Dαяk αиgєl

3 Cαρiŧułø 3


Notas iniciais
Mais um capitulo que eu particularmente não gostei muito, mas espero que vocês sim, me desculpo mais uma vez por alguns errinhos que podem aparecer, mas é que eu continuo sem World, leiam as notas finais

Era um cachorro, só um cachorro, parecia ele tinha um distintivo na coleira, ele havia me derrubado, mas consegui me levantar rapidamente.

– Calma garoto! — passei a mão sobre seus pêlos fazendo um carinho para ver se ele se acalmava, afinal estava extremamente assustado. — Vamos sair daqui.

Assim eu saí puxando aquele animal até estarmos fora da floresta, quando ele do nada saiu correndo para longe, eu até pensei em ir atrás dele, mas ele corria muito rápido, assim segui o meu caminho de volta para casa.

– Sara! — ouvi uma voz atrás de mim e quase fui de novo ao chão, mas desta vez desmaiada.

– Gil? — ele estava nas sombras, parecia vir da floresta também.

– O que faz aqui? — sua face estava serena, e ele estava extremamente sério, talvez até um pouco irritado.

– Eu estava só pegando um ar puro.

– Não sabe que a cidade esta perigosa.

– Ela esta?

– Não viu o que aconteceu com o seu amigo?

– Você não viu? — era incrível como ele agia como se o mesmo não corresse perigo também.

– O quê?

– Você não esta em perigo também?

– É claro que sim, já estava indo pra casa.

– É... Eu também. — eu disse dando costas. — Boa noite!

Depois disso andei em passos largos até a minha casa. Será que o Gil poderia ter feito alguma coisa? Afinal, isso só começou depois que ele chegou a cidade... Eu estava reclusa em casa, mas enquanto estava lá, fiquei sabendo de alguns casos de pessoas da cidade onde elas simplesmente sumiam, obviamente através da Cath.

Passei pela porta tentando fazer o minimo de barulho possível, meu coração doeu ao olhar para a poltrona de meu pai que ficava no canto do comodo onde ele sempre se sentava e assistia televisão comigo todas as noites.

– Até que enfim voltou. — apareceu minha mãe de repente vindo da cozinha me causando um pequeno susto.

– Nem fiquei muito tempo fora. — disse a cortando.

– Mas com o que vem acontecendo na cidade é perigoso ficar andando por aí! — ela estava sóbria, era incrível já que eu não a via assim a meses.

– Eu estou bem, vou pro meu quarto.

Depois disso subi as escadas sem olhar para trás, cheguei até o meu quarto e fui direto para o chuveiro onde tomei um banho longo e quente, quando saí peguei uma camiseta branca e uma calça larga de pijama que sempre me deixava confortavél.
Depois de fazer o máximo para evitar, finalmente aquele momento na floresta estava voltando a minha cabeça, era mesmo o meu pai quem falou comigo?

Nunca fui de acreditar nisso, mas seja lá o que fosse se parecia com a voz dele, ou será que era só uma voz qualquer e eu estava pensando tanto nele que estava me confundindo? Depois de ficar indagando e me revirando na cama por causa disso, finalmente consegui dormir.

Na manhã seguinte acordei com um raio de sol tocando o meu rosto, pois havia esquecido de fechar a janela no dia anterior, me levantei e me dirigi ao banheiro onde tomei mais um longo banho quente, desci as escadas quando o meu celular tocou, era um número desconhecido.

– Alô?

Alô, Sara?

– Sim, é ela mesma. — era uma mulher, e eu com certeza conhecia aquela voz.

Aqui é a mãe do Greg, Anne.

– É um prazer falar com a senhora, e o Greg esta bem?

Na verdade é por isso que estou ligando, ele saiu do CTI e agora já pode receber visitas, e como vocês são muito amigos imaginei que gostaria de lhe fazer uma visita.

– Com certeza, seria muito bom.

Afinal vocês são amigos a tanto tempo, e talvez o Greg escute você.

– Me escutar? Como assim?

Ele já pode falar, mas não quer... Ele esta com medo, e os policiais precisam muito do depoimento dele, pois não sei se você sabe ele estava com um rapaz, e este desapareceu.

– Eu não sabia que alguém tinha sumido, quem foi?

