Notas iniciais
Olá queridos leitores! Sabe, eu fiquei muito feliz com todos os reviews que recebi. Muito obrigada, meeeeesmo! Eu achei o hentai péssimo, mas fiquei feliz que diferente de mim, vocês gostaram! E aliás, recebi mais reviews do que eu esperava, depois de tanto tempo sem postar, achei que iria diminuir consideravelmente. Por isso, obrigada mais uma vez! E obrigada pelo apoio em relação a faculdade, sério! *-* Bem, aqui está mais um capítulo, com uma surpresa no final! Não demorei tanto dessa vez, eu planejava postar esse capítulo no fds passado, mas não consegui terminá-lo há tempo, terminei na segunda-feira e não consegui postar porque não tive acesso ao PC, que triste né? :/ Chega de enrolação. Espero que gostem e até as notas finais. ♥

Capítulo 17

“Quero um amor maior. Um amor maior que eu.”

Amor maior — Jota Quest

181

Rukia ficou em silêncio sem saber o que dizer. Ichigo tinha a pego de surpresa. Por um instante ela ficou se perguntando o quê tinha levado o sub-xerife a querer contar algo sobre ele, e como se Ichigo tivesse lido sua mente, disse.

— No começo você tinha proposto uma trégua... Você se lembra?

— Sim. — Rukia respondeu calmamente.

— Então vou cumpri-la agora. Você disse que queria saber mais sobre mim e em troca também pedi que falasse sobre você. Isso ainda está de pé?

— Certamente. — Disse em voz baixa ainda surpresa pela atitude dele. Sentiu ele a retirar lentamente de cima do seu ombro e se levantar da cama — Ichigo?

— Só vou acender um candelabro. — Retrucou suavemente e acendeu um fósforo fazendo com que Rukia pudesse visualizar sua face que possuía uma expressão serena. Em seguida acendeu o candelabro ao lado da cama iluminando todo o quarto.

— Ui. — Rukia retrucou de forma maldosa vendo o ruivo nu. Percebendo a situação que estava, Ichigo corou fortemente, mas diferente de muitas vezes, não desviou o olhar, ficou a encarando de volta e deixou um sorriso tímido escapar fazendo o coração da morena acelerar.

Ichigo voltou para a cama e cobriu-se da cintura para baixo e olhou para Rukia que continuava o encarando com um sorriso terno. Um calor gostoso invadiu seu peito. Então aquilo era amor? Ele sorriu de volta e pegou uma das mãos de Rukia e depositou um beijo carinhoso.

— Pronta? — Perguntou sentindo-se extremamente confortável para falar sobre o assunto.

— Sim. — Respondeu ansiosa por ouvir sobre seu amado sub-xerife.

“Eu tinha apenas dez anos quando meu pai foi tirado de mim. Eu ainda era muito jovem para entender o que acontecia realmente. Mas eu me recordo bem que eu fazia parte de uma família que aparentava ser muito feliz. Eu tinha um pai alegre, sorridente e atencioso. Isshin Kurosaki era um grande exemplo de pai, e eu o amava mais do que tudo.”

“O meu pai me ensinou muitas coisas, mesmo sendo muito pequeno eu aprendi a atirar, pescar e cavalgar. Afinal, era filho único e homem. Eu me lembro que quando eu era pequeno, queria ser como ele quando eu crescesse. Um homem forte, justo, trabalhador e que estivesse sorrindo apesar de tudo.”

“Havia minha mãe também. Masaki Kurosaki. Ainda me recordo de como era bela e de como meu pai a amava mais que tudo.”

Rukia engoliu em seco. Então aquela Masaki era mãe de Ichigo? Não podia ser verdade! Ela olhou para Ichigo atentamente tentando absorver o que acabara de ouvir, ele pareceu não perceber o choque de Rukia, estava perdido em lembranças olhando atentamente para frente.

“Mas não era para menos. Ela era realmente linda. Seus cabelos eram ruivos e longos, seu olhos castanhos e acolhedores. Sua voz era suave e gentil como seu sorriso que era capaz de iluminar o ambiente mais escuro. Ela sempre me recebia com um abraço e com um sorriso radiante e reclamava de como eu estava imundo. E meu pai sempre dizia.

