Danger Line
36 Lucy?!
LUCY?!
Lucy’s POV.
Eu já havia surtado o suficiênte.
Olhava ao redor do quarto e ele ainda estava repleto de flores, algumas inclusive, já havia murchado.
Perdi a noção de quanto tempo eu poderia ter ficado ali.
Eu estava tão atordoada com aquele ataque, mas apesar de tudo, eu estava sã e salva. Era difícil finalmente aceitar isso, mas querendo ou não Brian havia me salvado de um destino bem terrível.
Apesar de eu ter sido salva pelo meu sequestrador, ele não estava agindo como antes. Desde que me colocou novamente nesse quarto, a frequência que vinha me ver havia diminuído muito, mas eu o entendo, já que não lhe dava oprtunidade de falar, sempre disparava palavras de ódio contra ele, enquanto ele sempre me visitava com flores dos mais variados tipos, perfumes e cores, além de que, nunca mais tentou me atacar, nunca mais tentou conseguir de mim, o que foi fraqueza minha, ele já havia conseguido uma vez.
Ainda não entendo como eu pude ter me rendido aos seus encantos naquela noite, e eu sei que não havia sido a primeira vez. Não gostava de pensar no quanto fui fraca ao ter cedido, mas resistir a ele durante tanto tempo havia realmente sido um grande desafio.
Lembro-me de quando eu ainda era uma mera fã, que colecionava suas fotos e posteres, que assistia todas as suas entrevistas, que sonhava com o dia que eu finalmente o conheceria, que acreditava que seria o homem mais perfeito de todo o universo.
Eu tentava lutar contra isso, mas meu corpo parecia não querer colaborar.
O que eu sentia por ele, era apenas uma atração física, meu coração chorava por saudades de Arin todo o dia.
Se pudesse voltar no tempo, teria pedido para voltar…
Arin’s POV.
Eu olhava para a sua camiseta que ainda transmitia o mesmo perfume doce que Lucy costumava a usar.
Eu ainda sentia muito sua falta, mas sabia que a cada dia eu me aproximava dela. Estava tão perto que ela nem se quer imaginava.
Pelo menos, Brian nem se quer desconfiava que eu seria o amigo de Lucy. Afinal, ele nem se quer ouvia o que Michelle lhe dizia quando lhe dirigia a palavra, obviamente que ele estava distante, deveria estar pensando constantemente de como torturar Lucy.
Eu tinha que montar um plano o quanto antes para conseguir tirá-la de lá.
Apesar de na festa de despedida de solteiro de Matt ela não estar naquele quarto, provavelmente ele teria colocado ela lá novamente… Pelo menos era isso que ele dizia para McKenna. Quem sabe que eu não poderia entrar lá de alguma forma?
Brian’s POV.
Não podia fingir que as palavras de Jimmy não haviam me causado efeito. Muito pelo contrário, carregaram-me, deixaram com que eu me sentisse ainda pior por manter Lucy trancada contra sua vontade.
Apesar de tudo, assim como Jimmy desejava a minha felicidade, eu também desejava a felicidade de Lucy, e sabia que mantê-la trancada naquela forma não a faria feliz, mas deixá-la livre para que ela ficasse longe de mim, faria com que eu ficasse infeliz.
Tentei vê-la novamente, mas não tive coragem. As palavras de Jimmy realmente haviam mexido comigo ao ponto que eu me sentia culpado ao vê-la ali, mas meu orgulho era tão forte que não permitia que eu simplesmente deixasse que ela fosse embora.
Eu estava em uma situação difícil. Apesar de tudo eu precisava dela comigo, mas não conseguia ficar perto dela.
Como aceitar que mesmo trancando-a perto de mim, ela ficaria distante?!
Droga! Eu estava apaixonado, e para variar, estava sofrendo.
Arin’s POV.
- AH! Você não sabe! – Michelle de repente entrava em meu quarto. Tive que sufocar a camiseta de Lucy por baixo do travesseiro, enquanto a encarava, assustado.
