Dαяk αиgєl
10 Cαρiŧułø 10
Notas iniciais
Eu fui dormir naquela noite com muitas coisas latejando na minha mente, mas desta vez o meu corpo acabou sucumbindo ao cansaço e nem vi a noite passar, quando abri meus olhos por causa do barulho irritante do despetador, meus olhos doiam pedindo mais um pouco daquele momento de descanso, mais me levantei prontamente me arrumei e desci as escadas:
– Oi querida! — minha mãe estava sentada no sofá com uma xicara na mão.
– Oi. — eu disse ainda com sono.
– Esta tudo bem?
– Esta... Eu só estou com um pouco de sono, mas eu tenho que ir para aula agora. — eu disse me jogando no sofá ao seu lado, e fechando os olhos.
– Eu estou vendo a sua vontade de ir. — ela riu. — Eu tenho uma pessima noticia amor.
– O quê? Mais uma? Manda ver, ultimamente tem acontecido tanta coisa ruim, parece que tem uma nuvem negra em cima da minha cabeça. — eu disse soltando uma risada cansada.
– O amigo de Greg passou por uma cirurgia ontem no hospital, e não vai mais andar.
– O quê? — eu disse saltando do sofá, aquilo não era uma noticia ruim era péssima. — Hodges?
– Sim, isso mesmo. Eu sinto muito. — disse ela colocando a mão em meu ombro.
– Droga... Como será que o Greg esta?
– A mãe dele foi quem me ligou hoje mais cedo, queria falar com você, parece que ele quase morreu, a cirurgia foi ás cerca de 5:00 da manhã.
– Que pena!
– Talvez você devesse procurar o Greg.
– É... Talvez.
Foi quando meu celular tocou.
– Alô?
– Alô, Sara?
– É ela, quem gostaria?
– Aqui é mãe da Cath, queria saber se ela não esta na sua casa?
– Oi senhora Willows, como assim? Ela não esta em casa?
– Não, desde ontem estou ficando muito preocupada.
– Você já chamou a policia?
– Policia pra quê? — disse minha mãe curiosa me cutucando.
– Não, eles disseram que tem que estar sumido a pelo menos 24 horas.
– Tudo bem, eu vou pegar o meu carro e vou em alguns lugares onde ela pode estar, eu ligo pra senhora se souber de algo, ok?
– Esta bem, obrigada pela ajuda... — disse a senhora chorosa.
Foi quando alguem bateu desesperado na porta, e eu fui correndo abrir.
– Gil? — ele estava mais que desesperado, estava apavorado.
– Precisa vir comigo. — ele disse arfando.
– Minha filha não vai a lugar nenhum, quem é esse Sara? — disse minha mãe surgindo atrás de mim.
– Me desculpe senhora Sidle, eu sou Gil Grissom namorado da sua filha.
– O quê? — eu e minha mãe dissemos em unisom.
– Sara vem comigo, é sobre a Cath.
– Não me disse que tinha um namorado... — disse a senhora Sidle agora olhando para mim.
– Nem eu sabia... — eu disse em um sussurro.
– O quê?
– É eu tenho.
– Precisamos ir, é sobre a Cath.
– Me diga o quê é! — continuou minha intrometida mãe.
– Desculpe senhora, mas só a Sara pode ajudar AGORA.
– Você ouviu meu namorado mãe... Tchau! — eu disse já puxando a porta atrás de mim. — O que aconteceu?
– A Cath esta na escola.
– O quê? Porquê?
– Ela veio ontem até a minha casa, disse que descobriu algo importante sobre o livro.
– Porque ela foi na sua casa e não na minha? — ele soltou um longo suspiro.
– Eu tenho que te contar uma coisa.
– O que é?
– Eu não tenho pai.
– Como?
– Meu pai e minha mãe morreram a muito tempo.
– Porque disse que seu pai trabalhava na policia?
– Pra você confiar em mim.
Assim entramos no carro e ele arraancou.
– O que esta acontecendo?
– Estou na cidade com o meu irmão.
– Seu irmão?
– É... Eu não tenho certeza, mas acho que a "ceita" dele tem algo haver com o que vem acontecendo na cidade.
