Dad's Boyfriend

7 Falando de sexo com Regina Mills


Notas iniciais
E voltamos com um capítulo simples, narrado por ninguém menos que nosso querido xerife afastado, David. Capítulo recheado de referências ao meu OTP Evil Chamring porque sim. Uma cena descrita neste capítulo é uma cena real de Once Upon a Time que foi deletada, a conversa dos dois no Granny's onde Regina pega a mão de David. Você pode assisti-la aqui: https://www.youtube.com/watch?v=S4uFiQ7dWdw (LINK ATUALIZADO)

(David Nolan POV)

Christopher me beijou. Nunca vou ter palavras pra explicar aquele beijo. Mas em resumo, foi uma sensação boa de fazer algo “errado”. Foi doce, foi romântico e foi errado. Errado porque além dele ser um homem, o que causaria um enorme transtorno pra ambos de nós se quiséssemos de alguma forma continuar com isso publicamente, ele era bem mais novo que eu e me sentia mal por isso. As pessoas pensariam que eu teria induzido a “se tornar” outra pessoa, ou que ele teria sido alienado por mim. Só que na verdade nenhum de nós sabia o que era isso de ser “gay”. Na verdade, acho que ambos nos sentíamos ainda normalmente atraídos por mulheres. Mas... principalmente, um pelo outro.

Quando recebi alta, Emma me levou à casa de Regina para que ela fizesse algo quanto às cicatrizes no meu rosto. Eu ainda estava com um olho bastante roxo e um dos cortes nos quais eu tinha levado ponto, estava descosturando. Eu estava assustador, por mais que tivesse me recuperado bem.

— Vou te deixar aqui na porta porque tenho que resolver umas coisas e ligar pro Killian ainda hoje. – Emma me disse parando a viatura rente ao passeio. Era engraçado como ela dizia “Killian”, se forçando a acostumar com o nome para não cometer a gafe de chamá-lo de “Hook” para outras pessoas. – A Regina já está te esperando, ok? Eu te amo pai.

— Eu também te amo, filha. – me curvei para lhe dar um beijo no rosto e Emma pareceu meio desconfortável, mas cedeu. Ela não curtia muito demonstrações de afeto, mas o “Eu te amo pai” me forçou a isso.

Eu abri a porta do carro e saí lentamente. Ficar só deitado no hospital deixou meu corpo todo dolorido. – Tchau Emma. – me despedi num sorrisinho de canto e empurrei de volta a porta. Emma ameaçou sorrir de volta e seguiu com o carro.

Estar face a face com a prefeita àquela altura não era uma tarefa fácil. Emma já tinha contado tudo pra ela. Tudo mesmo. Desde a briga (o que já era suficientemente vergonhoso), afinal Regina saberia o motivo de eu precisar de sua magia, inclusive sobre beijo com Chris, porque contei à Emma no hospital e algo me dizia que ela não conseguiria esconder isso de Regina.

— Ora, ora, ora. Vejam só se não é o Ken sem Barbie! — ouvi quando a porta se abriu sem eu bater. E ali estava Regina, se apoiando na porta. — Impossível não saber quando Emma está por perto com o barulho desses pneus cantando. Entra logo, homem, o que está esperando? — ela fez uma breve pausa e me reprovou com o olhar, escondendo metade do corpo atrás da porta. — Caso não tenha reparado como estou vestida, creio que não seja a forma mais apropriada de ficar na porta de casa com a porta aberta para a rua.

Só então prestei atenção. Regina estava usando apenas um roupão de banho.

— Quero detalhes. — ela continuou falando quando entrei e ela fechou a porta. — Me conta desse seu "gatinho" e como tudo começou.

Regina estava com o olhar de uma criança travessa, interessada em ouvir sobre bagunça.

— Eu eu... eu não... — tentei formular algo, mas não veio.

