Danger Line
21 Festa de Chegada.
Notas iniciais
MAS... Eu tenho uma surpresinha para vocês.
Favor ler as notas finais.
FESTA DE CHEGADA
Lucy’s POV.
As festas não costumavam a ter muitos preparativos, era mais algo que eles usavam como desculpa para saber mais sobre as bebidas locais. No caso do Brasil, diziam que uma tal de caipirinha era muito boa, e assim, os meninos apareceram com garrafas de cachaças e vários limões.
Estranhei, nunca havia visto uma bebida assim e estava ansiosa para saber qual seria o gosto.
Na faculdade, eu e Arin adorávamos ir em festas, e lá, obviamente que enchíamos a cara, até o ponto de eu não me lembrar como foi que eu cheguei em casa, mas se eu estava com Arin, não me importava, afinal ele sempre cuidou de mim.
A diferença que agora eu não teria mais o meu melhor amigo para me proteger, estava com a minha banda preferida que infelizmente, tinha como integrante um guitarrista maníaco, possessivo e bipolar.
Jimmy estava evidentemente animado com a tal festa. Ficava gritando por aí como um desorientado, dando risada, falando palavrão e contando piadas de baixo calão sem nem se quer ter bebido, imagine só quando ele estivesse bêbado.
Aqueles caras de fato gostavam de uma festa e eu confesso que estava morrendo de medo do que mais poderia aparecer ali naquela chácara.
Na minha mente, era óbvio que aquilo iria se lotar de mulheres, poderia ser inocência minha, mas como eles namoravam, acredito que o pivô do pecado sexual, obviamente que era esse Brian idiota.
A festa na verdade não era algo assim que eles convidavam as pessoas, quando eu dei por mim, ela na verdade já havia se iniciado.
Matt, Brian e Jimmy brincavam de futebol com as latinhas de cerveja, enquanto Johnny e Zacky faziam uma competição maçante de arroto.
Eu ria enquanto os via brincar naquela forma. Deve ser realmente divertido ter uma banda e sair pelo mundo fazendo seus shows e suas festinhas de relaxar.
- Lucy! – Zacky de repente se aproximou de mim, enquanto colocava bem diante do meu rosto um copo repleto de um líquido transparente com vários limões dentro. – Essa é a “caiparana” que falaram pra gente.
- Acho que o nome certo seria “caipirinha”, não é? – perguntei, apanhando o copo e cheirando-o. O álcool era evidente no conteúdo dentro do copo.
- O Jason mandou para você. – ele disparava uma piscadela, enquanto me cutucava o braço com os cotovelos. – Desde que ele te viu lá no aeroporto, ele não parou de perguntar quem era você.
- Jason Berry? – perguntei, arregalando os olhos. Por essa eu não esperava.
- Exatamente. – Zacky dava ênfase na palavra, disparando algumas risadinhas agudas, como se eu estivesse conversando com alguma amiguinha da minha escola que estivesse querendo dar uma de cupido entre um provável futuro casal. – Vai, experimenta aí a “caipira” e vê se gosta!!
Não dei outra, rapidamente disparei uma golada e senti o líquido queimar em minha garganta.
Brian’s POV.
- Você não sabe o que eu descobri! – Jimmy andava torto, enquanto se aproximava de mim e gargalhava. – Parece que o Jason se interessou na sua Lucy.
Novidade. Ele não havia dito nada que eu já não soubesse.
- Ah. – fiz uma voz de pouca importância. – Que bom para ela, não?
- Syn, a gente já percebeu a sua cara de ódio para ele... – Matt também se aproximava, rindo, com um copo de bebida nas mãos. – Ao invés de sequestrar, você poderia ter embebedado ela. – ele disparava uma gargalhada trovejante junto com sua piadinha de mau gosto.
