Danger Line
12 A Noite da Vitória
Notas iniciais
E... Queria agradecer muito pela recomendação. (: Fiquei realmente muito feliz, pois eu de fato, estou me divertindo muito escrevendo essa fic! Então fica aí um capítulo dedicado à você. Muitoo obrigada pelo apoio. *-*
A NOITE DA VITÓRIA.
Lucy’s POV.
Eu sabia. Ele iria vir aqui novamente à noite.
Estava virando praticamente uma rotina ser assediada todos os dias. Ele bem que poderia não ter esse fetiche estranho e ser uma pessoa normal.
Sempre que Synyster saía com Michelle ou para fazer qualquer outra coisa que não seja de meu conhecimento, eu tinha a companhia de Jimmy.
Ele era inocente como uma criança. Apesar de tudo, jamais traía a confiança do amigo. Mesmo que eu tentasse lhe persuadir por inúmeras vezes.
Na verdade, eu gostava mesmo quando Synyster não estava em casa. Às vezes até abusávamos um pouco da falsa liberdade e íamos jogar vídeo game quando não tinha ninguém em casa.
Jimmy deixava as coisas serem mais fáceis para mim e menos torturantes. Ele estava em um dilema entre fazer o certo e uma amizade que era tão importante para ele quanto a sua própria vida.
– Posso ligar para o Arin? – perguntei.
– Melhor não... – Jimmy dizia de modo tristonho. – Se o Syn descobrir, ele me mata.
– Sabe que não quero arrumar problemas para você... Mas como amigo dele, você deveria saber que o que ele está fazendo comigo está completamente errado! – insisti mais uma vez.
– Lu... Está errado sim, mas... Quando alguém confia em você, não importa o que ela seja, você tem que ser fiel, ainda mais se tratando de um amigo... Um melhor amigo, um irmão... Você também não acobertaria os erros do seu melhor amigo?
– Claro que sim... – disse, disparando uma risada. Quando ele falava assim, eu me lembrava de Arin. Sempre cobríamos os erros um do outro, principalmente quando se tratava de nossos pais.
– Pois então... Apesar de você acobertar, mesmo que não concordando, você dá sempre aquela bronca interna e acredite, eu discuto sobre isso com o Brian todos os dias... – Jimmy se encostava no sofá, encarando o teto. – Mas sabe... Nunca que o Brian se esforçou assim por nenhum garota, mesmo que ele a estivesse levando à sério... E eu estou com medo, sabe?
– Medo de que? – franzi o cenho.
– Do Syn se machucar... E de você se machucar...
– Como assim, Jimmy?
– O Syn está estranho, mas eu não quero entrar em detalhes... Acontece que ele já foi muito romântico e se feriu demais... A decepção amorosa dele foi bem quando a banda começou a decolar, ou seja... Ele recebeu várias groupies para consolá-lo. Ele ficou inconsequente, irresponsável, achando que tudo era um jogo... Existe raiva dentro dele e você foi a primeira a não ceder, a primeira a jogar na cara dele coisas que ele merecia ouvir... Você vai querer me matar, mas... – ele suspirava, abaixando a cabeça, e logo, tornou a erguê-la, me encarando. – Acho que nem eu quero que você vá embora... Afinal, alguém precisa ser pior do que eu no vídeo game. – ele disparava uma leve risada.
– Como é? – perguntei, ainda confusa, sem entender todas aquelas coisas que ele me dizia. Por mais que ele defendesse tanto Brian, eu não conseguia vê-lo como vítima em nenhum tipo de situação.
– Isso mesmo... — Jimmy assentia. — Simplesmente por que eu acho que no fundo, você seria a única a trazer o Syn de volta...
Quando ele terminou de falar, o silêncio pairou pela sala.
Eu gostava de ter conversas com o Jimmy, mas confesso que essa havia sido a mais estranha de todas. Era incrível como ele conseguia colocar o Syn como vítima da situação, embora eu já saiba que muitas pessoas agem do modo que agem de acordo com tudo o que já sofreram na vida. Acontece que Brian já estava indo longe demais com aquela história de sequestro, só que a sinceridade de Jimmy, fazia-me querer ser mais flexível.
Ouvimos o barulho do elevador e então retornei para o meu quarto como se nada tivesse acontecido, como se eu nunca tivesse saído de lá.