— Não ligue para isso querida. Nosso pequeno Ichigo é uma criança, deixe-o descobrir o mundo.

E ela sempre retrucava, dizendo:

— Fala isso porque não é você que lava a roupa, querido.

Meu pai ria e a beijava na testa, para depois deixar o chapéu sobre a mesa e acender um charuto, era seu único vício.”

A morena observou a expressão de Ichigo e percebeu aquele brilho inquieto nos seus olhos cor de avelã. Um sorriso triste dançando em seus lábios carnudos. Rukia sentiu o coração apertar ao ver Ichigo daquela forma.

“Nós não tínhamos muito. Éramos uma família humilde, mas também não passávamos fome. Meu pai dava duro no trabalho, ele era um sub-xerife e ganha o suficiente para nos dar uma vida digna. Eu tinha orgulho dele sabe? Porém, de repente tudo isso mudou. Algo estava acontecendo em casa, eu não sabia o que era, mas era algo ruim.”

“Minha mãe já não era mais a mesma. Ela não nos recebia mais com um sorriso, não dizia nada. Ela me abandonou e eu não entendia o porquê, toda vez que eu chegava com meu pai em casa, ela me olhava de um jeito... Eu era apenas uma criança para entender o que estava ocorrendo. Mas os sinais sempre estiveram ali, só não fui capaz de enxergá-los.”

— Sinais? — Rukia indagou curiosa — Como assim?

— Os sinais de que aconteceria algo ruim. — Ichigo respondeu desviando o olhar para ela.

“Aos poucos eu percebi como meu pai estava mudando. Aquele caloroso sorriso que sempre o acompanhava estava sumindo aos poucos. E então um dia eu acordei no meio da noite e ouvi os dois discutindo pela primeira vez. Ela dizia.

— Eu não aguento mais isso! Essa vida medíocre que você me dá!

— Então é por isso que está se encontrando com aquele homem? —
A voz de meu pai estava séria e ao mesmo tempo serena.

— Sim! Ele pode me dar o que você não pode! — Eu não reconheci aquela mulher como minha mãe, ela era diferente da mulher que me dava carinho e amor. Ela era diferente da mulher que eu amava — Aizen é um homem melhor que você! Ele vai me dar tudo que eu mereço!

Vi meu pai levantar da cama calmamente e apenas dizer.

— Faça o que quiser. Mas que fique claro que meu filho ficará comigo. Espero que se for para você ir embora, seja para nunca mais voltar.”

“Depois desse dia eu quase não via minha mãe. Meu pai sempre me levava para brincar com as crianças do centro enquanto ele trabalhava. Só que um dia foi diferente. Tudo estava mais movimentado que o normal, todos pareciam tão assustados...”

Rukia sentia o peito apertar cada vez mais a cada palavra de Ichigo. O que descrevia o rosto de Ichigo era o nada. Aquela expressão vazia era angustiante. A morena apertou a mão de Ichigo esperando ele terminar.

“Meu pai veio me buscar e mandou que eu ficasse dentro da delegacia e não saísse até que ele mandasse. Ele saiu e eu fiquei espiando pela janela, pouco tempo depois um homem em cima de um cavalo apareceu. Só de olhar dava para ver que não era boa pessoa. E depois tudo aconteceu tão rápido. O homem atirou no meu pai e riu. Eu corri para fora da delegacia sem me importar com nada, ainda pude ver a face do assassino antes dele cavalgar para longe e parar para uma mulher ruiva subir no cavalo, e eu conhecia aquela mulher, era a minha mãe.”

“Eu abracei meu pai com força enquanto ele sangrava até morrer. E ainda no leito de morte, ele me disse algo que eu nunca vou esquecer.

— Meu querido filho. — Pôs a mão no meu cabelo — Eu amo você. Não busque vingança. Apenas viva. Eu sempre tive tanto orgulho de você Ichigo, sinto muito por você estar vendo isso e por eu estar o abandonando. Viva Ichigo, viva.

E ele morreu ali na minha frente e eu não pude fazer nada. Por causa dele, quis me tornar sub-xerife. Apesar de saber que eu nunca serei um homem tão bom quanto ele, não custa tentar, sabe?