- Podem rir o quanto quiserem. – cruzei os braços e revirei os olhos. – Eu não me importo! Eu a sequestrei apenas para me divertir, mas se não fosse o Zacky querendo burlar a dieta, nada teria acontecido... Agora ela que se dane. – disparei, afastando-me deles, caminhando até a rede, e me sentando.
Podia ouvir claramente os murmúrios deles ao se referirem a mim.
- Briana ficou nervosinha... – Matt disparava, rindo que só ele.
Suspirei, enraivecido. Essa Lucy era uma oferecida mesmo. Ela mal o conhecia e já estava ali, rindo, totalmente alegre, embregada, fedida, feia e gorda. QUE ÓDIO! E ainda por cima os meninos ficavam brigando comigo e me zoando o tempo todo por causa dela.
E esse Jason safado... Não perde uma!
Lucy’s POV.
Eu já estava ficando levemente tonta. Aquela ardência toda que invadia minha garganta já não era tão evidente quando os primeiros copos.
Aquela tal de ‘caipira’ era boa mesmo.
- Acho melhor você ir com calma. – Jason dizia, empurrando suas madeixas longas para trás. – Acho que você já bebeu demais, mocinha.
- Ai, relaxa. – dei de ombros, esvaziando outro copo em uma golada só. – Eu já estou acostumada a beber assim, não se preocupe... E todo mundo aqui já está bêbado mesmo. – disparei uma risada aguda, do qual pude perceber que havia sido ecoada completamente desafinada. Dei um tapa contra o ombro de Jason e logo em seguida um abraço. – Você é foda, cara! – disse com convicção, ele era foda mesmo, mas eu nem me lembro do porquê.
- Menina, você já bebeu demais. – ouvi que ele dava uma risada sem graça, mas também me abraçava de modo bem firme.
Afastei-me lentamente dele, olhando-o dentro dos olhos. Eram de um castanho tão lindo, iluminado... Colorido... De um rosa celeste esbranquiçado.
- Oi... – perguntei. Ele devia ter dito algo, coloquei então o dedo indicador dentro de sua boca. – HÁ HÁ HÁ HÁ! – aquilo era tão engraçado.
- O que foi?! – Jason também ria, enquanto forçava suas mãos contra minha cintura. – Não quer ir para dentro da casa? – ele sussurrou em meus ouvidos.
- A gente vai tomar banho?
- Se você quiser... – senti seus lábios tocarem meu pescoço.
Brian’s POV.
Como assim ele estava beijando o pescoço dela?! Aquilo era inadmissível! Talvez Matt tinha razão, ao invés de sequestrá-la, eu deveria tê-la enchido de cachaça até que ela entre em coma alcoólico.
Aquele Jason aproveitador. Sabia que ela já estava toda pinguçada e suas mãos mostravam-se bem firmes em sua cintura. Era óbvio que eu não iria deixar que ele me passasse para trás. Afinal, todo esse tempo trancando a Lucy e nunca que ela me deixou... PASSAR A LÍNGUA NA ORELHA DELA! Ah não, aquilo já estava fora dos limites.
Levantei-me da rede, estufando o peito e caminhando até eles. Eu podia ouvir claramente as risadas altas de Lucy enquanto me aproximava cada vez mais deles.
Respirei fundo, dando uma forte cutucada com o meu dedo indicador contra o ombro de Jason.
Rapidamente, ele a soltou.
- Oi Syn! – ele dizia com um sorriso largo nos lábios. – Por que não me apresentou sua amiguinha antes?
- Você não percebeu que ela está bêbada? — cruzei os braços, encarando-o seriamente.
- Todos nós estamos né? – ele gargalhava, e Lucy, o acompanhava na risada, enquanto ele batia em meus ombros. – Relaxa cara! Quer mais um drink? Eu faço para vocês.
- É... – Lucy concordava, mal conseguindo ficar de pé e completamente parada. – Eu faço drink!
- Você faz é? – Jason a olhava, fazendo-lhe cócegas e obviamente que se aproveitando para passar a mão nela. Eu conhecia muito bem essa espécie de homem, afinal eu era um.
