Da Infância à Adolescência
40 Noite de Verão
Notas iniciais
_Me ouve garota! –Zero.
Zero balançava a azulada com raiva, ela mantinha expressão emburrada por algum motivo idiota como em que lado eles iam dormir.
_Você é uma chata mesmo. Tanto faz de que lado… -Zero a soltando.
Assim que ele a largou no chão, ela ainda com a roupa da festinha, o top e a grinalda azul, ela mostrou a língua e mandou:
_Tanto faz, tanto faz…*imitação da voz do Zero*…se tanto fizesse você não faria questão de ficar do lado esquerdo, que é o meu lado preferido. –Lezlie.
_Além de fresca…Quer dormir do lado esquerdo, durma então. Ou melhor, fica com a barraca inteira que tô vendo que não vô conseguir dormir hoje. –Zero se enfurecendo e saindo dali.
_E-Espera, onde você vai… -Lezlie.
_Não interessa. –Zero fechando a lona.
O rapaz estava vestido com uma regata branca e uma bermuda verde escura. Foi até a barraca da Mari e chamou-a.
_Nerd… -Zero.
_Zero, era para estar dormindo. –Mari saindo da barraca.
_Desculpa, estou com uma garota na minha barraca, mas ela é uma pirralhinha de 14 anos muito chata. –Zero.
_Tanto faz. –Mari dando de ombros.
_Grrrrr….por isso vocês se dão bem! –Zero *panela fervendo*.
_Esqueça isso. Volte pra lá logo, ela te medo de dormir sozinha. –Mari.
_O quê? –Zero se recuperando.
_Idiota, ela tem medo de ser abandonada, por isso ela dorme no meu quarto e não no quarto de hóspedes. –Mari.
Zero se levantou, ainda receoso de ter que dormir com aquela frescura em pessoa, mas tinha que cuidar bem dela.
_Tá, eu durmo aqui mesm-… -Zero.
Ele parou de falar na hora em que viu uma bolota de coberta e soluços.
_Lezlie? –Zero.
A bolota de repente parou de soluçar, mas não saiu do lugar.
_Vai embora. –Lezlie.
_Tontinha…você tem medo do escuro? –Zero zombando da menina.
_Não…agora sai logo. –Lezlie.
Zero se aproximou e puxou a coberta de cima da azulada. Ela estava sentada, toda encolhida abraçando os joelhos, e com os olhos fechados.
Ele percebeu o quanto ela era baixinha, e fofa. Interrompeu seus próprios pensamentos, pois ela abriu os olhos, olhos grandes e vermelhos.
Ela tinha longos cabelos, e era tão delicada aparentemente que ele não dava nem 10 anos nesse estado.
Foi aí que se sentiu maior, mais velho e mais responsável. Deu um suspiro de “problemático” e puxou-a para perto de si.
_M-Me larga… -Lezlie.
Zero nem se deu ao trabalho de responder. Abraçou-a com mais força em seu peito, fazendo-a parar de soluçar.
Ela envolveu suas costas com os braços pequenos, enquanto ele acariciava seu cabelo.
_Já melhorou? –Zero.
_Você não vai contar pra ninguém, né? –Lezlie olhando com preocupação.
_Não, até parece né? –Zero.
_Você me odeia?! –Lezlie num tom bravo.
_Quase. Só te acho fresquinha e chata. –Zero.
_Só? –Lezlie.
_Também te acho com cara de criança. –Zero.
Ela abaixou os olhos e se afastou do abraço dele, arrumando o travesseiro.
_Vamos dormir…pode ficar com o lado esquerdo. –Lezlie se deitando.
Zero bateu a mão na própria cara, vendo que tinha magoado a garota. Se inclinou para deitar-se do lado livre e virou-se para ela…ela fingia que não queria mais falar.
Zero deu um outro bufo e levou a mão para o rosto da pequena. No mesmo momento ela abriu a boca, mas foi só, depois ela fechou-o mordendo o lábio inferior.
