Notas iniciais
Olá pedacinhos de amora? Como vocês estão? /sínica *desvia das pedras* Desculpem pela minha demora, fui levada pela algazarra do fim de ano e me recuperei faz poucos dias, além disso, eu estava com um problema que estava roubando toda a minha vontade de escrever, eu estava um pouco deprimida e por mais que eu tentasse escrever, não saia nada! Então me desculpem por isso. Mas agora, creio eu que estou de volta! Mais ou menos, nesse final de semana, tenho outro vestibular, imaginem! Estou estudando feito uma doida, e pra piorar, tenho outro vestibular no próximo final de semana! Sabem o que significa isso? Estresse! u.u Bem, deixando isso de lado, finalmente consegui terminar o capítulo depois de tantos problemas. E é um capítulo importantíssimo para a fic! Bom, até as notas finais, boa leitura! ps: Bem vinda Nyuu! Adorei seu review, logo responderei ele!

Capítulo 18

Experimente-me, beba minha alma, me mostre todas as coisas que eu deveria saber[...]. Eu posso ver em seus olhos, seus olhos.”

Make me wanna die — The Pretty Reckless

Inoue

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— Você poderia me soltar? — Sibilei totalmente constrangida com a situação.

— Uhm... Tipicamente doce e atrevida. — Murmurou perto de mim de forma calma e exibida. O tom dele me irritava profundamente — Meu tipo favorito.

Fitei-o incrédula. Seu tipo favorito? O que ele achava que eu era? Pra falar a verdade, a cada minuto que passa me irrito mais com esse homem petulante! E de repente, seus olhos verdes impecavelmente atraentes tornaram-se impecavelmente irritantes! Argh! Abri uma carranca.

— Qual é o seu nome senhorita? — Perguntou sem tirar os braços de mim.

— Olha aqui senhor! — Comecei demonstrando toda a minha irritação com esta situação constrangedora — Se você não me soltar agora, minha mão irá de en-

Fui interrompida pelos lábios quentes e ásperos do homem esquisito. Meu Deus! Ele estava me beijando! Desgraçado! Dessa vez eu o empurrei para longe de mim com força sentindo a fúria tomando conta de mim. Ele abriu um sorriso divertido enquanto minha face estava em chamas de vergonha e raiva! Não aguentei e dei um soco em sua cara.

— Minha mão irá de encontro a sua face! — Completei com um sorriso perverso. Eu também podia ser má! — Desculpe por ter errado seu nariz, senhor. — Murmurei com sarcasmo e peguei a saia do vestido para levantá-la e me retirar — E lembre-se de não esquecer o meu nome. Orihime Inoue. Passe nada bem. — Falei totalmente furiosa.

E fui para o outro lado do salão, disposta a fazer o baile valer a pena.

Ulquiorra

Fiquei ali parado vendo aquela beldade de cabelos ruivos se afastar. Atrevida! Coloquei a mão no rosto, bem no lugar que tinha recebido o soco. Se eu não tivesse desviado um pouco, teria acertado meu nariz. Admito que a mulher me pegou totalmente desprevenido. Eu gosto de mulheres como Orihime, não sou como Grimmjow que pega qualquer mulher bonita que aparece, tenho preferência por mulheres bonitas, mas com boa educação, jovens e difíceis, para ser mais divertido. Admito que sou um canalha que gosta de corromper damas.

De qualquer forma, estou ainda mais fascinado por essa mulher, quem diria que eu levaria um soco? Um tapa tudo bem, mas um soco? Estou surpreso até agora. Enchi a taça com ponche e fui para um lugar que tivesse uma visão privilegiada do salão, procurei a beldade com os olhos e a achei do outro lado do salão conversando com outra mulher. Fiquei bebericando o ponche sem deixar de observá-la. Certamente era graciosa em tudo. Permiti-me divagar por um instante.

Já tinha se passado um mês desde que Rukia estava confinada, entretanto parecia que tinha sido um século. É a primeira vez durante anos que ela fica longe por tanto tempo. Esse foi o desafio mais ridículo que Grimmjow poderia ter feito, o que ele estava pensando? Uma preocupação tem me atingido fortemente depois do que Shinji disse há uma semana, e agora todos estamos aqui no Arizona.

Sei que tem algo prendendo Rukia nessa casa de confinamento, e algo me diz que além do passado, é o sub-xerife Ichigo. Já ouvi muitos boatos a respeito dele e isso faz com que minhas suspeitas aumentem. Eu sinto que algo ruim irá acontecer, mas espero que Rukia esteja bem longe daqui quando isso acontecer. Seja lá o que for.

