Notas iniciais
Suas lindas! Fiquei muito feliz com todos os reviews, muito mesmo. *-* Queria agradecer cada review enviado de todas as leitoras, independente dos capítulos, cada review de vocês é realmente o que me motiva a continuar postando e claro, escrevendo. E sim, vocês me deixaram de muito bom humor e merecem mais um capítulo postado com um pouco mais de agilidade! HISAHISAHISAHISAHISA o
Muito obrigada ♥
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Vou dedicar esse capítulo para: Baju0427 que sempre me dá ideias para trilhas sonoras dos capítulos, está sempre postando as músicas que ela ouve enquanto lê a minha fic. *-* E esse capítulo, em especial, usarei uma das sugestões dela, então, nada mais justo do que dedicar esse capítulo à você. ♥ Espero que goste. (:
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Trilha sonora do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=_rU0hep3GBY (vídeo com imagens do Final Fantasy, a Bubees pira muito. *-*)
Boa leitura. ♥

HAUNTED

Brian’s POV

- Briana? – ouvi a voz de Matt às minhas costas. – Cara, relaxa, é só um jogo...

Vi que ele se abaixava, apanhando meu celular do chão.

Eu estava em choque. Parecia que um buraco havia se instaurado dentro do meu peito e eu não sabia como reagir.

- Syn? – Matt estralava os dedos diante de meus olhos.

- Preciso ir. – disse de repente, apanhando meu celular das mãos de Matt.

- Como assim, cara? Onde você vai? – Matt me olhava com uma expressão de confusão no rosto. – Aconteceu alguma coisa?

- Não é nada... – disse entredentes.

- Como não é nada? – Zacky se levantava do sofá, olhando seriamente para mim. – Quem era no telefone?

-Era... Era a minha irmã. – nada de melhor que eu pudesse falar vinha na minha mente, eu só pensava em uma coisa... Em Lucy fugindo, e aquilo abria um buraco enorme dentro de mim.

- Aconteceu alguma coisa com a Mc? Por que você está pálido desse jeito? – Johnny também se aproximava.

- Ela... Ela estava em uma festa de alguns amigos e parece que deu problema, eu vou buscá-la.

- Entendi... – dizia Matt. – Quer que nós vamos com você?

- Não é necessário. – suspirei. – Continuem aproveitando a festa, eu já volto.

Rapidamente me virei em direção da porta, saindo quase que correndo de lá.

Lucy não podia fugir, não podia!

Arin’s POV.


Aquele maldito! Ele estava mantendo Lucy naquele quarto! Onde será que ela estaria agora? Onde?

- EI! – Jimmy logo se erguia novamente da cama, andando cambaleando até mim. – Fecha essas gaveta aí, cara... – ele dizia com a voz completamente desconexa. – O que a gente está fazendo aqui?

- Não sei... – dei de ombros, sentindo várias fagulhas fincarem meu estômago devido ao ódio que eu estava sentindo naquele momento. – Você que quis vir para cá.

- AH MEU DEUS! Vamos embora, você não pode entrar aqui... Ninguém pode na verdade... Tinha um pônei azul... Que soltava fogo pela boca e tinha garras... Você o viu?!

Franzi o cenho. Eu não estava entendendo nada do que ele estava dizendo, e provavelmente nem ele próprio.

Logo Jimmy me apanhou pelo pulso, sem perceber que eu havia simplesmente pegado a camiseta de Lucy dentro da gaveta, dobrando-a e colocando dentro do bolso, mesmo que ele tivesse ficado estufado, ele estava bêbado demais para conseguir perceber isso.

Por mais que eu sentisse ódio, eu não podia acusar a minha verdadeira posição, afinal, antes de qualquer coisa, eu tinha que encontrar a Lucy.

Assim que tornamos a ir até a sala, todos os meninos estavam jogando vídeo game, exceto ele, o sequestrador.

- Onde está o frango? – Jimmy dizia com voz de choro e fazendo bico. – Cadê Briana?

- Ele teve que sair... – Matt dava de ombros, enquanto estava atento demais em seu jogo. – Parece que teve problema com a McKenna.

- Ah sim... – Jimmy suspirava.

- Quer jogar, Arin?

Lucy’s POV.


Long lost words whisper slowly to me

Palavras há muito perdidas sussurram lentamente pra mim

Still can't find what keeps me here

Ainda não consigo encontrar o que me mantém aqui

When all this time I've been so hollow inside

Quando por todo esse tempo eu estive vazia por dentro

I know you're still there

Sei que você ainda está aí

Droga! Eu devia pelo menos ter pedido alguma referência para McKenna. Eu nunca estive na Califórnia e não tinha a mínima ideia de onde andar por lá.

