Notas iniciais
Oiee, flores! Tudo bem com vocês? :3 Desculpem a demora para postar, esse cap já estava pronto, mas eu meio que quis formatar ele novamente, porque eu não estava totalmente satisfeita. Mas agora eu arrumei e gostei do resultado, espero que vocês também!! É a continuação da degustação. Boa leitura! ♥

Imediatamente todas as cabeças são viradas em minha direção, todos estavam olhando intensamente para mim, todos sem exceção. Olhando agora, aquela minha saída rápida da mesa pode ter sido um pouco infantil, mas fala sério, minha mãe estava contra mim para ficar do lado dele e isso é inaceitável. Na minha opinião, quem deveria ter saído da mesa não era eu, não...

Quando eu vejo, Caleb vem em minha direção, parando a uma distância de um metro. Ele parece não saber o que dizer, mas depois de alguns segundos ele suspira baixo e começa a falar.

— Olha, Amália, eu sinto muito por ter interferido em suas escolhas, afinal é seu aniversário e você tem todo direito de escolher o que seus convidados irão comer. Me desculpe por me intrometer. – franzo a sobrancelha. Nunca tinha ouvido ele pedir desculpas a ninguém, apesar de eu conhece-lo há pouco tempo. Mesmo assim, ele não parece o cara que pede desculpas tão facilmente.

Olho para os olhos curiosos de meus pais sentados à mesa, que me encaram com extrema expectativa.

Ah, agora entendo o joguinho de atuação de Caleb. É claro que ele não se sente mal pelo o que aconteceu, na verdade, acho que ele começou tudo isso para me ver irritada mesmo. Quem é que se importaria com duas entradas se tinha o resto do buffet inteiro para saborear? E quem é que comeria lula crua num aniversário? Ele deve ter percebido que aquilo era relativamente importante para mim e usou descaradamente para fazer com que eu quisesse arrancar cada fio de cabelo dele e fazer perucas para as Barbies da minha prima. Mas é claro que ele não queria perder a fama de bom moço que ele tem com os meus pais, porque, detesto admitir, mas meus pais realmente gostaram do cara e eu tenho certeza que ele sabe disso.

— Ah, mas é muita falsi... – escuto minha vó limpar a garganta atrás de mim. – Falta...! Falta de educação minha não aceitar não é mesmo? Afinal não tinha como você saber que isso é importante para mim... – dou um sorrisinho de lado. – Vamos nos sentar? – digo com uma simpatia forçada.

Seguimos novamente para a mesa e os garçons nos começam a servir dos pratos principais. Parece que minha boca está no paraíso. Cada comida é tão maravilhosamente boa que eu temo não conseguir escolher uma só (ou duas, caso minha mãe queira). O suflê era tão leve e saboroso que parecia derreter na boca, as lasanhas eram a combinação perfeita de massa, molho e queijo. As tiras de filé mignon nem se fala. Quando pegávamos um pouco com a colher vinha aqueles fios de queijo perfeitamente derretido e o sabor era maravilhoso. Eu poderia passar o resto dos meus dias comendo apenas isso e eu ficaria feliz.

— Está difícil tomar uma decisão. – minha mãe comenta enquanto leva outra colher de suflê na boca.

— Eu não poderia concordar mais. – papai fala olhando admirado as comidas a sua frente.

— São todas realmente uma delícia, mas posso dar minha opinião? – Caleb olha diretamente para mim, arqueando levemente a sobrancelha.

— Claro querido. – minha mãe assente, alheia ao que está acontecendo.

— Eu acho que devem escolher o suflê e as tiras de filé mignon. Todos podem comer e não fica uma avalanche de queijo, caso escolhessem a lasanha quatro queijos. – queria discordar, mas era exatamente isso que eu estava pensando. Até passou pela minha mente contrariar e dizer que não, mas já tinha batido minha cota de infantilidade por hoje.

