Notas iniciais
Oiee, flores! Tudo bem? Caramba, até que faz bastante tempo que eu não posto nenhum capitulo... eu meio que estava com bloqueio criativo e como sou procrastinadora assumida (mas não orgulhosa), eu demorei para escrever esse cap. E também, minhas aulas começaram hoje :/ ... Não que eu não goste de estudar, mas é muita pressão, socorro. Por isso, pode ser que eu não poste tão "frequentemente" quanto eu estava postando antes, me desculpe por isso. E outra coisinha!! Agora DSAQD também está sendo postada no wattpad!! Ainda está no terceiro capítulo, quer dizer, não sei já que está escrito "Draft" ao invés de "Published" no mesmo e eu não tenho ideia do que isso signifique... Mas eu vou postando um cap por dia até chegar onde está aqui no Nyah, então se preferirem podem ir lá procurar. Não sei se posso postar o link aqui, então se quiser me mande uma mensagem ou um comentário que eu passo. :3 Mas enfim, boa leitura, fofas(os)!! ♥

Acho que me acordar bruscamente de manhã como se a casa estivesse pegando fogo virou um dos passatempos preferidos de minha mãe. Desde que ela inventou essa história de aulas de dança ela não tem me deixado dormir em paz. Da última vez que falamos sobre isso ela disse que tinha pensado sobre toda essa coisa de festa e que percebeu que eu tinha que participar e me envolver mais, porque, segundo ela, isso vai ser uma recordação e tanto para mim, então as coisas têm que estar do jeito que eu quero. Mal ela sabe que na verdade eu não quero.

Assim, por causa de todo esse discurso, ela resolveu tirar o dia de hoje para me alugar. Estou desde as nove da manhã indo para tudo quanto é lugar que possa existir alguma coisa relacionada a festas.

Até agora nós fomos ver Dj, iluminação, pista de dança (que vai ser aquela toda iluminada, o que é muito legal, mas minha mãe nunca saberá disso) e também as atrações de festa que minha mãe insiste em ter. Ela contratou um grupo de pessoas que farão a função de sombra, ou seja, ficar imitando as pessoas de um jeito engraçado e um cara que vai ficar desenhando caricaturas dos convidados. Eu que escolhi esse das caricaturas, acho que seria engraçado se eu pedisse secretamente para o desenhista brincar um pouquinho com a cara do Bernardo. Infantil, mas gratificante.

Agora estamos indo para o salão. Minha mãe disse que já estava na hora de escolhermos o cardápio e eu não poderia estar mais feliz, meu estômago e eu estamos pulando. Nós passamos buscar meu pai e minha vó para eles nos ajudarem a escolher, para ter diversas opiniões. Minha mãe gosta de comidas sofisticadas que não conseguimos nem pronunciar o nome. Já meu pai é mais relaxado, então ele vai segurar um pouco minha mãe e convence-la que as pessoas precisam mais de coxinha que casquinha de siri. Minha vó não come carne vermelha nem frango, ela teve uma doença grave há alguns anos e por algum motivo ela não consegue mais colocar nada disso na boca.

Chegando na porta do salão já consigo sentir aquele cheiro maravilhoso de comida recém cozinhada e meu estômago ronca. Nós quatro entramos e eu imagino se isso pode ficar melhor do que já está. Tem uma mesa redonda no centro para nós sentarmos, outra com vários tipos de bolos decorados, um maior que o outro, e na frente dessa mesa, tem outra cheia de docinhos lindos e, pelo que eu vejo, muito saborosos. Do outro lado do salão tem uma fonte de chocolate com frutas e doces prontos para serem banhados por aquele caldo divino. Se depender de mim, saio daqui almoçada, jantada e talvez com uma marmita para amanhã.

Uns garçons e Caleb saem do que provavelmente é a cozinha. Espera. Caleb? Seguro minha mãe pelo braço para chamar sua atenção. Ela olha para mim com uma cara interrogativa.

— O que ele está fazendo aqui? – falo e aponto com a cabeça em direção a pessoa que agora vem em nosso encontro.

— Quem? Caleb? – assenti. Como se ela não soubesse de quem estou falando. — Ah, querida, ontem ele me ligou perguntando se tinha alguma coisa para ele fazer, já que ele não queria ficar sozinho e então eu o convidei para vir aqui hoje.

— Sem me consultar?

