Dαяk αиgєl
9 Cαρiŧułø 9
Notas iniciais
Acordei na enfermaria e Greg não estava mais por perto, e sim Gil, e nem mesmo a enfermeira, então tentei me levantar, mais senti uma dor forte.
– Vai com calma, a enfermeira disse que você bateu a cabeça.
– O quê faz aqui? Cadê o Greg? — eu disse olhando mais uma vez em volta para saber se ele não estava de fato lá.
– Calma, ele ficou gritando por ajuda quando você desmaiou, eu ouvi os gritos, ele não devia estar aqui na escola, e eu resolvi ajudar, só fica calma, esta bem? -ele disse colocando a sua mão sobre a minha.
– E a sua namorada não vai fica brava por você estar aqui.
– Você nunca me deixa explicar, não é?
– O que tem pra explicar?
– Vai me deixar falar dessa vez.
– Eu tenho escolha?
– Eu não posso te contar tudo, mas precisa tomar cuidado com a floresta.
– Você sabe? — eu disse quase gritando.
– É muito complicado... Só o que você precisa saber, que o quê você ouviu da floresta, é verdade... Sei que Greg te contou o que ele sabe, mais não chega nem perto do que de fato acontece.
– Como assim?
– Só o quê precisa saber que é muito perigoso ir até a floresta... E que Megan e eu não temos nada, ela quer que sim, por isso me beijou no pátio e ameaçou você, ela é minha amiga desde somos crianças, por isso estávamos de mãos dadas.
– Você beijou ela também... — estava óbvio o meu ciúmes e eu me sentia ridicula.
– É verdade, ela me pediu um beijou... Mais não significou nada!
– Sério? Você beijou uma garota na frente da escola inteira, andou de mãos dadas com ela e não siguinificou nada?
– Eu tentei ficar com ela, mas eu não consegui.
– Porquê tentou ficar com ela?
– Porquê era o que minha familia queria.
– Sua familia?
– É complicado.
– Porquê me convidaram para aquela "festa"? — eu fiz aspas com as mãos.
– Megan insistiu em falar com você.
– Você só tentou por um dia? — a história dele era estranha, mais se siguinificada nunca mais ver ele com a Megan eu compraria.
– Foi suficiente pra mim saber com quem realmente quero estar.
Ficamos em silêncio...
– Comigo não significou nada também? — eu estava sendo direta demais, eu sei.
– O que acha? — ele disse antes de se aproximar de mim e me beijar novamente, desta vez eu retribui firmimente, era um beijo quente.
– O que esta acontecendo aqui? — disse a enfermeira entrando no pequeno comodo.
– Desculpa, é melhor eu ir agora. — ele disse, mais não antes de me dar mais um selinho.
– Aqui não é lugar disso mocinha.
– Eu sei, desculpa. — eu disse sem jeito.
– Oi amiga, o que aconteceu? — disse Cath chegando desesperada.
– Eu estou bem, foi só um desmaio, eu tenho dormido mal deve ser isso!
– Eu liguei para a sua casa, mas a sua mãe disse que não tinha condições de vir te buscar e que ia enviar um amigo, você bateu a cabeça, mais não deu nenhum sinal de convulsão, então não te levamos ao hospital. — disse a enfermeira rapidamente.
– Esta bem, ela disse pra quem ligou?
– Sim, ela acabou de ligar novamente, por isso quando você acordou estava só com o seu namorado...
– Namorado? — disse Cath curiosa.
– Ele não é meu namorado. — eu disse.
– Você estavam se agarrando quando eu cheguei, desculpe a confusão então... — disse a senhora me fazendo corar.
– Agarrando? Com quem você estava se agarrando? — Cath estava eufórica.
– Me deixe terminar mocinha. — disse a enfermeira para Cath. — Como nem sua mãe pode vir nem o amigo dela, a escola dispõe um carro para te levar para a casa, mas ele não esta disponivel, então você tem que esperar. — terminou a senhora.
– Diga que não precisa, eu a levo pra casa. — disse Cath, e a senhora acenou com a cabeça e saiu. — COM QUEM VOCÊ ESTAVA SE AGARRANDO? — disse minha amiga gritando escandalosa.
