Danger Line

14 Decisão.


Notas iniciais
Gente, estou muito feliz com todas as recomendações que eu venho recebendo, e hoje, não podia falta de deixar um capítulo dedicado para Little Poison pela recomendação maravilhosa, que me deixou realmente muito feliz. *-*
Muito obriigada mesmo.

DECISÃO.

Brian’s POV

- Pois não? – perguntei, indo até a porta, fazendo o possível para manter a calma. – Em que posso ser útil?

Havia dois policiais.

- Sou o investigador Smith. – dizia o mais alto. – E esse é meu parceiro, Adam. — o homem estendia a mão para mim.

- Sim... Gostariam de entrar? – perguntei de maneira tranquila, retribuindo o cumprimento e logo senti uma cotovelada nas costas.

Ignorei o desespero de Jimmy.

- Não, obrigado, seremos breve... Estamos investigando referente ao desaparecimento de uma garota... – senti meu coração saltar. – E temos informações de que a última vez em que ela foi vista, estava com vocês.

- Quando? – perguntei franzindo o cenho, fazendo-me de desentendido. – Qual dos shows?

- Um que vocês fizeram em Londres há algumas semanas. – dizia o tal do Adam. – Temos uma foto dela aqui, talvez você se lembre...

Respirei fundo, pronto para ver o rosto daquela que eu já sabia. Era uma foto preta e branca. Estava linda, com um close em seu rosto, olhar sério, as madeixas jogadas para o lado esquerdo do rosto.

Era de fato a Lucy.

- E então? – Smith dizia esperando pela minha resposta. – Lembra-se dela?

- Sim... Lembro. – respondi com tranquilidade para que assim eu desse nenhum passo em falso. – Ela cantou uma música com a gente e depois foi para o nosso camarim...

- Sim, tenho informações de que ela acabou indo ao hotel com vocês não foi? Acontece que nenhum funcionário do hotel a viu saindo de lá. – o Smith me encarava.

Esses malditos tinham informações demais e aquilo realmente era bem perigoso... Mas qual seria a graça da vida se não fossem esses exatos perigos?

- Pois é. – cocei a nuca, disparando uma leve risada. – Ela passou a noite lá com a gente se é que me entende... — disse maliciosamente.

- Entendo... – Adam disparou uma risadinha maliciosa, mas assim que recebeu uma cotovela de Smith, calou-se.

- Acontece que tínhamos que voltar, combinamos de fazer uma pequena pausa da turnê pra descansar um pouco, por que depois vai ser um show atrás do outro, e como nosso avião tinha horário, deixamos as contas pagas no hotel e viemos embora... A garota ficou dormindo.

- Entendo... – dizia Smith fazendo algumas anotações em seu caderno. – Então se é que aconteceu alguma coisa com a garota, possivelmente deve ter acontecido dentro do hotel.

- Exatamente. – respondi com convicção, devolvendo a foto para o investigador. – Verifiquem com eles... Talvez ela foi até embora do hotel, mas acabou se perdendo pela rua, não sei... Ela era meio rebeldezinha, sabe?

- Sim, iremos investigar... Até então, chegaram até mesmo a nos informar que ela possivelmente teria sido sequestrada pelo senhor. — Adam dizia com seriedade.

Senti novamente cotoveladas certeiras em minha costela.

- Ah, é claro que vão dizer isso. — disse em total cinismo. — A garota some, é da pá virada e a culpa é sempre do famoso... — gargalhei despreocupado. — Eu não teria motivos para sequestrar ninguém... Não preciso de dinheiro. — disse em tom de piada.

- Sabia que essa história não passava de exagero... Mas de qualquer modo, temos que continuar as investigações. – Smith me esboçava um sorriso, completamente convencido pela minha história. – Muito obrigado pelas informações... E será que você poderia dar um autógrafo para a minha filha? — ele abria um sorriso despreocupado.

- Disponha. – sorri, apanhando a pequena caderneta e a caneta que ele me estendia, rabiscando alguma coisa. – Se precisarem de mais alguma ajuda... Eu lembro que no dia ela estava de shorts e camiseta do Avenged...

- Sim, como a maioria das garotas no show. – Smith revirava os olhos. – Bom, já vamos indo... Mais uma vez, obrigado pelas informações. – sendo assim, ele esticava a mão para mim.

- Não a de que. — respondi tranquilamente. — Se tiver algo que eu possa fazer, não hesitem em me contatar.

