Círculo de Fogo
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Capítulo 16
181
Não tinha como negar que estava rendido e não tinha mais volta. Ele havia resistido por tempo demais. No instante em que Ichigo tinha tomado os lábios femininos para si, sentiu que não importava o quanto ele lutasse, no final, sempre se renderia a ela. Apenas um nome era gritado dentro de sua mente.
“Rukia. Rukia. Rukia.”
— Eu quero você — Rukia falou em voz baixa atraindo a atenção dele novamente, tirando-o do transe momentâneo em que se encontrava.
— Sim. — Foi a única coisa que ele disse, mas queria dizer que também a queria, que a desejava.
“Como uma mariposa sou atraído para tua chama. Diga meu nome, mas não é o mesmo.”
Ainda aos beijos, Ichigo tirou-a do rio. O contato entre os corpos fora da água era ainda melhor. Rukia arfou ao sentir o calor do corpo másculo dele e sentiu-o sorrir entre seus lábios.
— Aqui não — disse depois de um beijo ardente. — Eu quero você na minha cama.
O ruivo ignorou as roupas deles no chão e praticamente a carregou até a casa. A casa se encontrava na total escuridão, no caminho para o quarto dele, topou em algo e gemeu de dor.
— Aí. Porr- — Segurou o palavrão fazendo Rukia rir baixinho. Logo em seguida, quando Rukia iria passar, topou no mesmo lugar.
— Aí, móvel desgraçado. — Xingou sentindo uma dor aguda no dedo mindinho do pé. Ichigo riu dela e a puxou gentilmente para seus braços novamente.
Ele a guiou no meio da escuridão e logo chegaram ao cômodo. A escuridão predominava todo o ambiente, apenas um fio de luz atravessava a janela fracamente. Era o suficiente para que Ichigo pudesse ver aqueles olhos azuis que o confundiam e o fascinavam. Os dois estavam de pé próximo a cama, a respiração dos dois era a única coisa que podia ser ouvida.
— Rukia... — O ruivo sussurrou quebrando o silêncio.
Ele levou a mão ao rosto dela apreciando a maciez da pele feminina que parecia veludo. Quantas vezes ele tinha imaginado tocá-la sem sentir culpa? E agora ele estava ali, tocando-a sem pudores e sem receios. A morena fechou os olhos apreciando aquele toque quente e adoravelmente confortável.
Nada estava sendo feito com pressa, para que os dois pudessem gravar aquele instante em suas mentes. Rukia aproximou-se mais dele e tocou sua pele nua. Contornou os músculos definidos do peitoral do ruivo apreciando o corpo másculo desejável. Ele arrepiou-se diante daquele toque quente e viu que não poderia esperar por mais tempo.
Ichigo puxou o queixo dela gentilmente para cima e a encarou. Em seguida seus lábios se encontraram mais uma vez, selando aquele destino incontestável.
“Você olha nos meus olhos, estou despido do meu orgulho e minha alma se rende e você traz o meu coração de joelhos.”
Ele depositou o corpo pequeno de Rukia na cama e logo ficou por cima, tomando cuidado com seu peso para não esmagá-la. Seus lábios quentes percorreram o queixo feminino até o pescoço deixando um rastro quente de beijos cálidos.
Rukia gemeu sentiu-se esquisita. Todo aquele calor que estava sentindo era mesmo normal? Um formigamento gostoso ficava em cada lugar que os lábios de Ichigo passavam. Que tipo de sensação era aquela? Não tinha a mínima ideia, mas ela gostava bastante! As mãos pequenas e femininas foram de encontro ao torso nu do ruivo e logo as unhas de Rukia estavam cravadas ali quando sentiu Ichigo abocanhando seu seio esquerdo e a outra mão apertando suas nádegas fazendo-a sentir sua excitação crescente. Rukia sentiu-se mais molhada do que nunca.
Ela estava em chamas. Todo o seu corpo ardendo de prazer, ansiando pelo toque daquele homem gostoso que o sub-xerife Ichigo era. E com ele não era muito diferente. Por muito tempo havia a desejado “em segredo”, mas seus princípios sempre entravam em contradição com os desejos da carne. Queria-a, queria possuí-la e fazê-la gemer seu nome infinitas vezes enquanto lhe dava o prazer que nenhum homem jamais dera e daria. E não hesitaria em fazê-lo dessa vez.
Sentou na cama e puxou-a para si fazendo-a sentar em seu colo. Assim que se encaixaram naquela posição, a morena sentiu o membro rijo e pulsante abaixo de si e não conseguiu conter um languido gemido. Ela queria senti-lo ainda mais. Levou a mão ao membro rígido dele o massageando suavemente sentiu toda a extensão daquele caloroso órgão.
“Grande.” Ela pensou muito feliz com essa constatação.