As palavras de Jimmy, porém, continuavam ecoando pela minha cabeça como um disco riscado que não saía do lugar.
“Acho que nem eu quero que você vá embora”
Jimmy me fazia pensar. Ele tinha uma bondade incomum que pairava sobre ele. Sua tranquilidade, carisma, paralisavam-me e fazia com que minha raiva desaparecesse.
Acontece que eu simplesmente não queria ficar a minha vida toda trancada e tentando corrigir a mente infantil de Brian Haner Jr. Eu tinha a minha vida pra viver e não poderia ficar a mercê deles. Jimmy que me perdoe, mas nada faria com que eu desistisse do meu plano de hoje.
Precisava de coragem para fazê-lo.
Meu medo de que tudo desse errado era tremendo, pois eu sabia que se fosse dar errado, eu poderia sofrer consequências bem graves.
Dei de ombros. Eu tentaria de qualquer forma.
Sendo assim, percebi pelo buraco da fechadura que a luz incidia cada vez menos pelo pequeno corredor. Provavelmente, já estaria escurecendo e não demoraria muito para que Brian aparecesse.
Estava na hora de me aprontar.
Abri a gaveta da cômoda, apanhei uma lingerie de couro que estava ali. Fiquei meio na dúvida se eu deixaria tudo tão extremo assim, afinal, eu não sabia quantas mulheres já chegaram a usar aquelas mesmas roupas e eu não queria usar nenhum tipo de doença. Mudei de ideia, tornando a revirar a gaveta, quando de fato, eu achei algo realmente interessante.
Fechados, ainda bem, um corset branco de vinil, acompanhando com uma calcinha finíssima que eu não usaria jamais.
Mas... Tudo pela minha liberdade.
Com dificuldade, coloquei o cosert. Infelizmente, não havia ninguém ali que pudesse me ajudar a amarrar aquela coisa na medida do meu corpo, mas mesmo assim eu me esforcei para deixá-lo o mais perfeito possível, só que infelizmente a falta de espelho dificultava um pouco.
Depois de diversas tentativas frustradas, o cosert finalmente estava vestido, logo depois, coloquei a calcinha fio dental e talvez, eu pudesse agradecer por não ter um espelho... Eu deveria estar parecendo uma vadia.
Para apimentar ainda mais as coisas e deixá-lo mais alegre, apanhei o chicote e as algemas, deixando-as próximas de minha visão.
Agora era só esperar... Dentro de alguns instantes, ele apareceria.
Enquanto eu não escutava barulhos, fiquei ensaiando diversas poses, tentando de modo extremamente frustrado, em ser sensual. Nunca havia feito uma coisa dessas antes, não que eu ainda fosse virgem, mas com direito à brinquedinhos e roupas sensuais, realmente nunca havia feito, ainda mais para Synyster Gates! Eu bem que podia dizer que o que eu estava vivendo nos últimos dias era totalmente inacreditável.
Quando finalmente me decidi que a melhor pose era ficar sentada aos pés da cama, com as pernas cruzadas, os cabelos soltos caindo sobre meus ombros e segurando o chicote, finalmente, ouvi barulhos.
O trinco começou a tremelicar conforme a porta era destrancada. Meu coração acelerou de tal forma que eu poderia ouvir os batimentos de longe. Minhas mãos estavam suando e minhas pernas tremendo.
Eu tinha que fazer isso.
A porta se abriu e lá estava ele. Segurando um buquê de rosas. Arregalei os olhos, focalizando nas flores. Simplesmente não acreditei que ele estava ali, logo á minha frente com flores para mim, porém, assim que ele me viu, deixou com que o belo buquê se despedaçasse pelo chão e ficou ali, paralisado, enquanto passava seus olhos sobre mim.
– V-você... – se eu entendi bem, ele havia gaguejado. – Está... Está... NOSSA!
Senti minhas bochechas corarem e consequentemente, meus músculos começaram a tremer. Meu lábio inferior batia contra o superior e não era de frio.
– Por quê? – ele perguntava, aproximando-se de mim, parecia estar completamente incrédulo de minha atitude.
– Pois é. – respondi sussurrante, tentando parecer ser sexy. – Fiz isso para você...
– Desculpa, mas... Você é muito gostosa. – ele dizia empenhado, disparando um sorriso no canto dos lábios, aproximando-se cada vez mais de mim.
