_Quem?! –Lass.

_Isso mesmo…você provavelmente não deve se lembrar de nada. Mas é verdade. –Lupus lhe entregando uma foto.

_Eu posso até acreditar, mas e a Lothos? –Lass.

_Ela só não queria te forçar…ela sabe como ninguém sobre o fim que nossos pais tiveram. Só que ela não quis te contar. –Lupus.

_Então ela… -Lass.

O albino continuava apresentando-se com expressões indiferentes e frias, mas no fundo de seu peito, seu coração batia rápido e algo em sua mente lhe dizia que tudo o que fez foi errado e injusto com a irmã.

_Lass? –Mari.

A azulada, ao mesmo tempo que ficou contente por Lass saber de seu passado, ficou triste, pois não ia saber o seu próprio caso…e ia perder uma cobaia (hehehe).

_O que foi Mari? –Lass perguntou em tom suave e calmo, mais do que queria.

Ela arregalou os olhos despertando dos pensamentos. Ela precisava conversar com ele depois e nesse momento precisava aconselhá-lo em relação à Lothos, pois devia estar confuso.

_Você está se sentindo bem, Mari? –Lass.

_Ah, eu tô bem. Mas eu quero saber se você está bem. –Mari.

_Eu só tô pensando nisso…e você? –disse olhando para o moreno à sua frente.

Mesmo pelas semelhanças, Lupus era moreno e seus olhos eram afilados e cor-vinho, muito profundos, e seus cabelos castanhos variavam de vez em quando num tom mais claro até o loiro.

Lass era quase um zumbi, de tão branco. Sua pele era frágil, suave, e seus cabelos eram lisos repicados, muito brancos. Os olhos azuis eram grandes e por um breve momento transpareciam uma criança dentro daquele corpo feito.

_Eu moro sozinho…mas eu tenho consciência de tudo. E fomos separados e levados para orfanatos diferentes…eu ainda tentei te achar, mas foi muito difícil. –Lupus.

Lupus era mais velho que Lass por três anos…20 anos ele tinha. Mas seu porte era de um garoto ainda, mesmo com sua voz grossa e seu jeito sarcástico, quase tão insuportável como Sieghart.

_O-Obrigado. Mas mesmo dizendo tudo isso, e ainda tendo minhas dúvidas…eu não me lembro. É difícil só imaginar como foi. –Lass.

_Acredite, você não gostaria de lembrar. –disse o outro com uma expressão meio traumatizada.

Lass o encarou por um tempo…seu irmão mais velho estava ali. Sua irmã mais velha adotiva estava lhe escondendo tudo…e pelo que Lupus contou: havia mais um irmão, este de 27 anos.

_Ele, o nosso outro irmão…onde ele está? –Lass.

_Não sei. Ele sumiu…eu ainda procuro por ele, mas nós precisamos viver nossas vidas também não é? –Lupus.

_Tem razão. –Lass.

_Hunf…escute, Lass…você deve estar muito perturbado com tudo isso. Acho melhor você pensar por si mesmo e ver o que faz a partir daqui…veja como vai falar com Lothos sobre isso. Se quiser falar comigo, e se concordarmos com essa situação em que estamos, talvez possamos recordar de algo e ainda manter uma relação propícia para nós três. –Lupus.

_Certo. E já sei onde te encontrar…então relaxe. Eu vou falar com você. –Lass estendendo a mão para o moreno.

Eles tinham um sorriso de canto perfeitamente iguais…era isso que Mari via nesse momento. Diferentes na aparência, mas por dentro dois irmãos certamente iguais, quase gêmeos apesar da diferença de idade.

_Até mais, Lass. Até mais, azuladinha…como é seu nome mesmo? –Lupus.

_É Mari. –Mari.

_Prazer. E desculpe por algo. –Lupus acenando e subindo em sua moto.

Enquanto isso…

_DIO! SE DISSER MAIS UMA PALAVRA EU COM CERTEZA VOU TE DESERDAR! –dizia o homem quase explodindo em sua poltrona.

_Credo, que nervoso, velho. –disse Dio todo indiferente com os berros do pai.

_VOCÊ NÃO VAI ME OBEDECER?! –berrou mais uma vez.

_Não. –Dio.

_Maldito moleque! Eu devia era te castigar, mas você com certeza vai sair de fininho por aí, que nem sempre! –disse se acalmando.

_É. –Dio.

_Cale a boca! Está me irritando. –Sr. Pon Zec.

_Você que se irrita. –Dio *cínico*.

