Dalfyer - Um Mundo Desconhecido!
4 Estranho e Perigoso!
Notas iniciais
Cyrus estava sentado com o braço estendido numa cadeira estufado a seda. Ele olhava para a fêmea humana intrigado. Havia uma onda mística que circulava a volta dela. Era algo delicioso, quase hipnótico. Sentiu-se tentado a experimenta-la.
Mas não! Não ia faze-lo.
Queria aprecia-la devagar. Lentamente. Olhou para a humana petrificada na porta do seu quarto. Ela estava especada a sua frente e completamente petrificada de medo.
– Que fazes ali especada? – disse ele sereno – Aproxima-te.
***
Era natural estar apreensiva, e ela sabia-o, mas, mesmo assim, isso não ajudava muito. Leyah tinha esperança de que o seu nervosismo não fosse muito evidente, no entanto, por mais serena que quisesse aparecer, o homem alto que se encontra do outro lado do quarto não se deixou enganar nem por um momento.
Tinha a impressão de que ele não se deixava enganar com frequência.
As suas roupas estavam esfarrapadas. Apenas as suas roupas interiores que estavam em perfeitas condições. Mas, mesmo assim, ela sentia uma necessidade de tirar aquelas peças do seu corpo. As roupas colavam-na no corpo. Era uma sensação nojenta de quem não se banhava há muito.
– Que fazes ali especada?
O som da voz do estranho ser a sua frente fê-la sobressaltar-se. Levantou o olhar e encarou o rosto expectante de Cyrus. Balbuciou:
– Peço… Peço perdão!
Cyrus perscruta-lhe o rosto, descendo de seguida um olhar furtivo pelo seu corpo.
– Aproxima-te.
Ela apercebeu-se do olhar avaliador do Cyrus sobre o seu corpo. As poucas vestes que lhe cobria o corpo não eram suficientes para lhe esconder do olhar dele. Era algo de que estava sobremaneira consciente, ao encontrar-se do lado dentro da porta aberta que dava para o quarto dele.
– Podeis entrar. Juro que sou bastante inofensivo.
Inofensivo? Porque será que ela não conseguia acreditar naquelas palavras? Pelo contrário, havia nele um certo ar perigoso.
De fato, ele era… perigoso.
E ela sabia perfeitamente disso. O seu aspecto era tudo menos tranquilizador. Ele era um perfeito estranho.
Estanho e perigoso. Essas duas palavras juntas não costumam ser um bom presságio.
– Por tudo que é mais sagrado – praguejou – Ou entras pelos teus próprios pés ou eu faço-te entrar.
Era um pouco aflitivo aperceber-se de que ainda hesitava á porta. Leyah avançou, um pouco trémula. Olhou ao redor, o quarto estava decorado com uma simplicidade masculina, em tons escuros e dourado, dominado por um cama imponente feita em madeira escura. A barra tinha figuras de grifos e outras criaturas místicas gravadas e as colunas eram encimados por pequenos leões rampantes. Para além disso, não havia qualquer ornamentação em lado nenhum, nem sequer um retrato ou um quadro que dessem uma melhor indicação sobre os seus gostos pessoais. Até o roupão que usava era de seda preta e lisa, sem qualquer adorno.
A cor forte ficava-lhe bem, realçando-lhe de alguma forma as clássicas linhas masculinas do rosto e a largura dos ombros.
Ele está a usar alguma coisa por baixo daquele roupão?
– Bem… Se queres mesmo saber o que tenho debaixo do roupão, é melhor que cheques mais perto.
Leyah riu, mas era um riso que não tinha nada a ver com humor. Mas sim de nervosismo. O nó que sentia na garganta parecia que estava a sufoca-la.
– Há! Um sorriso – disse ele com suavidade.
Cyrus levantou-se da cadeira e deslocou o corpo poderoso, todo músculos duros, num movimento atlético. A forma como andava, de olhos pregados nos da Leyah, fazia-a lembrar uma pantera a perseguir a sua presa. Lento, firme e determinado.
Um estremecimento percorreu o corpo dela, quando o roupão se abriu para mostrar um peito bem definido. Os olhos cinzentos de Cyrus transformaram-se em duas orbitas negras, revelando um brilho erótico. Parecia demasiado rude na sua masculinidade dominante.
Entretanto, Leyah sentiu que o coração lhe começou a bater com mais força. Depressa ele chegou perto dela e quase que a esmagou contra a parede ao empurra-la com o seu corpo.
– Não falas muito pois não? – com um dedo tocou-lhe suavemente no queixo empurrando-o para cima. Fazendo que ela o encarasse nos olhos – Diz-me o teu nome.
Aquela era uma ordem. Não um pedido.
Murmurou quase inaudível. Desviando o seu olhar do dele.
– Leyah. Senhor.
– Não te preocupes. Leyah. Não estou a ler os teus pensamentos. – voltou a puxar-lhe o queixo para cima. E os seus olhos se encontraram – Acredita. Nem pretendo faze-lo.
– Acredito. — disse ela
Ele esboçou um sorriso triunfante.
– Ainda bem Leyah – disse ele enquanto as suas mãos enrolavam a volta da cintura dela, puxando o corpo frágil para junto do seu. Os dois corpos ficaram completamente unidos. Separados apenas pelas finas camadas de roupas. Cyrus cruzou o olhar com o dela e beijou-a nos lábios. Um beijo quente e arrebatador.
Leyah ficou paralisada. E um arrepio nervoso percorreu-a.
Até o próximo episodio...
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