Danger Line
47 Guerra.
Notas iniciais
Aproveitando aqui a postagem de um novo capítulo para mandar um beijo para a Saáh e desejar um feliz aniversário. (: Parabéns, mulher! Felicidades. o
Boa leitura pra vocês. ♥
GUERRA
Brian’s POV.
Beijávamo-nos, enquanto eu sentia sua respiração ficar ainda mais ofegante. Nossos lábios emitiam leves estalos, enquanto continuávamos, sem nos importar com o tempo, ou com tudo que já nos aconteceu.
Apertei-a ainda mais contra meu corpo, querendo senti-la da melhor forma que eu podia, afinal, eu sabia muito bem o quanto eu necessitava daquilo, do quando eu precisava dela.
Fazia tempo que eu não sentia meu coração disparando assim, fazia muito tempo que uma mulher não mexia comigo dessa forma. Eu tinha sede de seus lábios, eu tinha vontade do seu calor.
Com Lucy parecia que eu perdia toda a minha vulnerabilidade, eu parecia um tolo, vítima do meu próprio crime. No final, ela havia me prendido mais do que eu havia feito.
De repente, ouvi um som estridente, pelos rifs pesados já pude perceber de que se tratava de uma música do Slipknot.
Lucy rapidamente empurrou-me a fim de afastar-me dela, abaixando a cabeça, enquanto rapidamente apanhava o celular de dentro do bolso da frente da calça.
Sendo assim, ela parou brevemente, enquanto encarava o visor do aparelho.
- O que foi? – perguntei franzindo o cenho.
- É o Arin... – ela respondia em voz baixa, atendendo ao chamado. – Alô? – dizia ela.
Apenas cruzei os braços, encarando toda cena.
Poderia parecer tolice de minha parte, mas eu sinceramente esperava que ela não atendesse aquela ligação. Afinal, ela estava comigo, e aquele beijo foi algo tão intenso, repleto de sentimentos que...
- Você já está vindo? – ela perguntava de repente, fazendo com que consequentemente eu engasgasse com o próprio ar que eu tragava.
Ele iria busca-la! Iria tirá-la de mim... E eu não poderia fazer nada.
- Nossa! – ela parecia espantada com algo que ele lhe dizia. – Sério mesmo?!
Revirei os olhos, apenas esperando que ela finalmente notasse que eu ainda estava ali, aguardando sua atenção.
- Tudo bem... – ela murmurava.
Ouvi alguns chiados, mas mesmo assim não consegui decodificar o que ele dizia.
- Claro que eu estou feliz! – ela dizia monotonamente. – Certo, te vejo daqui a pouco então, beijos.
E então, ela encerrou o chamado.
Fiquei parado, encarando-a, esperando que fosse me dizer algo, porém, ela apenas permaneceu de cabeça baixa, encarando o aparelho.
- O que foi? – fui obrigado a perguntar, já que a minha mente se recheava de curiosidade.
- Eu preciso ir. – ela disparava.
- Como assim? – não pude evitar segurar bem seu punho, a fim de impedir que ela se afastasse.
- O Arin alugou um apartamento pra gente... Eu vou ficar com ele. – ela dizia, olhando-me nos olhos.
- Como assim ele alugou um apartamento? Com que dinheiro? Não acho que Michelle pague tão bem assim... – disparei. Maldito seja! Aquilo não podia ser verdade!
- Bom, mas ele alugou. – ela dava de ombros, tentando se soltar.
Porém eu não queria deixá-la ir, não depois daquele beijo do qual sei muito bem que ela havia retribuído por conta própria. Eu percebi a maneira da qual ela me olhava e sabia muito bem que havia algo ali.
- Não vá. – disparei, puxando seu braço, colocando ao redor de minha cintura, fazendo com que consequentemente, seu rosto colasse contra o meu.
- Não! – Lucy dizia de modo firme, empurrando-me com a mão livre, levemente para eu me afastasse dela. – Syn... É... Digo, Brian, não faça isso... – ela resmungava, parecendo ter ficado nervosa.
- Como não? E o que aconteceu aqui? – perguntei confuso. — Eu... Eu...
Lucy evidentemente desviava seus olhos dos meus.
- Estou com o Arin agora. – ela disparou secamente. – O que aconteceu aqui foi... Emoção em excesso pela música e mais nada.
E então ela se soltava de mim, caminhando até a porta do meu quarto.
- Preciso ir... Daqui a pouco Arin virá me buscar. – ela dizia, retirando-se do quarto.
Fiquei sem reação. Senti simplesmente meu peito sendo esmagado por um martelo.
Não, ela estava querendo me enganar.
Ela podia negar para a própria conveniência, mas eu senti que havia algo a mais expresso em seu olhar e eu precisava dela aqui, COMIGO!
Arin não iria vencer assim tão fácil. Eu não vou deixar.
Lucy’s POV.
Aquele maldito tinha o dom em me confundir! Meu coração batia como se fosse sair pela minha boca, eu estava confusa, com os pensamentos embaralhados e podia jurar que ainda sentia o calor de seus lábios sobre os meus, ainda podia sentir seu cheiro, ainda podia sentir minhas pernas trêmulas.
