Damage

1 The House.


Notas iniciais
Primeiro capítulo, e por favor se tiver alguém lendo deixe um review, para eu ao menos saber sua existência :)

Eu nem havia saído do aeroporto e mesmo com o ar condicionado eu já podia sentir a diferença de temperatura. Era quente. Sabe, eu sempre morei em Nova York onde a temperatura máxima geralmente é 25° graus.

Ainda era de tarde. Eu tinha uma mochila nas costas e uma mala grande em cada mão, era considerada "bagagem em excesso", e olha que eu deixei metade das minhas coisas para trás, inclusive minha coleção de quadrinhos da série The Walking Dead.

- Nossa, quanta coisa você está levando. Parece até que está de mudança. — Falou meu pai brincando. Quem o visse assim até acharia que ele é um cara atencioso e brincalhão. Mas na verdade não.

Saímos do aeroporto e demos de cara com uma BMW preta com um homem de terno na frente dela segurando uma plaquinha, " Sr. Williams" . Nossa, uma BMW preta com motorista, ele me surpreendeu dessa vez.

O motorista colocou as malas na parte traseira do carro, eu entrei no bando de trás, e meu pai como sempre foi no banco da frente por quê ele é tagarela e gosta de conversar cm qualquer ser que não seja eu, o que era até bom, por que eu não gosto de conversar.

O carro andava pelas estradas desertas, e eu ficava olhando a paisagem ela janela. Ali era realmente lindo, e tinha palmeiras! Eu nunca havia visto uma palmeira assim tão de perto, San Diego realmente é uma cidade muito linda.

Depois de alguns minutos de estrada o carro parou em frente à uma casa. Ela era grande, não sei por quê o meu pai comprou uma casa tão grande para apenas nós dois morarmos.

A casa deveria ter pelo menos uns 20 anos, ela era grande com dois andares e tinha um pequeno quintal na frente. Ótimo, eu convenceria meu pai à adotar um cachorro. A casa tinha as paredes em tons variados de bege e creme, no segundo andar tinha uma pequena sacada que tinha grades de madeira. As janelas também tinham o acabamento de madeira, dava um toque rústico até.

Abri a porta da cerca que rodeava a casa e entrei, observei bem o lugar a grama estava mal tratada e tinha algumas rosas murchas em um canto, provavelmente o antigo morador havia as esquecido.

Abri a porta que deu um rangido alto, parecia até aquelas portas de filme de terror. A sala era grande e tinha as paredes brancas, os típicos sofás de couro negro já estavam lá, a TV estava na parede.Do lado tinha um lavabo e a cozinha já toda equipada e com um balcão que a separava da sala. Do outro lado uma escada de madeira.

Subi as escadas e vi que tinha quatro quartos e um banheiro social. Quatro quartos: Um meu, um dele, um escritório e o outro provavelmente seria um quarto pare ensaios. E eu acertei, no primeiro quarto que eu entrei tinha as paredes todas cobertas por espelhos, uma barra de ferro e um som.

Eu sempre fiz balé, apesar de odiar. Eu sou um tanto quanto estranha. sou o tipo de garota revoltada com a humanidade, por isso sempre uso roupas pretas, elas representam o meu "luto" com a sociedade.

Eu também sempre gostei de desenhar, mas meu pai não poderia saber disso, se não em uma tentativa falha de me agradar me colocaria em aulas de arte. O que pioraria muita a minha situação.

Eu gosto de desenhar o que me vem a cabeça e a maioria era um tanto quanto dark. E com certeza iriam me criticar por isso, e eu odeio a ideia de ser criticada, sou muito perfeccionista. Saí daquele quarto e fui para o da frente que era o que possuía a sacada. Ele tinha um armário de madeira escura e uma cama de bordel. Na sacada havia uma cortina branca, e na frente uma cadeira de balanço da mesma coloração do armário. também havia uma penteadeira branca no canto.

Era simples, e bonito. Finalmente meu pai havia acertado, eu gostara do quarto. Joguei minha mochila sobre a cama e comecei a observar melhor os detalhes daquele quarto. Foi quando eu vi, uma sombra atrás da cortina, na sacada, observando a paisagem que ali tinha. Me aproximei devagar e puxei a cortina para um lado.

Era um homem, bem mais alto que eu. Ele usava uma blusa social azul escura e uma calça também social preta, seus cabelos eram loiros e rebeldes. Ele ainda não havia percebido minha presença.

Foi quando eu percebi, ele estava acostumado a ignorar as pessoas, nunca havia visto uma pessoa como eu, que o enxergava. Ele estava morto. Ele era um fantasma.

Na minha nova casa, há um fantasma que mora no meu quarto, ótimo! Não tem como ficar melhor! É, eu sou uma médium, eu vejo fantasmas já faz um bom tempo. E ninguém sabia disso, eu me aproximei um pouco mais e pigarreei para chamar a atenção dele. Que deu uma espécie de "pulo" surpreso.

Ele se virou para mim. Tinha olhos tão negros quanto piche o cabelo loiro rebelde caia sobre os olhos, era até bonito para um morto. Ele me olhou curioso arqueando as sobrancelhas.

- Olha eu não sei quem é você, ou o que faz aqui. Mas já está na hora de sair, sabe? Ir para o outro lado... — Falei pra ele.

- O que é você? — Como assim? Que pergunta estúpida, será que ele achou que eu sou um E.T. ou coisa do tipo? — Como você consegue me ver?

- Olha, amigo, eu também não sei. Agora sai, eu quero trocar de roupa e não quero plateia. Sai do meu quarto, vai. — Falei fazendo uns gestos estúpidos com as mãos.

- Seu quarto? Ele é meu a mais tempo. — Ok, ele está caçando briga.

- Não interessa, agora é meu, vai, chispa. — Logo, ouvi alguns passos subindo pelas escadas.

- Juliet, está tudo bem aí? Ouvi uns barulhos estranhos.- Perguntou meu pai, dando leves batidinhas na porta, que estava fechada.

- Está tudo bem pai, problemas de garota, você sabe. — Respondi com a primeira coisa que me veio a cabeça.

- Ok, qualquer coisa me chama, suas malas estão na sala.

- Tudo bem.- Respondi e voltei a olhar pra sacada que a alguns minutos atrás o loirinho estava. Me virei olhando para a cama e lá estava ele, sentando. — Ai meu Deus, que susto! Pensei que você tinha ido embora. Por quê você ainda não foi?

- Nick.

- O quê?

- Anteriormente você havia me chamado de "amigo", quero que saiba que meu nome é Nick.

- Ok, Nick, saia do meu quarto agora, Nick.

- E o seu? Você sabe o meu nome, eu não sei o seu ainda.

- Juliet, e olha, eu vou sair e quando eu voltar se você ainda estiver aqui considere-se morto. — Falei e refleti sobre a frase. — De novo.

Saí do quarto peguei um chiclete sobre o balcão da cozinha e deixei um bilhete para o meu pai avisando que saí para "conhecer a cidade" .

É, parece que aqui terá não apenas Nick, mas sim muitos fantasmas para me atormentar.

Notas finais
Bom, é isso, qualquer erro é só avisar.