Danger Line
13 Sentimento.
Notas iniciais
SENTIMENTO.
Lucy’s POV.
A respiração dele estava ficando ainda mais ofegante e nossos lábios se atritavam cada vez mais rápido.
Eu estava perdida, rendida, ao mesmo tempo em que meu corpo o aceitava, minha mente recusava, lutava... Mas e o meu coração? O que sentia diante de tudo aquilo? Meu peito ardia em meio aquela chama perigosa que consumia todo o meu corpo. Eu relutava, mas ao mesmo tempo eu queria.
Suas mãos passavam pela coxa da minha perna, apertando-a, sentindo-a.
Passei meus braços por trás de sua nuca, sabia que aquilo ia ir muito mais longe do que eu já esperava.
Porém, logo, algo que eu realmente não esperava aconteceu. Synyster foi se afastando sutilmente, enquanto segurava meu rosto e olhava dentro dos meus olhos.
- Lucy... – ele dizia ofegante e sussurrante. – E-eu vou para a sala.
- O que? – perguntei, confusa, como se tivesse levado uma tijolada na cabeça que me fez perder o rumo. – Como assim? – perguntei. Caramba, ficar comigo não era o que ele queria?
Não sei o motivo, mas quando ele se afastou de mim, senti como se o seu olhar estivesse triste. Era como se aquele mesmo Synyster Gates sedutor, brusco, violento e estúpido tivesse se tornado outra pessoa.
Eu estava confusa demais para processar alguma resposta, enquanto ele abaixava a cabeça e segurava em minha mão.
- Vá descansar. – ele dizia. – Amanhã nos falamos.
- Mas... – eu ainda o observava sem entender. Meu estômago formigava, eu estava completamente fora de mim.
Querendo ou não, lá estava eu novamente, trancada naquele quartinho minúsculo, sentindo o perfume dele, ainda tendo as lembranças de sua pele tocando contra a minha, ainda podendo sentir o calor de seus lábios trafegando pelos meus, sentia seus abraços, sentia meu coração saltitar dentro de meu peito.
Céus! O que era aquilo?! Quando foi que eu perdi o controle de tudo? Isso simplesmente não poderia estar acontecendo!
Minhas pernas tremiam, meu estômago revirava de tamanho nervoso que eu estava sentindo.
Eu teria me rendido! Ele estava conseguindo e somente agora eu havia percebido a gravidade do que poderia ter acontecido. Eu tentava negar para mim mesma, mas era inútil... Eu tinha me rendido!
Não poderia deixar isso nunca mais acontecer.
Brian’s POV.
- Nossa, que cara é essa? – ouvi a voz de Jimmy despertando-me de meus pensamentos.
- O que? – perguntei confuso.
- Essa sua cara de mosca morta... Brigou com a Lucy, foi?
- Não... – respondi. – Ela só tentou fugir de novo e digamos que as coisas saíram um pouco do controle.
- VOCÊ ESTÁ EXCITADO, CARA? – Jimmy deu um berro de repente.
Olhei para baixo. QUE DESGRAÇA!
Senti que minha cara havia ficado tão vermelha como se tivesse pegando fogo.
- CALA A BOCA, SEU IDIOTA!
- MEU DEUS! – Jimmy inclinava-se para gargalhar.
Sentindo-me um completo idiota, saí correndo indo para o banheiro. Desgraça, essa Lucy estava me dando mais trabalho do que eu poderia imaginar.
Depois de que tudo estava certo comigo novamente, saí, e Jimmy estava lá em meu quarto, sentando na minha cama e me encarando como se estivesse tentando não rir de mim.
- Para com isso. – apontei para ele, advertindo-o.
- Desculpa senhor durão... – ele caía novamente na gargalhada.
- PARA COM ISSO! – gritei, mas ele ria tanto de mim, que fazia com que eu me sentisse ainda mais constrangido.
Em uma atitude infantil, arremessei-lhe uma travesseirada que acertou em cheio na sua cara, fazendo-o cair para trás e parar de rir de mim instantaneamente.
- Parece que essa Lucy está realmente te tirando do sério. – dizia ele, quando finalmente parou de rir e se recuperou do meu "golpe".
- Cara, não faça piadas... – respondi, sentando-me na cama e encarando o chão.
- Eita! Você parece realmente preocupado... O que aconteceu? – ele se aproximava de mim, olhando-me de forma atenciosa. — Você não pode ficar sendo tão duro assim consigo mesmo... — senti um vestígioo de risada transitar por sua voz.
- Não sei o que aconteceu. – disse-lhe com sinceridade, ignorando suas piadinhas. – Eu realmente não sei... — suspirei, precisava desabafar, e nada melhor do que o meu grande irmão para me ouvir. — Parece que quando eu olho para a Lucy, meu coração dispara! Quando eu estou com a Michelle e a beijo, fico com ela, eu sinto como se eu estivesse com a Lucy! Eu vejo a Lucy! Grande parte do tempo eu fico pensando em todas as coisas que ela já me disse, em todas as críticas, todos os foras... Eu não sei o que está acontecendo... Essa Lucy simplesmente não sai da minha cabeça. Às vezes eu penso que deveria deixar ela ir logo... Afinal, ela faz com que eu sinta uma coisa estranha, algo que eu nunca senti antes e eu simplesmente não sei o que é... Mas ao mesmo tempo, eu sinto que se eu fizer isso, vou estar declarando vitória para ela e simplesmente aceitar que ela brinque com a minha cara como fez aquela agora. — revirei os olhos.
