Notas iniciais
Antes de tudo, queria desejar à todas um feliz dia das crianças. *-*
Pq atrás de todo ser humano, ainda sempre irá existir uma criança.
Então, felicidades! ♥

COMPLÔ

Brian’s POV.

- Eu percebi. – Eddie suspirava. – Você está apaixonado pela loira!

- Eddie nem me fale... – revirei os olhos. – Ela... Ela me detesta! Pior que às vezes ela age como se gostasse de mim, sabe? Eu fico confuso, eu não estou entendendo essa garota! — exclamei. – Tem aquele amigo babaca dela... Ele deve estar fazendo alguma chantagem emocional... Não é possível!

- Você já ficou com ela? – Eddie mordia o lábio inferior.

- Lógico que já! E cara... – suspirei, relembrando nossos momentos. – É mágico...

- Ai! Que inveja! – Eddie disparava, revirando os olhos. — Dela, é claro.

- Bom... – afastei-me dele cautelosamente. – Eu já tenho que ir... Antes que a Lucy apareça e queira arrancar minha cabeça, mas antes eu quero saber se você já providenciou o que eu te pedi...

- Ah sim, claro! – Eddie sorria. – Deu mais certo do que eu imaginei! Dentro de alguns dias ficará pronto.

- Ah que bom... – disse aliviado. – Assim eu fico bem mais tranquilo... Mas não terá nenhum problema, certo?

- Não... Isso eu te garanto! – Eddie dizia com convicção. – Você sabe que eu tenho meus contatos. – ele disparava uma piscadela. – Não se preocupe, de verdade...

- Que bom... – sorri. – Melhor eu ir... E lembre-se... A Lucy não pode saber disso em hipótese alguma! Ouviu bem?

- Cuidado para não se ferir de novo, gato... – Eddie jogava os cachos armados para trás do rosto, enquanto acendia um cigarro. – Já percebi que você se preocupa demais com essa menina, faz muito por ela...

- Não... – meneei com a cabeça. – Pode ter certeza de que ela fez muito mais por mim... – abaixei o rosto, encarando minhas próprias mãos. – Embora ela me despreze.

Dizer aquilo fez com que a tristeza se instaurasse em meu peito, novamente.

Ela estava com Arin...

Não! Eu não poderia desistir agora...

Lucy, sempre me dando trabalho...

- Tchau Eddie... – virei-me de costas, quando vi a baixinha entrando na loja.

- VOCÊ PODE ME EXPLICAR O...

- LUCY! – Eddie dizia em voz alta, fazendo com que ela se silenciasse de imediato. — Dentro da loja, o SENHOR... – ele ressaltava a palavra. – Haner, é nosso cliente, docinho... – ele sorria de modo irônico.

Disparei um riso, vendo que Lucy me encarava constrangida.

- Desculpa, Eddie, é que...

- Não deve pedir desculpas a mim... – Eddie erguia a cabeça, de modo autoritário. – E sim ao senhor Haner... – ele apontava para mim.

Lucy o encarava, boquiaberta, girando a cabeça de um lado para o outro, olhando a mim e Eddie, enquanto ele mantinha sua pose, até que sua funcionária finalmente fizesse o que foi pedido.

Na verdade, eu queria rir. Apesar de todas as coisas que ela me disse, não conseguia me sentir mal diante da sua presença.

Resolvi ajudar Eddie com o seu teatro de chefe durão, e então, cruzei os braços, encarando Lucy.

Seus ombros rígidos logo relaxaram e ela girou o corpo em minha direção.

- Me desculpe, Senhor Haner. – ela dizia sem emoção alguma.

- Certo, agora dê um abraço dele. – Eddie piscava para mim, comprimindo os lábios como se segurasse o riso.

- Mas... – Lucy virava para ele, encarando-o, incrédula.

- Vai ter que abraçar. – Eddie dava de ombros, enquanto tragava seu cigarro.

Lucy, sem querer olhar diretamente para mim, aproximou-se, abraçando-me.

Não posso negar que quis tirar um pouco de proveito, abraçando-a com força, pela cintura.

- Desculpe pelo beijo agora a pouco... – sussurrei em seus ouvidos. – Foi necessário.

- Tudo bem, Senhor Haner! – ela se afastava de mim. – Tenha um bom dia.

- Obrigado. – abri um sorriso, saindo da loja.


Lucy’s POV.

- VOCÊ ESTÁ CORADINHA! – Eddie cantarolava logo que Brian saía da loja.