Ichigo ficou em silêncio por um longo minuto, Rukia também. Afinal, o que ela diria? Mas ela estava com raiva. Raiva daquela piranha da Masaki por ter feito Ichigo sofrer, de ter se envolvido com um inseto nojento como Aizen. Como ela teve coragem? Agora Rukia tinha mais certeza ainda que Masaki era uma mulher repugnante e ela não se arrependia de nada que tinha feito aquela nojenta passar!

— Você a conhece, não é mesmo? — Ichigo murmurou fitando-a intensamente tirando-a de seus pensamentos.

— Sim, não há dúvidas de que a mulher que você fala é a mesma Masaki que eu conheço, simplesmente seria coincidência demais se não fosse a mesma pessoa. — Comentou com sinceridade passando a mão livre nos cabelos ainda úmidos. Sentia que viria mais e não sabia se estava preparada para o que viria.

— Você poderia me falar sobre ela? — Pediu em voz baixa e Rukia prendeu a respiração, hesitante ela olhou para Ichigo.

— Você tem certeza sobre isso? — Perguntou com seus olhos azuis fixos na figura masculina, e antes dele falar qualquer coisa, Rukia continuou — Você sabe que provavelmente pode escutar coisas, ou melhor, vai escutar coisas nada boas sobre ela.

— Está tudo bem Rukia. Eu realmente quero saber. — Ichigo disse com a expressão suave e os olhos âmbar com um brilho determinado.

— Certo. — Rukia murmurou ainda hesitante mordendo o lábio inferior com mais força que o necessário — Ela é conhecida por dar golpes em outros países. Casa com homens ricos e depois os rouba. Antes ela tinha um parceiro.

— Aizen.

— Sim. — Rukia confirmou com a cabeça.

— E você o matou?

— Sim. — Ela voltou a falar com a voz mais baixa sentindo-se esquisita por admitir aquilo para Ichigo — Porque ele tentou matar um dos meus. — “Justificou” sem olhá-lo nos olhos e continuou — Claro que ela ficou furiosa e me odiou por isso. Disse que me mataria com as próprias mãos. — Suspirou e revirou os olhos, se atreveu a olhar para Ichigo novamente, ficou surpresa ao ver que ele não parecia nem um pouco abalado — Já tentou uma vez... Depois de perder seu parceiro passou a dar os golpes sozinha, estava na Europa, mas soube que está aqui agora, nos Estados Unidos.

— Entendo. — O ruivo limitou-se a dizer — Ela mata pessoas?

— Sim. Os maridos, para ficar com a fortuna, e os filhos, para que não haja herdeiros... Às vezes ela os vende para fora. Sabe, é difícil imaginá-la como uma mãe carinhosa.

— Deve ser mesmo. Até eu fico duvidando das minhas lembranças. — Ichigo concordou com um sorriso nada típico dele.

Os dois ficaram em silêncio sem saber o que falar, até Ichigo o quebrar com uma pergunta.

— Você vai cumprir sua parte, certo?

— Claro, mas não agora. — Ela disse calmamente — Eu imagino que você ache que eu tenho problemas para falar do meu passado, mas não é isso. Pelo contrário, eu superei-o faz tempo. Só que não é uma coisa que eu possa sair falando para todo mundo, e as pessoas têm dificuldade em ouvir e aceitar, de modo geral, claro. Então, tudo ao seu tempo.

— Certo. — Ichigo concordou e Rukia sorriu em resposta.

Inoue

170

Os dias passaram rapidamente, mais rápido do que eu esperava. Com o baile de verão, tudo estava tão bagunçado que nem tive tempo de visitar Ichigo. Será que está tudo bem com ele? Eu realmente espero que sim. Era uma pena ele não estar aqui para ir ao baile comigo, o xerife Kuchiki tinha sido tão mau em colocá-lo para ficar com a ceifadora! Mas tudo bem! Estou com um bom pressentimento a respeito do baile!

Ir a um baile de máscaras é tão excitante e divertido! Não saber quem é quem! Estava tão ansiosa para ir. Já tinha começado e nada do meu irmão chegar, onde ele tinha se metido? Mais dez minutos se passaram até ele entrar em casa com uma expressão cansada.

