Da Infância à Adolescência
41 Brecha
Notas iniciais
Sieghart pov’s on
Após aquele
dia, nós éramos os melhores e inseparáveis amigos do colégio inteiro. Um grande
número, mas sempre dávamos jeito de nos juntar alguns dias durante aquele
recesso.
Quando
recebi a carta da Lothos falando que poderíamos voltar às aulas, me aliviei um
pouco, mas lembrei da Nina.
Aquilo era
um problema sério a se tratar, tanto porque ela é uma Von Claire. Eu sou de uma
família poderosa, não tanto quanto a dela, mas bem poderosa aqui nessa região.
Armei alguns
planos secretos junto com o Lass para seguirmos ela e arranjarmos provas de que
ela é uma criminosa. É claro, meu tempo com a ruivinha é máximo, então o Lass
me obrigou a ficar com a tarefa de ficar com ela.
O mais
estranho que aconteceu foi o Dio nervoso com a Rey por causa de algo que eles
insistem em não contar. Vou ver se a ruivinha descobre.
Sieghart pov’s off
_Elesis,
você não acredita nisso! –Rey.
_Eu acredito
sim. –Elesis.
_Não é
certo, não faz sentido. Isso só vai nos atrapalhar. –Rey.
_Que nada.
–Elesis.
_A minha
prima é rejeitada, ela morre de amores por aquele troglodita e não podemos usar
a minha prima chata por mais que eu odeie ela. –Rey.
_Eu acho que
mesmo assim. –Elesis.
_Que
conversa mais fiada a de vocês. –Ryan.
_Não
entendemos nada. –Jin.
_Conversa de
mulher é assim mesmo, rapazes. –Lin.
_Então por
que você tá aqui dando atenção pra gente e não pintando as unhas? –Ryan.
_Por que eu
sou uma garota culta. –Lin.
_Pois é.
Reza mais do que padre…eu sou uma dama, preciso dessas coisas. –Rey.
_Tá, uma
dama. –Ryan.
_Eu sou uma
dama, sim. E de nome, filhão. Por que acha que sou cobiçada por dois Pon Zec? E
invejada por uma Von Claire? –Rey.
_Essa eu não
sabia…qual é seu nome, Rey? –Jin.
_Não sabe o
meu nome?!!!! –Rey pegando fogo.
_Não, você
nunca disse. –Ryan.
_É Rey Von
Crimson, manés. –Rey.
_Von
Crimson? Aquela família rival ao Pon Zec? Por que namora o Dio?! –Ryan.
_Por que…EU
AMO ELE! –Rey.
_Mas suas
famílias… -Jin.
_Quem liga
pra família?! Ele não, e nem eu, tanto por que meu pai concorda parcialmente
com meu relacionamento. Ele entende que eu tenho minha vida. –Rey.
_Só que o
pai do Dio não entende isso, e mesmo o Duel sendo o primogênito e legítimo
herdeiro das indústrias Pon Zec, ele quer o Dio no comando. Ele é mais
inteligente e esperto. Mas os dois tem bom gosto pra garotas. –Rey.
_Ah, é. Se
os dois gostam de você… -Elesis.
_Por isso
minha querida priminha me odeia. Ela odeia ser rejeitada pelo Duel e eu ser
amada por ele. –Rey.
_Uuuuhhh.
Rey poderosa hein? –Jin.
_Pois é, mas
ela também não entende que nunca vou tocar aquele cara. –Rey.
_É bom
mesmo. –Dio entrando no quarto.
_Ehh, vai
fazer o que? Vai me prender e me estuprar que nem a Nina fez… -Rey.
Rey pos a
mão na boca assim que notou o olhar curioso de todos e os olhos arregalados de
Elesis e Dio.
_A Nina o
que? –Jin.
_Estuprou
quem?! –Ryan.
_Olha,
fiquem com a dúvida. E não comentem com ninguém o que ouviram. Isso é perigoso
e sério, então se alguém falar alguma coisa eu vou saber hein? –Dio.
_Você sabe
então Dio? –Ryan.
_Quer
morrer, Ryan? Não é nem pra pensar no que ouviram. –Dio batendo na cabeça do
alaranjado.
_Ai, tá
legal, grandalhão. –Ryan.
_Sou um
túmulo. –Jin.