— Se eu consultasse você concordaria? – arqueia uma sobrancelha. É, ela tem razão. – Então pronto. Além do mais ele disse que isso pode ajudá-lo a montar a coreografia para você.

— Ah, claro. Como se me ver devorando uma fonte de chocolate inteira ajudasse a fazer uns passos de dança.

— Pare de reclamar. Agora seja gentil. – ele se aproxima. – Olá, Caleb, como vai?

— Vou muito bem, e você, Dona Lídia? – Você? Dona Lídia?

— Estou ótima, obrigada. O que estava fazendo na cozinha?

— Eu estava dando uma espionada enquanto vocês não chegavam. Mas não se preocupe, eu não provei nada, acho que a família e a aniversariante devem provar primeiro. – ele pisca para mim e eu reviro os olhos.

— Então vamos nos sentar? – minha mãe quebra o silêncio que havia se instalado apontando para a mesa no centro do salão. – Ah, antes de tudo, Caleb, esse é meu marido, Arthur, e minha sogra, Emília. – ele estende as mãos pra os dois.

— É um prazer conhecer os senhores.

— Que isso, meu filho, pode nós chamar pelo nome. – minha vó dá risada e o abraça, para em seguida apertar suas bochechas. Ele cora quase imperceptivelmente.

— Então é você que vai dançar com a minha filha? – meu pai faz um tom de voz falsamente intimidador.

— Se o senhor me emprestar ela por três minutos... – ele ri e meu pai acompanha. Não tem como ficar mais patético.

— Olha lá o que vai fazer com a minha filha, moleque. – tem sim.

Depois disso eles começam uma conversa calorosa sobre qualquer coisa que eu não dou atenção, pelas gesticulações eles parecem ser amigos há anos e isso me dá enjoo. Ele é meu pai e não deve ficar de conversinhas com outras pessoas que imploram por atenção. Meu pai e apenas meu pai. Tento afastar esses pensamentos possessivos sobre ele. Vamos em direção a mesa e alguns garçons saem da cozinha, seguidos de uma mulher e uma senhora muito fofa que provavelmente são as donas do buffet.

— Olá Amália, olá família. Sou Juliana e essa é minha mãe Judite e nós criamos o Buffet Margarida – a senhorinha sorri gentilmente e eu sorrio de volta. – Hoje preparamos um cardápio de degustação especial para vocês. O que decidirem será servido na festa da Amália.

“Como entrada temos ‘espetinho’ de mussarela de búfala, manjericão e tomatinho cereja, biju com parmesão, anéis lula temperada, espetinhos empanados de frango, queijo coalho frito e lichia recheada de creme de gorgonzola.” – quando ouço a última entrada eu quase pulo de satisfação. Eu amo isso! Pode parecer estranho, mas é uma delícia. Eu provei numa comemoração da empresa de meu pai e é simplesmente sensacional. O resto eu estranhei um pouco. O que é biju com parmesão? Não vou nem comentar da lula.

“Como prato principal temos as massas: lasanha à bolonhesa, quatro queijos; tiras de filé mignon ao molho de queijo e suflê de abobrinha. Como salgados temos as tradicionais coxinhas de frango, explosão de queijo, quibe, esfihas de carne e empadinhas de palmito.

Bom, façam bom proveito. Quando acabarem viremos falar sobre os doces e bolos” – ela aponta para as mesas do paraíso e depois as duas voltam para a cozinha. Os garçons começam a nos servir.

Primeiro eles nos servem as entradas. Minha mãe disse que devemos escolher pelo menos três ou mais delas. Provei cada uma me deliciando com o sabor, mas me recusei a provar os anéis de lula. Eles eram crus e molengas e, nada contra quem gosta, eram nojentos. Como sempre a lichia estava divina. A gorgonzola não estava tão forte e combinava perfeitamente com o doce dela. Eu com certeza já tinha me decidido sobre as entradas.

— Bom, eu quero as lichias, o espetinho de tomate, os espetinhos de frango e o queijo frito. São as entradas mais gostosas e tem para todos os gostos. – falo e todos me olham.

— Eu concordo com você, lindinha. – vovó diz e eu sorrio.

— Tem certeza, querida? As lulas estavam divinas. – minha mãe diz.

— Eu definitivamente não quero lulas no meu aniversário.

— Eu concordo com a dona Lídia. Lulas entram, aquele negócio de lichia sai. – Caleb fala calmamente e eu o olho com uma sobrancelha levantada em indignação. Como ele ousa?