O homem lançou um olhar de puro ódio para Dio. Ele se perguntava sempre o que tinha feito para esse menino ser tão arrogante e rebelde.

_Dio…não entende que isso pode arruinar nossa empresa?

_Sua empresa.

_GRRR!!! Não dá pra entender como alguém tão talentoso pode ser tão negativo! –Sr. Pon Zec.

_Sei lá também. –Dio dando de ombros com expressão calma.

Por dentro ele tava se matando de rir.

_SUMA DA MINHA FRENTE DIO!!! -Sr. Pon Zec batendo o punho contra a mesa.

_Calma…eu já vou. Só não estressa, pois dá rugas. –Dio dando meia-volta com as mãos nos bolsos.

Ao fechar a porta, Dio só pode ouvir a janela se quebrando e um berro que parecia mais um leão rugindo.

O rapaz deu um riso discreto e saiu da casa, pra dar uma de suas frequentes “voltas”.

_Esse menino abusado…se acha que vou ficar aguentando ele, está muito enganado. –Sr. Pon Zec.

_Pai, por que não coloca ele num colégio militar? –Duel sentando-se na cadeira na frente do empresário.

_Porque esse é um ponto forte dele e se eu colocasse ele numa academia de balé, ele provavelmente ia adorar…com o tanto de garotas.

_Ele quase não tem pontos fracos…quase. –dizia o rapaz com um sorriso sádico.

Casa de Elesis…

_Aah…ruivinha, não é justo…você prometeu… -Sieghart.

_Agora não! Tenho que esperar meu pai. –Elesis.

_Mas e se ele demorar?! –Sieghart todo nervoso pelo atraso.

_Relaxa…senta aí e bebe um cafézinho. –Elesis.

_É hora do almoço. –Sieghart com calo na testa e a barriga roncando.

_Ah…gomen ne pretinho… -disse a ruiva afagando a cabeleira negra rapidamente que nem um cachorro.

_Eu não sou um cachorro. –Sieghart.

_Vai ser se não calar a boca. –Elesis segurando a orelha dele.

_T-Tá bom. –Sieghart.

2 horas depois…

_R-Ruivinha…estou…sem vida…comida…onegai… -Sieghart estendido no sofá morrendo.

_Não comeu nada? Devia…papai só vai vir de noite. –Elder aparecendo com um prato gigante com comida suficiente pra 3 pedreiros.

Sieghart babou..o cheiro estava delicioso e ele nem estava afim de descobrir o que ela tinha preparado…só queria comer até se esquecer que havia marcado de chegar em casa ainda naquele dia...

_Hm??? ELESISSSS!!!! ESTAMOS ATRASADOS! –Sieghart.

_Você que dormiu no sofá…eu tô pronta. –Elesis sentada na mesa com uma mochila na cadeira do lado.

Sieghart parecia a Elesis de TPM agora, de tão bravo. Foi até o fogão para pegar sua comida só que…

_HAA???! CADÊ A COMIDA?! –Sieghart.

_Ué? Você não falou que íamos comer quando chegássemos na sua casa? Fiz comida pro Elder. –Elesis.

_NOOOO! CASTIGO! CASTIGO! CASTIGO! MERDA, QUE INFERNO! –Sieghart batendo a mão na mesa.

Elesis rodou os olhos, hoje era o dia de drama dele. E ainda eram 2 horas e meia da tarde…

Ela o abraçou pelas costas e lhe deu um beijo na cabeça, entre os fios negros, mas a cara de birra não havia sumido ainda. Ela se separou dele e abriu o microondas tirando um prato com comida suficiente pra ele matar a fome, estava quentinho...

_Ruivinha…por que não me disse que tinha um prato feito? Eu teria economizado minha linda voz e meus belos punhos. –Sieghart pegando o garfo e prontinho para abocanhar a comida.

Antes que fizesse isso, foi atingido por um soco, que fez sua cara afundar na comida e ainda voltar para cima com o baque.

_Convencido… -Elesis com um calo e se retirando para o quarto.

_Que nervosa…será que a TPM ainda não parou de me perseguir? –Sieghart voltando a comer.

Mais tarde, em um bairro nobre, parecido com o de Elesis…a Rua dos Sobrados Suíços (hehehe cada nome véi? Vai esse aí mermo).

_A minha é essa cinza e azul…seja bem-vinda, ruivinha. –Sieghart abrindo a porta.

Ao abrir e se porem para dentro, algo pulou em cima de Sieghart o fazendo cair no chão. Elesis ao ver o que era, se ouriçou toda, parecia que ia matar um naquele dia…Com certeza, sua paciência estava pra lá do pescoço, pois Sieg já tinha tirado grande parte dela com seus chiliques fúteis e gays.

