Dama Da Noite

3 O reconhecimento


Notas iniciais
Maiores detalhes sobre o visual da Dama.

A Dama está arrumada, seu uniforme vermelho fazia contraste com o maravilhoso rosto dela, onde se via leves toques de blush e belos cílios trabalhados pela mãe natureza, e uma boca tão detalhada e avermelhada quantos morangos colhidos recentemente, ainda molhados com o orvalho. Conferindo seu visual, já estava pronta pra ir para a faculdade novamente, foi quando sua boca deu um leve sorriso, um tanto... Diabólico. Levanta o pulso, confere as horas. O relógio batia 7:12, pega sua mochila arrumada e entra no carro para a universidade.

Chegou na hora certa, estava acabando de começar o velório de seu colega assassinado, Josh, na funerária Poços Fundos que fica do lado da universidade onde a Dama estuda. Ainda havia tempo, ela poderia entrar no velório e ir para a aula depois, afinal ela sempre chega mais cedo na escola. Entrou no velório, deu seus falsos pêsames para os parentes de sua vítima e, em um pequeno momento de distração colocou com uma pinça a flor Dama da Noite na mão de Josh, deitado em um caixão temporário de vidro aberto. Sussurrou para sua obra prima e saiu do mesmo jeito que entrou, sem levantar qualquer suspeita. Havia colegas, curiosos, familiares e outros perto, escaparia dessa facilmente.

As portas da universidade abriram, e ela entrou correndo, não sem antes arrancar escondido duas Damas da Noite do jardim da escola, que um pouco longe da biblioteca. A sua primeira aula era de ciências, que falava da cristalização de sangue, oque rendeu nota 10 para ela, pois já havia ouvido isso (e colocado em prática) no dia passado. O sino bate, a professora sai, o horário apontava para a aula de psicologia. A Dama passa a mão no estojo e sente a lâmina da faquinha que usaria. Ela teve um dia de universidade normal, acabando a aula, entrou no seu carrinho e passou perto da funerária e percebe a movimentação da polícia por perto, tudo pela flor que ela colocou na mão de Josh. Estava ficando divertido.

Eram 4 horas da tarde, não tinha aulas extras noturnas no dia, então já se via em casa, preparando um lanche na cozinha verde, quase tão bonita quanto a Dama. Quando terminou seu lanche, se dirigiu com um copo de suco para a sala, onde ligou a TV média que tinha.

–Boa tarde, William. Hoje apresentamos uma coisa terrível que aconteceu.

–Sim, o surgimento de uma Serial Killer.

–Ela deixou alguma marca?

–Sim, Fátima. Deixou uma flor conhecida por Dama da Noite na mão de Josh, e de uma Funkeira que ainda não foi reconhecida pela família.

–E a polícia, já tem alguma suspeita?

–Não, ela cobre os corpos de cal. Não deixa nenhuma marca.

–Obrigada, William.

A Dama desliga a TV, que faz um barulhinho, e deu um sorrisinho maléfico. Ela finalmente teve o reconhecimento tão desejado. E não pararia tão cedo, não enquanto estivesse livre. Pensou a assassina.