O ruivo mordeu o pescoço alvo da morena que reprimiu um grunhido, deliciando-se com a relação dela, fez novamente do outro lado para depois subir para a orelha em que soprou de leve. Ele tocou os seios intumescidos e constatou que cabiam na palma de sua mão. Ela era perfeita para ele, até seus corpos diziam isso.
“E isso está me matando, quando você está longe, eu quero ir e quero ficar. Estou tão confuso, tão difícil escolher, entre o prazer e a dor.”
Ichigo jogou-a na cama novamente e ela riu deliciada.
— Agora você vai ter mim, o que sempre quis Rukia. — Sussurrou com um sorriso malicioso que fora imperceptível na escuridão do recinto.
— O que você... Oh Meu Deus! — Gemeu sentindo-o mordiscar seu clitóris. Céus! O que era aquilo?
Jamais havia sentindo aquela sensação em toda sua vida. Não sabia se ria, gemia, grunhia, se o afastava. Não conseguia distinguir o que era aquilo, era uma sensação nova e totalmente contraditória. Ao mesmo tempo que queria pedir para que ele parasse, queria que ele continuasse. E sentiu-se como uma virgem, bem... Quase isso.
— Ichigo... — Ela sussurrou o nome dele de forma ofegante enquanto seus dedos se enroscavam ainda mais nos fios ruivos.
O Kurosaki deixou de saboreá-la por um instante e fez o caminho de volta até os lábios de morena, mas antes de beijá-la, ele sussurrou.
— Você é deliciosa Rukia. — E pela primeira vez desde muito tempo, Rukia sentiu suas bochechas queimarem, e não era de prazer, era de vergonha! Céus, ela corara! Ela agradeceu por estar escuro o suficiente para que o xerife não visse isso.
A morena tomou a iniciativa e terminou com a distância que os separava o beijando ardentemente enquanto sentia o corpo dele retrair-se de puro prazer cada vez que ela o acariciava. Rukia abriu as pernas pronta para recebê-lo e suas intimidades se roçaram fazendo-os gemer.
— Você está pronta para mim, meu bem. — Disse baixinho, com a voz rouca e sensual, e para Rukia, ele nunca esteve mais sexy e atraente como naquele momento.
Ele percebeu que Rukia estava muito excitada. Ele passou os dedos pela intimidade dela, sentindo como estava molhada.
— Ichigo. — Foi um pedido feito com a voz entrecortada.
— Sim. — Ele atendeu prontamente o desejo dela.
Segurou os braços dela acima de sua cabeça e a penetrou de uma vez.
“Eu sei que é errado, e eu sei que é certo. Mesmo se eu tentar vencer a luta, o meu coração iria ignorar minha mente. E eu não sou forte o suficiente para ficar longe.”
Rukia o sentiu por inteiro e não pode mais se conter gemendo alto. Era mil vezes melhor do que todos os sonhos que ela já tivera. Ichigo ficou parado por um instante saboreando a sensação de estar dentro dela. A feminilidade quente e úmida apertava seu membro de forma prazerosa fazendo-o perder o pouco de controla e consciência que ainda restava.
Ichigo iniciou os movimentos de forma lenta sentindo o corpo de Rukia abaixo de si se contorcer de prazer. Ia devagar de propósito, torturando-a prazerosamente. Iria fazer com que ela implorasse por mais, que implorasse por ele. A morena não aguentava mais aquela tortura deliciosamente prazerosa, precisava de mais, muito mais. Queria agarrar as costas musculosas de Ichigo e gritar para que ele fosse mais rápido, para que a possuísse com mais força, mas como fazê-lo se ele a segurava impedindo-a de tocá-lo?
— Ah. Ichigo... — Ela pronunciou seu nome de forma entrecortada tentando colocar os pensamentos no lugar — Ichigo... — E exatamente na hora que Rukia terminaria a frase, o ruivo estocou com mais força e a ouviu gemer demoradamente.
— Sim? — Provocou-a usando um tom convencido por estar domando-a tão facilmente — Quer dizer alguma coisa?
Em meio à onda avassaladora de prazer, Rukia conseguiu raciocinar. Sabia que Ichigo sorria pelo seu tom de voz, estava a provocando, brincando com seu ego. Travou as pernas em volta do quadril masculino impedindo-o de se mover.
— Sim, eu quero dizer algo. — Murmurou em voz baixa contendo sua respiração ofegante sem tantas dificuldades como antes, o que deixou Ichigo desarmado por um instante. Percebendo a brecha que havia se formado, Rukia desvencilhou-se do agarro em seus braços e empurrou-o para o lado fazendo com que seus corpos “desconectassem” por um instante.
Ainda um pouco confuso e surpreso Ichigo iria se pronunciar, mas foi impedido quando Rukia sentou em seu membro rijo de uma vez só fazendo-o arfar.