Retribui com um aperto de mão convicto como se eu realmente fosse uma pessoa que destilava verdades.

Os dois investigadores finalmente haviam ido embora, sendo assim, fechei e tranquei a porta.

- VOCÊ É LOUCO! – Jimmy disparava de repente de cima do sofá. – VOCÊ É INSANO! LOUCO! LOUCO!! — ele surtava.

- Calma cara. – respondi com tranquilidade, franzindo o cenho.

- COMO É QUE VOCÊ PODE FICAR ASSIM TÃO CALMO?! – ele se esgoelava. – VOCÊ MENTIU PARA A POLÍCIA!! VOCÊ MENTIU!! SABIA QUE ISSO É CRIME?! SABIA?! CARA, SE TE PEGAREM VOCÊ ESTÁ MAIS DO QUE FODIDO!!

- Relaxa, logo a Lucy vai poder ir embora e ninguém vai ficar sabendo de nada. – disse ainda calmo, indo até meu quarto.

- Não, não... VOLTA AQUI! – Jimmy, porém, barrou a minha passagem. Estava vermelho, parecendo um tomate e me olhava com uma seriedade da qual eu ainda nunca tinha visto. – Você vai devolver essa menina AGORA! – ele ordenava.

- Jimmy, relaxa, os caras nem desconfiam de que... Bom, você sabe. — sussurrei. — A única coisa que me está me preocupando agora no momento é esse amiguinho da Lucy querer estragar os meus planos.

- QUE PLANOS, CARA?! QUE PLANOS?! Você não percebeu ainda o que você acabou de fazer?! Eu sou seu amigo, cara... Seu IRMÃO e se eu estou falando pra você devolver a Lucy eu falo isso não só pelo bem da banda, mas pelo SEU bem! Isso vai dar merda, Syn... Você precisa mandar a Lucy de volta. Eu não vou mais compactuar com isso... Ou você devolve a Lucy ou eu mesmo faço... Não quero ver amigo meu preso por causa de merda!

- Olha Jimmy, eu já menti para os policiais, não tem como voltar atrás... Isso vai me dar tempo até eu conseguir alguma coisa com a Lucy.

- Syn, a gente vai sair de novo em turnê... Vão ter várias outras meninas lá para você poder ficar brincando... Já passou da hora de você deixar a Lucy em paz!!

- Já disse que não! Ela feriu meu orgulho de todas as formas possíveis! Eu não vou deixar ela sair impune nisso. – suspirei. – Jimmy, graças a minha mentirinha eu vou conseguir ganhar tempo e assim que eu conseguir algo com a Lucy, eu a mando embora de novo, relaxa. — dei de ombros.

- Ai meu Deus... – Jimmy fechava os olhos. Ele não queria ouvir mais as minhas palavras, mas eu sabia que ele já estava se rendendo.

- Vai Jimmy... Por favor... – fiz bico.

- Syn, antes isso era só uma brincadeira, as mulheres não ficavam trancadas mais de uma semana! Nem se quer UM DIA! Essa sua relação com a Lucy passou de brincadeira... VIROU OBCESSÃO!

- Ah, não seja ridículo. – dei de ombros.

- Estou falando sério. – Jimmy olhava bem dentro dos meus olhos. Ele realmente não estava de brincadeira. – Eu não quero ver meu irmão se ferrar nessa historia.

- Ninguém vai se ferrar, confie em mim...

- Você está indo longe demais...

- MEU DEUS! – resmunguei em voz alta, não estava mais aguentando ouví-lo resmungar daquele jeito. – Você e a Lucy estão ficando muito bons em me dar sermão. – revirei os olhos lhe dando às costas, tornando a caminhar até meu quarto.

- Eu ainda acho que você está se apaixonando por ela... — ele parecia querer me envenenar com aquelas palavras.

Parei de caminhar, como se aquela última frase dele me provocasse uma pontada afiada em meu estômago.

Virei-me bruscamente na direção de Jimmy.

- Não. – disse claramente. – Eu não estou me apaixonando por ela e nunca vou me apaixonar, ouviu bem?

Jimmy cruzou os braços e arqueou a sobrancelha como se não estivesse acreditando nas minhas palavras.

Irritado, troquei meu destino para ir até a cozinha.

- Lá vai você torturar a menina de novo? – Jimmy gritava ás minhas costas.

- Não estou torturando ninguém. – debati, seguindo meu rumo.