Saí de meus devaneios quando notei que a Sra. Orihime agora estava sozinha. Ela parecia atraente, era atraente, e tinha algo nessa mulher que me seduzia, que me provocava. Depositei a taça já vazia em cima da mesa e fui até ela passando pelos corpos que festejavam e dançavam alegremente. Quando estava perto, ela me notou e percebi que uma carranca cobriu seu rosto. Contive um sorriso.

— Não tive a chance de me apresentar. — Murmurei perto dela e ouvi um estalo de língua irritado por parte dela. Um sorriso atrevido ameaçava invadir meus lábios — Ulquiorra Schiffer. Prazer, jovem dama. — Me apresentei e fiz uma leve reverência.

— O que o senhor deseja? Acho que já deixei claro que não quero que chegue perto de mim novamente. — Disse sem olhar para mim virando o rosto para o lado contrário.

— Ah sim, devo dizer que sua direita é ótima. — Comentei casualmente e a ouvi soltar uma risada irônica.

— Claro, aprendi com o melhor. — Declarou finalmente me olhando nos olhos e a intensidade com que me fitava parecia que eu iria queimar a qualquer instante. Parecia uma pessoa completamente diferente.

Arqueei a sobrancelha ligeiramente. Essa mulher era esquisita, mas ao mesmo tempo havia algo que me fazia sentir cada vez mais atraído. Seria sua resistência... Talvez? Possivelmente sim. Geralmente as mulheres caíam facilmente aos meus pés com simples palavras e gestos.

— Você poderia ir embora agora? Sua presença me incomoda. — Disse apertando a saia do vestido aparentando estar nervosa, mas eu não saberia dizer se era de raiva ou de “timidez”.

— Se você dançar comigo, te deixarei em paz o resto da noite. — Menti.

— Mentiroso. — Hum. Esperta! Prendi um sorriso — Lhe concederei apenas uma dança senhor, talvez você mude de ideia. — Murmurou estendendo a mão na minha direção.

— Por que? Vai pisar no meu pé de propósito? — Perguntei a conduzindo para o centro do salão e começando a guiá-la.

— Quem sabe... — Disse deixando a sua melodiosa voz se perder no ar enquanto um sorriso sapeca brincava em seus lábios carnudos tingidos de carmim. Em seguida senti a pressão no meu pé esquerdo. Arqueei uma sobrancelha e ela me encarou sínica — Foi de propósito, quem sabe não pise com mais força na próxima, senhor... ? — Parece que ela não prestou atenção quando eu disse meu nome.

— Ulquiorra. — Informei-a esperando que ela ligasse isso à outra coisa agora que estava atenta. Como Rukia, mas não o fez, apenas ficou me encarando como se esperasse algo mais. Achei que era o sobrenome — Somente Ulquiorra. — Disse preferindo esconder agora que ela estava prestando atenção.

— Certo. — Respondeu parecendo insatisfeita.

— E então... A senhorita disse que aprendeu a “socar” com o melhor. Sobre quem você falava? — Indaguei totalmente curioso. Tentei disfarçar.

— Aprendi com o Ichigo. — Dessa vez fui eu que quase pisei em seu pé. Fui pego de surpresa.

— Fala do sub-xerife? — Só para tirar a dúvida.

— Sim. — Disse enquanto eu a girava lentamente em torno de si mesma.

— Soube que ele está cuidando da ceifadora. — Plantando verde para colher maduro.

— É verdade. — Confirmou com a voz mais suave. — Soube que ela matava qualquer um com uma frieza intangível. — Senti meu corpo ficar tendo imediatamente e apertei os dedos dela com um pouco mais de força, ela não reclamou — E que ela era uma mulher cruel. Mas eu não acho isso.

Ham? Essa mulher me confunde. Ela não parece mais hostil e há algo incrivelmente doce em sua voz. Seria ela bipolar?

— Quando eu a vi fiquei com medo, afinal, quem não ficaria? — Agora Orihime parecia divagar e falar consigo mesma — Mas depois eu percebi que ela não era como as pessoas a julgavam. Primeiramente achei que era a ideia de ser executada, mas não. Rukia é uma boa pessoa, eu vi isso em seus olhos.

— Espera aí! Você a viu? Como? — Ela ainda parecia divagar para notar minha euforia repentina.

— Vi Rukia quando fui visitar Ichigo. Sabe, ela tem belos olhos azuis, grandes, pareceu que eu iria me afogar e nunca mais voltar. Ela é muito bonita.

Dessa vez não pude evitar sorrir. Rukia costuma causar esse tipo de reação nas pessoas. E definitivamente, Orihime era uma mulher interessante. O que me fazia lembrar de...

— Que tipo de relacionamento você tem com o sub-xerife? — Para ter visto a Rukia...

— Vamos nos casar. — Falou voltando a ficar fria e séria.