—Senta aqui, David. Relaxa e então me conte. — ela foi me empurrando para o sofá. — Eu só vou dar um jeito nessa carinha depois de me contar como foi que aconteceu. Vamos lá, garanhão, não seja tímido.

Ela tinha um jeito despreocupado de falar que me deixava apreensivo e inseguro ao mesmo tempo.

— Ok. — respirei bem fundo — Eu realmente não sei como aconteceu. A Emma me pressionou e percebi que sentia algo, mas pensei ser uma simples paixonite. E quando Christopher praticamente se declarou pra mim no hospital com o jeito abobado dele, eu percebi que estava realmente apaixonado. Só.

— Hã? Só isso? Ah não, mas que história sem graça. E como assim percebeu no hospital? Tá me dizendo que tudo antes... ? Digo, antes não aconteceu nada e... — ela também se sentou no sofá, na outra extremidade e pousou a cabeça sobre uma das mãos, apoiando o cotovelo no encosto do sofá.

Demorei a entender o que ela queria dizer, já que ela não conseguia mais construir suas frases com a mesma eficiência. Ela estava se referindo à história de Leroy.

— Regina! Você tá dizendo que acreditou naquela coisa horrível e nojenta que o Leroy andou espalhando por aí?

— Ei, alto lá, David, alto lá. — Regina cruzou as pernas com cuidado para não mostrar demais. — Não que eu tenha necessariamente acreditado no que ele disse, mas se eu pensei que já tinham tido sexo antes? Com certeza. Porque huh... você é um adulto. Eu juro que me assustaria menos se ouvisse essa história de beijinho vinda do Henry.

Fiquei aborrecido com o jeito que ela disse. E Regina não tinha qualquer trava na língua. Falava sem medo de quaisquer reações.

Antes que eu pudesse dizer algo, ela continuou ao fitar profundamente minhas feições. — Hmm, já sei! É isso mesmo! — Regina soltou uma gargalhada. — Você está incomodado porque Leroy espalhou por aí que você era a “mulherzinha da relação”. Ah David, faça-me o favor. Nós dois sabemos que esse jeito de pensar é de gente ignorante. Se você é um homem e está num relacionamento com outro homem... — ela desviou o olhar e disfarçou um sorriso. — É perfeitamente normal um penetrar o outro, oras. Céus, David, vocês podem até mesmo dividirem um dildo bem grande na bunda meu filho, que nenhum de vocês vai deixar de ser homem por isso e longe de mim julgar.

— Nós não estamos num relacionamento. — foi tudo o que consegui dizer.

A prefeita se aproximou de mim no sofá e segurou minha mão. — Tudo bem, David. Tudo bem. Desculpe se estou sendo muito inconveniente com você. — ela sorriu pra mim de forma serena. — Mas vou te confessar, não tenho problema algum com homens se pegando, muito pelo contrário. Acho é sexy, tenho fantasias de participar de algo do tipo desde época em que eu saía com o Graham. — ela não conteve uma gargalhada. — Ah esquece, você não sabia disso, eu falei demais. Deixa pra lá. Enfim. Você se lembra de quando estávamos no Granny’s e eu segurei sua mão desse mesmo jeito que agora e disse que era sua amiga também?

— Lembro. Você só fez isso porque queria me seduzir pra ferir a Mary Margaret.

Touché. — Regina deu de ombros. — Mas nem tudo foi encenação aquele dia. Eu disse que era sua amiga, e isso é verdade. E disse que não te odiava, “pelo contrário”. E isso também é verdade. E por isso estamos tendo essa conversa agora. Eu me preocupo com você. Você foi uma das primeiras pessoas além da Emma a me defender em Storybrooke quando todos recuperaram suas memórias. Ok, também estamos tendo essa conversa por eu gostar de gays e estar extremamente curiosa, mas não vem ao caso.— Quando ela disse isso, me escapuliu um risinho, que ela acompanhou, deixando o clima menos tenso. — Você sabe que está caminhando para uma direção complicada não sabe? E que se continuar tendo... “algo” com esse menino, hora ou outra vai ter sexo, não sabe?