Hodges!– ela disse por fim me causando um arrepio repentino, eu não o conhecia bem, mas ele e Greg eram grande amigos, tanto que ele assim como Cath foi para mim, uma das razões por termos nos afastado.

– Eu adoraria fazer uma visita, só não sei se ele vai me escutar... — ouvi um longo suspiro do outro lado da linha.

De qualquer forma eu adoraria se você viesse até aqui, e sei que ele ficaria bem contente também.

– Tudo bem, quando eu posso ir?

O horário de visitas é de 8:00 até as 12:00, devido a ele ainda estar muito debilitado eles não permitem visitas depois disso, e seria muito bom se você viesse hoje. — olhei para o relógio que marcava 7:15, minha aula começava ás 8:00, mas decidi não ir.

– Farei isso, estarei aí as oito.

Perfeito, estaremos te esperando.

Depois disso desliguei o telefone.

– Quem era? — disse minha mãe descendo as escadas e indo em direção a cozinha.

– A mãe do Greg, sabia que o Hodges sumiu?

– Quem é Hodges?

– Deixa pra lá. — eu disse pegando minha mochila e me dirigindo para a porta.

– Espera, ainda esta cedo para sair para a escola. — era verdade, a escola era uns quinze minutos de minha casa.

– Não vou pra escola, vou no hospital visitar o Greg.

– Você ficou duas semanas sem ir para a escola, tem certeza que quer perder mais aulas?

– É claro mãe, porque eu estou fazendo isso só pra cabular aula, né? — eu me sentia brava com ela 24 horas por dia, não conseguia parar de culpa-lá e assim não conseguia a tratar bem.

– Não foi isso que eu disse. — ela me lançou o seu olhar doce mais indgnado, e por um momento eu me senti mal por sempre ser tão rude com ela.

– Eu tenho que ir, nos vemos mais tarde. — saí rápido pela porta, quando me dei conta de que não ia conseguir chegar no hospital andando, já que este ao invés da escola era longe.

Voltei para dentro de casa e peguei escondido as chaves do carro da minha mãe, que estava ocupada fazendo café na cozinha.

Eu havia acabado de tirar a minha carteira, então ainda não era muito boa, consegui arrancar com o carro antes que minha mãe desse falta das chaves, dirigi rápido em direção ao hospital e cheguei depressa até lá.

Assim que estacionei corri em direção a recepção, onde uma senhora bem idosa que lá estava foi muito gentil ao me informar em que quarto ir, cheguei quase correndo pelo corredor onde a senhora Sanders estava sentada em uma cadeira bebericando um copo e café, e parecendo perdida em seus próprios pensamentos.

– Como esta? — a surpreendi, mas mesmo assim ela sorriu.

– Estou bem, e você?

– Estou ótima.

– Meus pêsames pelo seu pai, e sinto não poder ter ido ao enterro.

– Não faz mal, eu também não fui... — eu soltei uma pequena risada tentando ser engraçada, mas a situação ficou mais mórbida do que com humor.

– Greg esta lá dentro, esta acordado tomando café.

– Eu posso entrar?

– Claro, vá em frente.

Passei por ela e entrei no quarto, ele estava sentado em uma cama comendo um tipo de mingau em uma tigela pequena com uma colher de plastico.

– Isso não parece nada bom! — eu disse chamando sua atenção e vendo seu olhar assustado se voltar a mim.

– Sara... — ele disse ainda com a boca um pouco cheia de minguau, ou seja lá o que aquela gororoba fosse.

–Você esta bem?

– Eu estou melhor, fico feliz em ver você, faz tanto tempo que não nos falamo.. — ele disse enquanto limpava a boca com o dorso da mão.

– É verdade, eu senti a sua falta, posso te dar um abraço? — eu disse me aproximando.

– É claro, se você não me apertar. — disse ele com seu ar divertido.

– Eu prometo que não. — também sorrindo lhe dei um abraço bem de leve, afinal com todas as fraturas que ele tinha, principalmente as costelas o abraço devia doer, por mais esforço que eu fizesse para que não.

– O que faz aqui? É dia de aula. — disse ele quando o soltei.

– Eu sei, mas eu tinha um bom motivo. — peguei a sua mão que estava sobre a cama e a apertei, logo em seguida o olhei nos olhos e sorri, eu queria sentir que ele confiava em mim, ficamos em silêncio por um momento.