Jimmy não poderia ter razão, depois de Lucy ter sido tragada para dentro da minha vida, eu senti como se eu tivesse de fato alguma utilidade no mundo que não fosse apenas a banda.

Eu estava em meio ao efeito da adrenalina. Admitia mesmo que gostava de viver nessa linha de perigo. Gostava de fazer coisas proibidas.

Assim que tornei a entrar no quarto de Lucy, percebi que ela estava melancólica, deitada sobre a cama com os joelhos próximos do peito, numa posição fetal.

Confesso que quando a vi naquela forma, com os olhinhos tão tristes, me deu até mesmo pena.

Poderia até pensar que Jimmy estaria certo, mas eu jamais me apaixonaria novamente, aquilo era tão impossível quanto vacas aladas azuis voarem pelo céu.

- Lucy. – a chamei de modo firme.

- Vai embora. – ela dizia apenas.

- Não vou embora. – disse com frieza. – Preciso que você faça um favor para mim.

- Ah claro que eu vou fazer. – dizia ela com desanimo e completa ironia.

- Estou falando sério. – aproximei-me ainda mais dela, sentando-me em uma beirada da cama. – Eu acho que o seu amiguinho amado andou me subestimando.

- Como assim? – ela erguia a cabeça, encarando com as sobrancelhas arqueadas. – Por que ele te subestimaria?

- Bom... Acabei de receber uma visita. – a encarei seriamente. – Da polícia. – dei ênfase na última palavra.

- O QUE?! – ela perguntava dando um salto sobre a cama, realmente surpresa com a minha notícia. – COMO ASSIM?!

- Exatamente... – confirmei sem nenhuma hesitação. – A polícia veio investigar sobre o seu desaparecimento e diante de tantas mensagens que o tal do Fofolindo deixa em seu celular, cheguei a conclusão de que só pode ter sido ele quem denunciou o desaparecimento.

- Meu Deus... Se meus pais descobrirem, eles vão ficar arrasados! – ela dizia com um olhar de desespero. – Por favor, deixe-me ir... Essa história já foi longe demais... Meus pais não podem nem sonhar que isso aconteceu!

- Lógico que não, meu amor. – respondi com tranquilidade tirando o meu celular do bolso. – Eu quem dou as cartas já que fui eu quem começou com esse jogo... Saiba que o seu amiguinho só deixou tudo mais emocionante... – ri com sinceridade. — Então não seja ingênua achando que eu vou me intimidar com uma visitinha policial.

Ela me olhava boquiaberta, como se estivesse perplexa demais para até mesmo me xingar.

Apesar de tudo, fiquei contente dela ter mantido o silêncio, limitando-se apenas a me encarar de maneira mortal e então, entreguei meu celular para ela.

- O... O que você quer que eu faça? – ela perguntava como se temesse a resposta.

- Você vai ligar para o seu amiguinho. – disse diretamente.

- Não! – ela negou como eu já esperava.

- Vai sim, Lucy. – aproximei-me ainda mais dela, encarando-a de frente. – Você vai ligar para ele, dizer que está tudo bem... E... – sabia que iria pegar pesado, mas não tinha outro jeito. – Mandar ele encerrar a denúncia.

- Ou? – ela cruzava os braços e me encarava furiosa.

- Ou... Seus pais realmente vão saber onde você está... Vão saber que a filhinha é uma groupie que veio louca atrás de mim... E é óbvio que vão acreditar em mim e não em você. – disse de maneira sussurrante.

Lucy arregalou os olhos, olhando-me incrédula de minhas palavras. Sim, eu realmente havia pegado pesado. Eu jamais a machucaria, muito menos acabaria com sua reputação. Aquela era a única forma de fazê-la ficar e confesso que entrava em desespero só de pensar em Lucy saindo da minha vida. Tudo voltaria a ser escuro e sem graça.

- Ligue. – ordenei.

Lucy me olhava confusa ao mesmo tempo em que já estava pálida. Confesso que cheguei até mesmo sentir uma pequena pontada de remorso por agir assim com ela.

Acontece que eu não queria que ela fosse embora, não a queria longe de mim.

Ela respirou fundo e uma lágrima de repente caiu de seus olhos. Lucy encarou o aparelho de maneira triste, enquanto analisava a foto que estava no fundo de tela do aparelho.

Era uma foto minha e de Michelle.