_Igual a
Amy? –Dio.
_É. –Jin.
_Então vai
levar surra adiantado. –Dio.
_Não! É
sério, ela é muito reservada com segredos. –Jin.
_Nem em
sonho que acredito. –Elesis.
_Pergunta
alguma coisa sobre o Lass pra ela. Ela sabe de tudo dele, mas não conta. –Jin.
_Isso te
deixa puto né? –Ryan rindo.
_É! Agora
vamos, preciso arrumar as coisas pra amanhã. –Jin.
_Até
meninos! –Rey acenando.
_REY!
–Elesis e Dio.
_Foi mal.
–Rey.
_Já tem
gente o suficiente pra saber dessa história. –Dio.
_Desculpa,
por favor! –Rey.
_Se você
abrir a boca de novo… -Dio.
_Vai me
beijar? –Rey.
_Não! Vai
ficar uma semana sem beijar. –Dio.
_Noooo! No
consigo ficar sem beijo, é impossível!
–Rey.
_Passamos a
infância inteira sem beijar, numa boa. –Dio.
_Sacanagem.
–Rey.
_Então tá
resolvido. –Dio beijando-a num selinho.
_Obrigada.
Agora vamos indo né? –Rey puxando Elesis.
_Olha a
boca. –Dio.
Detalhe:
estavam na casa do Ronan, reunião com o pessoal com fala aí em cima. Daí todos
voltam pra casa para o dia seguinte.
Casa da
Elesis…
_Amanhã você
se livra por meio período de mim. –Elder.
_Isso mesmo,
pequeno-san. –Elesis colocando-o na cama.
_Droga, eu
vou ter que ir pra escola também. –Elder.
_Sem drama.
Agora durma que vou falar com o papai. –Elesis.
_Etto…acho
que ele tá ocupado. –Elder.
_Com o que?
–Elesis.
_Com a tia
Lothos. –Elder.
_Ela tá
aqui? –Elesis.
_Na cozinha
conversando com ele. –Elder.
_Obrigada.
Beijo e boa noite, ruivinho. –Elesis fechando a porta.
_Boa noite.
–Elder.
Na cozinha…
Elesis se
esgueirou para não constrangê-los, posicionando-se ao lado da porta e espiando
devagar…as vozes se fizeram presentes, algo que ela não esperava.
_Minha
investigação está cada vez mais perto do fim…temos muitas provas e testumunhas.
–Elscud.
_Só falta a
pegarmos no flagra. –Lothos.
Elesis se
afastou do aposento e subiu as escadas em direção ao quarto, onde o irmão
estava no décimo sono. Sentou-se na beirada da cama pensando nas palavras que
os adultos trocaram.
“Que
investigação será essa? Será que tem haver com a Nina?!” –Elesis.
Após isso, a
ruiva ouviu passos nas escadas e correu a deitar-se, no último momento, quando
seu pai entrou no quarto, beijando os filhos, se detendo um pouco na garota.
_Me desculpe
filha…eu sou um pai tão distante. Queria poder ser sua mãe, uma pessoa presente
e dócil. Espero que nesse ritmo nós não precisemos fazer você e o garoto
sofrerem mais. –Elscud.
O ruivo
acariciou as mechas caídas de Elesis, e depois saiu.
Elesis se
concentrou em guardar a conversa de Lothos e seu pai, e no dia seguinte, na
volta do colégio, iria contar para Lass.
Na casa de
Arme…
_Lire, tô
preocupada… -Arme comendo pipoca.
_Com o quê,
criatura? –Lire.
_Você sabe!
O Ronan e o Sieghart! Lembra do que eles disseram?! –Arme.
_Não… -Lire
tentando se lembrar.
_Se esforça
um pouco né? –Arme *gota*.
Mas por mais
que a loira tentasse, só saía fumaça e no fim um “perda de memória” escrito na
cara dela.
_Eles…iam na
casa do…Lass? –Lire.
_AÊ!!! Isso
é ruim. –Arme.
_Ué porquê?
–Lire.
_Não me diga
que não se lembra? –Arme.
_Ah é…o Sieg
acabou com o braço e o pulso quebrado quando foi com o Lass na 1ªrave. –Lire.
_Isso, mas
dessa vez é pior. A Nina é o motivo da saída deles. –Arme.