Sendo assim, ergui-me da cama, encarando seus olhos tragantes. Antes de tomar qualquer outra atitude, ele fechou a porta, tornando a se aproximar mais e mais.
Fechei os olhos, esperando como se uma luz divina me guiasse e me dissesse o que eu tinha que fazer diante daquela situação.
Senti suas mãos rondarem pela minha cintura e colocar-me junto de seu corpo.
Imediatamente, pude sentir o seu hálito quente soprar meu rosto.
Senti seus lábios passearem pelo meu pescoço sutilmente. Beijo a beijo, estalo a estalo... Eu ia sentindo meus pelos se eriçarem e minha barriga formigar.
– Por que mudou de ideia? – ele perguntava sussurrando em meus ouvidos.
– Você não me deu outra escolha. – disse de má vontade. – Pelo menos depois dessa noite, eu serei livre, não é?
– Sim... – ele sussurrava de maneira não muito convincente. Estava mais é interessado em beijar meu pescoço e provocar-me delírios.
Ele era o lobo mau que tragava a chapeuzinho vermelho. Suas mãos experientes obviamente que me fazia sentir anestesiada de todo aquele ódio que eu estava sentindo.
Eu não podia negar mesmo que eu tentasse que ele me provocava desejos. Afinal, ele era exatamente o tipo de homem que eu gostava, pelo menos fisicamente.
Apesar de tudo, eu estava desconfortável. Eu não sabia até que ponto poderia ser forte, não queria colocar tudo a perder. Tinha medo de que ele fosse rápido demais e que eu nem se quer tivesse tempo para raciocinar.
– O que foi? – ele me perguntou de repente, afastando-me de meus pensamentos.
– O que foi o que? – perguntei.
– Você está meio rígida... Não sei... – ele me olhava dentro dos olhos, enquanto com o dedo indicador tocava em meu queixo. – Tem certeza que é isso que quer?
– Desde quando você se importa com o que eu quero? – debati de imediato, afastando-me daquele elemento que estava me deixando quase que sedenta de prazer.
– Desde... – ele suspirou, aproximando seus lábios de minha orelha, enquanto passava a língua levemente. – E-eu... – ele tornava a me olhar. – Não quero te obrigar...
Disparei uma risada alta e debochada. Ele só podia estar fazendo piada.
Como ele não quer me obrigar se simplesmente resolveu me deixar aqui trancada?!
– Você não está me obrigando a nada. – respondi, deixando de lado meus pensamentos para que o ato não se interrompesse. – Acontece que... – havia chegado a hora de colocar meu plano em prática. – Você não conseguiu desvendar o que eu gosto.
– E eu posso saber o que é? – ele perguntava, dando uma risada.
Bruscamente, segurei a gola de sua camiseta, girando-o em direção à cama, jogando-o contra a mesma.
Ele disparou uma risada alta, evidentemente que havia gostado da minha atitude.
Aproveitei a deixa para me soltar mais, disparando uma chicotada em cima do colchão e mordendo o lábio inferior, enquanto eu engatinhava por cima dele.
– É exatamente disso que eu gosto... De comandar! – sussurrei em seus ouvidos. – Agora eu sou toda sua...
Ele também mordia os lábios, enquanto colocava as mãos sobre meus seios. Só Deus sabe a vontade que eu tive de parar tudo e lhe disparar um tapa na cara, mas eu não podia, não se quisesse que ele caísse na minha armadilha.
Logo, ele já colocava suas mãos às minhas costas, pronto para desfazer o laço da vestimenta.
– NÃO! – disse de modo autoritário a fim de incorporar o meu papel. – Já disse que sou eu quem dá as coordenadas... Não tenho culpa se você está acostumado a mandar em todas...
– Adoro mulheres com atitude. – dizia ele, enquanto apertava meus seios.
Eu simplesmente tinha que aguentar passar por aquilo, sendo assim, apanhei a algema prendendo em seu braço e depois a outra argola da algema, contra a cabeceira da cama.
– Ah, então você também é das que gostam de prender. – dizia ele de maneira maliciosa.
– Digamos que sim. – respondi.
– Mas assim eu não posso usar as mãos... – dizia ele.
– Mas eu posso... – o olhei fixamente nos olhos e pude perceber o quanto ele me encarava perplexo, alegremente perplexo.
Sendo assim, rapidamente apanhei a outra algema, prendendo-a da mesma forma que a primeira.
