Danger Line

63 Julgamento.


Notas iniciais
Meu, na boa.
Quem aqui adora um vídeo game?
Acho que não precisa ser somente fã da série Call of Duty Black Ops pra saber que o Avenged é bem atuante com relação ao jogo.
Hoje meu namorado viciado fechou o modo campaing e tivemos uma surpresinha nos créditos finais do jogo!
Os dois personagens principais do jogo tocando Carry On com o Avenged Sevenfold tudo em ANIMAÇÃO GRÁFICA, do próprio jogo. *-*
Sou viciada em Call of Duty e pirei demais depois que vi o vídeo, tanto, que tive que compartilhar com vocês: http://www.youtube.com/watch?v=nxuyvStIrBM&noredirect=1
Boa leitura. ♥

JULGAMENTO

Lucy’s POV

“- Essa menina é uma oportunista!! Até parece que o Synyster Gates iria sequestrar alguém! Ele é rico, não ia precisar fazer uma coisa dessas! Aposto que essa vagabunda só quis ficar atrás dele para arrumar uma barriga! MORRA, SUA VADIA!”

- Pare de assistir essas coisas. – Arin se aproximava de mim, desligando a televisão. – A mídia só quer fazer sensacionalismo com a situação, você sabe como é. – ele se sentava ao meu lado, colocando a mão sutilmente sobre a minha perna. – Você está bem?

- Como você acha que eu estou? – murmurei. – Eu praticamente fui obrigada a dizer ao promotor que o Brian me sequestrou! – senti as lágrimas correrem meu rosto instantaneamente.

- Você não disse nenhuma mentira! – Arin protestava.

Não aguentava mais aquilo, simplesmente afastei-me dele, indo até meu quarto, esparramando-me sobre o colchão.

Estava tão confusa. Arin me rondava por todos os minutos, há dias não falavamos com nenhum integrante do Avenged Sevenfold e não tinha notícias de como Brian estava na prisão. Eu tinha medo do que estava prestes a acontecer, tinha medo de entrar naquela sala repleta de advogados e juízes e ter o Brian tirado de mim.

Mas o que eu poderia fazer? Arin me manipulava de alguma forma, mas eu não tinha argumento e nem sabia como lutar contra tudo isso. Sentia-me obrigada a dizer coisas que na verdade eu não queria, sentia meu peito vazio e apertado, como uma lata de refrigerante inútil largada em um lixão.

Quando dei por mim, já estava chorando novamente.

Brian’s POV

“Lucy in the sky with diamonds...”

- Ei! – chamei um dos policiais. – Você pode por gentileza trocar de música?!

O homem simplesmente ignorou meu pedido e eu tive que continuar ouvindo aquela música animada que esfaqueava meu coração.

O destino parecia querer me castigar. Os policiais costumavam a deixar o som ligado no último volume e não havia um dia se quer que eu não escutasse alguma música que me lembrasse de Lucy e meus momentos com ela.

Sentia-me em uma partida de pôquer e eu sabia que por ter apostado tudo, podia simplesmente sair do jogo para nunca mais voltar.

Tudo isso que eu estava fazendo era por ela e apenas por ela. Não me importava se eu tivesse que ficar preso nesse lugar por vários anos, desde que ela fosse feliz de alguma forma. E se por algum milagre eu saísse, deixaria que ela escolhesse... Querendo que fosse eu.

Aproximei-me das grades, olhando ao fim do corredor, vendo que o rosto de Lucy estava estampado na tela da televisão.

Alguns policiais se aproximavam, disparando algumas risadas e logo desligaram o rádio e aumentaram o volume.

“- É óbvio que essa garota é culpada. Todo mundo sabe como são essas groupies. Loucas para arrancar dinheiro de gente famosa.

- Então vocês do fã clube acham que o que está acontecendo é culpa da garota? – perguntava o entrevistador.

- Mais é claro! Essas mulheres fazem isso apenas para se promover! É ÓBVIO! Syn! Estamos com você e sabemos que você não é um homem que faria isso! – a garota encarava a câmera, dizendo em voz alta.”

