Danger Line
48 Erva Daninha.
Notas iniciais
Recentemente, comecei escrevendo um blog sobre música, cinema, arte e games, não possue ainda muitos posts, pois como eu disse, comecei recentemente, mas gostaria muito que vocês pudessem dar uma olhada, de coração mesmo, quem quiser dar alguma opinião, fazer alguma crítica, estou disposta a ouvir. (:
Quem realmente gostar do conteúdo e quiser ajudar a divulgar, vou ficar extremamente feliz.
http://zstardust.wordpress.com/
Muito obrigada pela atenção de todas e boa leitura. ♥
ERVA DANINHA.
Lucy’s POV.
- Ei! – gritei do corredor, vendo Arin e Brian encarar um ao outro, como se fossem um casal gay. – Vão demorar muito?! O Matt pediu para chamá-los.
- Estamos indo. – Arin respondia, ainda encarando Brian.
Eu não entendia o que Brian tanto cochichava, quando de repente, Arin lhe deu um forte empurrão, caminhando em minha direção com os olhos vermelhos e repletos de fúria.
- O que foi? – perguntei confusa, sem entender o fato de ele caminhar com os passos tão pesados contra o chão.
- Nada. – ele disparava entredentes, passando por mim quase que como um trator, enquanto Brian caminhava logo atrás dele com um sorriso largo estampado nos lábios.
- O que deu no Arin? – sussurrei.
- Nada não... – Brian continuava sorrindo, enquanto que passava por mim, disparava uma piscadela.
Dei de ombros.
Arin deveria estar de cara feia com a presença de Brian, talvez, já que ele tinha motivos de sobra pra detestá-lo, só não entendo por que ele deveria ficar aborrecido, sendo que a decisão de permanecer na banda foi dele próprio. Obviamente que ele sabia que teria de conviver com Brian.
Sendo assim, sentei-me na poltrona, sentindo-me a maior sortuda de todo o mundo.
Estava eu, vendo o ensaio da minha ainda banda preferida, como convidada, enquanto meu melhor amigo tocava na bateria.
Realmente... Eu havia colhido coisas boas naquele lugar, e eu sabia que onde quer que Jimmy estivesse, ele também estava feliz.
Assim que o ensaio se encerrou, os garotos quiseram sair um pouco, beber, comemorar, mas Arin estava estranhamente sério e simplesmente recusou o convite se nem ao menos me dar alguma chance de responder.
Voltamos para casa, e não trocamos muitas palavras.
Estava começando a acreditar que Brian teria lhe dito algo.
- Está tudo bem? – murmurei em uma tentativa de puxar algum assunto.
- Sim... – Arin, porém, respondia de modo seco. – Por que eu não estaria? – ele girava o rosto para mim, esboçando um meio sorriso.
- Por que eu te conheço, seu bobo... – suspirei, encaixando meus braços com os dele. – E eu sei que tem alguma coisa nessa sua carinha séria que é bem suspeita. – logo dei uma leve risada.
- Não é nada... – ele se soltava de meus braços, enquanto se espreguiçava pelo colchão, e logo, girava seus olhos para mim.
Ele tinha um olhar tão inocente e protetor que de forma alguma eu me sentia ameaçada perto dele, ao contrário, sentia-me protegida, como se nada e nem ninguém pudesse me fazer algum mal.
- Lucy... – ele dizia em voz baixa, enquanto seus dedos que repousavam sobre o colchão, tocavam levemente os meus.
Olhei-me para ele atenciosamente, sentindo meus batimentos cardíacos se estabilizarem, apesar do frio que eu sentia na barriga.
Arin, então, aproximou-se levemente seu rosto do meu, ainda ficando meus olhos, mesmo que bem de perto.
Eu respirava tranquilamente, enquanto a respiração dele parecia ofegante. Não entendia o nervosismo todo que ele sentia, mas ele tomou atitude.
Tocou seus lábios contra os meus de modo sutil e delicado, sendo até mesmo um pouco demorado.
Fechei meus olhos, deixando-me levar. Eu sabia que com Arin nada poderia dar errado, nada de ruim poderia me acontecer... Eu era livre ao lado dele, mas logo, lembrei-me de Brian, dos lábios de Brian, do calor de Brian...