— Sei Regina. Sei sim.

— Pois então. O primeiro conselho que eu te dou é não dar ouvidos a esses comentários babacas. Essas pessoas são sexualmente frustradas e não entendem nada de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Vocês dois são homens cisgêneros e nada vai mudar isso. Ainda que não fossem, ninguém tem nada com isso. Só estou dizendo porque são dois caras inexperientes por esse lado e que vão precisar de criatividade para satisfazer um ao outro. Depois de deixar de ouvir o que falam sobre você, meu outro conselho é que experimentem de tudo, oras. Vão devagar com as coisas e tomem o tempo que for necessário, mas arrisquem-se sem medo. Vocês precisam saber como é cada experiência sexual pra saberem do que gostam ou não. — então ela me olhou séria e com desdém. — E sinceramente? Acho que em menos de um mês vão estar se comendo todo dia.

Não pude evitar de rir. Nada de risinho contido, soltei foi uma longa risada. — Você é muito desbocada mesmo! Não te dá um pingo de vergonha não? O que aconteceu com a rainha refinada?

— Oras, eu sou refinada meu bem. Ser refinada não significa que preciso ser uma santa. — ela se levantou, apertando o laço do roupão. — Vou fazer um chá, você quer?

— Não, obrigado. Estou bem.

— Vem cá, vamos conversando. — ela disse já de costas, andando.

Eu me levantei e fui atrás dela, olhando inintencionalmente suas pernas. — Você está tão natural falando de sexo, me conte, e entre você e o Robin? Como estão as coisas?

— Você quis dizer entre o “Kevin” e eu? Humpf, não andam, querido, não andam. Preferi deixá-lo pensar que não me conhece nessa nova “quase maldição”. Ele está brincando de casinha com a minha irmã e a criança deles. Achei que era o melhor pra eles. Aquela menina não tem culpa de nada e o melhor pra ela seria crescer ao lado de sua família, então deixei que fossem felizes. Eu não preciso de homem pra ter felicidade não. Aliás o único que eu preciso eu já tenho, o Henry.

Ela não me olhou para responder uma sequer palavra. Disse tudo de costas enquanto arrumava a pia para preparar o tal chá. Embora ela fingisse que não, eu sei que aquilo a machucava. Ver o homem que ama morando com a irmã, tendo uma vida que poderia ter com ela. “Au!”, ela resmungou.

— O que foi? — perguntei aproximando da pia e a vi com o polegar na boca.

— Peguei uma xícara que estava trincada e não percebi, acabei me cortando, mas foi de leve.

— Precisa de ajuda? — me aproximei um pouco, preocupado.

— Não. Tô legal, obrigada. Ah, aliás, me faz um favor então. Pega um sachê de chá pra mim naquele armário. — ela apontou para uma portinha ao canto e eu fui abrir para pegar.

Assim que eu abri comecei a rir.

— O que foi? — Regina ficou confusa.

— “Macarrão para lasanha”. — eu li em uma embalagem que segurava com ambas as mãos. – Veja como o mundo dá voltas. Tempo atrás você me convidou para comer lasanha aqui e quase que nos beijamos. E veja como estamos agora. Nós dois, falando de homens. Do “meu” e do “seu”. Quão estranho isso é?

Regina encostou-se na geladeira, fechou os olhos e disse sorrindo. — Ah, não é estranho como diz, David. Já disse que não julgo você. Homem é um negócio muito bom mesmo, o que me espanta é que tenha levado tanto tempo pra descobrir. — comecei a rir mas eu estava vermelho e ela ria da minha vergonha. — Não vou mentir, sempre te achei um espetáculo de homem. Teria te beijado mesmo se não tivesse corrido como uma galinha. Se bem que pensando nisso até eu estou achando que fui atirada demais. Como fiz tudo isso com você Céus David, você está todo corado!