– Como? Que Ceita?
– Escuta, é algo sinistro que ele se meteu a alguns meses, desde então eu venho viajando com ele e os outros membros de cidade em cidade, e sempre aconteceu essas coisas estranhas nas cidades onde chegamos.
– São eles então?
– Eu já perguntei ao meu irmão, e ele garantiu que não.
– Você acreditou?
– Não, por isso eu começei a investigar... E parece que tem algo diferente nessa cidade.
– O que quer dizer?
– Algo sobre uma garota... Alguém que eles precisam muito para um tipo de ritual.
– Sinistro.
– E fica pior, em cada cidade que eles passam arranjam mais seguidores, meu irmão não me deixou entrar, mais eu acho que eles fazem algum tipo de lavagem celebral nas pessoas e elas acreditam que machucando outras, estão fazendo o bem maior.
– O Nick?
– Sim, é uma das razões porque Cath veio procurar a mim... Quando chegamos na cidade, nós sempre ficamos em um hotel, pois sempre é por pouco tempo, eu larguei a escola a muito tempo, e desta vez por alguma razão meu irmão me matriculou na escola e alugou aquela casa próxima a sua... Até comprou um carro pra mim.
– Onde isso tem haver com você e a Cath?
– Calma, eu vou chegar lá. — ele disse parando o carro em frente a escola. — Eles querem você Sara.
Meu coração gelou, meu ar foi embora, e por um momento eu fiquei sem chão.
– Como assim?
– Tem um motivo para termos ido morar tão perto de você, tem um motivo para o meu irmão ter me mandado ficar longe de você.
– Então, desde o começo...
– Tudo sempre foi sobre você, mais importante que todos os sacrificios que já foram feitos.
– Se você sabe disso tudo, porque não chama a policia?
– Eles sempre somem com tudo, e eu acho que o Charlie esta envolvido... Sobre a sua amiga, ela sabia quase desde o principio, ainda me lembro do dia que ela me abordou no corredor, acho que ficou certa depois que encontrou aquele livro no quarto do namorado. — nós dois descemos do carro.
– Ela sabia porque não disse nada? — nós começamos a andar.
– Porque você esta em perigo, e se não formos bem sorateiros, vamos acabar com você morta, e eles seguindo impunes.
– O que você pretende fazer? — eu disse parando na escada principal, que dava a escola.
– Eu não, você Sara!
– Eu? Como?
– Eles estão na floresta, em um chalé que eu já vi onde é... É lá que nós temos que ir.
– Pra quê? — eu estava assustada e muito.
– Para pegar as filmagens de tudo e finalmente ter provas. — disse Cath e eu me virei bruscamente para encarar o seu rosto sereno, e frio como eu nunca vi.
– Você sabia? Porque não me contou?
– Porque temos que fazer tudo certo, se não tudo vai dar errado... Eles tem ouvidos em todas as partes.
– E os bilhetes?
– Não sabemos de nada a respeito, só que Cameron esta envolvido.
– Ca-Cameron?
– Ele esta envolvido, mas é um peixe minusculo comparado ao que queremos pegar. — disse Gil.
– Porque esta tão interresada?
– Sabe a 1 ano quando o meu pai morreu nas colinas, e disseram que foi um acidente?
– Foram eles, não é? — finalmente eu estava entendendo tudo.
– Foram, eu descobri assim que vi o corpo, e quando fui pra lá nas férias investigar.
– O que vamos fazer?
– Precisamos de provas... Então, eu, você e o Gil vamos lá hoje, pegar os videos.
– Porque precisam de mim?
– Não conseguimos entrar, é muito vigiado... Você tem que ser capturada.
– Eu não posso fazer isso. — eu disse dando um passo para trás.
– E se eu diser que eles mataram o seu pai?
– O quê? — meus olhos estavam cheios de lágrimas, era informação demais.
– E se eu diser que ele não esta morto?
– Como assim, do quê esta falando?
– Charlie esta com eles... Ele forjou a morte do seu pai.
– Porquê ele faria isso?
– Foi isso que eu descobri essa noite... Vamos entrar, não é seguro ficar conversando aqui.
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