Pensei em ligar para o Arin, mas sou tão burra que esqueci que Brian estava com todos meus documentos, inclusive meu celular.

Eu devia ter pedido uma moeda pelo menos, assim, teria alguma forma de ligar para Arin, afinal, ele estava aqui, perto de mim, precisava fazer alguma para ir embora.

As ruas de lá eram bem escuras em algumas vielas, aquilo dava medo, eu não costumava a andar sozinha de noite, afinal, eu tinha Arin para andar comigo para cima e pra baixo.

Na verdade, eu estava mais do que perdida e as ruas eram completamente desertas.

Eu não fazia a mínima ideia para onde eu devia ir.

Watching me, wanting me

Me observando, me querendo

I can feel you pull me down

Eu posso sentir você me botando pra baixo

Fearing you, loving you

Temendo você, amando você

I won't let you pull me down

Não vou deixar você me botar pra baixo


Eu tinha que fugir...


Brian’s POV.


- Oi filho! – deparei com meu pai de salto, fazendo caras e bocas na frente da câmera.

- Pai? – franzi o cenho.

- Estou fazendo um vídeo imitando a Valary, depois vou fazer outro imitando o Shadows. – ele gargalhava. – Depois eu vou editar, fazer um vídeo só e dar pra eles de presente de casamento... – ele falava como se fosse uma criança travessa.

- Ah sim... – estava confuso. – Enfim, cadê a Mc?

- Deve estar lá em cima... – ele franzia o cenho. – Você não ia para a despedida de solteiro do Matt?

- É... Sim, é que eu esqueci uma coisa... Já volto...

Rapidamente subi as escadas, quase que caindo de cara contra o chão, invadindo o quarto de minha irmã, vendo que ela estava sentada sobre a própria cama, enquanto roía as unhas.

- Mc! – aproximei-me dela, ofegante. – Onde ela está?

- Desculpa... – ela levantava-se da cama, correndo para me abraçar. – Eu não queria ter faltado com a minha palavras, mas espero que você saiba que o que você fez com aquela garota estava tudo muito errado... Mas por favor, não briga comigo!!

- MC! ONDE ELA FOI?! – perguntei desesperadamente.

- Você não vai trancá-la de novo, vai?

- Mc, eu estou com todos os documentos dela, celular e tudo mais... Ela não é daqui, não conhece nada da Califórnia, eu preciso encontrá-la antes que aconteça alguma coisa! – disse, atropelando as palavras.

Ao dizer aquilo, percebi que minhas pernas tremiam. Era estranho para quem sentia que simplesmente não queria que ela fosse embora para não se sentir só, mas agora, percebo que minha realidade se tratava de uma enorme preocupação, afinal, já era tarde, Lucy não podia andar na rua sozinha.

- Você não devia tê-la deixado sair!

- Você sequestrou a menina! Eu não ia ser sua cúmplice! Achei que você tivesse parado com isso, sua anta! – McKenna revirava os olhos. – E ela era tão legal, não merecia ficar amarrada daquele jeito... Ela me disse que está sequestrada desde que vocês foram fazer show em Londres! Você ficou maluco?

- Eu preciso encontrar ela... – passei a mão por todo meu rosto, enquanto sentia o desespero me consumir claramente. – Eu preciso dela...

McKenna me olhava com pena, e eu podia sentir isso, e então, ela se sentou ao meu lado, passando seu pequeno braço por trás de minhas costas, enquanto encostava a cabeça sobre meu ombro.

- Mas você sabe que é errado sequestrar as pessoas... Eu não quero que nada de ruim aconteça com você... Poxa, você é meu irmão.

- Eu sei, Mc... – olhei-a nos olhos. – Mas... Mas eu acho que... – não, aquilo não poderia estar acontecendo, mas eu sentia um aperto tão forte dentro do meu peito que eu tinha que dizer aquilo... Quem melhor do que a minha própria irmã para me ouvir? – Acho... Acho que acabei sendo vítima da minha própria brincadeira...

- Então você...

- Eu a amo, Mc. – disparei.

- Vá atrás dela! – McKenna se erguia da cama, colocando-se logo a minha frente. – Diga isso a ela!

- Não, Mc! Ela me odeia!

- Vai ficar com medinho, otário? – ela revirava os olhos. – Anda logo! Vá atrás dela! Vai!