Ela já estava me irritando ao entrar no meu quarto sem bater na porta.
- O que é? – respondi irritado, completamente infeliz com aquela entrada barulhenta.
- O Matt e a Val voltaram da lua de mel! – ela comemorava. – Aposto que eles vão combinar de sair para se ver e tudo mais…
- Quem vê pensa que você ficou assim com tanta saudade da sua irmã. – revirei os olhos, sabia que Michelle era a típica gêmea má.
- E não mesmo! Foi bem melhor tomar conta do bar sem aquela intrometida. – ela resmungava. – Mas isso significa que eu vou poder ver o Brian e tentar usar a minha poçãozinha mágica de novo.
Franzi o cenho. Aquela mulher era uma psicopata, mas, por mais que soubesse que seria errado pensar assim, eu tiraria proveito desse plano.
- Então hoje à noite vocês vão sair? –perguntei esperançoso.
- Sim, Val disse que se você quiser, também está convidado.
- Ah... Acho melhor não, eu já não acordei muito bem, meu estômago está meio zoado... Se possível, gostaria de descansar.
- Ah, por mim tudo bem, preciso me manter focada no Syn.
- Chelle... – a curiosidade insistia em pairar sobre a minha mente. – Se me permite perguntar... O que você pretende fazer utilizando aquele alucinógeno?
- Eu já disse que é surpresa. – ela suspirava.
- Não... – insisti mais uma vez. – Por que você não pode me contar?
Michelle parecia ficar irritada com a minha insistência, mas não me importei. Esperei, ainda olhando-a atentamente até que ela me dissesse o que eu tanto queria.
- Eu não engoli essa história do Syn ter terminado comigo. – ela se sentava em minha cama, enquanto seus olhos caminhavam para um sentimento de raiva que pairava pelo seu rosto. – Ele nunca precisou terminar comigo quando quisesse me chifrar.
Franzi o cenho. Não podia acreditar que ela se submetia a ser traída, sem nem ao menos se importar.
- Nos holofotes da mídia, sempre fomos um casal e sempre foi assim, e apesar de tudo, nós sempre ficávamos com outras pessoas... Confesso que o respeito meio que deixou de existir.
- E você não achava melhor terminar já que vocês não se respeitavam mais? – franzi o cenho, confuso. Para mim, isso fazia sentido.
- NÃO! – ela disparava uma gargalhada irônica logo em seguida. – Tudo bem que a gente brigava muito e sempre ficavamos chateados com essas coisas, mas o Syn nunca abriu mão de seus caprichos por nada, nem ninguém, ele é a pessoa mais orgulhosa e cabeça dura que eu já vi na vida. Então a gente meio que fez um acordo de poder trair um ao outro, mas que a gente não ia terminar por conta disso.
- Não entendo. – continuei confuso. – Se vocês queriam tanto ficar com outras pessoas, por que não terminar?
- Oras, por que eu ainda gosto dele, só que eu não ia permitir que ele ficasse me traindo por aí e não dar o troco... Mas quando eu transei com outro na cama onde a gente dormia, ele meio que achou demais, só que mesmo assim disse que não ia terminar comigo, pois era interessante pra mídia saber que ele namorava, e que ele ainda tinha resquícios de respeito por mim, já que nos conhecemos há muito tempo.
- Certo, até agora só entendi que vocês são um tipo de casal que adoram se ferir.
- E agora ele terminou comigo. – ela bufava, olhando para mim.
- Não acha que deve ser por que ele cansou dessa vidinha?
- Dessa vidinha ele se cansou faz tempo. – ela suspirava, tornando a abaixar a cabeça. – Mas como eu disse, ele é orgulhoso e cabeça dura...
- Então você acha que aconteceu algo a mais para que ele ter terminado?
- Exatamente...
- Como o quê?
- Eu sempre fico lendo notícias deles, ainda mais se estão em turnê... E... – ela se erguia da cama, caminhando até mim. – Disseram que outra garota estava acompanhando eles durante a turnê.