Após perceber que ele estava de fato preso, afastei-me.
Comecei a fingir uma dança qualquer para que ele não suspeitasse logo de cara, e então, abaixei-me, apanhando sua calça e retirando de lá a chave da minha fuga.
– O que você pensa que está fazendo? – ele perguntou, de repente, sério. – PARE JÁ COM ISSO! – Brian debatia, tentando se soltar das algemas. – SUA PILANTRA!
– Adeus, Brian. – disse de má vontade, girando a chave no meu dedo indicador e abrindo a porta.
Rapidamente pude caminhar para o lado de fora do quarto. Pronta para fugir, para ser livre!
Mal podia acreditar que meu plano havia dado certo.
Abri então a porta que dava para dispensa e eu já podia sentir o ar livre atrevessando meus pulmões.
– ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI? – ele dizia, segurando meus braços com força. Mal tive tempo para racionacinar. Eu simplesmente não entendia como ele havia surgido ali.
Sendo assim ele me apertava com cada vez mais força, já que eu insistia em me debater para ir embora.
Havia dado errado. E agora, só restava o desespero tomar conta de mim.
– Me solta! ME DEIXA IR EMBORA?! Até quando isso continuar, até quando?
Logo, ele me empurrava bruscamente contra a parede, prensando-me contra seu corpo.
Eu podia sentir tudo perfeitamente bem, principalmente pelo fato de que ele estava usando apenas a sua cueca.
– Vai continuar até você perceber que eu não sou nenhum palhaço e que você não pode e não vai tirar uma com a minha cara, entendeu bem? – ele me encarava num tom ameaçador, apontando o indicador contra meu rosto. – Acha mesmo que eu iria deixar nesse quarto alguma algema que eu não soubesse me livrar dela facilmente? VOCÊ ACHA? Eu não sou palhaço, Lucy... Não gosto que brinquem comigo!
– Você não vai ganhar nada me mantendo aqui...
– Achou que iria me excitar e sairia numa boa? – ele ria no canto dos lábios, assustando-me levemente.
Seus olhos desciam para meus seios, do qual ele os observava sem nem ao menos disfarçar.
– O que vai fazer? — disse num tom desafiador, não podia dar o braço a torcer, por mais que ele fosse ameaçador.
Bruscamente, ele me prensava ainda mais contra a parede. Suas mãos quentes agarraram minhas coxas, enquanto ele me suspendia do chão atrás delas, encaixando-me em seus quadris.
Percebi que minha respiração estava ofegante. Afinal, eu era feita de carne, eu podia sentir meu corpo reagindo diante daqueles toques, daquele olhar, daqueles beijos...
Eu encarava o chão, tentando me livrar das mãos dele, mas percebi, que sua respiração também estava ofegante, assim como a minha, embora parecesse que ele estava tentando estabilizá-la.
– Olha pra mim... – dizia ele de maneira sussurrante e carinhosa, menos brusco, menos selvagem.
Estranhei.
Eu não queria olhar, mas ele tocou em meu rosto, fazendo com que meus olhos cruzassem com o dele.
– Lucy... – ele ainda sussurrava, olhando-me atentamente.
Estávamos nos olhando fixamente. Meu coração tinia completamente fora de compasso, conforme minhas pernas tremiam. Meu coração disparava, enquanto minha mente se alarmava. Eu estava anestesiada e completamente fora mim, tanto que eu simplesmente não saberia explicar como aquilo aconteceu, mas eu havia ficado desarmada, havia me rendido, e sua vitória havia sido declarada.
Nossos lábios selaram-se, pela primeira vez, de acordo com a vontade dos dois.
Notas finais
Aproveitando, quero deixar dois recadiinhos.
1º LEITURA FANTASMAGORICA É CRIME. D: Não, não é, mas não custa deixar um review com pelo menos um "gostei", ou "morra" só para marcar presença, ok? (:
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2º Aproveitando que eu divulguei a One Shot da HallsDePimenta, quero divulgar também a MINHA One Shot, que assim como a dela foi baseada em uma música. One do Metallica para ser mais precisa. Ela é bem curtinha e eu ficaria MUIITO feliz se vocês lessem para dar uma opiniãozinha que seja.
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/170428/I_Claim_to_You
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Acabaram os recadiinhos! Agradeço sempre a quem está acompanhado e NÃO DEIXEM DE COMENTAR. *-*
Beeejundas!
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