- É! – levantei-me da cama, decidido. – Pra que lado ela foi?

- Para a direita.

- Certo...

- VAI LOGO, BRIAN! CORRE! – McKenna me empurrava para fora do quarto.

Hunting you

Caçando você

I can smell you — alive

Posso sentir seu cheiro — vivo

Your heart pounding in my head

Seu coração pulsando na minha cabeça

Segui meu instinto, e saí correndo para o lado de fora da casa, seguindo a direção que McKenna havia dito.

Corria como se aquilo dependesse minha vida... E talvez dependesse.

Lucy’s POV.


Watching me, wanting me

Me observando, me querendo

I can feel you pull me down

Eu posso sentir você me botando pra baixo

Saving me, raping me

Me salvando, me destruindo

Watching me

Me observando


Eu estava ofegante, e completamente perdida, precisava descansar para tentar encontrar algum estabelecimento que estivesse aberto, para que então eu pudesse tentar telefonar.

Coloquei as costas sobre um muro pichado, ergui a cabeça e fechei os olhos. Pude sentir claramente o vento gélido tocando sobre meu rosto e empurrando meus cabelos para trás.

Respirei profundamente, e quando abaixei a cabeça e tornei a abrir os olhos, vi um homem diante de mim.

- Oi. – dizia ele com um sorriso sarcástico no canto dos lábios.

Primeiramente eu havia ficado confusa. Não fazia a mínima ideia de quem seria ele. Era alto, cabelos raspados, com uma bandana entrelaçando pela cabeça. Vestia uma camisa regata branca, calça jeans e coturno.

- Oi... – disse, percebendo que o tom de minha voz estava mais baixo do que o normal.

- O que faz uma garota assim tão linda sozinha nesse lugar? – perguntava ele, fitando seus olhos contra os meus.

- V-você tem celular? – gaguejei. Eu estava desnorteada, querendo que alguém me encontrasse, desde que não fosse o Brian, claro.

- Celular? – ele se aproximava ainda mais de mim, prensando-me contra o muro, enquanto colocava seu braço apoiado nas minhas laterais. Eu podia sentir sua respiração atravessando de sua narina, até chegar ao meu rosto. Ele tinha olhos sérios, que me fez imediatamente acreditar que ele não fosse confiável. – Eu tenho muito mais para te oferecer...

- O que?! – senti minhas pernas tremerem, enquanto ele colocava seu corpo junto ao meu. – O QUE É ISSO?! – dei um grito, empurrando-o bruscamente, fazendo com que ele se afastasse de mim por míseros centímetros. – VOCÊ FICOU LOUCO? QUEM É VOCÊ?!

- Cala a boca, vadia! – de repente, ele retirava uma faca de dentro da calça, apontando-a na direção do meu rosto.

Senti meu coração dar um pulo como se acusasse o perigo. Eu não sabia o que fazer, nem dinheiro eu tinha para dar para ele, pelo menos.

Fiquei em silêncio, e com certeza a expressão de espanto tomou conta de meu rosto.

O desconhecido deu uma risada maldosa, como se estivesse se divertindo com a situação.

Engoli seco.

- O-o que você quer? – perguntei, tentando manter a calma.

- O que eu quero? – ele tornava a se aproximar de mim, de modo ameaçador. – Quero te fazer gemer que nem uma putinha... – e então, ele colocava a faca contra o meu rosto.

Senti todo meu corpo se estremecer. Pensei que eu fosse começar a chorar ali mesmo. Aquele homem tinha o dobro do meu tamanho e me ameaçava sem mais nem menos. Eu não sabia o que fazer...

- Por favor... – implorei tolamente.

- Isso... Implore. Adoro vê-las implorar... – o desconhecido me encarava dentro dos olhos, como se fizesse questão em me fazer lembrar seu rosto.

Não, eu não podia ser fraca e deixar ser derrotada ali, era apenas uma faca, eu podia fugir, podia pelo menos tentar...

- Me deixa em paz... – murmurei, e logo em seguida, disparei uma joelhada contra o pênis do maldito.

Rapidamente saí correndo, enquanto ouvia seus gemidos de dor logo às minhas costas.

A rua estava vazia, sendo apenas iluminada por um poste de luz que estava quase por apagar, e eu não sabia para onde ir, não sabia como pediria socorro, não sabia nada.

Corri o mais rápido que pude, até sentir meu rosto chocar com algo rígido.

Caí de costas contra o chão, podendo ver diante da penumbra uma silhueta tão grande da anterior, porém, aquele novo desconhecido, apesar de vestir a mesma roupa, possuía cabelos longos.