_Quem é que… -Sieghart ainda tonto.

_CHUCHU!

_C-C-CHU-CHU?????!!!! –Elesis entre o riso e a raiva.

_LEZLIE! QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI ESTORVO DO DIABO?! –Sieghart.

Elesis até se afastou. Sieghart tinha pirado do nada e estava corado? E estava com raiva e gritando?

_Chuchuzinho podre da mamãe! Vim visitar e perguntar umas coisinhas. –dizia a pessoa.

Lezlie era uma garota de 14 anos, cabelos em maria-chiquinhas azuis claros, olhos vermelhos e meio sérios, e usava uma boina fofinha na cabeça junto de um conjunto lolita muito kawaii azul-bebê cheia de laços pretos, ela batia nos ombros de Elesis.

_A namorada do chuchu, Elesis? Prazer, sou a Lezlie, amiga do Ronan. –Lezlie fazendo uma reverência.

_Prazer. Você é amiga do Ronan? –Elesis.

_Sim. Eu conheci ele em um evento yaoi e…

_LEZLIE! –Ronan descendo as escadas e tapando a boca da azuladinha.

_Evento… -Sieghart prendendo o riso.

_Yaoi, Ronan? –Elesis.

_Arme me obrigou. Foi estranho demais… -Ronan soltando a menor.

_E então? Vai ficar aqui por quanto tempo baixinha? –Sieghart.

_Na verdade eu já tava indo embora…preciso ir na casa de um cara. –Lezlie.

_E quem é? Nós conhecemos? –Elesis.

_Ronan me obrigou a ir na casa de tal pessoa…um tal de Zero. –Lezlie dando de ombros.

_O ZERO?! –Elesis e Sieghart.

_A Mari me pediu para mandar a Lezlie ensinar Sociologia pra ele…o que ele é muito ruim. E aproveitar que ele tá pranchado em casa jogando GTA San Andreas sem parar…sádico. –Ronan.

_Ele não tem outro jogo? –Sieghart.

_Tem um monte, mas a Mari disse que ele quer ficar batendo nas pessoas e o melhor dos jogos que ele tem pra fazer isso é essa porcaria ai. –Ronan (sem preconceitos para quem gosta dessa porcaria hahahahaha/gente é brincadeira mesmo hein?).

_Manda ele comprar o-… -Sieghart.

_Calem a boca! –Elesis e Lezlie.

_Foi mal. –dois babacas *gota*.

_Vou indo, babacas! BYE! –Lezlie pegando um patinete e disparando em direção à casa do Zero.

_Você não acha perigos deixar aquela menina com um tarado que nem o Zero? –Sieghart.

_Olha quem fala. –Elesis.

_Vá me procurar na esquina, ruivinha. –Sieghart emburrado.

_Pai e Mãe não vão vir hoje, irmãozinho. –Ronan.

_Quer dizer que larguei o conforto do meu lar para não encontrar ninguém? –Elesis brava.

_Oe, ruiva. Pega leve, eles são muito ocupados e eu não avisei que você vinha. –Sieghart.

_Idiota. Mas tudo bem, o que faremos? –Elesis.

_Vamos ficar um pouco…sozinhos. –disse o moreno mordendo com ar sensual a orelha da ruiva.

_Tô segurando vela…vô sair com a Arme… -Ronan pegando as chaves.

_Vai no Village People? Ahahahaa… -Sieghart.

_Não, trouxa de roupa suja…vô no lançamento do novo console de Games. AQUELE NOVO CONSOLE… -dizia o azulado dando ênfase.

_A-Aquele??? O n-novo? –Sieghart no mundo da imaginação.

_Vai logo, Ronan. Ou vai sair é com a Dona Morte. –Elesis.

_C-Claro. Até, e usem camisinha! –Ronan entrando no carro e acelerando.

_Malditos…vou fazer picado de alguém. –Elesis.

Sieghart se virou com um olhar malicioso para Elesis, que foi pego no ato. Mas pela infelicidade do moreno, ela estava brava demais pra isso no momento.

_Tô com fome. Cadê a cozinha? –Elesis invadindo a casa sem se importar com a educação.

_Eita…ruivinha chata pra lidar…parece um pitbull… -Sieghart.

_Se eu sou um pitbull, você é um podlle coberto de pó de café. –Elesis metendo a mão na geladeira.

_Red Nose… -Sieghart zuando e pegando o nariz dela.

_Ora seu… -Elesis *olhar mortal assassino sádico*.

Continua