Dama Da Noite
12 Uma Coisa Estranha Acontece
Notas iniciais
Ela o encarou por um instante nos olhos escuros e seu coração começou a bater mais rápido. Sebastian se aproximou mais e segurou o queixo dela, então se inclinou para beijá-la de leve nos lábios e por breves segundos.
Avery até poderia entender que o fato de ele quase a ter esmagado fora um acidente. Mas aquilo era proposital. Cada segundo que se passava com ele a beijando ela ficava mais corada.
O cérebro dela tinha congelado, totalmente entorpecido, e não conseguia pensar em nada a não ser a sensação da boca dele na sua. Contagem regressiva para Avery Summers van Peur desmaiar caso aquilo não terminasse: 5...1...3... O que vem depois do 2 mesmo?
-Você é um estraga prazer, Drake. –Agora ela poderia agradecer pelo assustador Will estar ali. –Mais um pouco e eu teria conseguido.
Ela estava olhando quase de um jeito idiota para a boca de Sebastian, como se não pudesse acreditar direito no que havia acabado de acontecer. Quando o choque passasse e ela recobrasse a consciência, ele teria de se explicar.
-Pegue. –Will jogou uma pedra vermelha para ele. –E vá logo. Nos vemos por aí, humana.
“Pelo menos” conseguiu pensar “não tivemos de lutar.” E mais uma vez ela era conduzida para fora de um reino, agora mal notando os olhares em suas costas, voltando a si pouco a pouco.
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Novamente, ela para de caminhar e diz:
-Por que...por que fez...aquilo? –Pergunta, tropeçando nas palavras.
-Aquilo o que?
-Me...me...m-m-me...-Gaguejou. Mas ele pareceu ter entendido quando ela levou os dedos á boca.
-Ah...-Ele virou de costas para ela. “Sombras podem...corar?!” pensou surpresa. –Foi...necessário...
-Hum...É mesmo?
-Will é apenas um vampiro idiota e muito romântico. Ou preferia que tivéssemos feito um juramento de sangue?
-Não, gosto do meu sangue dentro do meu corpo, obrigada.
-Ótimo. Então vamos andando. –Ele riu. –E pare de me olhar desse jeito.
Ela só pode seguir, ainda confusa, atrás dele. Pensando em como o estivera olhando, quando achava que estava o mais normal possível. Quando este primeiro “dia” terminasse e ela dormisse um pouco, talvez ela pudesse entender tudo que se passara e chegar a uma conclusão razoável.
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-Acorda, Drake! Acorda! –Outra vez ele com sono pesado. Para facilitar, ele poderia não dormir, já que não precisava mesmo e toda vez que o fazia acabava causando problemas.
Decidiu não se estressar e passar para a parte direta: o chute.
-De novo? –Ele perguntou, ressentido. –Não dá para me acordar de outro jeito? Seu chute é bastante forte, sabia?
-Da próxima vez –Respondeu, com um dar de ombros. –não durma.
Avery não conseguira pensar em nenhuma conclusão aceitável para os acontecimentos anteriores, então era melhor esquecer o que aconteceu.
-Posso prometer isso, mas quero algo em troca. –Ele disse, se levantando e pegando a mochila da névoa.
“Meu Deus, o que é agora?” ela pensou “Com certeza vai me fazer prometer não o chutar mais.” Ele se aproximou um passo, ela recuou um.
-Me chame pelo meu nome e a chamo pelo seu. –Sorriu, se virando para ir.
-Por mim tudo bem, Drake. –Ela não ia ceder tão fácil assim.
-Então já podemos ir, Avery.
Esse definitivamente era um avanço.
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Depois de muito tempo de caminhada com ela tentando adivinhar como seria o próximo e último irmão de Sebastian, o mais velho, eles finalmente chegaram. Se o reino de Sebastian era preto, aquele era o oposto dele. E se algum arquiteto fosse projetar a cidade perfeita, com certeza seria aquela.
Diferente do reino de Will, ela não viu um monte de vampiros com olhos vermelhos cercando os muros brancos, não tinha ninguém para guardar os portões. Entraram sem se preocupar.
Não havia olhares ferozes, apenas alguns transeuntes curiosos, algumas das pessoas até cumprimentaram Sebastian. Era uma cidade normal, com pessoas normais.
E era exatamente isso que parecia tão errado. Nada diferente. Deveria ter algo, ela talvez não notara o que. Continuaram andando tranquilamente para o palácio no centro da cidade.
Subiram uma série de degraus até chegarem à frente de belas portas de mármore branco. Sebastian parecia tenso e hesitante em abrir as portas. No momento em que ele estendeu a mão, alguém as abriu por dentro antes.
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