– Minha cabeça esta doendo, pega leve.
– Tudo bem, vamos sair daqui, mas no caminho você vai ter que me contar tudo.
– Esta bem... — concordei.
Fomos andando em silêncio até o estacionamento, onde eu entrei em seu carro, e logo lá dentro veio a chuva de perguntas.
– Com quem foi? Porquê? Quando isso aconteceu?
– Com o Gil, porquê ele disse que o quê aconteceu com a loira não siguinificou nada, e aconteceu hoje.
– A por favor amiga, você acreditou?
– Quer saber... Sim, ele não parecia estar mentindo.
– O Nick não parecia ser um maluco total e olha agora!
– O que quer dizer?
– Ele sumiu, desde aquele dia ele não vem na escola... Ouvi falar que ele desapareceu.
– E você não procurou saber?
– Pra quê? Pra ele dizer que eu estou correndo atrás ele... Não mesmo.
– Isso é muito estranho.
– Eu não acho, acho que deve estar só envergonhado.
– As coisas estão ficando cada vez mais estranhas nessa cidade.
– Fico feliz por você e o Gil... Apesar de achar que ele só esta usando você! — ela fez uma enfase bem grande na frase. — Eu fico feliz de finalmente te ver feliz.
– É... Eu confio nele.
– Essa cidade virou de cabeça pra baixo desde que o seu pai morreu. — disse ela atenta a estrada. — Ah desculpa.
– Tudo bem... Você tem toda razão, desde que ele se foi o Charlie não tem se virado muito bem como xerife.
– Amiga eu sei que pode ser dificil de falar mais... Como seu pai morreu? — ela disse diminuindo a velocidade, e aguardando a minha resposta, que parecia não chegar — Me desculpa, é que eu não sei como foi e o caixão estava fechado... Quer saber.
– Ele... — era dificil falar, mas a verdade é que poucas pessoas sabem qual foi a causa da morte dele. — Ele foi carbonizado quando respondeu a uma chamada numa casa quase saindo da cidade, era uma questão de metros para aquela casa não ser da nossa juridição.
– Conhecendo seu pai, nem que fosse quilomêtros fora daqui, para salavar uma vida ele faria qualquer coisa.
– Isso é o mais estranho, não encontraram nenhum corpo além do dele.
– Sério?
– Sim. — eu disse já sentindo as lágrimas enchendo os meus olhos.
– Porquê ele entrou?
– Dizem que ele ouviu gritos lá dentro, mas quando entrou ficou preso e não achou ninguem.
– Não dava pra reconhecer o corpo?
Eu fiquei em silêncio, aquilo ainda machucava muito.
– Sinto muito se estou forçando a barra, vamos mudar de assunto. Como foi beijar o Gil, ele beija bem?
– Charlie disse que reconheceu o corpo.
– Porque você diz "disse"?
– Porque eu não vi o meu pai morto, ninguem além do Charie e o legista viu.
– Isso é estranho.
– Eu e a minha mãe não quisemos ver, mas estava muito queimado... Eu sei que pode ser besteira, mais acho que o Charlie disse que reconheceu só pra não pedir o exame da arcada dentária que levaria meses...
– Não acha que seu pai esta vivo, acha?
– Não sei, quer dizer não...
– Se não fosse ele quem seria?
– A pessoa que estava gritando?
– E onde ele estaria agora?
– Eu sei que é besteira, esquece...
Chegamos até a minha casa me despedi de Cath e entrei, encontrando minha mãe sentada no sofá da sala, ela veio até mim e me fez um monte de perguntas, e depois de eu responde todas, ela me mandou ir domir, e de fato eu fui, ao chegar ao meu quarto havia um envelope sobre a cama, eu o abri e mais uma vez era um bilhete:
Você se acha muito esperta, mas não esta nem próxima da verdade.
Não importa o quão fundo você cave, eles vão te pegar primeiro, seja rápida.
– Um amigo
E por algum motivo aquilo não me assustou, sim o fato de saber que essa pessoa sinistra podia entrar no meu quarto me assustava um pouco, mais isso só provava a minha teoria de que havia algo muito errado, e eu tinha que descobrir o que era.
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