Logo, ele afastou-se, ainda sem tirar os olhos de mim.
- O que foi isso? – sussurrei, esboçando um sorriso sem graça, sentindo minhas pernas tremerem.
- O que você sente por mim? – dizia ele, ignorando minha pergunta, ainda me encarando seriamente. — Eu te beijo, mas sinto que pra você é como se fosse nada...
- Não sei definir... – disse com sinceridade, porém ele não pareceu ter ficado chateado. – Mas com você eu me sinto bem, me sinto tranquila... Como sempre... É isso... — engoli seco.
- Que bom... – ele sorriu, beijando o topo de minha testa, e logo se afastou, virando-se de costas, colocando-se para dormir.
x.
Na manhã seguinte, decidi que procuraria um emprego. Não era justo ficar ali dependendo apenas de Arin, além de que, teria que ligar logo para meus pais e contar o que estava acontecendo e o motivo de eu ter sumido durante muito tempo.
Arin foi trabalhar no bar de Michelle, enquanto eu, mesmo que não apoiada pelo meu melhor amigo, saí à procura de algo para ajudar Arin com as despesas.
Caminhar por aquelas ruas desconhecidas realmente não era fácil, mesmo que eu estivesse portando meu super mapa do Google impresso em uma lan house qualquer, eu ainda não me sentia segura o bastante.
Apesar do ocorrido de quase ter sido violentada, sabendo que Arin estava mais próximo de mim, sabendo onde eu estava e por onde andava, já me deixava mais tranquila, afinal, ele me passava uma segurança que custaria muito alguém conseguir me passar e isso fazia com que eu simplesmente agisse por conta própria, fugindo do ninho onde eu me escondia diante do meu sequestro.
Caminhava, encarando todas as vitrines de loja, a fim de tentar encontrar algum comunicado, alguém que anunciasse que precisava de funcionários.
Nada.
- Cala a boca, eu já disse que essa guitarra é uma Thinline... – ouvi um garoto resmungar em voz alta.
- Você é burro ou o que? – resmungava o outro. – É uma LP!
Aqueles dois garotos eram tão jovens, que eu achava até mesmo engraçado eles discutirem tão convictos sobre o modelo de uma simples guitarra.
Aproximei-me lentamente, contendo-me para não segurar o riso.
- Com licença. – disse.
Rapidamente, eles me olharam, atenciosamente.
- Mas essa guitarra não é nem Thinline e nem LP, ela é uma VW. A diferença é bem sutil, mas vão por mim, é uma VW... A LP é mais arredondada nessa extremidade. – dizia, enquanto apontava os componentes do corpo da guitarra. – Enquanto a Thinline, é mais achatada na base... – sorri, pensando que finalmente eu poderia encerrar aquela discussão.
Os meninos se entreolharam, e logo, passaram os olhos pela guitarra.
- NOSSA! – exclamava um deles. – É verdade! Como você sabe tanto sobre esses modelos de guitarras? – ele parecia estar encantado com a minha habilidade, se é que eu poderia chamar assim.
- Tenho um amigo que toca em uma banda. – respondi modestamente.
- Meu irmão tem uma LP, eu tentei explicar para esse bobão, mas eu também me confundi...
- Se confundiu nada... – o outro resmungava.
- Tudo bem meninos, não precisam discutir... – dei uma leve risada.
De repente, para meu espanto, ouvi som de palmas, e quando ergui a cabeça, vi um homem encostado à beira da entrada da loja de instrumentos.
Ele era um tanto alternativo.
Possuía cabelos bem longos, tanto quanto os meus, louros, encaracolados e volumosos, além de estar com um lenço com estampa de oncinhas passando ao redor de sua testa. Utilizava também em uma das orelhas, um brinco de argola, grande e dourado. Possuía olhos bem verdes, enquanto o rosto magro e o queixo fino. Estava vestindo uma regata branca por baixo de uma camisa rosa pink, que se finalizava com o nó próximo ao seu abdômen, enquanto a calça, era ainda mais justa que a minha, parecendo até mesmo ser um jeans surrado e desbotado. Vestia um coturno com plataforma fazendo com que ele ficasse ainda mais visível, não bastando o visual completamente diferente.