– Estão todos me pressionando muito... — ele disse quebrando o silêncio, e também apertando a minha mão.

– Eu fiquei sabendo... Você se lembra? Do que aconteceu. — eu não podia assusta-lo indo direto ao ponto, mesmo sendo a pedido de sua mãe, eu estava pessoalmente interessada no que havia acontecido, talvez explicasse o que aconteceu comigo na noite anterior.

– Me lembro de algumas coisas... — ele soltou minha mão e a passou pelos cabelos, parecia nervoso.

– Só estão fazendo isso, porque querem encontrar o Hodges. — pude notar que seus olhos ficaram cheios de lágrimas.

– Eu sei, mas não faz muita diferença agora.

– O que quer dizer? Sabe o que aconteceu com ele?

– Não posso ficar falando nisso Sara...

Depois disso o silêncio se estendeu entre nós, até que eu decidi quebra-lo:

– Eu estive na floresta ontem, e algo estranho aconteceu...

– Você o quê? — desta vez ele estava apavorado, quase da mesma maneira que estava quando entrou no refeitório, quase da mesma maneira que aquela voz que estava na floresta. — Não pode Sara, fique longe daquele lugar, entendeu?

– Porque? O que tem errado lá?

– Me prometa Sara, me prometa que vai ficar longe de lá. — ele continuava agitado.

– Eu prometo, mas só se você me contar o que aconteceu com você.

– Eu não posso, não posso dizer.

– Então não posso prometer que ficarei longe da floresta...

– Sara... — eu era teimosa, e um tanto curiosa, eu iria descobrir o que aconteceu, nem que isso me levasse de volta a floresta.

– Eu preciso descobrir o que esta acontecendo, se você não me contar terei que ver com os meus próprios olhos.

– Tudo bem... Eu vou ter alta em dois dias, vá até a minha casa e nós conversamos, mas até lá fique longe da floresta, esta bem?

– Dois dias, porque não pode me dizer agora?

– Não aqui, agora me prometa e nós teremos um trato.

– Temos um trato... — eu disse estendendo a minha mão a qual ele apertou com um pequeno sorriso.

– Desculpe querida, mas agora ele tem que ir para a resônancia. — disse uma enfermeira entrando no quarto, ela era gordinha e baixinha, e aparentava ter cerca de 50 anos.

– Como assim? Eu sempre faço os meus exames a tarde, é por isso que meu horário de visita de manhã e mais extenso, e não existe á tarde. — disse Greg revoltado.

– Eu sei, mais um paciente acabou liberando esse horário pela manhã. — disse ela tirando a tigela e a mesinha que a apoiava e alguns equipamentos, como soro e medidor cardíaco.

– Como assim liberando? Ele desistiu do exame? — falou Greg .
– Não seja bobo, ele morreu! — ela falou com uma naturalidade que até assustou.

– Caramba, ele tinha o quê? — fui eu a me pronunciar desta vez, um ataque, um desaparecido e alguém morreu, muito estranho.

– Ninguem sabe, chegou todo machucado e sem documento, e acabou morrendo hoje de manhã, mas vocês não ouviram isso de mim. — disse ela baixando o tom de voz.

– É melhor eu ir mesmo, tenho que ir pra aula. — eu disse ajeitando a minha mochila nas costas, me aproximei de Greg e depositei um beijo em sua bochecha.

– Obrigado por vir. — disse ele sorrindo.

– Agora que me lembrei, onde esta a Morgan? — Ela era a namorada de Greg, e nunca gostou muito de mim, provavelmente se visse eu dando mesmo que seja só um inocente beijo na bochecha no Greg, ficaria maluca.

– Ela esta viajando, provavelmente nem sabe que eu me machuquei.

– Esta bem, nos vemos mais tarde então... Tchau! — depois disso dei costas, me despedi da senhora Sanders no corredor e fui embora.

Cheguei a escola e fui direto para sala do diretor me explicar, e como sempre ele foi bem compreensivo, fui assim para a sala de aula, com só uma certeza, eu ia descobrir o que estava acontecendo, custe o que custar.

Notas finais
Espero que tenham gostado, eu logo postarei o próximo, e esse sim eu fiquei bem feliz com o resultado, Reviews? Favoritadas? Beijos.