olhos eram tão escuros, que brilhando daquela forma, pareciam duas jabuticabas reluzentes.
Eu queria abraçá-lo, mas não podia.
- Vamos aproveitar que ainda não chegou muita gente e entrar?! – Brian sugeria. – Assim você pode vê-lo sem que ninguém te atormente.
Assenti. Aquilo me parecia uma boa ideia.
Suspirei, enquanto entrava naquela sala com as paredes pálidas, porém com diversas flores ao seu redor. Uma me chamou bastante atenção, era uma DeathBat feito com várias rosas, e estava próximo do caixão de Jimmy.
Brian, assim como eu, parecia aflito e relutante ao se aproximar.
- Não vou conseguir fazer isso. – disse, sentindo como se uma mão forte segurasse meu peito, apertando-o, prensando-o, ao ponto que eu sentia uma dor tão grande, que me dava vontade de chorar. – Não posso vê-lo assim... Não posso... – percebi que minha voz estava sumindo, eu não queria ver Jimmy, não podia, seria doloroso demais ter uma lembrança dessas sobre ele, preferia me lembrar dele rindo, irritando todo mundo, bêbado como a maioria das vezes, do que com aqueles olhos azuis tão lindos, completamente apagados por trás de suas pálpebras, não queria sentir o frio que o rodeava, não queria sofrer mais do que eu já estava!
Para Brian, tudo o que eu sentia poderia estar sendo ainda pior, afinal, eles eram amigos de longa data, e eu sabia, que para ele, estava sendo o mesmo do que perder um irmão.
Paralisei, não queria mais me aproximar daquela caixa preta de mármore. Estava me dando pânico ao ponto de me dar vontade de sair correndo.
- Podemos fazer isso... – Brian dizia mais para si mesmo do que para mim.
O encarei com meus olhos preparados para derramar um dilúvio de lágrimas, Brian parecia ter a mesma sensação, à medida que o castanho escuro e sombrio de seus olhos ganhavam um brilho triste, deixando-os quase como o mel.
Ele precisava de ajuda, e estranhamente me senti com a obrigação de fazê-lo.
Lentamente, estendia a mão, sentindo meu estômago revirar. Eu estava sendo guiada por algo desconhecido.
Brian segurou firme em minha mão. Senti sua pele quente tocando contra a minha e senti como se nossas mãos não fossem mais se soltar.
Vagarosamente, fomos nos aproximando da caixa angustiante.
Eu me sentia como uma criança indefesa sendo levada até o bicho papão. Eu tinha medo, muito medo. Medo do que fosse ver ou sentir, medo do que eu provavelmente poderia lembrar pelo resto da minha vida.
Minhas pernas caminharam tremendo, mas Brian parecia estar melhor do que eu nesse quesito. Talvez, fosse de extrema importância para ele se despedir do amigo, olhá-lo pela última vez.
- Desculpa, mas eu não consigo... – disse, fazendo com que as lágrimas que tanto tentei guardar, caíssem livremente.
Brian me abraçou forte. Seu corpo estava quente e estranhamente confortável. Estávamos próximos ao belo altar que homenageava Jimmy, e então, como uma criança prestes a dar os primeiros passos, ele se soltava de mim, caminhando lentamente até onde Jimmy repousaria por toda a eternidade.
Aquele momento era emocionante, sem deixar de ser triste. Brian pousou a cabeça contra o corpo do amigo, e chorava sem se importar com a minha presença.
Nunca antes da minha vida eu presenciei uma amizade tão forte quanto aquela.
Achei melhor deixá-los à sós, e poupar minha mente, para que assim, ela pudesse ter apenas lembranças das risadas, das músicas e do meu eterno ídolo amigo.
Brian precisava ficar sozinho, e então, caminhei até a porta dos fundos, sedenta por água, quem sabe assim, eu conseguisse parar de chorar.
Sequei as lágrimas com as costas da mão, enquanto abria vagarosamente a porta, indo até o bebedouro.
Apanhei um copo plástico, e pude perceber o quanto que minhas mãos tremiam. Enchi de água até a borda, bebendo tudo quase de uma vez só.
Tornei a colocar o copo de baixo da torneira, quando ouvi o barulho de outro copo sendo removido.
Assim que olhei para o lado, senti minha respiração travar.
- Olá. – ela dizia de modo seco, aproximando seu copo do bebedouro.
Fiquei em silêncio, abaixando a cabeça a fim de que ela não visse meu rosto.
Era Michelle Dibenedetto.
- Lucy... – Brian de repente abriu a porta, enquanto secava os olhos e dizia em voz baixa.
Fechei os olhos, esperando pelo pior.
- Lucy? – Michelle franzia o cenho, ficando com o rosto vermelho, de repente.