E eu estava mesmo. Eu ainda estava sorrindo, mas queria mesmo era enfiar minha cabeça num buraco e não tirar mais de lá. Mas me acalmei algum tempo depois. Logo o chá ficou pronto.

— Se você me fizer rir agora enquanto eu tomo e eu cuspir esse chá, eu juro que arranco seu coração e explodo ele dentro da sua boca. — Ela se serviu, me fitando séria.

— Então sou seu tipo de homem? — perguntei depois de alguns segundos de silêncio.

— Oi?

— Se eu te atraía tanto assim e ainda me cobre de elogios: sou seu tipo de homem? — eu também usei meu tom mais sério.

— Você não é de se jogar fora. — e voltou a beber seu chá num olhar esnobe.

— Entendi. — comecei a esfregar um dos pés no chão da cozinha, inquieto. — Todo esse tempo e eu nem desconfiei de que me olhava com esses olhos.

— Não confunda as coisas, David. Você é lindo e muito fofo, mas meu coração ainda está com Robin, mesmo tendo que deixá-lo ser feliz com outra pessoa. E você tem o Christopher. Não cometemos o erro antes e não vamos cometer agora.

— Eu não disse nada disso, oras. — era incrível como o jogo tinha virado. Eu estava absolutamente tranquilo agora e ela nervosa. — Só achei curioso saber que me via como objeto de desejo.

— Eu também não disse nada disso. — ela rebateu.

— Mas ficou subentendido. Digo, agora você está me dando dicas de como lidar com um homem, isso é irônico, mais nada. Não é como se eu fosse me atirar em cima de você e te beijar agora.

Regina colocou a xícara na pia e abriu a torneira. Encheu a xícara de água e lavou o dedo que cortou. — Agora vamos dar um jeito nesse seu rosto, David.

— Não vai primeiro fazer algo nesse dedo? — contestei apontando para o mesmo.

Regina me encarou indiferente e sacudiu a mão, respingando algumas gotinhas d’água. E magicamente seu dedo estava curado.

— Agora seu rosto. — ela levantou a mão e fez alguns gestos, e logo uma luz veio na minha direção. Senti bastante dor a princípio, mas logo percebi que os últimos vestígios de dano estavam sumindo. — Pronto. Vamos voltar lá pra sala. Quero que me conte agora o que pretende fazer em relação a esse Christopher.

Quando voltamos, eu nada soube explicar. Nem eu sabia o que seria de nós. Íamos namorar? Não sei, eu me sentia meio velho pra isso. Ainda mais por ele estar na faculdade, eu tinha medo de tudo e todos, de tudo que iam pensar e quantas pessoas iriam nos odiar. Talvez mesmo os amigos dele que apoiassem a sexualidade dele diriam que no entanto eu não seria a pessoa certa por ser mais velho e me achariam careta em tudo. Eu expliquei pra Regina e ela falou inúmeras vezes o quanto isso era bobeira da minha cabeça e que eu precisava me abrir logo pras pessoas que amo. E logo o assunto tornou-se sexo outra vez, e ela me questionou sobre termos medo de sentir prazer de novas formas.

— Não é que eu ou ele tenhamos medo de gostar disso. Mas não soa estranho? Desconfortável?

Foi então que Regina começou uma explicação didática que ia me deixar muito, mas muito mais desconfortável. — Deixa de ser besta David, vocês homens tem próstata. Quando a próstata é massageada na penetração vocês sentem prazer. Nós mulheres não temos isso durante sexo anal e não reclamamos tanto quanto vocês.

— Como sabe dessas coisas? — arregalei os olhos.

— Não me pergunte por que eu sei. Questione-se de por que você não sabia, oras. Você que tem o negócio e não entende da própria anatomia. Eu conheço meu próprio corpo. E se conheço.

— E praticamente deixou escapar de que já praticou sexo anal com o Robin e que não foi tão bom assim por ser mulher.

