Danger Line

10 Liberdade Condicional.


Notas iniciais
Primeiramente, queria dizer que estou dedicando esse capítulo para Lilith Malfoy e DamnAngelyca que simplesmente recomendaram a fic. *-* Não só por isso, mas por todas as coisas que foram escritas, deixando-me realmente muito feliz. Só tenho simplesmente que agradecer, suas lindas. ♥

LIBERDADE CONDICIONAL.


Lucy’s POV.


Eu não tinha palavras para descrever o quanto que a aquela minha discussão com Synyster Gates havia me deixado mal.

No meio de todo aquele mau entendimento, ficava cada vez mais claro que aquele jogo estava sendo interessante para ele, tirando-o daquele tédio que ele provavelmente deveria sentir.

Quanto mais eu pensava, mais acreditava que meu dia de finalmente ficar livre estava cada vez mais distante. Era injusto ele agir daquela forma, ainda mais injusto ele achar que eu sou algum tipo de brinquedinho que ele pudesse se divertir o quanto quissesse.

Eu estava perdida, sem rumo, sem ter uma única ideia do que eu poderia fazer.

Brian’s POV.


Eu sei que havia sido bem rude com ela. Depois da discussão nem se quer consegui dormir. Podia jurar que ela estava prestes a chorar. Aqueles olhinhos meigos de repente brilhavam tanto que quase deixei que ela fosse embora, mas ela era tão petulante!

Até onde sei, não sou nenhum zé mané… Poxa vida! Sou o Synyster Gates! Quem não iria querer dar uns cato em mim? Aquela menina devia ter um parafuso a menos.

Sinceramente, depois do que aconteceu, eu não tinha coragem de voltar a falar com ela. Pelo menos não por enquanto. Estava preocupada com a reação que ela teria, poderia me odiar e daí tudo ficaria ainda pior.

- O que foi? – ouvi de repente à voz de Jimmy logo atrás de mim. – Você está pensativo demais. – dizia ele num tom de piada. – Você não costuma a fazer isso. – ele começou a gargalhar.

Simplesmente ignorei a piada. Eu estava com a televisão ligada, assistindo Oprah sem nem perceber.

- OPRAH?! – ele dizia perplexo. – Seu caso é sério… Deixe-me adivinhar, é por causa da menina que você mantém refém, não é?

- A gente discutiu. – respondi com sinceridade. – Acho que ela me odeia.

- Você acha?! – ele tornou a rir de modo completamente sarcástico.

Não achei nenhum pouco engraçado ele tirar proveito da minha desgraça, mas dei de ombros, tornando a ver o triste caso de dois homossexuais que sofriam preconceitos.

Eu estava tão sensível que não aguentei.

- VOCÊ ESTÁ CHORANDO VENDO O PROGRAMA DA OPRAH, CARA?!

- COMO ASSIM VOCÊS ESTÃO ASSISTINDO VENDO OPRAH SEM NEM AO MESMO ME CHAMAR?! ­– ouvi a voz de Johnny à distância.

Os passos rápidos foram ficando cada vez mais alto, quando de repente o anãozinho surgiu, sentando-se ao meu lado.

- É sobre o que o tema? Você está chorando, Syn? – ele perguntava, enfiando sua cara na minha frente.

- PAREM! – debati, irritado.

- O Matt disse que você e a Chelle brigaram ontem, é verdade? – Johnny perguntava. – Se quiser pode conversar com a gente, cara.

- É… Se abre… — dizia Jimmy. Ele era um babaca mesmo… Ele JÁ SABIA qual era o meu problema, e não se chamava Michelle.

- A Val disse que a Michelle ficou furiosa… — Johnny continuava falando.

- Que seja. – suspirei, dando de ombros. – Vou sair… A Michelle quer ir ao shopping. – disse com total desanimo.

Levantei-me do sofá, apanhando a chave do carro, o casaco e indo em direção da porta.

De repente, senti uma mão segurando meu braço, impedindo minha fuga.

- Você vai continua deixando ela trancada? – Jimmy perguntava.

- Ela não vai embora! – debati, irritado. – Vai no meu quarto, tem uma sacola lá com uma outra roupa… Dá pra ela… Fala que eu mandei, pergunta se ela quer tomar um banho lá no meu banheiro que não tem problemas, MAS – dei ênfase. – Ela NÃO VAI EMBORA!