- É rapaz... – um dos policiais se aproximava de mim, enquanto ainda disparava algumas risadas. – Você tem sorte por ser famoso... Está todo mundo do seu lado...

Não... Aquilo não podia estar acontecendo, Lucy não podia ser julgada daquela forma sendo que foi uma das poucas pessoas na minha vida que fez com que eu novamente visse razão em tudo. Ela não merecia...

Mantive a cabeça baixa, enquanto ainda ouvia as risadas dos policiais. Finquei as unhas contra a palma da minha mão.

- Vista o uniforme, garotão. – o policial se aproximava de mim, arremessando-me um saco plástico contendo uma roupa acinzentada em seu interior. – Seu julgamento será em breve.

Apanhei o uniforme do chão, sentindo meu estômago revirar.

Óbvio que a mídia faria que o julgamento fosse longo, isso seria interessante para eles. Eu sabia que estava prestes a enfrentar uma tremenda batalha, sem nem ao menos ter ideia de qual seria o desfecho.

A diferença, é quando alguém está em uma situação como a minha, sempre torce para que fique livre, mas no meu caso, eu torcia apenas para que Lucy não sofresse. Seja comigo ficando preso ou livre.

Estava na hora de me arrumar e aguardar o meu advogado.

Lucy’s POV

- Se apronte, Lucy. – Arin abria a porta do quarto vagarosamente.

- Vou assim. – disse de modo firme.

- Com uma camiseta do Avenged? – Arin franzia o cenho. – Sabe que podem te interpretar mal se for assim... Vão pensar que você é o tipo de garota que dizem na televisão.

- E sabe que eu não me importo?! – cruzei os braços, encarando-o. – Eu já acusei o Brian para o promotor, que diferença isso faz?!

- Lucy! – Arin fechava os olhos e respirava fundo. – Por que dificultar as coisas? Vamos logo com isso!

- Por que você odeia tanto o Brian?! – perguntei, aproximando-me dele.

- Porque ele quis tirar de mim a coisa que eu mais amo nesse mundo... – Arin segurava minha mão, colocando-a sobre seu rosto, enquanto a acariciava sutilmente com a ponta dos dedos. – Eu vou cuidar de você, Lucy, não se preocupe.

Arin então aproximava-se do aguarda roupa, estendendo-me uma baby look branca, sem nenhuma estampa.

- Vista isso. – dizia ele. – Estarei te esperando.

Apanhei a baby look bruscamente de suas mãos, segurando as lágrimas que queriam cair, com ódio. Eu simplesmente não entendia da onde vinha aquela falta de coragem em lhe dizer poucas e boas. Ele passou tanto tempo ao lado de Michelle que acreditava que podia me manipular tal como ela fazia com ele, eu tinha certeza que fazia... Valary bem que já havia me avisado.

Eu estava tão confusa. Sentia como se acusar Brian fosse errado, apesar do fato de realmente ter sido sequestrada por ele. E se ele não mudou? E se quando ver-se livre da prisão sequestrar outras garotas? O que ele diria nesse julgamento? Será que também me culparia como suas fãs estavam fazendo? Mas ele mesmo havia se acusado...

O que eu faria?

O que eu tenho que fazer?

O que Brian diria?

E se Arin estivesse certo?

Eu não sabia...

Arin’s POV

- Você já chegou?

- Sim, gato... Cuidado que fotógrafos, repórteres e fãs revoltadas é o que não falta! – ela disparava uma risada maldosa. – E todas com ovos em mãos, aposto que esperando a sua amada Lucy...

- Mas que merda! – disparei revoltado. – Tenho que desligar, Lucy está vindo.

- Falando com quem? – Lucy se aproximava de mim, encarando-me seriamente – Com a Michelle?

- Lucy, por favor... – revirei os olhos. – Devia agradecer o fato de que ela vai nos ajudar, ajudar principalmente você!

- Arin, por favor digo eu... – sua voz se alterava. – Não pense que eu vou gostar da sua adorada amiguinha Michelle...

- Lucy, ela só ligou para te prevenir que tem várias fãs te esperando com ovos nas mãos...

- O que?! – ela me olhava assustada. – Como assim?!