Uhm, isso é mau. Preferi ficar em silêncio diante da revelação. Ela pisou no meu pé novamente, dessa vez com mais força, doeu, mas fingi que não. Estava me aproveitando que ela não tinha notado que a música havia mudado para mantê-la em meus braços por mais tempo.

— Eu sei que você está me enrolando. Eu percebi que a música mudou, Sr. Ulquiorra. — Declarou fitando-me seriamente com seus olhos cinzentos.

— Você é bem esperta. — Comentei a segurando com mais força.

— E você, muito seguro de si. — Rebateu com um sorriso sínico — Não é algo do qual eu realmente me orgulhe, mas sei lidar com homens como você senhor. Sou assediada todos os dias por homens exatamente como você, e eu não vou dormir com você. Não sou uma rameira.

— Assim você me ofende querida Orihime. — Disse mantendo meu tom de voz neutro enquanto fazia ela girar graciosamente pelo salão mais uma vez — Não sou qualquer homem.

— Tem razão Sr. Ulquiorra. Deve ser mais experiente do que os demais em desvirtuar moças. — Sorri. Orihime me deixava sem fala. Literalmente — E deve ser fácil com os olhos que você possuí.

— É a primeira mulher que resiste ao meu charme Srta. Orihime. — Murmurei a agarrando mais forte enquanto ela me fuzilava com o olhar.

— Acho que já está bom Sr. Ulquiorra. Duas danças já é o suficiente. — Sibilou colocando as duas mãos no meu peito e me afastando de forma brusca.

— Certo. — Concordei ainda relutante em deixá-la ir — Foi um prazer, jovem dama. — Murmurei beijando sua mão encoberta pela luva de seda.

— Não sei se poderia dizer o mesmo, senhor. — Respondeu de volta com um sorriso sarcástico desvencilhando-se do meu toque.

Ela deu as costas para mim e pude ver com detalhes suas costas nuas.

— Nos veremos novamente doce Orihime. — Afirmei deixando um sorriso discreto escapar.

Orihime virou sua face para mim e encontrei com seus olhos cinzentos mais uma vez. Adoráveis.

— Espero que não senhor Ulquiorra. Passa bem. — E a última coisa que vi, foi seus longos cabelos ruivos balançando antes de sumir na multidão.

Uhm. Passe bem? Parece que estamos progredindo.

— Nos encontraremos mais rápido do que imagina Orihime. Mais rápido do que imagina.

I&R

Rukia

169

Acho que só uma palavra pode descrever como minha vida está no momento: Maravilhosa.

Agora que sei o que realmente sinto por Ichigo, aprendi a ceder em alguns pontos. É um pouco estranho ainda. Há certas sensações que eu ainda não sei lidar, como a do meu estômago revirar — não sei se é bem isso, mas não é de uma forma ruim de qualquer modo — toda vez que Ichigo está muito perto de mim, principalmente quando ele inventa de roçar o nariz no meu pescoço. Também há uma forte disritmia no meu coração.

Por mais que eu nunca tenha sentido nada disso, admito que é muito gostoso! Porém, ainda há muitas coisas que me preocupam. E uma delas é o fato do xerife continuar achando que eu irei morrer. De fato, creio que não significo nada para ele além de diversão, mas ainda assim eu queria dizer que não vou morrer. Apesar de saber que isso é impossível, já que para poder dizer isso, terei que falar de outras coisas. E isto está fora cogitação.

E por causa desse pequeno detalhe, eu não posso dizer o que eu sinto. E nossa, isso é sufocante! Já quase deixei escapar algumas vezes, e foi constrangedor. E dei graças por ser uma ótima mentirosa. Eu não sabia que amar era tão complicado. Mas descobri que é muito complicado. Fico pensando em como as coisas estariam agora se eu não tivesse começado a amá-lo. E agora eu sei do porquê não querer fugir, pensar em ficar longe dele dói um pouco. Eu realmente não deveria estar pensando nisso.

— É Rukia, você não deveria estar pensando nisso. — Murmurei para mim mesma enquanto terminava de preparar o almoço.

— Disse alguma coisa Rukia? — Ichigo perguntou olhando para mim do sofá com aqueles olhos penetrantes. Senti minhas bochechas queimarem. Isso é uma droga!

— Nada. — Estava apenas divagando sobre o sentindo de amar você. Tolo. — Está pronto mestre. — Avisei com sarcasmo — Não vou cozinhar pra você pra sempre, não sou sua escrava, entendeu? — Disse tentando ser rude colocando o prato com batata doce em cima do balcão.

— Sempre doce e gentil, não é Rukia? — Resmungou vindo na direção do balcão e sentando em um dos bancos altos enquanto eu continuava colocando os outros pratos.