- Para! – resmunguei, sentindo que de fato minhas bochechas ardiam. – Eu só fiquei constrangida, não sabia que eu era obrigada a chamá-lo de senhor... Fiquei constrangida. – coloquei os cotovelos sobre o balcão, enquanto escondia o rosto.

- Mas você não era obrigada mesmo...Eu só queria te ver sangrar de vergonha. – ele ria logo em seguida, fazendo com que eu me sentisse ainda mais babaca. – Mas foi tão fofinho... Acho que vou aderir a essa política.

O encarei meio receosa. Eddie era um enigma. Eu nunca sabia quando ele estava falando sério ou me fazendo de besta, como sempre.

- Bom, eu acho que você está apaixonadinha por ele também, e ponto final. – Eddie suspirava.

- O que?! – franzi o cenho, não entendendo o motivo de ele ficar tocando nesse assunto tão repentinamente. – Mas é claro que não...

- Não me responde menina! – ele saía de trás do balcão. – Você o ama e ponto final. – Eddie sorria. – Você pode mentir para si mesma, mas não pode mentir para mim... Agora vá organizar a seção de CDs... – ele dava as costas se afastando.

Apenas revirei os olhos, indo cumprir com o meu trabalho.

Arin’s POV.

- Você não sabe! – ouvi a voz de Michelle ecoava pelo bar.

- Se contenha, o bar está cheio de clientes... – sussurrei em seus ouvidos.

- Arinzinho, você pode me ajudar na cozinha? – Valary dizia do balcão.

- Claro. – respondi sorridente.

- Ei! – Michelle me puxava pelo braço. – Desde quando minha irmã songa monga te chama de “Arinzinho”? – ela revirava os olhos.

- Ah, para com isso. – disparei uma leve risada. – Está com ciúmes?

- É... – Michelle revirava os olhos. – Mas enfim... Vi sua amada Lucy com o Brian hoje numa lanchonete!

- Como é? – Arin franzia o cenho.

- Isso mesmo! – ela cruzava os braços, mostrando-se aborrecida. – E ele a ficava chamando de meu amor e num sei o que... E DEU UM BEIJO NELA NA MINHA FRENTE! – Michelle arremessava a bolsa no balcão.

- Ah, claro! Ele a beijou na sua frente?! – dei de ombros. Lucy havia ficado comigo noite passada, ela não faria nada que me ferisse, eu sabia.

- É verdade, Arin! Desde quando eu minto para você?!

- É que eu sei que você não gosta da Lucy... – suspirei.

- Mas eu estou falando sério! – Michelle realmente parecia aborrecida. – Você tem que fazer alguma coisa!

- Olha, eu confio na Lucy, ok? – aproximei-me dela. – A gente dormiu junto de novo, se é que você me entende... Tudo bem que ela me confessou que realmente ficou com o Brian antes de ir para a festa, mas...

- COMO É QUE É?! – Michelle disparava um berro, interrompendo-me. – Aquela bruaca idiota falou que ficou com ele?! – sua respiração estava tão ofegante que cheguei a acreditar que a mulher viraria o Incrível Hulk.

- Disse. – suspirei. – Eu fiquei puto na hora, ainda estou um pouco na verdade, mas...

- E você ainda acha que ela não está te enganando? – Michelle disparava um riso sarcástico, apanhando o celular de dentro do bolso, apontando o visor para mim. – Antes de entrar na lanchonete, eu tirei uma foto... Eles estavam sentados bem próximo ao vidro, foi fácil...

Engoli seco, sentindo minhas mãos tremerem, enquanto aproximava os olhos da tela, vendo que realmente era Lucy na foto, enquanto Brian estava de óculos escuros e uma touca preta.

- Acredita agora?! – ela me encarava seriamente. – Essa menina está te enganando na cara dura, seu idiota!

- Arinziiiinho! – ouvi Valary me chamando novamente.

- PARA DE ENCHER, VAL! – Michelle berrava, fazendo todos os clientes virarem para ela.

Michelle pareceu não se importar, dando de ombros.

- Vem comigo. – ela dizia secamente.

- Com licença. – disse a mesa ao lado, afastando-me deles.

- O que foi, gente?! – Valary aparecia da cozinha, encarando-nos de modo confuso. – Vocês parecem meio alterados, não sei...

- Ah, vai tomar conta da sua vida. – Michelle debatia.

- Desculpa, Val... É que...

- Ah, vem logo! – Michelle me interrompia, puxando-me pelo braço.

Logo ela me conduzia até o quarto onde eu costumava dormir quando ficava ali, e então, trancou a porta.

