Número desconhecido:

Bom dia, Daddy.

Regina:

Garota, acho que você está falando com a pessoa errada.

Número desconhecido:

Não, estou falando com a pessoa certa. Eu sei quem você é.... Regina ;)

Regina:

QUEM É VOCÊ? E COMO CONSEGUIU MEU NÚMERO?

Número desconhecido:

Já disse, sou sua baby girl. A questão é, quando você vai me foder?

Regina:

Nunca??

Número desconhecido:

Isso é o que veremos. Boa aula.... Daddy ;-)


Desligo o celular depois dessa última mensagem. Eu estava completamente atônica, desde ontem estou recebendo essas mensagens, e não consigo imaginar quem poderia estar fazendo isso.

Confesso que estou gostando bastante. Até por que, quem não gostaria, não é mesmo.

Que falta de educação a minha. Nem me apresentei. Me chamo Regina Mills, dou aula de ciências empresariais, na melhor faculdade de Boston. Tenho 29 anos, solteira, e lésbica assumida.

Sei que é ante ético, mas estou fodidamente atraída por uma de minhas alunas, o nome dela é Emma Swan. Uma das meninas mais lindas que eu já vi. Acho que o que mais me atrai nela, são seus olhos, e o modo como ela se veste, que eu acho super meigo, combina perfeitamente com ela.

Hoje ela está vestindo, uma saia rodada, de cintura alta, rosa bebê. Uma blusa social branca. Uma salto, médio, também, rosa,só que mais escuro. Tenho que dizer que, suas pernas são completamente perfeitas.

— Então é isso pessoal. Alguém tem alguma dúvida?.... Não, ok. Terminem de copiar.

Sento na minha cadeira, e começo a ler algumas, das minhas anotações. Meu celular começa a vibrar, e o pego pra ver o que era.

Abro a mensagem que tinha chegado, entrelaço minha perna, tentando conter a excitação, que o conteúdo me provocou.

Número desconhecido:

Eu tenho uma dúvida, daddy.... Quando você vai vir me foder? Estou tão molhada pra você.

" Droga! Quando eu descobrir quem está me mandando essas coisas... Calma Regina, fica calma. "

Sou desperta pelo toque do sinal.
Pego meu material, e vou saindo da sala, mas acabo estancando no lugar, quando Emma Swan, passa na minha frente, rebolando, aquela bunda gostosa. Mordo meu lábio.

Fecho meus olhos, balançando a cabeça, pra tirar essa imagem da cabeça. E sigo pra sala dos professores. Guardo meus materiais, de hoje, e vou pra casa.

Tinha acabado de jantar e estava assistindo um filme qualquer na tv, quando meu celular apita. O pego rapidamente, já imaginando quem seja.

Número desconhecido:

Hey daddy
Comprei pensando em você. O que você acha? Ficou bom?

[imagem]

Regina:

PUTA QUE PARIU! GAROTA VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COM FOGO.

Número desconhecido:

Quem disse que eu estou brincando? Sei muito bem o que eu quero.... Você será minha daddy. Assim como eu sou sua baby girl.

Regina:

Merda baby girl. Quando eu te pegar, vou te foder tão forte...

Número desconhecido:

Mau posso esperar por isso daddy. Fico molhada só em pensar.


" Merda, essa garota não sabe com quem está se metendo"

Bloqueio o celular, e vou pro meu quarto, tirando a roupa pelo meio do caminho. Tomo um banho gelado. E me deito pra dormir apenas com uma calcinha, preta.


~• •~


Emma havia acabado de chegar em casa. Seguiu para o seu quarto e deixou a mochila na escrivaninha. Olhou para o relógio do despertador e suspirou. Eram sete horas e seu pai ainda não estava em casa, o que só podia significar uma coisa. Sabia que a noite ia ser longa e não estava com energia, desde que seu dia fora cansativo, muito cansativo.

Foi tirada de seus devaneios ao que ouviu a porta de um dos quartos fechar. Terminou de vestir seu moletom e fez o caminho para o quarto de Lucy, sua irmã mais nova. Abriu a porta lentamente e colocou apenas a cabeça para dentro, sorrindo ao encontrar a pequena menina adormecida.

Entrou no quarto tentando fazer o mínimo de barulho e, graças as suas meias, conseguiu chegar até a cama sem fazer nenhum ruído que pudesse acordar a menor.

Sorriu afetuosamente, sentindo uma onda de amor ao olhar para a irmã. Lucy tinha apenas sete anos e era o pequeno tesouro de Emma. Era incrível como a pequena Swan sempre fora seu porto seguro e ela se sentia orgulhosa por saber que Lucy achava o mesmo dela.

Inclinou-se e deu um beijo singelo na testa da pequena, cobrindo-a até os ombros com o edredom e levantando da cama em seguida.

Encontrou a mãe na cozinha, sentada na mesa.

Emma tamborilou os dedos na bancada com o intuito de chamar a atenção da mulher. Ingrid tirou os olhos dos papéis e fitou a filha mais velha, a expressão concentrada fora substituída por uma mais suave.

‘’Ei Ems, há quanto tempo está aí?’’ Ela perguntou, deixando uns papéis na mesa.

— Acabei de chegar.- Emma respondeu. — está o papai?

Ingrid desviou os olhos por um segundo, suspirou tirando os óculos de leitura e arrumando os papéis que estavam na mesa. Emma olhou para eles tentando descobrir do que se tratava, mas não conseguiu ver nada.

— Ainda deve estar no trabalho.- Ingrid respondeu sem encara -la, levantando-se da mesa e caminhando para perto da bancada, onde Emma estava.