Jimmy suspirou e então revirou os olhos.

Lucy’s POV.


Eu andava de um lado para o outro sem saber o que fazer. Estava entediada, aborrecida, com raiva, quando de repente, ouvi alguém batendo na porta.

Encarei a mesma, arqueando uma das sobrancelhas. Synyster nunca bateu na porta, ele simplesmente entrava como se eu fosse um objeto que ele encontrou perdido por aí.

De repente, a porta se abriu vagarosamente, e para minha surpresa, era Jimmy Sullivan que surgia por ela.

- Você? – perguntei confusa. – Onde está no Synyster?

- Saiu com a Michelle. – ele dizia com uma voz de conformismo, aproximando-se ainda mais de mim. – Espero não estar te atrapalhando em nada.

- Ah claro, tem tanta coisa pra eu fazer aqui. – revirei os olhos, sendo completamente irônica.

Jimmy arregalou os olhos.

- Desculpe. – suspirei. – Mas meu nível de estresse está bem alto.

- Eu te entendo. – dizia ele com uma voz sublime, aproximando-se na cama e sentando-se na beira dela. – O Syn te mandou isso.

Sendo assim, vi que ele me estendia uma sacola de papel. Arqueei a sobrancelha, esperando que fosse alguma piada maldosa e esperando que tivesse uma lengerie totalmente sensual ali dentro.

Aproximei-me da mesma com desdém, abrindo a sacola.

Vi que tinha apenas uma calça jeans, novinha, que ainda estava com a etiqueta e uma blusinha que confesso ser linda, com uma estampa de caveira.

- Ah… — disse um pouco mais tranquila, tentando disfarçar que eu realmente havia gostado da roupa nova. – Por que ele fez isso? Quer me comprar com roupas, agora?

- Ele disse que vocês tiveram uma discussão. – Jimmy esboçava um leve sorriso no canto dos lábios, conformado. – Ele ficou com peso na consciência, mas não conta pra ele que eu te disse isso.

Disparei uma leve risada. Talvez Jimmy tivesse o dom em me animar.

- Que bom! Um sorriso! – ele dizia animado. – Você fica linda com ele.

- Obrigada… — respondi, ainda sorrindo automaticamente.

- Olha, o Syn disse que se você quisesse tomar um banho, podia ir lá no banheiro dele… E pra te deixar mais animada, eu tive uma super ideia!

- Qual?! Você vai me ajudar a ir embora daqui? – perguntei, esperançosa.

- Lucy… Você sabe que eu não posso trair a confiança do meu amigo por mais que eu não concorde com ele… Mas acho que você vai gostar de ir até o shopping comigo, não é?

- Ah… — disse desanimada.

- Pensa! – Jimmy, porém, ainda insistia em me animar. – Não seria super legal ir ao shopping com o baterista da sua banda preferida?

- Claro que sim! – tornei a sorrir.

- Pois então, vamos tentar esquecer isso um pouco, eu já disse que vou te ajudar a fazer as coisas serem menos insuportáveis.

- Mas é que o seu amiguinho… — tornei a resmungar.

- Não, não… — Jimmy me interrompia. – Não vamos ficar falando desse cabeçudo está bem? Vai ao shopipng comigo! O Syn não precisa ficar sabendo disso e eu posso te contar um monte de mico que ele já pagou quando era criança… Pode ser?! – ele gargalhava.

- Jimmy… — abri um sorriso ainda maior. – Obrigada. – não pude evitar de me aproximar dele e lhe dar um abraço bem forte.

Jimmy realmente era muito cativante. De repente, eu já estava com o humor bem melhor.

Ele então aproveitou que Matt foi sair com Vallery e que Zacky e Johnny foram fazer exercícios para emagrecer.

Dei risada quando ele mencionou sobre Zacky e Johnny, os dois realmente eram uma piada.

Sendo assim, finalmente saí daquele quarto e fui até suíte de Synyster Gates.

O quarto estava uma bagunça, como eu já havia cogitado. Estava é com medo de encarar o banheiro, mas quando entrei lá, não estava tão horripilante.

Despi-me e entrei no chuveiro.

Fiquei com os pensamentos vagando pela minha mente, enquanto a água aquecida caía sobre meu corpo.

Era difícil acreditar que eu estava tomando banho no banheiro do Synyster Gates. Tudo bem que o sabonete não estava com muitas condições de uso, mas nada do que uma água corrente não resolvesse.

