Dúvida...

1 Capítulo 1 - Michelle


Notas iniciais
Nós nos empenhamos muito, então espero que gostem! ^^
Esse capítulo é o único narrado pela Michelle, a irmã gêmea do Matt. OMG! Meio dramático, sabemos, e eu chorei quando escrevi (nós duas choramos baldes T.T) mas acho que vão gostar! Aproveitem! ^^
Koyuki-chan e Yuki

Lá estava eu, dentro de um táxi, indo para a casa de meu amado irmão, Matt, chorando e com um enorme buraco no peito.

Apesar de isso ter machucado profundamente meu melhor amigo, precisava fazer aquilo para salvar aquele a qual amo.

Olho através do vidro, me lembrando do que havia acontecido:


~flash back ~


–Robert, por favor, tenho que fazer isso. – disse em um tom calmo e com o semblante sério, enquanto este me segurava pelo braço.


– NÃO!!! Não deixarei você fazer isso Michelle! – disse ele — Você sabe que eu te amo! Vai me machucar mais com isso? Mais do que já machuca por não corresponder meu amor?


Aquilo partiu meu coração em migalhas. Me sentia igualmente machucada por fazer aquilo, mas era necessário para salvá-lo.


– Robert, por favor...você é meu melhor amigo...você sabe que eu amo ele... tenho que fazer isso para salvá-lo – disse calma com uma face triste, com lágrimas molhando meu rosto de pele alva.


– ... – ele se calou por um tempo, até que começou a chorar.


– está bem Michelle...se sente que tem que fazer isso para salvá-lo...não vou te impedir...porque se fosse por você...eu faria a mesma coisa. – sorriu.


Virei para encará-lo, meu rosto estava com uma expressão surpresa e todo molhado por causa das lágrimas que acabaram de cair. Ele sorriu? Mesmo sabendo que eu faria aquilo?? Comecei a chorar mais. Chorar de tristeza e felicidade ao mesmo tempo. De felicidade pois ele me deixou proceder com meu plano.


De tristeza por causar mais dor para ele.


Não consegui dizer uma única palavra enquanto ele sorria para mim. O abracei com todas as forças que consegui reunir no momento, desabando todas as minhas tristezas e lágrimas em seu peito.


– D-desculpe...- disse em um tom choroso.


– Não se preocupe – disse ele – saiba que eu sempre irei te amar. Só me prometa uma coisa: você irá me esperar lá né?


Levei um tempo, mas entendi o que ele quis dizer. Voltei a desabar minhas lágrimas em seu peito.


– S-sim! – disse chorando.


Virei meu rosto para cima, ele deu um pequeno sorriso.


– Que bom – disse ele – isso aquece meu coração. – alargou seu sorriso – agora, vá.


Assenti com a cabeça, ainda chorando, e o abracei mais forte


– Você é meu melhor amigo e eu te amo muito por isso – disse. Percebi seu rosto surpreso, e em seguida, um sorriso.


– eu também te amo muito Michelle, nunca se esqueça disso. – disse ele.


Finalizei nosso abraço, agora indo em direção á porta. O olhei mais uma vez, e fechei a porta atrás de mim.


Chamei um táxi. Para meu plano der certo, precisava cortar meus longos cabelos ruivos.


–


Já era noite e meu cabelo estava cortado. Agora, precisava ir á sua casa.


~flash back off ~


–Chegamos – disse o taxista.


Nesse momento, senti meu coração na garganta. Desci do táxi e paguei o homem.

Comecei a andar em direção ao prédio a minha frente. Chegando lá, respirei fundo e adentrei a portaria, em direção ao elevador. A ansiedade aumentou quando apertei o botão do último andar, a cobertura de Matt.


Antes de a porta se abrir, tirei a arma que guardara dentro do casaco e verifiquei se as três únicas balas de tranqüilizante que eu carregara naquela manhã estavam, de fato, lá. Estavam.


Saí do elevador rezando para aquilo dar certo e toquei a campainha. Coloquei a arma em postos e quando Mail abriu a porta, dei um tiro certeiro em seu braço, fazendo-o cair no chão. Puxei-o do chão e ele me encarou e seus olhos pareciam querer dizer "por que?", mas eu me limitei a dizer-lhe pela última vez:


– Te amo nii-san, não esqueça nunca.