— Não deixe que seu ego se infle tanto sub-xerife. — Sussurrou e em seguida rebolou os quadris em cima dele torturando-o como vingança — Eu não sou uma dama, sou uma mulher experiente que sabe como satisfazer um homem. Então, — Rebolou mais uma vez e Ichigo deixou um gemido rouco escapar — não pense que irá me domar tão facilmente.
E o jogo se inverteu. A morena de olhos azuis iniciou os movimentos de forma selvagem fazendo com que Ichigo perdesse o fio da mesa e se entregasse totalmente ao prazer que ela estava lhe proporcionando. Rukia o domava como um garanhão selvagem, perdendo-se no próprio desejo. As unhas femininas se enterrando na carne do peitoral bronzeado do ruivo com força enquanto seu pequeno corpo subia e descia, as mãos masculinas apertando com força desmedida a cintura de Rukia auxiliando o ritmo dos movimentos que estava fazendo-o ter delírios.
Cansada, Rukia deixou que ele ditasse o ritmo que seguiriam a partir daquele instante. Ele voltou a ficar entre suas pernas e dessa vez não hesitou em possuí-la de modo selvagem.
“O que eu posso fazer? Eu morreria sem você. E com a sua presença, meu coração não conhece a vergonha.”
Ele a segurou com força entre sues braços fortes enquanto ela o abraçava e gemia seu nome baixinho em seu ouvido. Seus lábios masculinos alcançaram o pescoço de Rukia onde a beijou com paixão antes de tomar os lábios dela para si de forma voraz. Beijando-a com fervor, paixão e desejo. Todos os seus sentimentos estavam ali, explícitos.
Em meio a névoa de sua mente, Ichigo pensou em tudo que mudara em sua vida desde que Rukia chegara. Sentia-se mais vivo do que nunca, o vazio que sempre habitava ali simplesmente não existia mais quando ela estava por perto, lembrou de como se sentiu quando estupidamente tentou afastá-la, tirando a dor de quando seu pai morreu, jamais sentiu nada parecido. A necessidade de acordar e ver o sorriso dela se tornara essencial, a maneira como Rukia lhe provocava, lhe olhava, fazia-o se sentir um homem muito melhor.
E naquele instante, percebeu que de algum modo amava Rukia. Havia se apaixonado por ela. E tinha certeza disso agora. Fazer amor com ela tinha sido diferente. Amava-a. E não negaria mais isso para si mesmo.
“Eu não sou o culpado. Porque você traz meu coração de joelhos.”
Ichigo separou os lábios dos dela e levou uma das mãos ao rosto dela com carinho. Ele queria enxergar aqueles olhos profundos e azuis de Rukia, mergulhar ainda mais nela. Rukia continuou com os olhos fechados aproveitando as sensações novas que Ichigo tinha lhe mostrado. Não sabia explicar os próprios sentimentos. Sabia que se sentia extremamente bem perto dele e que poderia ser ela mesma e não “Rukia, a ceifadora.” Seu coração ia a mil quando ele se aproximava e seu sorriso passava a sensação de que tinha ganho o dia.
Nunca tinha amado ninguém para poder saber se estava apaixonada, entretanto, desconfiava que sim. Que estava apaixonada, que estava amando o sub-xerife Ichigo Kurosaki.
“Eu acho que amo você Ichigo.” Pensou em meio ao êxtase. Não queria estragar tudo, não falaria para ele. Não agora.
“Eu amo você. Eu amo você, Rukia.” O ruivo pensou antes de beijá-la mais uma vez.
“Não há nada que eu possa fazer. Meu coração está acorrentado a você. E eu não posso me libertar. Olha o que esse amor me faz.”
Not strong enough — Apocalyptica feat Brent Smith
Os dois sentiram que o clímax estava próximo. Com uma última estocada, Ichigo derramou-se dentro dela enquanto o corpo de Rukia se resetava de prazer. O melhor orgasmo da vida dela! Ichigo retirou-se de dentro dela e deitou ao seu lado fazendo com que a cabeça dela ficasse apoiada em seu ombro.
Ficaram em silêncio por um instante recuperando o fôlego, quando suas respirações se normalizaram, Rukia foi a primeira a falar.
— Você me surpreendeu. Foi maravilhoso. — Comentou “olhando” para o teto. Ele sorriu.
— Obrigado? — Sussurrou de volta sarcástico — Você também foi maravilhosa. — Ela riu suavemente. Sentindo-se bem nos braços dele.
Mais um minuto de silêncio, mas esse foi quebrado por Ichigo.
— Rukia? — Chamou-a de forma hesitante — Acordada?
— Sim. — Respondeu — Algum problema?
— Não, eu só queria... — Hesitou novamente mas segundos depois deixou de lado, não tinha motivos para hesitar.
— Só queria... ? — Incentivou-o a continuar.
— Eu vou contar sobre meu passado.
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