Zero engoliu essa ação, se sentiu um pouco tremido até. Ela era fofa o suficiente pra excitar a mente pervertida dele.
Acariciou um pouco a têmpora dela, descendo para a bochecha e empurrando uma mecha do cabelo, descobrindo-lhe a orelha. Zero teve um impulso, e aproximou-se beijando a bochecha dela.
Lezlie abriu os olhos, assustada. Ele desfez o contato, mas ela fechou de novo os olhos, deixando um rubor na face.
Ele deu um sorriso sarcástico, tentado, e voltou a beijar a bochecha dela, só que dessa vez mordeu-a de leve. E antes que se afastasse para parar com a brincadeira, ela segurou os ombros dele.
_Ah…pensei que estivesse dormindo. –Zero sorrindo.
_N-Não estava… -Lezlie.
Ele fez o movimento de novo, mas dessa vez, subiu até a orelha e mordeu-a também.
_O-Olha…se você vai só brincar comigo é melhor eu ir dormir. –Lezlie.
Zero a envolveu toda, e se pôs de joelhos no colchonete duplo, ficando de quatro por cima dela.
_Não estou de brincadeira, quer dizer, agora não mais. Se você quiser levar à sério… -Zero.
_Me solta. –Lezlie tentando empurrá-lo.
_Não. Você que insistiu. –Zero.
Ela avermelhou, tentando afastá-lo de novo, mas ele se deitou sobre a menina, abraçando-a. Ela resistiu por pouco tempo, e logo estavam agarrados sem se mover.
Zero a fez olhá-lo e puxou o rosto dela contra o seu, beijando-a na boca, um selinho que virou um beijo forte e molhado.
A menina ofegava, suas mãos andavam no cabelo dele sem parar, suas pernas se entrelaçavam nas dele.
Assim que ele a soltou em busca de ar, ela tinha a boca toda molhada por fora, não sabia controlar toda a saliva, e respirava descompassadamente.
_Você nunca beijou antes né? –Zero limpando a boca dela com a mão.
_E-E daí?! –Lezlie.
_Nada. –Zero.
Ela inspirou profundamente, estava se sentindo esquisita. Algo como que seu corpo por dentro fervia e a ponta de sua orelha esquerda queimava.
_Que foi? –Zero.
_Nada. Nós vamos dormir ou não? –Lezlie.
_Acho que não, azuladinha. –Zero a abraçando de novo.
_Não, Zero… -Lezlie.
_Ué…me chamou pelo nome? –Zero.
_Por favor… -Lezlie.
_Nossa, assim é mais irresistível. –Zero beijando o lábio superior dela.
Ela não se conteve e voltou a beijá-lo, agarrando a camisa do mais velho entre os dedos, quase a arrancando.
Zero, durante o beijo quente, andou com as mãos pelas pernas da menina, sem se importar com os barulhos que ela fazia em desaprovação. Sua mente suja não permitiu que fosse piedoso só porque ela era pequena e mais nova.
Passou das coxas para a cintura, e os beijos andaram pelo pescoço, chupando-a sem dó. Ela soltou um gemido doído quando ele soltou a pele e foi para a base da clavícula para o pescoço.
_Zero, isso dói. –sussurrou a azulada.
Ele continuou mordendo-a no ombro e logo já estava em seu colo, descendo perto do top.
_Pára, Zero, pára! –Lezlie empurrando-o.
_Por quê? –Zero com cara de indignação.
_Porque não tenho idade pra nada disso. –Lezlie massageando o pescoço.
_Quem disse? Nessa idade as meninas já estão quase trans-, quer dizer… -Zero.
_Eu não sou assim, não quero passar do limite. –Lezlie.
_Não tô passando do limite. Eu não fiz nada de mais. –Zero.
_Eu gostei, mas eu peço pra parar e você não pára. Quem me garante que você não se descontrole e faça algo que eu não queira? –Lezlie.
_Mas… -Zero.
_Não tem “mas” se você não ouvir. –Lezlie.