- Eddie! – um dos meninos dizia animado. – Ela nos ensinou a diferenciar modelos de guitarras! – o pequeno dizia como se o que eu tivesse feito fosse a coisa mais incrível do mundo.
- É criança... Estou vendo... – ele dizia com uma voz aguda e tediosa, enquanto revirava os olhos.
Disparei uma leve risada com aquela situação toda.
- Qual seu nome, garota? – ele girava os olhos verdes contra os meus, olhando-me atenciosamente, enquanto brincava com as diversas pulseiras de metal que estavam em ambos os punhos.
- Lucy... – respondi franzindo o cenho.
- Conhece de instrumentos? – ele perguntava, passando uma imagem carrancuda, enquanto seus olhos me analisavam. – Gosta dos Avenged, é?
Olhei para baixo, encarando minha própria camisa, disparando um leve riso em seguida.
- Conheço apenas o que o meu amigo já me ensinou... – respondi um tanto tímida.
- Mas me parece que ele te ensinou muito bem... – o homem suspirava, aproximando-se lentamente de mim. – Toma. – disse logo em seguida, estendendo-me um pedaço de papel.
Encarei-o, um pouco acanhada, mas não recusei em apanhar o papel.
Assim que o vi, uma onda de alegria tomou conta de mim.
“Precisa-se de vendedor que entenda sobre instrumentos musicais.”
- Se conhecer alguém... Faz tempo que estamos procurando, mas só vem gente babaca aqui... – ele revirava os olhos.
- Eu! – disparei sorridente. – Parece até coincidência... – continuei rindo, incrédula de minha própria sorte. – Saí hoje exatamente em busca de um emprego.
- Mas que ótimo... – o homem lançava um sorriso largo, mostrando o quanto seus dentes eram impecavelmente brancos e alinhados. Tinha um sorriso extremamente belo. – Meu nome é Eddie Fratch. – ele estendia a mão.
- Lucy Dartagan. – respondi, retribuindo-lhe o aperto de mão.
- Dartagan? – ele franzia o cenho. – Meu amor, você não é daqui, certo?!
Senti uma pontada em meu estômago, eu tinha que tomar muito cuidado com tudo que eu fosse fazer, afinal, não poderia me esquecer em hipótese alguma de que minha permanência nesse país era ilegal.
- Vim de Londres. – confessei. – Mas já moro aqui há um bom tempo... – senti minhas mãos suarem.
- Entendi... – ele suspirava, enquanto colocava as mãos sobre os cabelos, mexendo levemente os cachos para o alto, a fim de que seu cabelo ficasse mais volumoso. – Bom, entre, conheça a loja e me diga se gosta.
Sendo assim, coloquei-me no interior da pequena loja.
Enquanto eu passava meus olhos por casa seção de instrumentos, Eddie acendia um cigarro, tragando profundamente, enquanto exalava a fumaça pelos seus lábios de forma lenta.
A loja era ainda maior do que aparentava pelo lado de fora, apesar de não ser muito larga, era bem funda, e quanto mais para a parte de trás você caminhava, mais o cheiro de madeira e verniz iam ficando mais fortes.
- Se quiser trabalhar aqui, sua função é de vendedora. Terá que auxiliar os clientes e aqui vendem guitarras ou qualquer outro instrumento customizado... Então você pode sugerir isso para eles também, sou eu mesmo quem fabrica os instrumentos. – ele sorria, como se estivesse orgulhoso de si.
- SÉRIO?! – perguntei animada.
- Exato... E então gata, vai querer ficar sim ou não?! – ele colocava os cotovelos sobre o balcão, enquanto fumava seu cigarro.
Arin’s POV.
- O que foi? – ouvi a voz de Michelle logo às minhas costas. – Está tudo bem? Estou te achando tão disperso hoje...
- Não é nada... – murmurei, enquanto me atentava apenas à limpar as mesas.
- Arin! – ela, porém, chamava a minha atenção, segurando minha mão, impedindo que o pano úmido continuasse deslizando pela mesa. – Me diz! O problema é com a sua amada Lucy?
Revirei os olhos, mantendo minha cabeça baixa. Pensar naquilo fazia com que a minha cabeça revirasse, dando mil voltas, além da pontada aguda que eu sentia na ponta do estômago, era uma mistura de medo com ódio.