- Onde a ratinha pensa que vai? – dizia ele com uma voz sublime e assustadora.

- Por favor... Me deixa ir embora... – implorei mais uma vez.

Impiedosamente ele se aproximava de mim, fazendo com que eu me levantasse do chão através dos cabelos. Senti alguns fios se desprendendo de meu couro cabeludo, enquanto ele me guiava na direção oposta.

- Jerry, sua presa estava tentando fugir.

- VADIA! – dizia o careca, disparando um tapa contra o meu rosto, seguido por um chute no estômago.

Senti-o arder, e não havia nada que eu pudesse fazer, estava completamente perdida, e sem ar.

- TIRE A ROUPA DELA! – o careca tornava a gritar.

- O QUE?! – gritei em desespero, debatendo-me como um peixe fora da água para que o cabeludo me soltasse.

Sendo assim, o cabeludo me arremessou contra o chão, enquanto o careca se aproximava com a faca, colocando-a rente a minha blusa, rasgando-a ao meio, e logo em seguida, apertava meus seios com força.

- NÃO! – gritei, sentindo minha garganta raspar.

Eu ouvia suas risadas, enquanto arranhava suas mãos, e tentava chutá-los ao mesmo tempo, mas o cabeludo, insistia em tentar tirar minha calça.

- SOLTA ELA! – ouvi de repente.

Watching me, wanting me

Me observando, me querendo

I can feel you pull me down

Eu posso sentir você me botando pra baixo

Fearing you, loving you

Temendo você, amando você

I won't let you pull me down

Eu não vou deixar você me botar pra baixo


Eu não quis ver, quis apenas fugir, mas minha cabeça girava de acordo com as consequências das pancadas que eu havia recebido.

Ouvi alguns gritos de dor, mas não sabia de quem era.

- VAGABUNDO! – ouvi mais uma vez.

Abri os olhos, para pelo menos conhecer a identidade daquele anjo que surgiu de repente, salvando minha vida, porém eu não conseguia ver, estava escuro demais, enquanto eu o observava espancando freneticamente o homem mais alto e careca.

Vi que o cabeludo planejava ataca-lo pelas costas.

- CUIDADO! – gritei.

Meu salvador simplesmente se virou, disparando um soco certeiro contra a boca do estômago do cabeludo e sendo assim, ele subia em cima dele, disparando diversos socos, ao ponto de que eu pude ouvir um forte estralo, percebendo que o nariz do cabeludo havia se quebrado.

Ele então se levantou, disparando diversos chutes contra os dois estupradores que já estavam desacordados. Meu salvador parecia ter ódio deles, um ódio bem grande ali acumulado. Batia e batia sem parar, como se aquilo nunca fosse aliviar a raiva.

Particularmente eu nunca havia presenciado algo assim, na verdade, nunca se quer acreditei que um dia eu sofreria um ataque como aquele. Isso me deu medo, me deu desespero, tão grande, que comecei a chorar.

- Não se preocupe. – ouvi aquela voz... Aquela voz. – Está tudo bem agora. – senti suas mãos quentes tocando meu rosto, obrigando-me a olhá-lo.

- NÃO! – disparei um grito ainda mais forte, caindo aos prantos.

- LUCY! Relaxa, está tudo bem. – era Brian, justamente ele quem havia me salvado.

Não, meu Deus, aquilo não poderia estar acontecendo comigo.

- ME SOLTA! – berrei. – TIRA SUAS MÃOS DE CIMA DE MIM, TIRA! – cuspi contra seu rosto.

Brian, porém, continuou me segurando, quando estranhamente me deu um abraço forte.

Aquilo me deu calafrios, aquele homem havia me mantido sua refém por muito tempo, podia tentar fazer comigo a mesma coisa que aqueles dois homens fizeram.

- Lucy, meu amor, se acalme...

- ME SOLTA, SEU MALDITO! ME SOLTA! ME SOLTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Eu não tinha mais voz.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, e aguardo pelos reviews. *-*
Se não for pedir muito, queria um favorzinho de vocês.
http://www.youtube.com/watch?v=99SXdfChwf8&feature=youtu.be
Dêem uma forcinha aí pra mim, esse link acima é um vídeo meu cantando, assistam, comentem, me falem se gostaram. Pretendo postar mais vídeos assim em meu canal, mas quero testar o IBOPE antes, certo? HISAHISAHISAHISAHISHAISA
Muitoo obriigada. ♥
Beeijos ;*