Engasguei com o próprio ar que tragava.
Michelle, sem perceber minha reação, continuou tagarelando.
- Disseram que era uma prima do Matt, coisa que eu duvido muito, essa coisa de prima é sempre mentira, e até parece que se ele pudesse levar a prima, ele deixaria de levar a Val... – Michelle revirava os olhos. – Falaram que os meninos não deixaram ninguém filmá-la, nem entrevistá-la, sinto que tomaram muito cuidado para preservar a imagem “dessazinha”.
Meu coração batia forte, eu sabia muito bem de quem ela estava falando.
- E como você... Como você acha que isso pode se relacionar com o Syn? — perguntei temeroso, esperando pelo pior de suas palavras.
- É isso que eu quero descobrir. – Michelle se aproximava ainda mais de mim, colocando seus braços por trás de meus ombros.
Inclinei levemente a cabeça, a fim de me afastar de seu rosto.
- Quero descobrir se essa menina está na vida do Syn agora... Por que só ele se apaixonando por outra, para fazer com que ele terminasse comigo.
- Como é?! – engoli seco, assustado com a afirmação.
- Acho que o Syn está apaixonado por outra.
- E não seria mais fácil perguntar para ele? – disparei uma risada, um tanto sem graça, tentando disfarçar o nervosismo.
- Como se ele fosse me falar. – ela dava de ombros. – Eu vou arrancar isso dele por bem ou por mal, e se essa droga for tão boa quanto dizem, vou aproveitar para me engravidar.
Olhei para ela, enojado.
- Se tiver outra mulher no meu caminho, eu vou destruir com ela!
Brian’s POV.
A nossa reunião para dar boas vindas ao Matt estava próxima, e eu ainda não havia visto Lucy.
Talvez fosse melhor deixá-la sozinha, passei muito tempo ficando atrás dela, insistindo para que falasse comigo. Provavelmente seria melhor deixá-la onde estava para que se tranquilizasse ainda do susto que havia levado há alguns dias atrás.
Sei que Jimmy insistiu para que eu a libertasse o quanto antes, mas eu simplesmente não consigo abrir a porta daquele quarto e deixá-la sair. Era como abrir as portas do meu coração e pedir para que ela se retirasse, coisa que seria impossível. Além de que, eu tinha uma necessidade extrema de falar com ela, queria dizer o que eu sentia, o que eu pensava de tudo aquilo, mas com ela nervosa daquela forma, era impossível.
Combinamos, então, de todos nós nos encontrarmos na nova casa de Matt e Val, onde finalmente iríamos conhecer onde eles construiriam uma vida juntos.
Matt, evidentemente, estava muito animado com o casamento, dizia o quanto sua casa era grande, sobre quantas festas ainda iríamos poder fazer por lá.
Não fui o primeiro a chegar, Zacky já estava lá, com a barriga enfiada logo à frente da churrasqueira, perto da piscina.
- E aí, Syn! – ele me cumprimentava com a mão repleta de tempero de carne.
Logo, Matt surgia atrás dele, lhe dando um tapa no topo da cabeça.
- Sai daí! – o armário resmungava. – Eu já coloquei três filés de picanha para assar... Cadê?!
- Já ficaram prontos... – Zacky se explicava, fitando com seus olhos verdes, o piso.
- E você comeu. – Matt concluía, revirando os olhos, porém logo em seguida, disparando uma gargalhada. – Bolota esfomeada! – ele resmungava, disparando um chute contra as nádegas do gordinho, fazendo com ele caísse de cara dentro da piscina.
Disparei uma gargalhada estridente, quando de repente, vi Jimmy entrando, junto de Leana.
- Ei gordinho, não vai querer esvaziar a piscina sendo que a festa nem começou ainda! – Jimmy apontava para Zacky que se debatia, tentando sair da água.
- FALA VARETÃO! – berrei, dando-lhe um abraço.