- Elas estão com raiva de você, oras. – dei de ombros. – Vamos?

Lucy suspirava, entrando no táxi junto a mim.

- Não estou gostando nada disso... – ela murmurava. – Logo essa notícia vai se espalhar e meus pais vão ficar sabendo que eu menti...

- Não pense nisso agora. – segurei em uma de suas mãos. Estava fria e suada, com certeza ela estaria muito nervosa.

Conforme íamos nos aproximando do local do julgamento, a movimentação e o falatório se tornavam ainda mais constantes.

- Fique perto de mim. – sussurrei nos ouvidos de Lucy.

Lucy’s POV

Senti meu coração acelerar bruscamente.

Eu via aquela multidão de pessoas em frente ao recinto, fotografando e filmando todos que estavam chegando.

Confesso que o medo que eu sentia naquele instante era tão desesperador que chegava a ser equivalente ao que senti quando quase fui violentada.

O carro ia se aproximando da multidão que colocava seus rostos no vidro, junto com suas lentes e flashs.

Arin rapidamente colocou meu rosto contra seu ombro, cobrindo-me com sua jaqueta jeans.

- Essa é a Lucy Dartagan? – ouvi perguntarem.

- É A OPORTUNISTA! – ouvi uma voz mais alterada. – A banda já estava sofrendo por causa do The Rev e agora você quer estragar tudo?!

Ouvi o som de batuques contra o vidro e Arin me segurou com mais força.

- São os ovos. – dizia ele. – Estão batendo no vidro também... Que fãs loucas que esses caras tem...

- SAI DAÍ, SUA SAFADA! – gritavam.

Percebi que o táxi finalmente havia estacionado.

Ergui a cabeça, vendo o caos rodear o carro.

Havia muitos rostos, alguns curiosos, e outros me olhavam com raiva. Outros invadiam meus olhos com os flashs de suas câmeras.

Alguns policiais se aproximaram do carro, dispersando toda a multidão, abrindo a porta para que eu me retirasse.

Arin entregou o dinheiro ao taxista e também se retirou.

Quando dei por mim, vários microfones estavam sendo apontados em minha direção.

- É verdade que o guitarrista do Avenged Sevenfold te sequestrou? Espera que ele realmente fique preso? – perguntava um repórter.

Apenas passei pelo microfone sem dizer uma única palavra, enquanto outros insistiam em se aproximar e mais ovos voavam em minha direção.

Os policiais nos escoltavam, enquanto Arin tornava a colocar sua jaqueta sobre mim, para que eu não fosse atingida.

Apressamos os passos, e finalmente, estávamos no júri.

- FILHA! FILHA!

- Mãe? Pai? – arregalei os olhos, encarando-os assustada. – O que fazem aqui?!

- Eu vi na televisão, filha. – minha mãe suspirava, aproximando-se de mim. – Que história é essa que o Synyster Gates te sequestrou? – ela franzia o cenho. – Nós também fomos intimados a vir!

- Mãe isso é...

- Verdade! – Arin me interrompia.

- Como é? – minha mãe encarava Arin de olhos arregalados.

- Mãe, não é bem assim...

- Você verá durante o julgamento, tia... – Arin tornava a me interromper, enquanto me encarava com seriedade.

- Mas como então a nossa filha foi sequestrada e nós só estamos sabendo disso agora? – meu pai protestava. – Mas isso não faz nenhum sentido. Como ele ia te sequestrar se quando fomos até sua casa ele estava lá, rindo e conversando normalmente? – meu pai franzia o cenho, mostrando-se completamente confuso.

- É isso que eu queria explicar, mas... – tornei a tentar expressar alguma coisa, até ter interrompida novamente.

- Senhorita Dartagan, senhor Ilejay? – o promotor se aproximava.

- Quem é esse homem? – minha mãe perguntava, apontando para o mesmo.

- Sou promotor de justiça, senhora Dartagan, Peter Fordle... Preciso que vocês me acompanhem para começarmos o mais breve possível o julgamento do senhor Haner.

Engoli seco.

Às vezes passava pela minha mente que provavelmente o destino de Brian estaria em minhas mãos.