_Tô vendo que você é mandona também. –Zero.
_Você é um tarado. –Lezlie.
_Já chega! Você quer ou não quer? Fala. –Zero.
_Q-Quero só beijar… -Lezlie.
_Isso quer dizer que não posso… -Zero instigando-a terminar da falar.
_Tirar minha roupa e nem…er… -Lezlie.
_Tentar transar com você. –Zero.
_Isso… -Lezlie.
_Ok, você falou tudo. Posso continuar? –Zero.
Ela assentiu com a cabeça. Zero tentou ser mais suave, demorando mais no beijo e controlando seus impulsos animais...não poderia aliviar seu desejo tão cedo, mas pelo menos poderia conhecer o corpo da nova namorada.
_ “Afinal, ela não me proibiu de tocá-la”. –Zero sorrindo enquanto a beijava.
Desceu a boca no colo dela de novo e lambeu-a, subindo até o queixo e mordendo-o. Antes que ela pudesse notar, ela a segurou de um jeito que o permitiu virá-la de costas.
Ela ficou sentada entre suas pernas, o corpo mais visível. Zero passou ses braços por debaixo dos dela, colocando as mãos nos seios da azulada.
_E-Espera! –Lezlie.
_Eu não vou fazer nada demais, eu juro. –Zero tirando as mãos.
_T-Tá… -Lezlie.
Zero segurou os seios médios da azulada entre os dedos, devagar, e suavemente. Eles eram bem macios.
_Escuta…se você pode me tocar… -Lezlie.
_O que? –Zero massageando-os.
_HHM… -Lezlie fechando os olhos.
_Ah, gostou disso? –Zero.
Ele se aproveitou e pegou os mamilos duros, visíveis por causa do tecido liso. Apertou-os levemente e voltou a segurar o seio inteiro.
_O que você ia dizer? –Zero.
_Eu…posso te tocar? –Lezlie.
Zero arregalou os olhos, ela parecia estar com os pensamentos longe, os olhos estavam maiores e brilhantes, os lábios mais úmidos e uma voz extremamente sexy.
_Pode… -Zero.
Ela deu um sorriso leve e se virou deitando-se por cima do maior, as coxas juntas ao quadril dele. Ela apoiou as mãos no peito dele, esfregando-as ali e descendo até o abdômen.
_Sei que você falou desse negócio de não tirar roupa…mas eu posso tirar a blusa se quiser. –Zero.
Ela levantou a regata, tirando-a do corpo dele. Voltou a tocá-lo, se acostumando com a temperatura do corpo dele.
Estavam meio suados, a noite estava bem quente. Lezlie inclinou a cabeça para beijar o pescoço dele, os cabelos dela acariciaram o tórax livre do rapaz.
Zero teve a impressão de ver estrelas com o contato dos lábios pequenos dela. As pernas pequenas encostavam em suas laterais de um modo que encaixavam. E a virilha coberta por com certeza uma calcinha bem fina roçava a sua própria, causando-lhe espasmos deliciosos, a sensação de algo quente atravessando sua bermuda e tocando seu membro era adorável e surreal.
Ela o acariciava nas laterais do corpo, chupando sem experiência o peito do rapaz embriagado em prazer, enquanto que ele a abraçava nas costas, esfregando-a.
_Azulada, você não parece mais uma criança… -Zero contendo um gemido.
Lezlie parou, a saliva escorrendo-lhe o canto da boca. Zero acariciou a cabeça dela, e puxou-a, lambendo seus lábios e em volta deles.
_Você é ótima…mas está calor…vamos tentar dormir? –Zero.
_C-Concordo. –Lezlie quase fechando os olhos.
Ela deu um beijo nele. Zero a segurou um pouco, aproveitando o beijo mais do que delicioso, mas quando parou, ela já dormia, toda largada.
Zero deu uma risada baixa e a deitou no lado esquerdo da barraca, cobrindo-a com um lençol. Depois deitou-se também e se concentrou a dormir.
Continua
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