— Para não perder o costume sub-xerife. — Respondi com um sorriso sínico — Se eu fosse depender do que você “cozinha”, eu morreria em poucas semanas provavelmente. — Resmunguei entregando um prato para ele que o pegou e revirou os olhos.

— Diferente de você, eu não tenho dotes culinários, ceifadora. — Foi minha vez de revirar os olhos.

Puxei o outro banco e sentei do lado oposto ao dele, fazendo com que ficássemos frente a frente.

— Percebe-se sub-xerife. — Alfinetei de volta — Agora coma, okay?

Nessa semana o rapaz que traz as especiarias trouxe muitas coisas interessantes e gostosas, por conta disso, eu e Ichigo pudemos desfrutar de uma refeição mais saborosa do que maçã, bacon, carne seca e ovos. Eu não aguentava mais! Estou um pouco estressada com isso tudo. E isso me irrita, muito!

Fiquei observando-o devorar a comida inteira, e por parte, me senti satisfeita ao ver que pelo menos eu tinha outra forma de agradá-lo além do sexo... Nossa, que pensamento deprimente!

O que está acontecendo com você, Rukia?” Pensei um pouco enraivecida.

— Não vai comer? — O sub-xerife perguntou de repente tirando-me dos meus devaneios.

— Mais tarde. Não gosto de comer depois que cozinho, é enjoativo. — Disse com sinceridade e ele ainda ficou me encarando por um longo tempo antes de dar de ombros.

Nesses últimos dias, Ichigo tem se mostrado muito mais interessado em meu passado. Apesar dele não perguntar a todo instante, cada vez que eu o encaro, percebo aquele brilho em seu olhar como se ele estivesse implorando para que eu falasse. Eu realmente estava esperando a hora certa. Nunca tive receios de falar do meu passado, mas de repente comecei a sentir. O que ele pensaria de mim? De repente, isso se tornou tão importante para mim. E isso era ridículo!

— Rukia? — Chamou-me mais uma vez. Voltei meus olhos para ele.

— Sim?

— Está tudo bem? Você parece distraída hoje.

— Está sim. — Murmurei brincando com o garfo. Mesmo não o olhando, sabia que ele me encarava, e já sabia o motivo — Fale o que você quer Ichigo. — Ele não pareceu surpreso com minhas palavras.

— Eu quero que você me fale. Seja o que for, eu não vou te julgar. Estou pronto. — Sorri.

— Parece que você realmente quer saber disso, hum? — Disse soltando o garfo no prato vazio e suspirando enquanto apoiava meus cotovelos no balcão. Ele assentiu. — Bem, vamos ver. Que tal começarmos pelo meu nome?

— Seu nome? Como assim? — Ichigo indagou com uma expressão intrigada em seu rosto.

— Meu nome é Lúccia. — Vi a boca de Ichigo abrir de surpresa — Lúccia Kuchiki.

E ele soltou o garfo, fazendo com que este caísse e restasse apenas um barulho incômodo no recinto.

Notas finais
FAAAAAAAA! Eita! E aí, o que acharam? hahaha, me desculpem por parar na melhor parte, eu acho né. xD Mas vocês devem estar acostumados com isso. Bem, já que é notas finais, posso tagarelar à vontade! xD Se alguém lê isso, claro. Não sei se vocês sabem, mas direi de qualquer forma. Eu escrevo a fanfic manuscrita e só depois eu a digito, um dos motivos disso, é que eu não tenho um notebook ou um computador próprio, para ter acesso a internet, eu preciso vir para casa do meu pai, e antes, eu só vinha no final de semana e as vezes nem vinha por causa da falta de tempo. O outro motivo, é que eu tenho muita inspiração escrevendo-a à mão. Porém, querendo ou não, isso fez com que eu atrasasse muito a atualização da fanfic, já que eu ficava dependendo de vir para casa do meu pai para poder postar. Entretanto, eu acho que esse problema vai sumir. Sabe por que? Sabem por quê? Adivinheeeeeeeem! hahahahaha Eu ganhei um notebook de natal, é isso aí! E sabem o que isso significa? Que minha vida foi facilitada e que se tudo der certo, vou ter menos problemas para atualizar a fic! Estou tão feliz *0*. Não vejo a hora do notebook chegar! Estou tão ansiosa! *-* Desculpem pela minha lenga-lenga (se é que alguém leu isso até o final), mas era só isso mesmo, rs! Espero que tenham gostado do capítulo e que deixem seus reviews, finalmente chegou na parte da fic que eu tanto queria! há! Beijos e até o próximo capítulo! ps: Alguém reparou que respondi os reviews dos últimos dois capítulos? yeaaaaah o Tomei vergonha na cara, logo responderei o resto!