— “Aquele negócio de lichia”? Olha como você fala. A lichia é a melhor entrada de todas.

— Até parece. Não sei porque acharam que lichia com um queijo fungado dentro seria uma boa ideia.

— Digo o mesmo sobre a lula. É simplesmente nojento.

— Mas acho que as pessoas preferem ela a esse negócio recheado.

— Eu poderia jogar uma em você agora! – fiz segurando uma entre meus dedos e apontando para ele.

— Amália! – minha mãe me repreendeu.

— Só acho que ele não é ninguém importante para opinar na minha festa, afinal foi a senhora que o convidou, não eu.

— Eu o convidei porque queria sua opinião. Pare de agir como criança e aceite. – a olhei com um misto de surpresa e tristeza e saí da mesa, andando com passos duros até onde eu acho que era o banheiro. Desde que Caleb chegou, eu tinha discutido com a minha mãe mais do que nos últimos dois anos e eu não gosto nada disso. Esse garoto simplesmente veio para virar a minha vida de cabeça para baixo e não de um jeito bom.

— Lindinha? – ouço minha vó dizer e a olho pelo reflexo do espelho.

— Oi, vovó. – digo com uma voz nada animada.

— Como está, querida? – sua voz era suave e compreensiva, tenho certeza que se estivéssemos em sua casa ela me daria um copo de leite e biscoitos caseiros e eu quase sorrio imaginando a cena.

— Já estive melhor, com certeza. – ela se aproxima e pega na minha mão.

— Olha, lindinha, sua mãe está muito estressada com toda essa coisa da festa, então não a leve muito a sério. Ela só quer que essa festa seja perfeita para você e que você aproveite muito, por isso ela extrapola de vez em quando.

— Põe de vez em quando nisso. – solto um risinho fraco. – Eu até compreendo a parte dela, mas desde que esse cara chegou a gente passou a discutir mais do que nunca. É tudo tão frustrante e eu não tenho coragem de falar para ela o que eu realmente quero.

— E o que você quer? – eu pensei um pouco.

— Bom, eu tenho certeza que eu não quero dançar, mas eu também sei que ela ficaria triste e eu não quero vê-la triste.

— Hum, isso é bem controverso. Por que não dá a Caleb uma chance?

— Mais do que eu já dei? Ele é um xucro. – minha vó dá risada e eu olho para ela sem entender.

— Ah, querida. Às vezes as pessoas não são como nós imaginamos ou como elas demonstram. Às vezes é preciso tirar camada por camada até ver o que tem dentro.

— Não acho que ele seja muito diferente do que é por fora.

— Se é isso mesmo que você quer dizer tomara que não mesmo. – ela dá um sorrisinho sapeca, aí minha ficha cai e eu arregalo os olhos.

— Vovó!

— Que é? Lindinha, se eu tivesse sua idade... Caleb é um pedaço de mal caminho. – eu começo a gargalhar histericamente com o assanhamento de minha vó. Para uma senhorinha de 68 anos ela é bem informada das coisas.

— Eu te amo, vovó. – digo quando finalmente consigo respirar.

— Eu também. Vamos fazer o seguinte. Vamos voltar lá para a mesa e terminar de saborear aquelas coisas maravilhosas. Eu não pretendo sair daqui antes de comer aquela mesa de doces inteira. – ela pisca para mim e eu rio.

— Eu concordo totalmente.

— Antes, prometa que vai se comportar e tentar suportar Caleb. Pode ser mais legal e útil do que imagina.

— Útil?

— Não se esqueça que ainda existe o Bernardo. Caleb pode ser uma carta na manga. – minha vó resolve me lembrar dos meus planos iniciais para com Caleb. Eu tinha contado tudo para ela e ela achou uma ótima ideia. Minha vó nunca gostou de Bernardo e passou a gostar menos depois do que ele fez comigo.

— Tudo bem, vovó, vou tentar. – saímos do banheiro e nos dirigimos novamente a mesa.

Notas finais
Oie! Bom, esse capítulo ficou muito maior do que eu esperava e não acontece realmente muitaaaa coisa, mas eu gosto dele. Deve ser porque envolve intrigas e comida (o que vamos confessar, são duas coisas maravilhosas e quando combinadas... não ache que eu sou psicopata por isso, eu não sou, eu acho shuahsuhaihsiuhahiushiuh) Obrigada por ler, você é um trufa recheada de creme de leite ninho (e morangos) Bjoooosss