Notas iniciais
Aqui está mais um capitulo. Espero comentarios.

Ela olhava para todos os lados menos para os olhos dele. Maldita. A humana estava a esconder-se! Ou antes, ela estava a proteger-se dele. O mago sentiu-se tomado pela inveja. E a ira apoderou-se dele. Alguém se atreveu a entrar na mente daquela humana. Maldição! Só poderia ter sido o Lucyus. Aquele infame miserável. Atreveu a desobedecer as suas ordens explícitas de não tocar na encomenda. Que atrevimento. O desgraçado do seu irmão iria pagar caro pela sua ousadia.

Desobediência era algo que o Cyrus nunca aceitava. E o Lucyus sempre soubera disso. Voltou as costas e olhou pela janela. O vidro estava salpicado pelas gotas negras da chuva. A chuva negra inundou as ruas. E a água passava levando tudo o que encontrava pelo caminho. Voltou e encontrou uma humana cabisbaixa e por trás dela estava o general. Ele tinha-a fortemente segurado pelo braço.

Olhou seriamente para os dois e ordenou:

– Deixai-nos a sós!

O general Masen baixou-se numa pequena vénia e apreçou-se a cumprir a ordem do seu mestre. Saiu orgulhoso do seu feito. A humana estava finalmente nas mãos do seu dono. Restava saber o que iria ele fazer com ela. Mas isso já não era da sua responsabilidade.

Lucyus

Lucyus estava realmente entediado. Ele se sentia dividido entre o divertimento e o aborrecimento. Como poderia ele não gostar do momento em que os humanos tentavam desesperadamente fugirem dele! Lucyus começava a sentir-se farto de repetir o mesmo cenário. Ver os humanos fugirem dele estava a tornar-se em algo demasiado óbvio. Era frustrante! Olhou enfastiado para o humano. Ele repetia tudo o que o último fezera. Os mesmos erros. Até parecia que estava a ter alucinações. Abanou furiosamente com a cabeça, como se podesse impedir de se sentir frustrado, olhou de novo para o humano a sua frente. Ele corria. Corria como se isso o salvaria. Realmente, podia até salvar-se se não estivesse em pânico. Era só colocar o seu miserável cérebro a funcionar que talvez pudesse escapar. Claro, se o Lucyus estiver realmente interessado em deixa-lo fugir. Ele estava tão enfadado que decidiu não usar os seus poderes. Bastava-lhe olhar uma vez para o humano para que soubesse onde ele iria. Lucyus preverá todos os seus movimentos sem se quer pestanejar. Não era necessário fazer muito esforço, pois o humano tinha a sua mente totalmente aberta e todos os seus pensamentos simplesmente flutuavam até o seu. O pânico realmente não era a melhor amiga dos humanos. Ele traia-os.

– Vamos la idiota! Porque foges de mim? – uma gargalhada sonora perseguiu o humano – Seria mais fácil se simplesmente parasses de bombardear-me com os teus pensamentos.

Num piscar de olhos, quase como por reflexo Lucyus apareceu a sua frente. O medo brilhava nos olhos do humano. E ambos tiveram um pensamento mútuo de que ele não escaparia.

E um grito desesperado fez-se ouvir na noite.

Até o proximo episódio...