Jimmy abriu uma risada contagiante, abraçando-me, indo, logo em seguida, abraçar Matt.
- Isso mesmo... Nade para desaparecer com essas banhas. – logo em seguida, era Johnny quem aparecia, apontando para Zacky que ainda lutava bravamente para sair da piscina.
Continuei rindo, mal ele sabia que Zacky já havia comido três picanhas, sozinho.
A festa estava completa, todos conversavam, e aparentemente, Zacky havia sido tirado para “Cristo”.
Quase havia me esquecido que Michelle viria, assim quanto senti que ela havia apalpado minha nádegas ao chegar.
- Olá, gato. – ela sorria, segurando-me pelo pescoço, enquanto me dava um selinho nos lábios.
Segurei seus braços, afastando-a de imediato.
- Qual o problema? Sempre fizemos isso antes... – ela resmungava.
- E agora, não faremos mais. – disse seriamente.
Arin’s POV.
Eu sabia que era aquele prédio, a dificuldade seria entrar sem ser visto e sair com uma pessoa a mais.
Sinceramente não havia pensado em nada disso quando resolvi vir buscá-la. Não podia deixar o desespero tomar conta de mim e não pensar com a razão.
Agora, o mais importante, era que Lucy ficasse livre.
Sorte que pelo menos eu estava de roupa escura, apesar do prédio ser extremamente bem iluminado, eu tinha que pensar em alguma fresta que não estivesse provida de luz.
Primeiramente, achei que seria mais seguro rondar pelo condomínio e analisar o perímetro.
Sentia-me como um bandido querendo invadir para assaltar, mas na verdade, eu estava apenas tomando o que era meu de volta.
Rodeei o condomínio, e na verdade, tudo parecia ser bem tranquilo. Pela entrada das garagens eu sabia que não poderia entrar, já que a iluminação era constante e a segurança reforçada, talvez o muro fosse algum tipo de solução... Mas como me livrar das cercas elétricas?!
Pois é, salvar a Lucy seria um desafio e tanto.
Brian’s POV.
Vê-los assim, animados, simplesmente me dava nos nervos, não por eles, claro, mas por mim, que por mais que me esforçasse para me distrair, tinha que ter Michelle para ficar no meu pé.
- Vou pegar uma cerveja. – dizia ela de repente, quando finalmente parou de tagarelar sobre o seu novo baterista, aquele tal de Arin. – Quer também?
- Mas é claro! – aceitei de imediato. Quem sabe assim ela não calava a boca?!
Arin’s POV
Entrar naquele condomínio sem ser visto, não seria nada fácil.
Quem sabe inventar uma mentira não funcionaria?
- Posso ajudá-lo. – ouvi de repente, levando um susto.
Olhei para trás e era um homem engravatado, alto, que me olhava com certa ameaça.
- O-oi... – gaguejei. Afinal eu havia sido pego desprevenido, isso não era bom. – Não é nada, eu só queria saber se o Syn ainda está no prédio.
- Morador Brian Haner Jr.? – perguntou o segurança.
- Exato. — respondi.
- Não, ele já saiu. – respondeu ele.
- Ah droga, ele nem me esperou... – revirei os olhos, para que a minha interpretação ficasse mais convincente. – Tudo bem, eu já vou indo... Obrigado.
Virei-me de costas e saí andando.
Tinha que ter alguma forma de entrar lá.
A movimentação no condomínio até que era grande. Muitos carros saíam e entravam, talvez eu tivesse que dar uma de ninja e tentar entrar por trás dos carros, já que os muros eram grandes demais.
Analisei as câmeras e no canto inferior direito, parecia ter um ponto cego. Claro, a iluminação acusaria minha sombra, mas nada que uma pedrada certeira na lâmpada principal próxima ao portão de entrada não funcionasse.
Dito e feito.
Na lateral da entrada de carros, havia um pequeno canteiro com algumas plantas. A sorte de ser magro, é que eu poderia passar pelas grades facilmente.
