«Chuva maldita. Que vem do céu para massacrar os demais.»

O Mago Negro entrou pelos portões exageradamente grandes que sustinha o peso de um grande sino dourado. A sua corrida de cavalo desde das províncias de Darkvon foi interrompida pelos malditos Goldens. Esses desconheciam a fama do Mago Negro. Como poderia eles não saberem quem era ele? Pensou o Mago. Malditos. Mil vezes malditos. Mas depressa passaram a conhecer a sua fúria. Ninguém atravessava no seu caminha e muito menos ficavam impunes. Pagaram com as suas miseráveis vidas. Seguiu o caminho com a mente a vaguear pelos horrores que faria a quem se atrever a atravessar no seu caminho. A sua capa negra ondulava ao som do vento e da chuva.

A chuva negra caía do céu e inundava a estrada de pedra a sua frente. Chuva maldita. E malditos Deuses que se esqueceram deles, o seu povo. O mago parou o cavalo e desceu. Dirigiu-se a entrada do Castelo em ruína que era a sua casa. Ninguém pensaria que viveria alguém ali. Mas aquele Castelo era enganador. Ninguém entraria ali sem que antes o Mago saiba. Tudo o que se passava lá dentro tinha o dedo do Mago. Ele conduzia o Castelo como se fosse um animal. E até se podia dizer que o Castelo tinha vida própria. Havia rumores de que o Castelo era um monstro enorme camuflado de Castelo. Mas quem poderia desmentir aquilo sem antes entrar na dúvida? Ninguém. Estava fora da compreensão dos demais. Apenas o Mago e o seu irmão sabiam o segredo do Castelo. E morreriam com aquele segredo vincado neles.

Ouvia-se gritos que provinha de dentro do Castelo. Ah! Como era bom chegar a casa e ouvir o doce som do medo. Humanos. Só poderia ser gritos dos humanos. Estes são seres muito inteligentes mas os seus poderes místicos estão ainda por explorar. Eles não sentem a necessidade de explorar os seus poderes escondidos. Ou talvez nunca souberem tirar proveito dele. Confiante, entrou no Castelo.

– Mestre Cyrus! Chegou finalmente a tua encomenda. – O general Masen irrompe ao seu alcance. Prostrou numa longa vénia.

– Ah! Lucyus foi muito rápido. Eis que estou finalmente admirado. – Endireitou as costas arrogantemente e acelerou o passo. O Mago Negro estava finalmente de bom humor. – Traz-me a encomenda aos meus aposentos. Estou curioso.

O general saiu por um instante e voltou com uma humana. Parecia estar desprovida de forças e assustada. A pele estava extremamente pálida. O cabelo emaranhado e húmido de suor. E as estranhas peças que trazia vestida estavam esfarrapadas. O Mago olhou para ela. Algo nela o intrigava.

Até o proximo episódio...