- Por que você faz isso? – ela perguntava com a voz desequilibrada. –Você tem namorada, você tem a sua vida... Por que infernizar a minha? – seus olhos pareciam duas belas esferas esverdeadas que brilhavam estridentemente, fazendo com que meu coração saltasse em ritmo de sua tristeza.

Fiquei em silêncio. Minha vontade era de fazê-la soltar aquele celular e lhe dar um abraço forte e prometer que tudo ficaria bem. Mas qual seria o motivo de fazer isso? Da onde vinha essa vontade de querer que ela goste de mim, que ela queira ficar? Da onde vinha essa energia e tranquilidade que eu sentia quando a tinha em meus braços mesmo que a seja relutando contra meus toques?

O que essa garota estava fazendo comigo?

Novamente, as palavras de Jimmy ecoavam na minha cabeça. Aquele maldito simplesmente não devia ter dito nada!

Não, eu não estava apaixonado. Sentia apenas pena por ela não ter sido mais esperta do que eu... Tantas tentativas frustradas em escapar... É lamentável.

- Ligue. – disse impiedosamente.

Ela abaixou a cabeça, e mais algumas lágrimas escorreram pelo seu rosto, sendo assim, começou a discar o número do otário que resolveu atrapalhar a minha vida.

Lucy’s POV.

Meu corpo já não aguentava mais. Discussões todos os dias, vivendo em um constante dilema sobre o que aquele homem era.
Às vezes chegava até mesmo acreditar que ele poderia ter algum tipo de dupla personalidade, já que não parava de agir de modo estranho. Uma vez que era brusco, e depois se tornava um ser que parecia querer cuidar de mim. Seu olhar se modificava e era ainda mais triste e decepcionante saber que tudo isso que está acontecendo poderia estar sendo o maior sonho da minha vida ao invés desse pesadelo desgraçado que me deixava confusa e aflita.

Não que eu acreditasse que ele fosse ir assim tão longe, ao ponto de divulgar tudo para a mídia e distorcer a história, apesar de tudo, não conseguia vê-lo fazendo esse tipo de coisa.

Eu estava desequilibrada emocionalmente, mas não tinha medo dele. Estava desgastada por passar tanto tempo presa em um lugar sem que ninguém pudesse me ajudar.

Talvez a melhor coisa fosse que Arin cancelasse as buscas. Assim, evitaria que qualquer coisa fosse divulgada, inclusive, que meus pais ficassem sabendo.

- Alô? – era a voz de Arin, triste e desanimada.

Meu coração deu um pulo tão forte que acreditei que fosse começar a chorar aos soluços.

- S-sou eu... Lucy. – minhas lágrimas desembestaram em cair.

- LUCY?! – sua voz havia se alterado completamente – Onde é que você está? O Synyster Gates te sequestrou mesmo? Perdoe-me por não ter acreditado em você, mas é que essa história parece até mesmo mentira. — ele dizia rápido demais, evitando até mesmo respirar.

- Pois é. – disse, sem querer me adiantar no assunto. – Eu... Eu estou bem.

- Como assim está bem? Com essa voz? Acha mesmo que eu vou acreditar que você está bem? Onde é que você está? Por que o número do telefone que você me ligou está constando como privado?

- Não se preocupe comigo... – por mais que eu me esforçasse, não conseguia estabilizar a minha voz.

- Você está chorando? – sua voz se mostrava completamente preocupada. – Lucy pelo amor de Deus, me fala onde você está... Não importa onde esteja eu vou correndo aí te buscar... Você sabe que pode contar comigo... Que pode confiar em mim.

- Eu preciso te pedir um favor... – disse trêmula, tentando interromper as minhas lágrimas. Não sabia se eu chorava mais por descontrole ou por saudade. Ninguém jamais entenderia a falta que eu sentia dele. Meu eterno e melhor amigo.

- Pode me pedir o que quiser. – ele dizia sem hesitar.

- Encerre as buscas. – disparei. – Não me procure mais... Vai dar tudo certo... Logo eu volto para a casa, mas se meus pais descobrirem, vai ser uma desgraça.

- Me fala onde você está?! – ele insistia com desespero.

- Não posso... Simplesmente não me procure mais, peça para a polícia encerrar as investigações... Eu estou bem! Estou viva não estou? Vamos fazer isso sem criar escândalo.

— Lucy... Tem alguém obrigando você a me dizer essas coisas?!

- Não, mas... – de repente, Synyster arrancava o aparelho das minhas mãos.

- ELA ESTÁ COMIGO! – Brian dizia pelo aparelho.