- Syn, olha pra mim... – Jimmy dizia.
Ergui a cabeça, encarando-o.
Ele me olhava de uma forma como se já soubesse o que eu estava pensando. E aquilo me incomodava, eu tinha medo de ouvir suas palavras, eu tinha medo de saber o que ele interpretaria.
- Eu acho... – ele começou. – Que... Você está se apaixonando por ela.
- O QUE?! – ouvir aquilo me deu um impacto tão grande em meu coração, que o senti se acelerar de repente, fazendo com que eu quase me engasgasse com o próprio ar que eu respirava. – VOCÊ FICOU LOUCO? Jamais! Nem que o apocalipse seja amanhã!
- Bom, você pode negar, colocar sua mão no fogo, dançar Macarena pelado na minha frente, cortar seu peru fora, ficar excitado na minha frente... E eu ainda vou continuar achando a mesma coisa. – ele dizia com um sorriso entre os lábios.
- Você não sabe o que diz... Andou bebendo, foi? – debati de maneira completamente relutante.
- Não se esqueça que eu te conheço melhor do que qualquer um nesse mundo. – ele dizia num modo nada modesto. — Melhor até mesmo do que você próprio! — ele batia de leve em seu próprio peito – E eu sou foda. – ele concluída.
- Mas dessa vez você se enganou. – Continuei insistindo. Jamais ele poderia estar certo. Jamais ele de fato estaria certo.
Jimmy apenas continuou rindo e balançando a cabeça de um lado para o outro como se ele mesmo já soubesse que não adiantaria debater isso comigo.
Apaixonado... Essa é boa! Jamais eu iria me apaixonar por uma groupie como ela. Estava mais do que óbvio que ela era apenas um brinquedo para mim do qual eu usaria o quanto quisesse e a hora que eu quisesse, afinal, eu a sequestrei para isso e não para ficar me apaixonando... Ridículo!
Sinceramente, também não sei por que tive que me afastar dela quando eu finalmente senti que ela estava se entregando a mim. Era a minha oportunidade, precisava voltar lá e ficar com ela de uma vez...
- Syn, eu e o Johnny a gente vai pro parque fazer exercícios, quer ir? – ouvi Zacky perguntando assim que passei pela sala. – E olha, eu aconselho você ir, por que você anda tomando muita cerveja ultimamente...
- Vou outra hora. – respondi de modo direito, indo até a lavanderia.
Estava com pressa e minha mente vagava em meio a confusão. As palavras de Jimmy ficavam se repetindo na minha mente o tempo todo, aquilo me dava raiva, fazia com que eu sentisse um ódio absurdo que consumia meu peito.
Eu sinceramente não sei explicar da onde vem esse ódio todo, mas jamais eu poderia me apaixonar pela Lucy! Nunca! NUNCA!
Destranquei a porta e entrei logo em seguida.
Ia transar logo com ela e mandar ela ir embora de uma vez.
Assim que entrei, sentindo meu peito estufar pela raiva que inflava minhas veias, vi que Lucy estava vestindo a roupa que lhe dei de presente e deitada na cama.
Não perdi tempo.
Pulei em cima dela, cobrindo-lhe de beijos.
- EI! EI! EI! – ela gritava, empurrando-me ao mesmo tempo. – O QUE É ISSO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?!
- Vamos terminar o que começamos... Cadê aquela roupa sensual que você estava? – sussurrei, segurando seus braços para que seu corpo fosse entregue a mim.
- ME SOLTA! – ela gritava. – Não temos nada para terminar, aquilo foi apenas um plano pra tentar fugir de você, não temos nada para terminar.
Apesar de suas relutâncias, continuei insistindo. Por mais que ela me dissesse que aquilo era um plano, eu podia sentir claramente a vitalidade tomando conta de seu corpo... Ela me queria... Da mesma forma que eu a queria, que eu a desejava.
- ME SOLTA! – ela continuava ainda gritando.
- Cala a boca, vadia. – disse, irritado. Não entendo o motivo dela sempre me negar, dela brincar com meus sentimentos, brincar comigo daquela forma. Ela não tinha esse direito, ela não podia! – Eu já disse que você pertence a mim agora. – segurei seu rosto, olhando-a dentro dos olhos.
Era incrível, mas eu amava a cor deles. Ainda mais quando ela estava com raiva.
- PORRA! JÁ FALEI QUE EU NÃO SOU NADA DE VOCÊ, ME SOLTA! E VADIA É A SENHORA SUA MÃE! – ela insistia aos berros. – Não tenho culpa se você não encontra na sua namorada aquilo que você deseja. – Lucy dizia num modo ameaçador, como se tivesse dito aquilo exatamente para me ferir.