— Mãe, são mais de nove horas.- Inclinou a cabeça, fitando a mãe com preocupação.- O papai só trabalha até as quatros.

Certo; as duas eram péssimas mentirosas.

— Eu preciso guardar isso.- Ingrid disse com o intuito de mudar de assunto. Não gostava daquele olhar de Emma. — Você pode fazer o café? Ele... ele provavelmente vai querer quando chegar.

Emma suspirou, mas assentiu e caminhou até um dos armários para pegar a chaleira.

Ingrid observou a filha por alguns segundos, agradecendo a quem quer que estivesse lá em cima por tê-la consigo, não sabia se conseguiria passar por tudo sem ela. Segurou os papéis contra o peito e saiu da cozinha, tomando o caminho para seu quarto.

Mas ela não voltou. E estava tudo bem para Emma, afinal, ela já estava acostumada.


~••~••~


O som do despertador irritante quebrou o silêncio do quarto e Emma acordou subitamente com o susto. Esfregou os olhos e gemeu quando sentiu uma leve dor atravessar sua espinha. Olhou para baixo e deparou-se com seu caderno e outros dois livros. Havia dormido fazendo o trabalho novamente, como sempre acontecia quando passava a noite cuidando do seu pai ao invés de fazer as atividades da faculdade.

Levantou-se e marchou para o banheiro tomar um banho rápido. Vestiu uma saia de prega preta, uma regata da mesma cor, e um moletom da princesa jujuba. E um salto medio roxo. Correu para a cozinha. Estava Quase atrasada.

— Bom dia — Ela disse para a mãe enquanto pegava uma maçã na fruteira.

— Atrasada — Ingrid afirmou.

Emma apenas beijou a bochecha da mãe e correu para fora de casa. E foi praticamente correndo pra cafeteria aonde trabalhava. Conseguindo chegar no tempo certo, de sempre.

—-*--

Emma deu um longo suspiro, ao observar a fila do caixa.

Ruby ainda não havia dado as caras, e isso não era nada bom. Normalmente as duas dividiam assim; Ruby ficava no caixa e Emma na cozinha, preparando os salgados, cafés, cupcake, e todo o resto.

Como por Zeus ela faria os dois, ao mesmo tempo?

Olhou mais uma vez para a porta, na esperança de ver a amiga entrando por ela. Porém ao invés de ver uma cabeleira preta com mechas vermelhas, ela vê cabelos pretos curtos até o ombro, totalmente repicado. O que realçava mais a pele branca, com um leve bronzeado.

Regina.

Emma sempre soube que a morena frequentava a cafeteria. Mas isso não era um problema. Desde que ela sempre ficava protegida por uma parede, que separava a cozinha do balcão.

O problema, era:

Ruby não estava, pra atender o caixa.

O que diabos ela ia fazer?

— Porra Ruby! — sacou o celular, e discou o número da garota. — Atende essa droga.

Seis toques, e então a voz sonolenta da menina soa do outro lado.

— Cisne.

— Onde porra você se meteu?

— Whoa, bom dia pra você também.

— Ruby Lucas!

— Ok, eu perdi a hora. Desculpe. Mas já estou a caminho, chego em 15 minutos.

— Mas...- Engoliu em seco, mordendo o lábio com força. — Regina está aqui. — sussurrou, como se a morena pudesse escutar.

— Quem?

— Regina.

— Oh.... — Ela quase podia ver o sorriso malicioso crescendo nos lábios da maior. -
Talvez eu precise demorar um pouco mais. Atenda ela Cisne, é uma boa chance.

— Ruby não se atreva a...

Mais ela já havia desligado.

A loira encara o celular incrédula, quase o jogando na pia. Respira fundo, e amarra o avental lilás, na cintura.

Abriu a pequena porta, e respirou fundo, indo para o caixa.

O sorriso não precisou ser forçado, como sempre acontecia ao ver a morena, seus lábios se repuxavam automaticamente em um sorriso natural, e expressivo. Ao mesmo tempo que seu coração falhava algumas batidas.

— Professora Mills.

— Hey. — abre um sorriso, espelhando o de sua aluna. — Não sabia que trabalhava aqui.

— Oh... Pois é — sorri nervosa esfregando os dedos no avental. — É que eu costumo ficar na cozinha e....

— Você é quem faz os cupcake? — Regina perguntou olhando a vitrine distraída.

— Hum... Sim — balançou a cabeça — Então, o que vai querer?

A morena tombou a cabeça para o lado, pensando. " Você. De preferencia completamente nua ". Balança a cabeça espantando o pensamento.

— Um expresso, com bastante creme, e um cupcake de baunilha, com recheio de chocolate, e cobertura de Marchi Mello. — responde tamborilando os dedos na bancada. — Pra viagem. Por favor.

Emma maneou a cabeça afirmando, digitando o pedido e entregando a notinha.

Regina pega a notinha, e vai sentar numa mesa, para esperar seu pedido.

Depois de alguns minutos. Emma embala os pedidos. E vai entregar, enquanto ia escorregando pelo local. Já que estava usando apenas uma meia 7/8 rosa bebê.

— Aqui. Seu pedido.

— Ah... Obrigada.- Regina levanta, pegando o pedido. Antes de sair chega sua boca perto da orelha da menor — Você fica extremamente fofa com essa meias, senhorita Swan. — deixa um beijo molhado na bochecha rosada da loirinha, e sai, como se nada houvesse acontecido.

Notas finais
Vou deixar o link da imagem que a Emma envia pra Regina, caso não tenha aparecido no capitulo. https://scontent.cdninstagram.com/hphotos-xaf1/t51.2885-15/s320x320/e15/11426440_859490084132380_2043649226_n.jpg