Por um lado, saber que Arin estava vindo me buscar era um alívio. Quanto mais rápido eu me afastasse de Brian, seria melhor.
Corri até o quarto da dispensa, apanhando minhas coisas e então, sai correndo para a sala.
Brian estava sentado no sofá, com as costas inclinadas, enquanto os cotovelos se apoiavam em seus joelhos.
- Ele está subindo. – dizia Brian, levantando-se, enquanto me olhava com os olhos vermelhos.
- Que bom. – respondi seriamente, sem olhá-lo fixamente.
- Hoje à noite teremos ensaio. – ele mudava de assunto completamente, melhorando até a entonação. – Vamos apresentar as músicas que estamos bolando para o Arin... Você vai?
- Vou sim... – respondi. – Vou querer ver os ensaios de vocês... Será inédito! Posso? — senti-me ofegante, enquanto eu o encarava dentro dos olhos, sentindo uma pontada forte na boca no estômago.
Poderia ser loucura, mas eu sentia como se não quisesse partir.
De repente, ouvimos uma batida contra a porta.
Brian respirou profundamente, caminhando até ela, abrindo-a de má vontade.
Brian's POV.
- Oi. – Arin surgia por trás da porta, e nem se quer me cumprimentou.
Passou disparado por mim, correndo até Lucy, dando-lhe um forte abraçado, enquanto a suspendia do chão.
Revirei os olhos, irritado. Primeiramente pela falta de educação, e segundo por ele querer deixar escrachado na minha frente de que havia vencido. Pelo menos era isso que ele pensava.
Ouvi as gargalhadas de Lucy, enquanto ela retribuía o abraço, quando finalmente ele a colocou no chão.
- Oi Syn. – o desgraçado finalmente resolveu me cumprimentar.
- Oi. – disse sem emoção, não fazendo questão de disfarçar o meu descontentamento com a presença dele.
- Bom, minha coisa loira, vamos? – dizia ele, girando o rosto para Lucy, enquanto lhe esboçava um sorriso largo, mostrando todos os dentes.
- Sim. – Lucy olhava discretamente para mim, mas pude perceber que ela não estava lá tão animada quando Arin.
Sendo assim, ele apanhou sua mala, enquanto Lucy caminhava logo à sua frente, quando se aproximou de mim.
- Tchau. – dizia ela.
Não dei trela. Rapidamente me aproximei dela, abraçando-a pela cintura, disparando um beijo estalado em sua bochecha.
- Tchau, linda. – sorri, sentindo meu coração palpitar ainda mais alto.
Fiquei ainda mais contente por ver que ela havia corado, enquanto Arin, me encarava com os olhos escuros como os de uma águia pronta para dar o bote, como se fosse bicar minha jugular assim que tivesse chance.
Ele não se despediu de mim, apenas fez um aceno sério, enquanto passava pela porta, fechando-a em seguida.
Aquilo era muito bom.
Fazia-me acreditar que de fato, nem tudo estava perdido.
Arin’s POV
Íamos embora caminhando. Afinal, minha picape havia ficado em Londres.
Não estava gostando muito daquela situação. Caminhar ao lado de Lucy em completo silêncio, quando eu sabia que sempre fomos tagarelas e insuportáveis juntos.
- O que foi aquele abraço? – disparei de repente, a fim de destruir o silêncio entre nós.
- Hum? O que? – Lucy se virou para mim de repente, como se estivesse perdida em pensamentos, enquanto minha voz a trazia de volta para realidade.
- Eu perguntei o que foi aquele abraço... Aquele, que o Brian deu em você... – disse, focalizando seus olhos.
- O que tem? – ela franzia o cenho.
- Nada... – dei de ombros. – Eu só achei que foi bem exagerado...
- Como assim? – Lucy parava de caminhar, encarando-me seriamente. – Não foi nada, está bem? – ela parecia aborrecida, quando logo deu às costas e continuou a caminhar. — Não sei o que você está querendo insinuar...
Franzi o cenho sem entender o motivo pelo qual ela havia ficado tão nervosa, mas preferi respeitar, enquanto continuava em direção ao apartamento. Não queria discutir com ela, ainda mais por causa daquele idiota.
Não demorou tanto para chegarmos, apesar de estamos andando. Isso era um detalhe que de fato não havia me agradado.
Apesar de ter tirado Lucy do apartamento dos garotos, ainda moraríamos próximos deles, mas espero que assim que eu começasse a ganhar mais dinheiro com a banda, poderei mudar isso também.
Chegamos até o condomínio. Não havia muitas frescuras e apenas um portão para saída e entrada de veículos. Era bem simples, pequeno, sem luxos, mas eu sabia muito bem que Lucy pouco se importava com isso, nosso apartamento em Londres era bem similar com esse.
Ficaríamos no segundo andar do edifício, e eu estava ansioso para saber a reação de Lucy para com o lugar.