_Como sabe?
–Lire.
*Arme fazendo
pose de mistério com roupa e charuto de Sherlock Holmes*
_Porque…é
isso que os fatos indicam. –Arme tossindo com o charuto.
_Onde
conseguiu esse charuto, e esse roupa? –Lire.
_Fantasia da
Aisha, ela me deu. –Arme.
_Legal.
Longe dali,
num prédio da polícia antiga, abandonado e em área de classe média. O prédio,
em tons azuis escuros, era um edifício que abrigava secretamente um grupo especial
de menores abandonados…esses formavam uma gangue perigosa e estranha de Czara.
_Aí…dá uma
olhada na gracinha que tá subindo aí… -um rapaz magricela aos seus 16 anos,
trazendo na boca um cigarro.
A morena que
subia vinha acompanhada de uma aura escura, carregada de maldade. Perfeitamente
vestida para a ocasião, ela vinha ao encontro do líder do grupo.
O lugar parecia
infestado de rapazes um pouco mais velhos e outros poucos mais novos, todos
eles tinham os olhos afetados em vermelho por causa de drogas e horas de
intensas brigas. Os olhares que a garota recebia eram de desejo, mas eles
sabiam ser impossível conquistar uma ladra daquele tipo.
_Nina…que cê
tá fazendo aqui? Não falei pra sumir e esquecer nossos tratos? –um garoto de
uns 17 anos, olhos dourados.
Os cabelos
despenteados e negros do rapaz eram como espinhos, usava uma blusa de manga
comprida com o zíper aberto, mostrando o
tórax trabalhado e bem definido, resultado de muito treino (treino de quê? Sei
lá, imaginam algo).
A mão
esquerda era toda enfaixada, sem mostrar nada. A calça jeans e desfiada estava
caída, o cinto folgado mostrando a cueca de beirada preta e pano cinza.
_Hun…olha
só, você ainda está vivo? –Nina.
_Não quero
você na minha fortaleza, saia daqui. –disse o rapaz se levantando
ameaçadoramente da beirada do prédio.
_Ficou
bravinho só porque eu fui embora? –provocou a garota.
_Se não
quiser ter a cabeça entregue ao detetive, aconselho você a sumir. –o rapaz.
Ele com a
toda frieza possível, que era pior que a de Lass, se aproximou da menina, e
antes que todos os presentes vissem, ele tinha uma garra na mão esquerda
segurando-a pelo pescoço, há alguns centímetros do chão.
_Se você não
vai embora, vou te obrigar a pegar um atalho. Que tal 9 andares em queda livre?
Ela agora
tinha a expressão séria.
_Certo, eu
vou. Depois que pelo menos ouvir minha proposta. –Nina.
O rapaz a
colocou no chão e abaixou sua garra, escondendo-a com a grande manga da blusa.
_Diga logo.
_Preciso de
alguns meninos emprestados…meu caso está se estendendo. Mas o que pretendo é
vingança…não é roubo. É uma questão de honra. –Nina.
O jovem
adquiriu interesse no assunto logo de cara. Seus interesses baseavam-se em
fazer justiça com as próprias mãos, e mesmo ela sendo uma traidora, ele fazia o
que bem entendia.
_Não me diga
que você vai me negar uma ajudinha? –Nina acariciando o pescoço do rapaz com os
dedos.
_Se afaste
de mim, você me enoja. Mas nesse caso, talvez eu pense em te ajudar se me
disser o que realmente aconteceu.
_Tudo bem…eu
estou num beco sem saída. Meu namorado está me traindo, e eu quero só dar um
sustozinho nele. –Nina.
_Qual
namorado?
_O
Sieghartzinho, óbvio. Ele é o meu único namorado. –Nina.
_Esqueça,
não vou te ajudar.
O rapaz se
virou, a menina transpirava ódio e raiva daquele à frente. Tinha vontade de
matá-lo, mas não seria possível.
_O que você
quer em troca de 5 caras, profissionais? –Nina indo direto ao assunto.
_Eu não vou
matar nenhum Erudon, nenhum Pon Zec, e nem ninguém relacionado àquela escola.
–disse o rapaz seriamente.
Ela bufou.
_Certo. Mas
não se esqueça…eu sempre volto…Raven. –disse Nina descendo as escadas.
Continua
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