— Ah Hime! Desculpe pelo atraso.

— Aconteceu algo irmão? — Perguntei preocupada indo até ele — Você não parece nada bem.

— Nada de muito importante, só não estou me sentindo muito bem. — Sora suspirou com a voz baixa. Ele realmente não parecia bem. Percebi que ele suava e coloquei a mão em sua testa — Oh Deus! Você está queimando de febre irmão! Venha aqui. — Arrastei-o para o sofá fazendo=o sentar e logo me levantei — Vou preparar um chá e chamar um médico...

— Ei Hime, o que você está fazendo? Tem um baile para ir. — Murmurou com a voz fraca e eu o olhei com a testa franzida.

— Do que você está falando? Eu não vou deixar meu irmão doente sozinha por causa de um baile estúpido. — Resmunguei me sentindo zangada de repente — Bailes ainda terão vários!

— Orihime, não se preocupe comigo. Eu ficarei bem. Eu sei que você realmente queria ir a esse baile, você se esforçou tanto para fazer esse vestido, não é justo que não vá ao baile.

— Mas irmão... — Tentei falar mas ele me interrompeu.

— Mas nada! Apenas chame Nanao aqui e peça para Sado te levar. — Sibilou com o resto de suas energias.

— Certo. — Confirmei a abaixei o olhar — Boa noite irmão, melhoras. — E saí.

Antes de ir para o baile fiz o que Sora pediu, chamei Nanao e pedi para Sado me levar até o lugar em que o baile estava ocorrendo. Não demorou muito, assim que chegamos, coloquei as luvas brancas que tinha feito especialmente para esse dia. Passei as mãos pelo meu vestido azul claro que ia até os meus pés, sem mangas com várias pérolas em seu decote discreto. Acho que foi o melhor vestido que fiz em minha vida! A máscara branca e brilhante cobria parcialmente meu rosto e estava presa com um laço branco que ia até os meus cabelos — que hoje estavam cacheados — que ia até a cintura. Suspirei e antes de entrar, acenei me despedindo de Sado.

Quando entrei, fui tomara pela alegria do salão em que todos dançavam, riam e bebiam. Percebi muitos olhares na minha direção e me senti nervosa com isso, dessa vez nem Ichigo nem meu irmão estavam comigo, nunca tinha vindo sozinha, ainda mais em um baile de máscaras!

Resolvi tomar um copo de ponche para relaxar. Fui para mesa pegar uma taça, assim que cheguei, inclinei-me para alcançar uma das taças, quando meus dedos alcançaram a taça, senti dedos quentes em cima dos meus e senti uma sensação esquisita passar por todo meu corpo. Encarei o estranho sem tirar os dedos da taça que era minha!

— Você poderia me dar licença, por favor? — Pedi com educação para o homem impecavelmente bem vestido na minha frente. Estava todo de preto, inclusive a máscara era preta, seu cabelo negro estava penteado para trás elegantemente, mas o que mais me chamou atenção, foram os seus olhos verdes, tão intensos. A minha avaliação durou pouco, já que ele ignorou meu pedido e não falou nada. — Com licença! — Ele chegou mais perto.

Tentei empurrá-lo com a mão que estava livre, ele estava perto demais! Mas em um movimento rápido, o estranho segurou minha mão e me puxou para mais perto colando nossos corpos. Que vergonha!

— Adorável. — A voz dele era grave e rouca. Arrepiei-me.

— Quem é você? Solte-me! — Sibilei sentindo minhas bochechas queimarem. Ele me ignorou e continuou me segurando. Que irritante! Consegui segurar a taça e pensei em quebrá-la na cabeça do homem.

— Não faça isso. — Murmurou tirando a taça de minha mão.

Quem diabos era este homem misterioso?

Notas finais
O que acharam? MUAHAHAHAH. Adoro terminar na melhor parte. :) Bem, é isso aí, já comecei a escrever o próximo, já escrevi a metade, vou tentar terminá-lo até quarta, caso eu consiga terminá-lo e dependendo dos reviews, posto adiantado! Amanhã tenho prova do PAS! Me desejem sorte! Até o próximo capítulo!