Encarei-o incrédula. ELE NÃO TINHA ESSE DIREITO.

- E eu acho bom você parar com essas investigações, pois a única pessoa que iria sofrer as consequências disso é a sua tão adorava amiguinha.

Synyster mantinha silêncio, enquanto eu ouvia murmúrios como se Arin estivesse lhe respondendo.

- Pode gritar o quando quiser, eu não tenho medo de você. – Synyster debatia. – Lucy não vai embora até que eu decida que será assim... Se acontecer alguma coisa que me prejudique, aí sim, você NUNCA MAIS VAI VER A SUA AMIGUINHA!

Sendo assim, ele encerrava o chamado.

- Pronto. – ele sorria de modo vitorioso. – Não acredito que ele vá continuar me infernizando.

- Você é um monstro. – respondi com revolta na voz.

- Agora vá dormir um pouco. – ele se erguia da cama, enquanto se afastava de mim, sem nem ao menos olhar para trás.

O desespero tomou conta de mim ainda mais.

Ele estava jogando sujo e sendo cruel demais. Sentia como se todos meus órgãos fossem explodir para fora do meu corpo de tamanha que era a minha raiva.

Comecei a soluçar, caminhando até ele e lhe disparando um soco contra as costas.

- EI! – ele gritava, girando o corpo bruscamente para mim. Encarava-me boquiaberto, não esperando pelo golpe.

- ATÉ QUANDO VOCÊ VAI CONTINUAR COM ISSO?! — disse aos berros, enquanto as lágrimas caíam livremente.

- Para com isso... – ele dizia de modo tranquilo, que eu podia jurar que era até mesmo triste. Seus olhos me fitavam com pena. – Eu não quero fazer mal a você. — Brian tocava as mãos em meus ombros.

- COMO NÃO QUER?! OLHA SÓ O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COMIGO... — podia sentir meu estômago ardem como se minha raiva o incendiasse, minhas pernas e mãos tremiam... Se eu tivesse força, juro que o mataria.

- Não quero ter essa conversa agora. – ele dizia com a voz mais baixa do que a minha, dando-me as costas e se afastando.

- NÃO ME DEIXA AQUI! – gritei, batendo contra a porta que era fechada e trancada novamente. – EU PRECISO IR EMBORA! DEIXA EU IR EMBORA, SYN, POR FAVOR! EU JÁ ESTOU DE SACO CHEIO DISSO TUDO...

Brian’s POV.

Eu ouvia seus gritos e aquilo fazia meu coração se despedaçar cada vez mais. Eu sabia que estava sendo ruim demais com ela, mas eu não conseguiria deixá-la ir depois de tudo que aconteceu.

Havia terminado de trancar a porta, mas não tive coragem de deixá-la ali, naquele estado, sozinha... Ficaria ali com ela, mesmo que ela não soubesse.

Sentei-me no chão, com a cabeça encostada na porta enquanto sentia os golpes que ela disparava contra a mesma.

Ela estava me odiando e eu não tirava sua razão, mas aquilo só me fazia querer mantê-la por mais tempo comigo, para que então ela mudasse de ideia, simplesmente por mudar, simplesmente para ver quem eu sou...

Meu peito ficava tão vazio quando eu pensava que ela poderia ir embora... Não me vinha a cabeça a imagem dela me dando as costas e partindo cada vez mais longe...

Perdoe-me, Lucy... Mas eu decidi que não deixaria você ir embora da minha vida, eu não posso mais te deixar ir...

Notas finais
Pessoal, alguns recadiinhos. (:
1º Desculpem pela demora, eu geralmente posto DL mais rápido do que isso, mas culpem o cfc, pois é uma chatice que dá sono e me obriga a acordar cedo desnecessariamente. u.u
2º Muitas pessoas pediram para eu ler suas fics, eu estou MEGA atrasada, mas eu vou me atualizando aos poucos, pode ser que eu demore para ler algumas, mas isso não significa que eu pelo menos não vá dá nem ao menos olha espiadinha. (:
3º Em breve, estarei postando Com Amor não Se Brinca - 2ª Geração, então desde já, convido vocês para lerem, e quem ainda não leu o 1º, faça o favor de ler. u.u HISHAISHAIHSAIHSIAHISA ;x
Enfim, acho que é só isso. (:
Muitoo obriigada todos que estão lendo e comentando, estou muuito feliz com o retorno da fic, de verdade. (:
Reviews??? *-*