- Solta! – apanhei a mão dele, fazendo com que aquelas garras venenosas largassem a minha Lucy... Digo, a Lucy.
- SOLTAAAAA! – Lucy de repente disparou um grito intenso, seguido por uma gargalhada. – HÁ HÁ HÁ, olha a cara dele!
- Vem comigo, Lucy! – disse rapidamente, apanhando-a pelo pulso, louco para afastá-la dele... Ainda mais naquele estado de completo retardamento mental.
- Vem comigo, Lucy! – ela me imitava e ria logo em seguida.
Coloquei as mãos em sua testa e vi que suava frio. Estava tonta, andando completamente torta, rindo de qualquer besteira e eu sinceramente não queria vê-la naquele estado. Havia me incomodado ainda mais vendo como Jason se aproveitava da situação.
- Vou te dar um banho. – disse sem me aproveitar da situação, claro.
Arrastei-a para dentro da casa, enquanto a levava para o meu quarto que continha uma suíte e poderia nos dar mais privacidade... Digo, privacidade para Lucy.
- Fica aqui. – disse, sentando-a em cima da cama.
Ela gargalhava, enquanto me encarava. Simplesmente revirei os olhos, caminhando até o banheiro, para lhe preparar um bom banho.
- RODA, RODA, RODAAAAA, RODA NAVE ESPACIAL! – eu a ouvia gritar, enquanto de relance via claramente que ela girava por todo o quarto.
Comecei a agilizar meus movimentos, com medo de que ela pudesse fazer algo que a machucasse.
- LÁPIS DE OLHO! – a ouvi gritar, como se tivesse encontrado uma mina de ouro.
Liguei a torneira, enquanto a água aquecida preenchia toda a banheira.
Corri novamente até ela, e quanto vi, apesar da situação drástica, não pude evitar rir.
Lucy havia apanhado meu lápis de olho, desenhando um par de bigodes em seu buço.
- O QUE É ISSO?! – perguntei gargalhando.
- Olá, minha lady... – ela se aproximava de mim como quem fazia uma reverência. – Gostaria de me conceder essa dança? – logo ela tornava a gargalhar, quando de repente, caiu no chão. Assim, sozinha, de maduro.
- Lucy! – rapidamente me abaixei para ajudá-la.
Ela, porém, nem se quer se importou. Continuou rindo, gargalhando, batendo em mim e vendo graça em tudo.
Não tive escolha, rapidamente a apanhei em meu colo, jogando-a dentro da banheira.
- AH! – ela disparava um grito como se tivesse ficado assustada, mas logo tornou a rir de modo estridente.
Eu poderia muito bem me aproveitar da situação, mas aquele de fato não era o momento. Lucy estava ruim, tonta molenga, enquanto suava frio, e os olhos cada vez mais vermelhos.
- SOU O AQUAMAN! – ela gritava, enquanto batia fortemente os braços contra água, molhando-me por completo. – CÓLERA DO DRAGÃO! – ela continuava aos gritos, batendo os braços contra a superfície da água freneticamente.
- LUCY! – tentei censurá-la, porém foi impossível. – Para com isso! – segurei seu rosto de modo firme, enquanto passava a água por trás de sua nuca, a fim de que ela recuperasse a pressão do corpo.
Seus olhos iam se fechando vagamente, enquanto seu tronco parecia perder a estabilidade. Aquela menina não poderia dar um ‘PT’ agora.
- Lucy! – continuei chamando-lhe a atenção, a fim de que ela não perdesse a consciência. – Olha aqui pra mim! – segurei bem firme seu rosto, obrigando-a a olhar para mim.
Seu rosto estava bem próximo ao meu. E apesar de ela estar cheirando álcool, com o buço todo borrado de preto, além de descabelada, com a maquiagem borrada, eu ainda a achava linda.