- E então? – perguntei, assim que abri a porta. – O que achou?
- Ah! – ela dizia animada, caminhando pela sala em pequenos passos. – É tão fofo e aconchegante... Lembra nosso apartamento em Londres, não é? – ela se virava para mim, sorridente.
- Sim... – sorri, aproximando-me dela. – Só tem um problema. – cocei a nuca, seria complicado explicar isso a ela.
- O que foi? – ela me encarava.
- Bom, só tem um quarto... E... Um colchão... – murmurei.
- Ah. – ela dava de ombros. – Vamos ter que dormir juntos? E daí? – ela gargalhava. – Desde quando você se importa com isso?
- Desde... – suspirei. – Não seria estranho? Você sabe o que eu estou falando...
- Por quê? Como assim? – agora ela me olhava como se estivesse preocupada.
- Ah... Bom... é... – senti minhas bochechas arderem.
- Entendi. – Lucy suspirava. – Bem... Arin, eu não sei o que dizer... Eu estava bêbada, não é? — ela riu logo em seguida. — Nem tem nada demais isso.
Senti como se tivesse levado uma pedrada na cabeça. Aquela forma de dizer... Então não havia significado nada para ela?
- Você... – suspirei, não sei por que estava ficando tão nervoso ao tentar tocar naquele assunto. – Você... Você gostou?
Lucy arregalou os olhos, ficando com as bochechas vermelhas.
- Desculpa. – disparei, abaixando a cabeça.
- Não se preocupe... – senti que ela segurava as minhas mãos. – Não fica triste... Eu... Eu me sinto bem quando estou com você.
Lucy então me abraçou pela cintura, mas apesar de ela mostrar tranquilidade em seus olhos, eu ainda estava preocupado.
O fato de que ela teria tido um caso com Brian não saia de minha cabeça.
Brian’s POV.
Finalmente iria ver Lucy novamente.
A noite chegou e todos nós já estávamos aguardando o atraso do baterista.
- Ele está demorando... – Zacky resmungava. – Assim quando acabar o ensaio a pizzaria vai estar fechada. – ele revirava os olhos.
- Cala a boca! – Johnny lhe dava um tapa no topo da cabeça. – Você só pensa em comer, porra.
- Arin está vindo com a Lucy? – Matt perguntava, aproximando-se de mim. – Incrível como essa menina não consegue sair da sua vida... – ele ria de modo maldoso.
- Sim, ele está vindo com ela...
- Por isso que você tomou banho? – ele tornava com suas piadinhas irritantes.
- Idiota, eu sempre tomo banho. – resmunguei.
- Toma nada! – ele debatia.
- Cheguei, pessoal! – ouvi a voz de Arin. – Desculpem-me pela demora, mas eu não tenho carro, acabei vindo a pé e a Lucy é muito lerda... – ele ria.
- Idiota! – a vi lhe dando um soco no braço. – A culpa não foi minha, você que quase se esqueceu do horário, seu tonto...
Arin apenas gargalhava, enquanto a abraçava pela cintura e lhe fazia cócegas.
- Me deve uma pizza. – Zacky dizia emburrado. – Oi Lucinda!
- Lucinda? – Lucy franzia o cenho.
- Junção de Lucy com linda... – Zacky sorria, porém levando novamente um tapa de Johnny.
- Para com isso, Playmobil... – ele resmungava, colocando a mão na cabeça.
- Certo, podemos começar? – Matt já se colocava na postura de líder. – Bem vinda, Lucy... Você também, Arin.
Permaneci de cara fechada. Eu queria mesmo era chutar aquele Arin para fora do estúdio, isso sim.
- Certo, vamos começar... – dizia Arin, ainda colado em Lucy. – Mas antes eu posso pegar uma garrafa de água?
- Claro, vai lá... – dizia Matt.
Sendo assim, Arin se colocou do lado de fora da sala de estúdio.
- Também vou pegar água. – disse, caminhando logo atrás dele.
Vi que o magrela ia até a cantina e não me hesitei ao me aproximar rapidamente dele.
- Pede uma água para mim também... – disse com um sorriso de escárnio.
- Três garrafas. – ele dizia sem sermões.
A recepcionista rapidamente colocou sobre o balcão as garrafas, quando Arin segurou todas, estendendo uma para mim.
Apanhei a garrafa, porém logo, segurei firme em seu punho.
- Não conte assim tão facilmente com a vitória. – disparei.
- O que? – ele franzia o cenho.
- A Lucy não vai ficar com você. – tornei a dizer de modo ríspido.
- Ah não? – ele me olhava de modo irônico. – Por quê? Você vai sequestra-la de novo?
- Acha realmente que eu iria precisar disso?
- É, eu acho. – ele se soltava de minhas mãos, enquanto me encarava com raiva. Eu não iria me importar com aquele palito de dente... Mas não mesmo!
- É o que veremos... – murmurei entredentes.
- É o que veremos...
Notas finais
Espero que tenham gostado e aguardo os reviews.
Beeeijos ♥
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