—Ei! Eu não quis dizer isso! E eu nem disse que não foi bom.

— Mas então já fez. — sorri de canto, satisfeito em virar o jogo, deixando-a corada.

— Você quer me deixar envergonhada? Precisa bem mais que isso. Mas melhor não tentar, porque eu consigo te deixar tremendo em dois minutos.

— É, eu sei. — concordei sorrindo.

— David, você ainda tá aqui ainda pra falarmos de você e seu paquera, não de mim e do Robin, então não desvie o assunto. — ela pareceu irritada e impaciente. — O negócio é os dois pararem de frescura e liberarem logo um pro outro, ok? E você vai me contar tudo como foi.

— Como é? Você tá doida mulher? Nem temos essa intimidade toda.

— Fala isso mas você provaria da minha "lasanha" agora se eu oferecesse, né safado? Mas não vou te deixar fazer nada de errado porque você ainda tá super confuso e nesse comecinho de “namorico” é normal se sentir atraído por outras pessoas, mas já percebi que você realmente ama o Chris. E estou na torcida pelos dois.

— Para de achar o tempo todo que quero comer você, Regina. — arqueei uma das sobrancelhas. — Você é quente, mas não o centro do universo. — e levei um peteleco na cabeça.

— Não estou achando nada. Qualquer um gostaria de transar comigo e você não é exceção. Mas eu já sou Team "Chrisvid".

— O que diabos é isso?

Chrisvid, caramba. Christopher + David. Chrisvid. É o nome do casal de vocês, que nem dos casais de Hollywood.

Depois disso todo o assunto e clima estranho entre nós acabou. A conversa sobre Chris fluiu muito bem e eu falava inúmeras vezes do quanto ele era lindo, engraçado, divertido, animado e que se dava super bem com o Neal. Contei pra ela que tinha achado a coisa mais fofa do mundo os dois brincando juntos e vendo filme e ela ficou tão encantada como eu.

— Você pode imaginar ele sendo pai do Neal junto com você? — ela me perguntou intrigada.

— Não. — respondi um pouco seco.

— Por que não?

— Ele não é pai do Neal. Só eu sou. Eu e a Snow somos os pais dele. Na melhor das hipóteses Chris vai ser meu namorado e Neal vai continuar adorando ele. Só isso.

— Bonitinho. Você ama muito ele, não é?

— O Chris? Sim, eu amo. Muito muito muito muito. Ele é muito fofo Regina, você vai ver quando conhecer ele direito.

— Na verdade eu estava me referindo ao Neal porque você ficou muito ciumento, mas era uma pergunta retórica, porque sei que qualquer pai ama muito seus filhos. — ela sorria com um olhar distante, provavelmente pensando em Henry.

— Ah sim. — sorri. — Amo os dois. Eles juntos são muita gostosura pra eu lidar. Fico querendo morder os dois. Mas o ciúmes também é dobrado. O que eu faço?

— Deixa disso. Você ama um como filho e outro como homem. Nenhum vai brigar pelo espaço do outro.

— Meu medo é de que gostem mais de um do outro do que gostam de mim.

— Céus, que preguiça de você! Chega vai, bonitão. Já é tarde, tenho que me arrumar porque vou sair hoje, nem todo mundo tem a mesma sorte que você não, eu ainda to na caça pelo meu amor. Xô, xispa! — ela se levantou, indicando o caminho até a porta entre risos.

— To indo, to indo, calma. Obrigado por tudo Regina. Pela magia, pela conversa, pelas dicas, tudo. Valeu.

— Tudo bem. — ela me acompanhou até a porta. — Você precisa que eu te leve de carro?

— Não precisa, eu vou andando.

— Ok. Mande beijos pra Emma se falar com ela e fala pro Chris que quero conhecer ele e que vou mandar uns presentinhos pra vocês.

— O quê? — eu já estava do lado de fora e ela estava com a porta quase fechada.

— Deixa de ser curioso, é surpresa. — e fechou.