Eu poderia negar para mim mesmo, mas meu coração e minha mente estúpida insistiam em deixar isso bem claro ecoando dentro da minha mente. Eu estava preocupado. Era uma preocupação besta, tola, sem importância, mas eu queria que ela ficasse bem.
- Cadê? – a ouvir resmungar, enquanto eu ainda a observava.
- O que? – perguntei confuso.
- Meu patinho amarelo. – ela fazia um bico, abrindo os olhos e me olhando como se fosse chorar.
- P-patinho amarelo? – franzi o cenho. Ela estava bêbada, devia prever que tudo que ela fosse falar não faria o mínimo de sentido.
- PATINHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – ela gritou de repente, empurrando bruscamente minhas mãos de seu rosto. – MEU PATINHO AMARELOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!! Você o sequestrou, seu malvado! Você estuprou meu pato! – seu grito ecoava, quase que estourando todos meus tímpanos.
- Cristo! – exclamei. Provavelmente eu precisava mesmo de ajuda divina.
- Ops! – ela parou de repente, olhando-me assustava, enquanto impulsionava o tronco para frente.
Vômito à frente.
Corri, apanhando a lata de lixo, deixando que ela disparasse toda sua crise estomacal lá dentro.
- Ai... – ela resmungava como se tivesse sentindo dor.
Confesso que fiquei com pena de vê-la naquela forma. Coloquei minhas mãos sobre sua nuca, acariciando-a levemente, para que ela não se sentisse assim tão ruim diante daquela situação.
Fiz o possível para deixá-la a vontade. Estava me achando estranho, normalmente eu estaria rindo da cara dela e vomitando junto, mas dessa vez, eu estava preocupado e não estava gostando nenhum pouco daquilo.
Depois de passar bastante mal, tive de preparar um soro caseiro para ver se sua pressão melhorava.
Não tinha como negar esse fato, e juro que eu realmente tentei evitar, mas ela não poderia dormir com a roupa toda molhada.
Apanhei uma camiseta minha, enquanto removia sua roupa, deixando-a seca e segura.
Claramente que eu não poderia evitar reparar de alguns detalhes, e mesmo pálida, cheirando vômito e com olheiras, ela continuava linda.
Deitei-a sobre minha cama, cobrindo-a cuidadosamente com o edredom. Ela já parecia estar melhor, conforme seus lábios tornavam a ficar avermelhados levemente.
Fiquei observando seu rosto. Era incrível, eu simplesmente não me cansava dele. Suas pálpebras já cobriam todo o seu globo ocular, enquanto ela respirava de modo sincronizado, mostrando-se ficar cada vez melhor.
Logo, ouvi uma leve batida contra porta. Era Jimmy, andando torto e rindo alto.
- Fala baixo, animal! Não está vendo que a Lucy está dormindo? – resmunguei.
Jimmy trupicou em plena planície, e novamente deu gargalhada.
- Já falei para você parar! – disse, advertindo-o com um tapa no ombro.
- Enfermeira Briana, eu não me lembro de você cuidar assim de mim quando eu estou passando mal. – ele deitava de bruços contra o chão, colocando os pés para o alto e mordendo os lábios, enquanto com o dedo indicador fazia um movimento circular entre os próprios mamilos.
- Isso é um caso a parte. – debati em minha defesa. – Ela é menina, tem menos resistência à bebida alcóolica.
- Ai, ai... – Jimmy suspirava, tornando a se levantar, cambaleando. – E você tem menos resistência ao amor. – ele sorria, afastando-se e saindo do quarto.
Eu não encontrei palavras para debater de imediato.
Fiquei em silêncio, apenas olhando-a, enquanto acariciava levemente seus cabelos e Jimmy fechava a porta.
Notas finais
Como eu havia prometido que ia postar mais rápido e acabei não conseguindo cumprir...
POSTAGEM DUPLA PARA VOCÊS.
Favor deixar pelo menos um review e seguir adiante. HISAHISAHISHAISHAISHIAHSIA ♥
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