Então os olhos do meu gêmeo se fecharam e ele desmaiou em meus braços. Arrastei-o para dentro do apartamento e fechei a porta atrás de mim. Encontrei seu quarto e deitei-o em sua cama, então, encontrei seu armário e fui até lá vasculhar entre as roupas de Mail, até que encontrei a qual eu procurava.


Coloquei sua habitual roupa: um colete de lã, uma blusa vermelha com listras pretas, jeans, botas até os joelhos e suas luvas pretas que iam até os cotovelos. Me aproximei de meu irmão. Beijei de leve sua testa e sorri para ele, retirando seus amados Googles e os colocando em minha própria cabeça. Aquela dose de tranqüilizante só o deixaria dormindo por pouco tempo, mas o suficiente para eu sair dali e cumprir o plano em seu lugar. O plano que eu ouvira através de uma escuta que colocara em sua casa sem ele saber e que me mantinha informada sobre ele. Tudo por causa de meu tamanho amor por ele.


– Mail, eu te amo do fundo do coração, nunca se esqueça disso. – beijei-lhe a bochecha desta vez.- Ittekimasu.


Me olhei no espelho. Eu estava incrivelmente parecida com Matt. Me maquiei para me deixar com feições mais masculinas. Eu estava irreconhecível.


Ok. Hora de colocar meu plano em prática.


Peguei o carro vermelho que Matt escolhera para a ocasião e depois de procurar muito bem encontrei a bomba de gás que ele usaria. Respirei fundo antes de sair pela garagem e ir colocar o plano de Matt em prática. Enquanto dirigia ao encontro de meu destino, que poderia ser a morte, acendi um dos cigarros da cartela favorita de meu irmão. Ele havia começado a fumar faz tempo e, mesmo com meus sermões, continuava. Meu coração, já acelerado, começou a bater descontroladamente quando fiz a última curva para chegar até onde estava a "porta-voz de Kira", Kiyomi Takada-san, a pessoa a qual Mello, o melhor amigo de Matt, iria seqüestrar para que o plano para capturar Kira desse certo. Então, com o coração quase explodindo, fiz uma manobra arriscada entrando no local onde Takada estava, cercada por seguranças e pela imprensa, e soltei a bomba de gás que Matt havia preparado. Disparei com o carro para fora quando vi a moto de Mello se deslocando perto da confusão, logo seguida por carros do pessoal da segurança de Kiyomi Takada. Eu dirigia loucamente, pisando fundo no acelerador, fugindo dos carros da guarda pessoal de Takada até que me vi impedida por um frota inteira de mais carros negros barrando-me e me deixando encurralada. Pisei com força no freio e o carro parou de lado, derrapando e dando voltas antes de parar totalmente. Encostei-me de braços cruzados no volante, ainda com o cigarro na boca e pensei: "Essa frota inteira só para me segurar, é? Quantos guarda-costas a Takada tem, hein?". Eu estava cercada, pouco a pouco os seguranças saiam dos carros e erguiam as armas, apontando prontamente para mim.

– Ei, ei! — Falei, saindo do carro e pondo as mãos para cima em sinal de rendição, igualzinho ao que meu nii-san faria, em minha opinião. — Desde quando os japoneses andam por aí com armas tão legais?

Sim, provocá-los era o melhor a fazer. Igualzinho ao nii-san...

– Afinal, sou cúmplice do seqüestro de Takada, não sou? Tem muita coisa para me perguntar, certo? — Debochei, certa de que já sabiam do seqüestro. — Não podem simplesmente ati-

Naquela hora eu senti uma dor como nunca antes, meu corpo era perfurado por várias direções, pelas balas das armas daqueles homens. Senti-me cair para trás assim que pararam de atirar e bati as costas no carro vermelho. Um deles dizia alguma coisa, mas não consegui ouvir. Usei o meu último suspiro para fumar o cigarro, que se apagou quando o fiz e senti a dor desaparecer completamenteenquanto eu adentrava no vazio da morte. "Adeus nii-san, gomen... saiba que fiz isso para te salvar, pois eu te... amo.. ." Foi meu último pensamento antes de a fria correnteza da morte me levar para a escuridão que cegou meus olhos, para sempre...


Continua...


Notas finais
koyuki: yoooooooooo minna-san!
Yuki: Gostaram? Odiaram? mandem reviews! ^^
Yuki: Os parágrafos ficaram estranhos, tentei arrumar mas não deu muito certo... ¬¬
koyuki: Se tiver mais algum errinho que a gente não notou, avisem no rewiew, okay?
'Ittekimasu' : estou indo.