Engoli seco. Tudo o que menos poderia acontecer agora é um barraco no velório do Jimmy por minha causa.
- E-eu vou lá fora com os meninos. – foi a única coisa que consegui gaguejar, tentando me afastar dela.
- É O QUE VOCÊ PENSA! – Michelle de repente alterava o tom de voz, empurrando-me contra a parede. – Finalmente encontrei você, vadia!
Não pensei que Michelle já saberia quem eu era! Aquilo era preocupante... Mas como? Como ela sabia meu nome?
- EI! – Brian protestava, segurando os braços de Michelle, a fim de fazer com que ela se afastasse de mim. – Você ficou louca?! – apesar de suas palavras soarem duramente, ele sussurrava.
- Como você pode trazer essa vadia para cá? No velório do seu amigo?! – Michelle continuava protestando.
Arregalei os olhos, pensando em correr dali.
- Michelle, agora não é hora para seus ataques. – Brian abaixava a cabeça, ainda sem falar alto, sussurrando, de modo triste. – Não sei se você entendeu, mas... – ele gaguejava, pensei que ele fosse chorar na frente dela. – Jimmy acabou de morrer.
- Mas...
- Por favor, saia! – ele ordenava, erguendo a cabeça.
Aquilo fez com que eu me sentisse mal, uma lágrima caiu de seus olhos. De fato Brian chorava na frente de Michelle sem nem ao menos hesitar! Aquilo cortou meu coração em mil pedaços... Como pensar que um seqüestrador como ele, poderia ser tão sensível ao mesmo tempo? Sei que não era hora para pensar nisso, mas aquilo era inacreditável.
Michelle ficou me encarando com os olhos vermelhos, pensei que ela não hesitaria em me matar se estivesse portando uma arma.
Preferi manter meu silêncio em respeito a Jimmy, e até mesmo, por que na realidade eu era apenas uma vítima de Brian.
Michelle abriu os lábios como quem fosse protestar, mas Brian se adiantou.
- Vai... Embora. – ele dizia pausadamente.
Ela simplesmente não insistiu mais, encarou-me por mais alguns segundos, retirando-se da nossa frente, pisando firme contra o chão.
- Desculpe por isso. – Brian tornava a me olhar, enquanto relaxava os ombros que estavam tensos diante da presença de Michelle. – Eu... Eu não pretendo ir embora... Se quiser ir...
Ele de fato estava me dando a liberdade, mas o motivo era triste demais para que eu abrisse um largo sorriso, além de que, não queria abandonar a banda em um momento como esse.
- Tenho que me organizar primeiro... – disse. – Lembra que meu amigo veio me buscar?
- Ah... – ele abaixava a cabeça. – Quer ficar no apartamento? Logo mais pessoas irão chegar, melhor ir antes que a imprensa chegue, não sei se a polícia ainda está te procurando... E sinceramente não estou com cabeça para pensar sobre isso.
- Posso ficar lá? – perguntei timidamente. – Não será por muito tempo.
- Você é uma garota livre agora. Faça o que quiser.
Assenti.
- Vou pedir para o Zacky te levar...
Arin’s POV.
Michelle entrou no carro, batendo a porta com força, enquanto lágrimas de ódio caíam pelos seus olhos.
- Desculpe a piada indevida, mas se ele morreu era pra você ter ficado triste e não com raiva... – respondi confuso.
- TRISTE?! EU QUERO MATAR AQUELA VADIA! – ela disparava gritos e mais gritos.
Encarei-a assustado.
Louca varrida!
- Que vadia? Você ficou louca? Um dos caras mais fodas do mundo acabou de morrer! – protestei.
- Ela estava lá, Arin! – Michelle resmungava.
- Ela quem?! – senti meu coração pulsar ao ponto que eu podia ouvi-lo dentro de meu peito. – Ela quem?! – perguntei quase em completo desespero.
- Lucy! – Michelle disparava com ódio o nome que eu mais temia.
Notas finais
Olha, ontem foi meu aniversário, e amanhã é aniversário do Syn... *-* E eu... ESTOU POSTANDO DE NOVO! Então... VOLTEM A ME AMAR! SAHIASIHSAHIASHISAHISAHISAHISA Não me odeiem. D:
ME AMEM! ASIHSAHISAHISAHISAHISAHISAHIASHISA (aloka).
Enfim, quero saber agora o que vocês acharam desse cap. Quero meus presentes de aniversário... Umas recomendações, assim... Sabe? Nada demais. :p HSIAHSAIHSAISAHISAHISAHI peço mesmo. u.u"
Bom, parabéns pra mim e pro Syn e aguardo os reviews de vocês. *-*
Beeeeijos ♥
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