Dança das Sombras

2 Lapsos de Memória: Uma noite não tão silenciosa


Notas iniciais
Espero que gostem, ainda a muito por vir.. Divirta-se!

Panginoon apresentou-me a todas as pessoas da vila que se chamava Maliit Na Nayon na qual ele era o líder de seu povo, isso em uma ilha que se chama Alaor que fica nas aguas do Mar das Estrelas Caídas, aquilo mais parecia um lago, mas fazia ligado ao mar, a agua era tão salgada naquele lugar que não havia vida nessas aguas.

Depois de alguns anos vivendo naquele lugar Panginoon começou a me levar para fora da ilha para participar de suas aventuras que traziam riquezas para a vila, ensinando-me suas habilidades e truques. Em uma dessas aventuras voltamos para o lugar onde aqueles porcos imundos vivem, em Baranor, foi então que começou à vir aquelas lembranças que viam como se eu estivesse tomando uma baforada de dragão bem na cara e não pudesse desviar, se bem que eu não sei como é tomar uma baforada de dragão mas deve ser bem ruim, me trazendo um sentimento ruim.

Decidi dias depois de ter visitado aquele lugar ir novamente para ver se conseguia me lembrar da casa, chiqueiro, onde morei... Consegui avistar um de meus primos perambulando pela cidade e comecei a segui-lo até chegar a casa, comecei lembrar-me de tudo que realmente havia acontecido, minha mente já não me pertencia e sim ao ódio, aquilo me possuía, já não sabia mais quem eu era naquele momento, mas consegui me voltar a se, não podia fazer nada naquele momento, seria perigoso demais.

Depois que já sabia do lugar, fui visitar alguns “amigos” que conheci perto de Baranor, peguei alguns equipamentos com eles emprestado, não me fizeram perguntas para que eu iria usar esses equipamentos, ainda bem, fiquei conversando com eles até chegar a madrugada, e estarem todos dormindo, saí, fui direto para aquele lugar maldito.

Estava chegando perto, dava para sentir pelo cheiro a centenas de metros, um lobo ou um cachorro ficaria com náuseas ao sentir esse cheiro, as ruas já estavam vazias e escuras, vi apenas dois guardas caminhando pela cidade carregando uma tocha, mas eles não ofereciam risco, eles não conseguiram me ver. Naquele momento somente a luz da lua trazia um pouco de vida àquele lugar.

Cheguei naquele lugar, sabia que teria que tomar um bom banho depois de sair deste lugar imundo, eu acordaria todos da vila com o cheiro desse lugar fétido. Fui até a casa e facilmente abri com toda cautela sem fazer nenhum som ou deixar vestígios, fui a passos curtos, gatos ficaram com inveja de tal maestria que conduzi o silêncio dos meus passos até chegar ao quarto daqueles imundos, roncavam de tal forma que o próprio Tarrasque ficaria com medo, ir em silêncio foi muito fácil com esse barulho todo.

Peguei um dos venenos que havia conseguido com meus “amigos” e consegui com uma certa dificuldade aplicar na ponta das agulhas sem eu ter que acabar eu mesmo envenenando. Cheguei bem perto de Crodo, meu tio, nossa... como roncava, quase fico surdo nesse momento, perfurei o pescoço dele com uma das agulhas, incrível segundos depois ele havia parado de roncar, que alivio. Logo seguida fui à minha tia Beverica, ela era incrivelmente gorda, não sabia como meu tio ainda cabia naquela cama, e também não perdia muito para seu marido quanto ao ronco, parecia que disputavam entre si, fiz o mesmo e logo ela já não estava mais roncando, ha ha, consegui ouvir o barulho dos grilos, incrível!

Aquele veneno não os mataria, não, não queria que eles morressem assim, dormindo, sem nenhum sofrimento. Fui ao quarto de meus primos e os envenenei, o veneno fez com que eles ficassem sedados por tempo suficiente para que eu os amarrassem, mesmo ainda jovem e sem possuir bastante força, consegui arrasta-los para fora em um lugar isolado, coloquei eles em um caixote grande com rodas e em seguida os levei para um local isolado na floresta...

Notas finais
O que acharam? Comentem. Críticas e opiniões serão muito bem vindas.