- Arin? – Michelle, porém, continuava bancando a irritante.
- Estou preocupado... – porém, decidi falar, antes que eu explodisse.
Michelle era a única que tinha o mesmo interesse que eu. Manter Brian e Lucy longe um do outro, talvez eu realmente devesse contar a ela.
- Ontem fui ensaiar com os meninos pela primeira vez... – suspirei.
- E então? – Michelle puxava uma das cadeiras, sentando-se na mesa, apoiando os cotovelos sobre a mesma. – Como foi?
- Ah... – dei de ombros. – Foi normal até... O Brian e a Lucy mal se falaram, ela ficou mais tempo perto de mim, mas...
- Mas o que? – Michelle arregalava os olhos como um lobo com instinto de caça.
- Eu fiquei encucado com uma coisa que o Brian me disse... – sentei-me ao seu lado.
- O que foi? O que ele disse? – ela disparava uma pergunta atrás da outra.
Abaixei a cabeça, lembrando-me daquele desgraçado dizendo todas aquelas coisas para mim quando fui comprar água...
Maldito seja!
- FALA ARIN! – Michelle tinha o dom de ser irritante.
- Ele disse para que eu perguntasse para a Lucy o que ele e ela fizeram durante a turnê... Quando eles foram à América do Sul. – revirei os olhos, enquanto cravava minhas unhas contra a palma de minha mão. — Disse que ele ficou com a Lucy... Que ela gostou, que ela gemeu o nome dele... — meu coração foi acelerando ainda mais, minha vontade era de pegar uma daquelas mesas e jogar para longe... Eu queria explodir, não queria pensar naquilo, não queria pensar naquela possibilidade deles terem ficado juntos... NÃO PODIA!
- Filho da puta... – Michelle dizia entredentes. – EU DISSE! EU BEM QUE DISSE QUE AQUELA VADI... – ela me encarava. – Digo, que aquela Lucy... – porém em sua voz ainda existia desprezo. – Teve ou ainda tem um caso com o Syn...
- Não, não, não... – levantei-me da cadeira, recusando terminantemente a pensar de que Lucy ainda teria um caso com Brian, isso se realmente chegou a ter. – Não, eu posso garantir que ela não tem mais nada com ele... Ele pode muito bem ter mentido pra mim, mas o jeito que aquele imbecíl falou... Minha vontade foi de colocar a mão dentro da cara dele... Mas eu não consegui... Não queria que o pessoal visse, principalmente a Lucy... Brian pode ter mentido.
- Ah é? E como você pode ter tanta certeza disso? – ela destilava venenosa.
- Bom eu... – fiquei levemente pensativo, a fim de me lembrar dos momentos que passei com Lucy. – Nós ficamos juntos, e quando eu a beijo, ela sorri, mostra-se feliz, tranquila... Ela não faria isso comigo, não iria me enganar, então eu sei que eles não estão juntos... Mas eu estou me sentindo corroído por dentro... Do mesmo jeito que eu não quero que eles se aproximem, Brian também não iria me deixar em paz com a Lucy.
- Temos que descobrir. – ela disparava, levantando-se da mesa.
- Como você pode ter tanta certeza assim? Ele pode ter mentido! – revirei os olhos, irritado com aquelas insinuações.
- Meu querido, eu NAMOREI o Synyster Gates, e ele não dá ponto sem nó! Ele se apaixonou pela Lucy e mesmo depois dele ter deixado ela sequestrada por muito tempo, ela continuou ao lado dele... SIM, ELES TIVERAM UM CASO! ELES ESTÃO JUNTOS, ARIN!
- Não... – meneei com a cabeça, recusando-me a concordar com aquilo. – Lucy não faria isso...
- Temos que descobrir, pois precisamos ficar espertos com eles, Arin! – Michelle continuava tagarelando. — Brian é esperto, ele não vai dar uma de coitado... Ele vai batalhar por ela!
- É... – concordei com a cabeça. – Tenho que descobrir a verdade.
Notas finais
Gostaram do capítulo???
Aguardo os reviews!!
Beeeijos ♥
Fale com o autor