Depois de colocar a minha roupa nova, sequei os cabelos com o secador do próprio Syn e fui com Jimmy para o shopping.

Jimmy dirigia feito um alucinado. Sinceramente eu pensei que fosse morrer. Cortava na frente dos carros, xingava, buzinava, gritava, mostrava o dedo do meio... O pior de tudo é que ele não fazia isso por ficar estressado, mas sim por que ele simplesmente achava engraçado.

- Morre não queridinha! – ele me zombava, enquanto estacionava o carro e abria a porta do passageiro para mim, vendo que eu estava mais branca do que uma folha de papel sulfite.

- Aquele cara colocou a bunda pra fora da janela por sua culpa! – eu dizia rindo, ou então eu estava chocada demais para dizer coisas mais concretas.

- Você viu? – ele dizia com uma indignação falsa. – Sem contar que ele realmente precisava depilar aquilo e tomar um belo bronze. – Jimmy começou a gargalhar logo em seguida.

Eu simplesmente não pude evitar rir junto dele.

- Vamos querida, serei seu amigo gay hoje... Com licença. – dizia ele passando por mim, fazendo poses realmente homossexuais, enquanto ele caminhava rebolando de modo totalmente extravagante logo à minha frente.

Comecei a gargalhar quando vi as pessoas ao nosso redor o encarando diretamente.

Ele, porém, não se importava. Como eu já havia cogitado, ele realmente era uma figura e tanto!

Caminhamos a tarde toda pelo shopping, só não foi muito legal quando fomos expulsos da loja de lingeries, pois eu estava vestindo as cuecas e o Jimmy as calcinhas e os sutiãs por cima das roupas. Todos os clientes estavam nos encarando de cara feia... Mas o que importa? Aquele dia estava sendo perfeito depois de tudo que aconteceu.

Claro que seria melhor se o Arin estivesse aqui, ou então o resto da banda se comportando de modo civilizado e não simplesmente te trancando dentro de um quarto e te deixando incomunicável.

- Está pensativa. – Jimmy dizia de repente. – E tenho a leve impressão de que é por causa do Syn.

Quando girei o rosto para encará-lo, não pude evitar rir. Apesar de ele me fitar de modo preocupado, ele estava com um chapéu enorme cor de rosa com um laço branco lateral, e um enxarpe dourado.

- Bobinha... – ele dizia acompanhando meu riso, removendo todas as coisas. – Acho que precisamos voltar...

- Já? – fiz bico.

- O Syn já deve estar para chegar, e se ele não te ver lá, digamos que cabeças vão rolar.

- O Syn tem sorte de ter um amigo assim como você. – disse, lhe esboçando um sorriso sincero entre meus lábios. Jimmy era muito melhor que Syn... Sinceramente, Brian não merecia ter um amigo tão bom quanto aquele.

- Meu Deus! – ele dizia, de repente, puxando-me contra seu peito, apertando-me em um forte abraço do qual pensei que minha cara iria se desfazer e depois me enchendo de cafunés. – COMO VOCÊ É FOFA!! – ele dizia aos berros, fazendo daquela frase um quase gutural.

As pessoas rapidamente giraram sua atenção para nós.

- AI! – resmunguei, afastando-me dele. – Mas é o que eu realmente acho. — respondi, tornando a ajeitar meus cabelos que ficaram completamente emaranhados.

Ele me olhava de uma forma que me fazia sentir tranquila. Eu podia ter dúvidas sobre Synyster, mas não sobre Jimmy. Eu sabia que ele iria me ajudar e ao mesmo tempo, faria seu melhor amigo amadurecer e ser uma pessoa mais sensata, pelo menos é o que eu espero.

O bom de tudo, é que depois daquela tarde, eu pude conhecer um pouco mais sobre o mundo real onde eles emergiam. Eram pessoas normais assim como eu, com seus problemas e afins.

Não quis ser mal agradecida depois de todo o apoio que ele havia me dado, mas aquela era a oportunidade perfeita para fugir.

Notas finais
Aee pessoal, muito obrigada por todos os reviews!! *-*
Continuem acompanhando, ok? *o*
Espero que gostem do capítulo novo, e ó, não demorei para postar, viu? u.u HISHAISHAIHSAIHSIAHISA
Beeeijos. ;**