Aproveitei que os seguranças se distraíram devido à lâmpada ter sido quebrada de repente, e corri para dentro do condomínio.
Nunca senti tanta adrenalina tomar conta de mim.
Assim que caminhei entre o pequeno jardim, dei de cara com o hall do prédio. Antes de revelar meu corpo por completo, achei melhor me certificar de que nenhuma câmera de segurança estaria me vendo.
Acho melhor esses caras reforçarem a segurança, pois se até eu, um mero leigo, consegui entrar aqui...
Segui com meus passos até o elevador.
Sabia muito bem onde aquele filho da puta morava, e meu coração se apertava ainda mais ao pensar que logo eu poderia abraçar Lucy e matar as saudades.
Assim que cheguei até o andar, minhas pernas pareciam entrar em curto circuito e eu mal conseguia andar.
Precisava arrumar uma maneira de abrir aquela fechadura.
Revirei os bolsos e não consegui encontrar nada ali que me ajudasse.
Olhei ao meu redor, sentindo minhas mãos suarem cada vez mais, devido ao meu nervosismo, enquanto tentava revirar mais uma vez meus bolsos, por mais que meus dedos escapassem pelo tecido da calça.
Droga! Devia ter pensado nisso antes.
De repente, ouvi o som do elevador. No visor, a numeração era clara de que ele havia parado no mesmo andar em que eu estava.
Engoli seco.
Encostei-me ainda mais contra a parede, como se o gesso pudesse revestir-me e esconder-me, mas obviamente não se passava de pura ilusão.
Ouvi alguns murmúrios, como se alguém estivesse resmungando.
- Cadê a Lucy?! – ouvi a voz de Brian.
Senti um nó forte na garganta.
Michelle estava com ele, enquanto o arrastava até o apartamento.
Fiquei estático contra a parede, esperando que ela me notasse.
Dito e feito.
- Arin?! – ela perguntava confusa.
- Lucy... L-lucy... – Brian continuava resmungando. Parecia estar em transe. Os olhos estavam semi abertos, enquanto ele visivelmente suava.
- O que faz aqui? – perguntamos ao mesmo tempo.
- Lucy... – Brian abraçava Michelle. Ele estava realmente estranho, parecia que suava frio e os olhos estavam repletos de olheira, além de ter que caminhar apoiando-se em Michelle.
- Acho que ele está passando mal... – comentei.
- Foi o cacto! – Michelle dava de ombros. – Mas pelo menos agora eu sei que tem uma vadia chamada Lucy na vida dele...
- O que?! – Brian resmungava com a voz extremamente aguda.
Sabe-se lá até que ponto aquele tal cacto seria eficiente. Eu não poderia ficar ali dando bobeira e correr o risco de Brian me descobrir.
- Quero saber quem é essa porra de Lucy! — Michelle alterava o tom de voz.
- Vem comigo! – disse rapidamente, fazendo com que Michelle soltasse os braços de Brian.
- ME SOLTA, PORRA! – ela disparava um grito. – Agora esse filho da puta iria me dizer tudo.
Não! Eu não podia deixar que ela descobrisse sobre a Lucy, por mais que eu odiasse o Brian, amava Lucy o suficiente para querer preservar a imagem dela custe o que custar. Afinal, Michelle estava disposta a tudo, não podia colocar Lucy em perigo. Por mais que fosse estranho admitir, ela estaria mais segura sendo trancada por Brian, do que nas mãos de Michelle.
A loura, porém, incansável, continuava a se debater. Não me restou alternativa a não ser usar a força e tapar-lhe os lábios, obrigando-a a embarcar no elevador.
- O QUE FOI ISSO?! – ela berrava comigo, enquanto descíamos. – O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO AQUI, ARIN? ME SOLTA, PORRA! O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO NO APARTAMENTO DOS MENINOS?!
Engoli seco.
- RESPONDE! — ela continuava gritando.
Por mais que me custasse o emprego...
... Não iria dizer nada.
Notas finais
Beeeijos ♥
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