Eu estava meio chocado, não podia acreditar que Lucy me enganaria... Ela estava chateada com toda a situação, ela não mentiria dessa forma para mim. Seus olhos brilhavam como se quisesse chorar, ela não seria cruel comigo dessa forma.

- Precisamos de um plano. – Michelle disparava.

- Mas que plano?! – perguntei, sentindo-me levemente irritado. — Eu conheço a Lucy, não acho que ela ficou indo atrás do Brian... Já ele... – suspirei. – Você SABE que ele sim, não vai sair do pé dela...

- Não importa! – Michelle caminhava de um lado para o outro. – Você precisa me ajudar! Sua presença ainda não foi o suficiente pro Brian se tocar!

- O que eu posso fazer?! – sentei-me na cama. – Michelle, eu conheço a Lucy! Ela estava super magoada...

- DUVIDO QUE ELA FICOU MAGOADA QUANDO ABRIU AS PERNAS PRO BRIAN! – Michelle tornava a gritar.

- PARA DE FALAR ESSAS COISAS! – segurei seus braços de modo firme. – QUE MERDA!

- Se você não me ajudar, eu vou começar a tomar minhas próprias atitudes, e dai vai ser muito pior, Arin! – ela me olhava com olhos, sem se intimidar com a minha atitude brusca.

- Está me ameaçando?!

- Depende do ponto de vista. – ela fazia força, soltando-se de mim, enquanto caminhava até a porta. – Pode ir agora ajudar a Valaryzinha!

Cravei as unhas contra a palma de minha mão.

Eu tinha que agir!

Lucy’s POV.

Eu não conseguia esquecer tudo o que Brian havia me dito.

“Então, por favor, não me diga que você não sente nada por mim...”


Aquelas palavras batiam insistentes em minha mente.

Eu estava livre dele, mas ao mesmo tempo era como se não estivesse. Ele continuava me rondando, dizendo todas aquelas coisas... E elas mexiam comigo.

“ – Não pense que vai ser assim tão fácil você ficar com o Brian, entendeu bem?”


Mas teria Michelle, sempre teria Michelle para atrapalhar...

Ainda bem que Eddie me liberou mais cedo. Já havia mandando uma mensagem para que Arin voltasse para a casa assim que possível. Queria que ele estivesse ao meu lado quando fosse ligar para meus pais.

Estava tão entretida com meus pensamentos, que nem reparei que meu corpo havia se chocado com outro.

- Desculpe... – disparei assim que me virei para a pessoa inicialmente desconhecida.

- Oi! – ela abria um sorriso. Elas realmente eram tão iguais... Exceto pela cor dos cabelos e pela expressão no rosto. – Lucy, não é?

- Isso mesmo... Você é a Valary, certo?! – perguntei levemente tímida. Já chegamos a nos encontrar, mas nunca a conversar.

- Exatamente! – ela dava uma risada tímida. – Sorte a sua que não era a minha irmã... – logo ela gargalhava.

- Desculpe a sinceridade, mas você tem razão... – disparei, tornando a caminhar. – Bom, se me der licença, estou indo para a casa...

- Lucy... – Valary, porém, correu atrás de mim.

Virei meu rosto, dando-lhe atenção, enquanto ela me encarava preocupada.

- Tome cuidado com a Michelle. – ela mordiscava o lábio inferior. – E... Com o Arin.

- Com o Arin?! – franzi o cenho, confusa.

- Ah... – ela dava de ombros. – Não sei por que, mas os dois vivem de segredinhos pra cima e pra baixo... Sempre escuto minha irmã berrando palavrões horrendos, dizendo seu nome e o de Brian o tempo todo...

- Bom, eu percebi que o Arin anda bem nervoso ultimamente, mas não posso culpá-lo. – dei de ombros. – Mas de qualquer forma, obrigada por me avisar... Vou prestar mais atenção.

- Certo... – Valary sorria. – Bom, tenho que levar esse jogo novo pro meu crianção...

- Matt. – concluí, rindo logo em seguida.

- Isso... – ela encarava a sacola que tinha em mãos, adiantando os passos para direção oposta da minha. – Tchau, Lucy.

- Tchau, Val! – sorri, tornando a caminhar.

Arin realmente estava bem estranho, mas não podia culpá-lo, sabia que havia errado com ele por diversas vezes.

Mas Michelle sim, essa sim eu deveria me preocupar...

... E muito.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e queria agradecer por todas estarem sempre comentando nos capítulos, assim eu posto mais rápidos e todas ficam felizes. *-*
Beeeeijos e aguardo mais reviews. ♥