Notas iniciais
Eu só gostaria de começar esse capítulo agradecendo à todos, sério gente, já disse milhares de vezes, mas vou dizer pra reforçar, vocês são fodas ♥ Por mais que eu esteja gripada e meu corpo pede cama, meus dedinhos, meu cérebro e principalmente a alegria de trazer felicidade à vocês, me fazem ficar aqui, digitando! A alegria de ter mais LucaDu à cada capítulo nos surpreendendo. Pois sério meus lindos, eu mesma, fico surpresa com o que escrevo e para me dar mais emoção e inspiração, quando vocês estiverem lendo esse capítulo, que tal escutarem a mesma música que me deu inspiração, pro capítulo de agora? I Don't Wanna Miss A Thing - Aerosmith Chega de delongas e bora escrever/ler/comentar ♥

João Lucas:

Descendo as escadas, tudo o que consigo pensar é o quanto meu sangue está fervendo e que eu gostaria de subir as escadas novamente, e entrar naquele quarto e fazer loucuras com a Du.

Balanço a cabeça para tirar esses pensamentos do ar, vou até o telefone e ligo para uma pizzaria, o rapaz me informa que daqui a meia hora a pizza chegará, assim que desligo ouço o grito da Du.

Corro em disparada escadas acima, achando que poderia ter acontecido alguma coisa ruim, quando abro a porta do quarto, encontro Eduarda sentada na cama, com o álbum que eu preparei em seu colo, chorando.

" — Meu Deus, o que foi que aconteceu?" — pergunto correndo até ela. Tudo o que ela faz é me abraçar. Começo a ficar preocupado. — "Sério Du, o que foi que aconteceu?" — pergunto desesperado.

" — Eu.. Eu.. Consegui me lembrar de algumas coisas" — diz chorando e me abraçando ainda mais. Não sei se o suspiro que sai da minha boca é de alívio ou preocupação.

" — Isso é bom, não é?" — pergunto, incerto da sua atitude.

" — Claro que isso é bom Lucas, mas o problema é que toda vez que me lembro de algo, minha cabeça doí" — diz se afastando um pouco de mim.

Olho para os olhos desesperados de Eduarda e marejados, enxugo suas lágrimas e uma tristeza invade meu coração.

" — Eu acho que isso é normal Du, é muito esforço que sua memória está fazendo. Relaxa que no final, não doera tanto assim, vou ligar para o Doutor Marcos e perguntar se essas dores são normais." — digo. Beijo sua testa e tento confortá-la, mas a curiosidade ganha — "Bem o que você lembrou?" — pergunto, não conseguindo me controlar mais.

" — Que nós éramos muito irresponsáveis no ensino médio" — diz ela rindo. Meu coração se enche de esperança, pois realmente ela está começando a se lembrar. — "Mas é só um pouco que me lembro, mas é alguma coisa. Eu finalmente estou começando a me lembrar Lucas, eu gostaria tanto de me lembrar de mais coisas!" — diz, começando a ficar desapontada de novo.

" — Ei, calma. Você já se lembrou de algumas coisas hoje, não precisa ter pressa, com o tempo, tudo virá naturalmente!" — digo tentando animá-la. Ela me dá um sorriso e concorda com a cabeça, quando ouvimos a campainha tocar. A pizza chegou, penso deixando ela no quarto e descendo as escadas.

Quando pago a pizza ao motoqueiro, chamo Eduarda, que desce as escadas, um pouco desanimada, mas logo ela sente o cheiro da pizza e o seu humor muda.

" — Finalmente, comida de verdade" — diz rindo.

Terminamos de comer e realmente Eduarda parece que estava sentindo falta de um bom pedaço de pizza.

" — Meu Deus sua marrenta, isso que é fome. Agora vamos jogar um pouco? Antes que nossos lekinhos voltem?" — pergunto, esperando sua reação.

" — Nossos filhos daqui a pouco estarão aqui? E só agora tu me diz isso, lek?" — pergunta irritada.