— Eu concordo. – disse e todos olham para mim com diferentes expressões. Minha vó com um certo divertimento, minha mãe e meu pai como se um grande ponto de interrogação verde neon estivesse pairando sobre suas cabeças. Acho que eles esperavam muito menos de mim, tipo uma birra, briga ou tacar o filé mignon na cabeça dele (o que eu não faria nem se quisesse, estava bom demais para desperdiçar jogando no coque dos outros). Confesso que me magoa eles esperarem tão pouco de mim.

— Tudo bem então. – mamãe disse com uma espécie de cautela. – Todos concordam sobre os pratos principais? – as outras duas cabeças acenaram positivamente.

Em seguida, os garçons nos serviram dos salgadinhos. Acabou que todos eram deliciosos (como já era de se esperar) e “explosão de queijo” era um nome mais sofisticado para bolinha de queijo, mas eram exatamente a mesma coisa.

Enfim chegou a parte que eu e pelo jeito minha vó estávamos aguardando. Os doces. Quem disse que primeiro comemos com os olhos estava certíssimo, cada docinho era tão bonito e perfeitinho que dava quase dó de comer. Quase.

Primeiro eu experimentei um mini brownie e estava divino, apesar de estar com nozes, mas elas eram quase imperceptíveis. Em seguida provei um mini cheesecake que era tão pequeno, que chegava a ser engraçado, era como a versão original, só que muito menor. A calda de frutas vermelhas escorria pelos cantos do docinho e ele era uma explosão de azedinho e doce incrivelmente perfeita e nada enjoativa.

Depois provei uma casquinha de chocolate recheada com um creme com pedaços de morango dentro. Pedaços bem generosos de morango e chocolate de verdade, não aqueles metade gordura e metade de uma coisa que era para ser chocolate.

Havia também vários tipos de brigadeiros gourmet. De erva cidreira, churros, limão siciliano, nutella e nozes. Teve também os tradicionais, que é claro que não podiam faltar: brigadeiro normal, beijinho e bicho de pé.

Caramba, tem como isso ficar melhor?

Tem. Definitivamente tem sim.

Os bolos foram as coisas mais maravilhosas que eu comi nessa degustação de doces toda. Tinha um bolo mil folhas recheado com creme de confeiteiro, doce de leite e uma quantidade generosa de pêssegos em calda que derretia de um jeito absurdamente maravilhoso na boca. Também tinha um outro de massa de chocolate com três camadas gordas de recheio de brigadeiro de leite ninho e creme de avelã com morangos num estilo naked cake. Quase tive que implorar para minha mãe deixar servir os dois, usei a desculpa de que não é todo mundo que gosta de chocolate ou mil folhas e ela finalmente aceitou.

~*~

Saímos do salão as 14h00. Minha vó, meu pai e eu segurando grandes potes de isopor com as comidas. Meu pai levava a parte salgada, eu a parte doce e vovó com uma mistura dos dois. Mamãe não levava nada, ela disse que isso é deselegante, mas, fala sério, o que as donas iriam fazer com toda aquela comida? Jogar fora? Isso não aconteceria enquanto eu estivesse por perto! E também, nós apenas salvamos essas maravilhas de um destino nada bonito e agradável (não que seu atual destino fosse muito diferente).

Vamos em direção ao carro e colocamos as marmitas dentro do porta malas. Entro no carro e vejo minha mãe conversando com Caleb, mas não consigo ouvir pela barulheira da rua e por eles estarem um pouco distantes. Ignoro e começo a conversar com minha vó, para logo depois minha mãe e Caleb entrarem e fecharem as portas.

Notas finais
Oie! Bom, como é a continuação, também não teve muita ação e movimento. Na verdade, escrever esse cap me deixou com fome ashsuahsuaushuash... agora eu to com vontade de um monte de coisa e não tem a quem eu culpar por isso... Vamo fazê o q? sagsahb O que acharam? Ficaram com fome tanto quanto eu? Espero sinceramente que sim, para eu não ter que sofrer sozinha hsuisahuhduhauidh. O próximo cap vai ter mais ação e mais Caleb e Amália ;D Obrigada por ler, vocês são os mini cheesecakes da festa! Bjooooss