Ouvir aquilo, porém, deixou-me ainda com mais raiva.
Porém, antes que eu pudesse pensar em algo para revidar, senti uma joelhada certeira do meu colega lá de baixo.
Senti-o latejar. A dor era intensa e eu simplesmente caí para trás.
- Isso é pra você aprender a parar de se meter comigo! – dizia ela, erguendo-se da cama.
Não sei o que havia acontecido, ela não estava mais me olhando da mesma forma de quando eu costumava agarrá-la.
Da mesma forma que existia ódio dentro de mim, seus olhos carregavam o mesmo sentimento.
- Você está se achando a maioral, não é? – debati, erguendo-me do chão. – Quem você pensa que é pra ficar fazendo joguinho comigo?
- Quem EU penso que eu sou? – ela perguntava indignada. – Você que me trancou assim sem ter direito disso! Quem começou a fazer joguinho foi você! – suas palavras eram disparadas contra mim. — E fique sabendo que nem se você fosse o último homem NO UNIVERSO – Lucy dava ênfase na palavra. – Eu ficaria com você... Nem se eu gostasse de você... Saiba que sua pegada é péssima.
- AH É?! – debati, quase que aos berros. – DUVIDO! Você fica louca quando eu te agarrado!
- AH CLARO! Louca de vontade de vomitar, só se for...
- VOMITAR?! – respondi incrédulo. Como ela podia falar isso de mim? Eu era o mais gostoso do universo. – VOCÊ TEM PROBLEMA MENTAL!
- Claro, o problema é sempre os outros... Admite logo que essa ceninha toda é por que você que ficou doidinho por mim, já que agora sabe que eu JAMAIS, NUNCA, NEM QUE CHOVA CANIVETE, NEM QUE MARTE PEGUE FOGO, NEM QUE SEU CU VIRE DO AVESSO, NEM QUE... ENFIM... — ela fazia uma pausa para respirar. — EU NUNCA VOU FICAR COM VOCÊ! — ela berrava ainda mais alto.
- ATÉ PARECE MESMO QUE EU IA GOSTAR DE UMA RIDÍCULA, LOUCA, DESCONTROLADA QUE NEM VOCÊ!
- DESCONTROLADA? SE ENCHERGA! VOCÊ QUE FICA INSISTINDO EM ALGO QUE NUNCA VAI PODER TER.
- NUNCA?! Eu já tenho. – a encarei, aproximando-se dela.
- QUEM TE DISSE ISSO?! – ela cruzava os braços, desafiadora.
- Que fique bem claro que eu NÃO GOSTO DE VOCÊ!
- ÓTIMO! EU TAMBÉM NÃO GOSTO DE VOCÊ, TE ACHO PÉSSIMO E DE PINTO PEQUENO!
- O QUE?! OLHA AQUI MENINA...
- SAI DO MEU QUARTO! – ela me interrompia, empurrando-me.
- SEU QUARTO?!
- É, se eu estou trancada aqui é o meu quarto. – ela me encarava.
Ergui os braços, desistindo daquela discussão estúpida.
- Está bem. – dei de ombros. – Fique aí trancada, sozinha... Sem amor, sem nada!
- Antes só do que mal acompanhada. – ela tornava a debater.
- AH, HOJE VOCÊ ESTÁ...
- SYN! – ouvi de repente.
Lucy apenas ficou de braços cruzados esperando eu me afastar.
Bufei alto, saí do quarto e tranquei bem a porta.
Aquela menina estava cada vez mais bocuda e intrometida!
Que ódio, ela não me respeitava mais? Eu não era o ídolo dela, porra? Seria tão ruim assim passar a noite comigo? Ultimamente eu tomo banho todos os dias, me depilo... Tantas queriam estar no lugar dela, e ela simplesmente não dá valor!
Mal agradecida! Ela podia muito bem estar adorando... Mas não, ela faz questão de COMPLICAR TUDO!
Cheguei até a cozinha e vi Jimmy. Ele andava de um lado para o outro, parecia preocupado e estava pálido, como um coelhinho assustado.
- O que é? – perguntei de má vontade. – Aconteceu alguma coisa?
- Sim cara... – Jimmy suspirava, abaixando a cabeça. – A polícia está aí.
Notas finais
Antes de pedir pelas suas reviews, eu queria deixar um recadinho MUITO importante.
Eu imagino que aqui, todas vocês sabem sobre a lei extremamente ESCROTA do SOPA. Depois quando eu tiver mais tempo, eu vou escrever um texto sobre o que eu penso sobre isso no meu tumblr, até lá, eu vou apenas divulgar uma petição que estão fazendo e eu ficaria muito feliz que vocês assinassem: https://secure.avaaz.org/en/save_the_internet/?adniDcb
Vamos fazer nossa parte pessoal! Divulguem para suas leitoras, vamos impedir essa ditadura digital que estão tentando implantar contra nós. Ok? (: Para mais informações, só me manda MP que eu respondo. o
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Bom, recadiinho dado, vamos ao que interessa...
Reviews?? *-* HISAHISHAIHSAIHISAHISA Beeejones ♥
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