Dança das Sombras
3 Lapsos de Memória: Vingança
Notas iniciais
Fiz de tudo para que ninguém pudesse me ver. Amarrei todos nas arvores, um por um, tive uma imensa dificuldade de amarrar aquela gorda, mas consegui... coloquei cada um em uma arvore diferente, formando um circulo, queria que todos se vissem, que eles testemunhassem o que iria acontecer com cada um, até o ultimo, meu tio.
Estava bem escuro naquele lugar, mau a luz da lua penetrava entre as folhas das arvores, sentia uma brisa tocar meu rosto naquele momento. “O que eu estava fazendo ..?”
Resolvi acender uma fogueira, sabia que aquela fogueira não iria alertar ninguém, estava longe da cidade, aquela floresta, a floresta de Baranor, muitos a chamam de Floresta dos Sinos Calados, é uma floresta bastante fechada, sombria...
Sentei, comecei a esperar que eles acordassem. Enquanto esperava, a luz da fogueira produzia sombras, todo o balançar dos galhos das arvores, aquele movimento das chamas... Sombras, sombras por toda parte... Um medo surgia dentro de mim, um estranhamento, pensamentos, visões...
Me distraí...
Estão acordando, quanto prazer ver o rosto deles, a expressão de medo...
Ficaram perguntando, gritando... quem eu era, por que tudo aquilo, por que somente eles estavam lá.
Não sabiam, não sabiam quem eu era, estava encapuzado, não os deixei verem meu rosto, quem eu sou, mostrarei somente a ele, no final.
Peguei meus equipamentos que estavam na mochila e comecei a dispô-los à frente de todos, três kamas com laminas escuras de diferentes tamanhos, duas facas curvadas, um alicate, um punhal entre outros equipamentos de torturas que meus “amigos” me forneceram.
Quanto medo... gritavam, choravam por socorro, todos eles, porcos, gritavam como porcos em seu abate.
Então falei, “Gritem, gritem o quanto quiserem, acho que sabem onde estamos, não sabem? Sabem que ninguém os ouvirá, temam o seu destino, PORCOS...”. Ao ouvirem minha vós, todos ficaram em silêncio, não por reconhecer minha vós, mas por saberem que eu estava certo do que ia fazer, de que não teria nada que me impedisse. Haha aquele sujeitinho, filho daquele imundo já estava com todo mijado, foi hilário.
“Por quem eu começo? Hmm..? Você sabe, não é, Crodo? Você será o ultimo, irá ver tudo”
Meu coração disparou naquele momento, raiva, tudo voltava, lembranças do que me fizeram, tudo que eu passei naqueles anos com eles, tudo... “O que estou fazendo..? AAarh!!!!!”
Peguei uma das kamas, a menor, fui em direção à imundinha, Concita, minha ‘priminha’, ela não me fez mal, mas é cumplice, ela será a primeira.
“O que estou fazendo..?”
Fiquei repetindo aquela rase... estou confuso, aquela raiva, aquele ódio...
Fui em direção a ela, devagar, não estou com pressa para fazer o que vim para fazer, não. Então os porcos novamente bradavam seus medos pela floresta, parecia inevitável o que ia acontecer.
Antes de chegar a Concita algo toca em meu cinto, me segurando, naquele instante... Como? Eu fui audaz ao trazê-los. O que era? Quem era? Então, rapidamente me virei...
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