- Olá querida, tudo bem? – logo, ouvi a voz irritante de Michelle, enquanto ela estendia a mão para mim.

Embora a minha vontade era de ser extremamente mau educada com ela, não hesitei ao aperto de mão, olhando-a de modo firme.

- Pelo visto o Arin cuidou bem de você... Vejo que nenhum ovo te acertou. – ela continuava sorrindo.

- E que bom que nenhum ovo te acertou também. – sorri sarcasticamente. – Ops, digo, pelo menos acertaram somente a sua bota. – apontei com muita felicidade para seu sapato ainda sujo com gema de ovo. Como fã do Avenged Sevenfold há muito tempo, eu sabia que boa parte das fãs também não gostavam nada dela.

Michelle me encarou séria. Evidentemente que não gostou do meu comentário.

- Vem comigo... – Arin me puxava pelo punho.

Olhei para o lado, vendo que Matt e Zacky passavam pelo corredor.

- Espere. – disse a Arin. – MATT, ZACKY! – gritei, correndo até eles.

Achei estranha a atitude de ambos. Nem se quer me olharam e simplesmente me ignoraram, tornando a caminhar.

- Ei! – insisti por uma resposta, correndo ainda mais, parando logo à frente deles. – Como o Syn está? – disparei a pergunta.

Matt ergueu seus olhos verdes, encarando-me até mesmo com certa raiva, mas ele era educado demais para demonstrar isso com tanta explicidade.

- Por que quer saber? – ele cruzava os braços.

Senti como se tivesse levado um golpe na cabeça.

- Como pode fazer isso, Lucy?! – Zacky exclamava, aproximando-se de mim. – Você está do lado da promotoria! Você vai acusar o Brian... Por quê?!

- Zacky, não é isso, digo... Eu não sei o que eu faço! – disparei as palavras quase que com desespero.

- Vamos Zacky. – Matt revirava os olhos. – Vamos logo comprar algo para você comer antes que o julgamento comece...

Os dois simplesmente se afastavam de mim, sem dizer ao menos uma única palavra.

Droga! Eu não sabia o que fazer. Arin me pressionava e a amizade dele significava muito para mim. Talvez ninguém fosse entender isso, mas estávamos juntos desde que éramos meras crianças e nunca, nunca nessa minha vida me afastei dele. Além de que ele não estava errado. Brian realmente errou, e talvez ele mesmo já tivesse a consciência disso, que teria que pagar pelos seus atos e eu não poderia atrapalhar, mas ao mesmo tempo, existia algo dentro de mim que me fazia acreditar manter o Brian preso seria errado... Ele havia mudado tanto desde que nos conhecemos... Tanto que eu não conseguia mais ver meu sequestrador ali.

Eu não o queria preso!

- Mantenha-se firme, Lucy. – Arin me encarava. – Eles vão te entender... Essa é a vontade do próprio Brian...

Apenas assenti.

Não aguentava mais ouvir Arin sussurrar nos meus ouvidos como um lado maligno. Não suportava mais Michelle sorrindo para ele como uma grande amiga. Aquela mulher não fez nada além de atrapalhar a minha vida e atrapalhar a vida do Syn. Era inacreditável o fato de que eu teria de me sentar próximo dela o julgamento todo.

De repente, ouvi algumas batidas contra a mesa, vendo que o juiz já estava em posição.

- Ordem no tribunal! Todos aos seus lugares, por favor.

Rapidamente me sentei junto à plateia. Disseram que eu não precisava ficar lá o tempo todo, apenas quando fosse meu momento de falar, mas mesmo assim, quis acompanhar tudo e principalmente descobrir o que Brian falaria a respeito.

- Estamos todos reunidos aqui para julgar o réu Brian Elwin Haner Jr, acusado de cárcere privado sobre a vítima Lucy Dartagan. Alguém tem alguma observação?

- Pode prosseguir, Vossa Excelência. – diziam o promotor e o advogado de defesa.

- Sendo assim, chamo o réu Brian Elwin Haner Jr. para prestar seu depoimento.

Notas finais
Bão galere, espero que tenham gostado do capítulo. *-*
Mandem reviews!
Beeeijos ♥