" — Ué, não sei por que você está tão irritada." — pergunto estranhando o seu jeito.

" — Como não? Lucas eu estou toda ridícula para ver nossos lekinhos agora!" — diz já querendo subir as escadas.

Alcanço ela, puxo pela mão e à levo para ficar sentada no sofá, Eduarda segue os movimentos.

" — Ridícula nada, você está linda e agora se acalme, vamos jogar um pouco. Preciso aproveitar esse seu momento de amnésia para te vencer em pelo menos um jogo" — digo rindo.

" — Ah, para com isso lek, não acredito que nunca ganhou de mim em um jogo" — diz ela rindo.

Pego os controles do vídeo game e passamos as horas seguintes jogando, mas é inacreditável, que mesmo sem memória, Eduarda conseguia me vencer em todas.

" — Lucas, isso é sério, você precisa treinar mais cara!" — diz Eduarda me ganhando mais uma vez de novo.

Ela se levanta e faz a sua típica dancinha da vitória, fico impressionado que como algumas lembranças vem fácil para ela.

" — Jura? Eu nem percebi isso. Mas você só pode estar roubando, por que sério, você não pode vencer todas!" — digo atirando uma almofada nela.

" — Guerra de almofadas!" — grita Eduarda, pegando a almofada que está mais próxima dela e começa a me bater de leve, revido. E é desse jeito que minha mãe entra na nossa casa, com nossos filhos.

Estamos ofegantes, felizes, mas assim que Eduarda vê que temos companhia, paralisa. Olha para minha mãe e para os nossos filhos e percebo um certo pânico em seus olhos.

" — Mamãe!" — gritam os gêmeos e eles correm em direção à Du, que se abaixa e tenta segurá-los em um abraço.

A cena é toda comovente, lágrimas vem aos meus olhos, Du já está chorando, os gêmeos abraçam ela com força e quando percebo, minha mãe está ao meu lado me abraçando, chorando também.

" — Que bom que você está de volta, lek lek. Eu sou a sua sogra, mãe desse antigo irresponsável aqui, Marta!" — diz minha mãe se apresentando.

Du olha para cima e percebe Marta, dá um sorriso para ela.

" — Oi, de novo." — diz Du.

" — Mamãe, como você está?" — pergunta Martinha.

" — Estou bem agora, minha filha. Muito bem!" — diz Du acariciando os cabelos da nossa filha.

" — Estávamos preocupados com você, mamãe. Que bom que você está com a gente de novo!" — diz o Alfredinho abrançando-a.

" — Ah meu querido, também estou feliz por estar com vocês aqui" — ela diz emocionada.

" — Agora deixem a mamãe em paz e vão tomar banho." — digo, fazendo meus filhos correrem escada à cima para tomarem banho.

" — Obrigada lek, estou mesmo precisando absorver tudo isso." — diz.

" — De nada." — digo.

" — Então é mesmo verdade, ela não consegue se lembrar de nada mesmo?" — pergunta minha mãe sentando-se no sofá.

" — Não, mas hoje algumas recordações voltaram." — digo pegando à mão de Eduarda.

" — Bem, tenho certeza que logo você se lembrará de tudo, Du. Bem tenho que ir para casa, agora!" — diz minha mãe se despedindo.

" — A sua mãe.. parece ser bem estranha.." — diz Eduarda. — " Não to querendo ofender nem nada, mas ela parece mesmo!" — conclui.

" — Você nem faz ideia do quanto está certa" — digo rindo.

Apesar de não se lembrar de muitas coisas, a presença de Eduarda nessa casa traz alegria. E agradeço à Deus por ele ter trazido ela de volta.

Notas finais
Por hoje é isso pessoal, mas a partir de amanhã, fortes emoções acontecerão à esse casal. Um personagem irá ressurgir e a Du sem memória, como faz para reconhecê-lo?? Huum.. fiquem atentos ;)